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domingo, 12 de agosto de 2018

( SURFCASTING) SÓ PARA MATAR O BICHO...

Boas.


Semana comprida e sem fim...

Cansado, massacrado, e com necessidade de ir ao mar... Bem, de ir fazer uns lances ao surfcasting...

Depois de falar com a malta eis que conseguimos ir um pouco na 6ª feira. O problema eram as aguagens e o mar que não deixavam pescar em lado (quase) nenhum... Lá vimos uma aberta num pesqueiro e fomos...

A ideia era fazer a praia mar, pois com as aguagens altas ( 15), era complicado pescar com pouca água.

Ao chegarmos ao pesqueiro nunca, mas nunca tinha visto ali tanta gente... O povo foi obrigado a se juntar todo. Fizemos mais de 2 km´s de praia até desistir e voltar para trás. Os pirilampos não tinham fim... Ver tanta luzinha na praia até me dava vontade de rir, mas não me importei nada e a malta também não. Com muita calma, pois era só para fazer 3/4 horas de pesca coisa rara ao surfcasting lá ficámos no inicio dos pescadores longe das melhores zonas, mas... enfim, era o que havia.

A primeira ideia que senti na praia muito rasa era que com a maré a subir íamos ficar muito longe dos fundões pois eram muitos metros de praia sem qualquer declive.


Lanço a 1ª cana com americano e vou montar e pimba lá para dentro, a 2 cana foi com bibis, o isco que mais peixe me tem dados no ultimo ano. Resolvi só pescar com 2 canas devido ao spot ser muito raso e isso obriga a mais trabalho fisico.

Logo de seguida a minha cana tinha batido, eu já tinha reparado mas não ao longe não via a linha de lado e assim que segurei percebi ter um sargo. Cabeçadas, principalmente sempre que se afrouxava um pouco ao recolher... Deu alguma pica. Um belo sargo, gordo, gordo...

Fui logo iscar de novo e lá foi outra para dentro...

Estava a preparar a iscada, e vejo novamente a mesma cana a bater e lá corri... Assim que agarro um peso maior, e cabeçadas. Outro sargo, este correu um pouco nas escoas fortes e deu me gozo. Com calma fui trazendo um belíssimo peixe. Parecia uma bola de tão gordo que estava... Assim dá pica.

Lindos peixes. Dois, mas bons.

Isquei novamente e pimba para dentro...

A primeira hora foi compensadora, não que tivessem saído monstros, mas saiu peixe, e ao menos estáva entretido. A cana até ficou virada para trás... mais um devolvido que foram uns 15 a 20 peixes. Bem, continuei a trocar iscadas, mas o mar galgou e passou a varrer tudo... Eram metros atrás de metros e as aguagens não perdoavam... Com aquela cota de água já elevada julguei que pudessem aparecer uns peixes pois o mar estava bonito... Mas foi tudo ao contrário... A praia mar trouxe actividade zero. Nada de nada. Nem se sentia as canas a mexer, as iscadas vinham e iam...

Quando voltei para trás vi a minha linha um pouco caída e lá fui agarrar... Ao puxar percebi que vinha algo mas tão pouco que percebi ser pequeno... E passados muitos anos, num anzol hayabusa 2/0 vem um peixe aranha minúsculo... Incrível.

E já a maré vazava bem, entrei o mais dentro que pude e fui tentar dar com o buraco... Não deu nada demais, foi mais uma baila pequena, mas foi so para confirmar a percepção que fiquei nestas horitas...

Devido a praia ser muito areada, embora se sentisse o fundão ao recolher quando chegamos à realidade é que ali se iria fazer mais peixe com a maré com pouca água pois podía chegar a frente e lançar para o fundão. Com água, fui obrigado a recolher e ficar muito distantes dos fundões e como o peixe não entrou pelos vistos ali na água rasa, nada a fazer...

Lá arrumei a tralha e demos por terminada a pesca... Nada de mais, valeu pelos bons sargos, e por passar umas horas com os amigos, isso ninguém nos tira... Amizade e boa disposição acima de tudo...




Um grande sargo safou uma pesca maioritariamente de devoluções...

O Verão é mesmo assim na minha zona...


Resta ir as douradas a ver se como no passado safo algumas...

Abraço malta e até breve...

Material:

Canas: Vega Elite, Vega Potenza Legend, Cinnetic Black Star ST

Carretos: Shimano Bull´s Eye ( 3)

Linhas: Cinnetic Sky Line, Vega Red Power, Vega Power Zone, Sufix 100% fluoro, Vega Super Tech fluoro

Iscos: Americano, Casulo, Caranguejo, bibis


FilipePC


quinta-feira, 18 de maio de 2017

( SURFCASTING) SURFCASTING NA LAGOA DE ALBUFEIRA NUMA SOLITÁRIA

Boas.

Após uma pescaria fraca e sofrida dois dias antes com muito limo, resolvi ir novamente no Domingo a pesca.


Como a malta não me podia acompanhar lá rumei a Lagoa para uma pescaria rápida do anoitecer até ali as duas da manhã. Como só anoitece depois das 21 horas acaba por se pescar poucas horas.

Como o tempo era pouco o importante era tentar apanhar ar e fazer uns peixes dentro do possível.





Cheguei a Lagoa e o fui observar o mar e a praia que tinha efectivamente algum limo seco e alguma sujidade pela praia. Fiquei com dúvidas se deixaria pescar mas não tinha muitas hipóteses e mudar de spot sozinho então, só mudar de lá para o sofá.

Fui buscar o material e rapidamente pus as canas a pescar. Os primeiros lançamentos de maré muito vazia deixaram me com receio de ser impossível a pesca. Algum limo e logo o tabaco, o pior que se pode agarrar a linha. Não só é um limo que dificulta o recolher obrigando muitas vezes a se parar para retirar o limo o que caso venha peixe é meio caminho para o perdermos como é o limo que mais enrola os estralhos pois agarra se muito e se nos enrola os estralhos a cana estar lá ou não é igual pois nada está a produzir.



No meio de um bocado de limo e estralho enrolado dei apesar disso por o isco ratado o que indicia actividade e isso é menos mal. Nestes casos só vejo uma hipótese, é ter calma, esperar que com mais água diminua o limo e do ponto de vista prático encurtares os estralhos.



Foi o que fiz e correu bem, logo de seguida tiro o 1 peixe do dia um sargo de 500 e tal gramas já bonito. As outras canas mantiveram o cenário de algum tabaco mas com iscos ratados.





Fiz de seguida dois robalos sem medida, devolvidos, e 1 baila boa. O peixe estava lá e com o anoitecer a maré a ganhar altura podia se dar mais alguns. Pelo menos estava nessa onda.

Mais um robalo e mais um sem medida, devolvido.

Já deviam ser umas dez e meia quando saco outro sargo como o primeiro e a pesca ia se compondo. Sem grandes peixes, mas com uma pesca regular como costumo dizer...

Faço uma boa iscada de lingueirão e pimba outra boa baila. Sempre a facturar. De seguida saco uma muito pequena e foi para o mar para crescer mais um pouco...

Mais uns minutos e saco um linguado bem bonito, e é sempre um peixe delicioso... Um manjar dos deuses para mim.

O limo por esta altura era pouco e já só vinha na linha um resto quando se recolhia o que me permitiu alterar as montagens e novamente pescar com uma cana com o estralho mais comprido.

A bom tempo que o fiz, pois uma iscada com um grande caranguejo saco um sargo daqueles que gostamos, já dos de nariz negro. Um sargo que quando saiu da água era mesmo negro. Lindo. Um dentuças dos bons...

A maré já tinha muita água e eu já tinha solto alguns peixes, pequenos pois a rataria era tanta que a meu ver não se fiz mais peixe porque os iscos duravam pouco. Faltou me o choco que neste dia podia ter sido decisivo, mas não deu para arranjar.

Fui arrumando uma cana enquanto deixava a outra a pescar e saquei outro sargo, mais pequeno e uma baila jeitosa...

Quando parei estava cansado e ia trabalhar no dia seguinte. Com peixe no pesqueiro custa a abandonar a praia, mas teve que ser.

Valeu a pesca por ter sido uma pesca em que fiz uns quantos peixes com medida GANG e trouxe alguns exemplares minimamente interessantes. Foi chegar, largar o material e ir logo dormir.

Em breve volto lá e espero com menos limo e mais tempo...

Ficam as fotos possíveis, espero que gostem. Não é do vinho, lol, é dos peixes...








MATERIAL:

Canas: CINNETIC BLACK STAR ST, VEGA POTENZA ELITE, DAIWA TOURNAMENT Z
Carretos: SHIMANO BULL´S EYE ( 3 )
Linhas: CINNETIC RAYLINE ORANGE FIRE, SUFIX 100% FLUOROCARBONO
Iscos: AMERICANO, CASULO, CARANGUEJO, LINGUEIRÃO, TITAS


FILIPEPC

quinta-feira, 11 de maio de 2017

(SURFCASTING) IMPROVAVEL REGRESSO A COSTA ALENTEJANA


Boas,

Antes de mais quero agradecer aos companheiros que me acompanharam nesta pesca, Emanuel e JoãoNumberone. Foi uma pesca realizada num dia particularmente difícil para mim, mas não faria sentido passa-lo de outra maneira.
Exactamente a um ano atrás este mesmo dia foi um dos mais difíceis e tristes da minha vida, o falecimento do meu pai, a pessoa que me iniciou na pesca ainda muito novo, e meu companheiro de pesca durante muitos anos. Muitos fins de semana passamos a beira Tejo, e digo fins de semana porque literalmente começávamos a pescar ao sábado de manha e acabávamos ao domingo a tarde.
Lembro-me de passar as semanas inteiras a pensar no fim de semana, e a chatear o meu pai para irmos a pesca. Sei que muitas das vezes fomos porque eu não dava outra hipótese. A sexta a noite o meu pai dizia, amanha de manha acorda-me, e eu acho que ele tinha sempre a esperança de dormir mais um bocado, que o puto não acordasse muito cedo, mas eu, nessas noites pouco ou mal dormia, e mal via uma nesga de luz, levantava-me a correr.
SAUDADES, MUITAS SAUDADES.

À um ano atrás, pouco tempo depois do seu falecimento, fiz uma promessa, iria passar este mesmo dia a pesca, era a minha forma de estar perto dele. Estivesse o tempo e o mar da maneira que estivesse, iria a pesca. A minha mãe compreendeu a minha decisão e deu-me força.

Já tinha falado com o Emanuel que nesse dia iria a pesca, e ele disse que me acompanhava, entretanto o JoãoNumberone também se colou.

Após vermos as condições para esse dia, a nossa ideia foi descermos mais no mapa, andávamos a muito tempo a querer visitar a costa vicentina, e as condições para esse fim de semana, apesar de não serem perfeitas, daria para fazer uma investida. Aquelas praias precisam das condições ideais de mar para se poder pescar. Falámos entre nós, vimos previsões, vimos cameras e estávamos indecisos, devido ao facto de não ser uma zona frequentada por nós. Fizemos algumas chamadas para amigos que frequentam a zona, e recebemos algumas dicas preciosas que nos ajudaram a decidir.

Tudo orientado, ponto de encontro na casa do Emanuel as 14 horas, visto que a viagem era longa, o Numberone pela primeira vez na vida chega a horas, e eu é que me atrasei, coisa rara. Bocas e larachas, material no carro e lá fomos nós.

A viagem é sempre uma animação.



Chegamos a praia escolhida e para nossa surpresa, quase não tinha areia, só se via pedra por todo o lado, nem um espacinho havia para lançar uma cana, quanto mais oito. Aproveitando o facto de irmos de jipe, corremos uns trilhos pela costa em direcção a outra praia que também estava referenciada. Areia nem vê-la mais uma vez, e para piorar, parte da praia tinha muito limo. Voltamos a primeira praia, porque nos faltava ver um recanto. E que indecisos ficamos. Havia condições, Estava funda, não aparentava ter pedra, mas... só cabiam dois e apertadinhos. A hipótese que havia era um de nós ficar num fundão mais a frente, mas a 300 metros. Esqueçam, ou ficamos todos juntos ou não ficamos. Quem mandou o Numberone vir connosco ahahahahahah.

Já começava a ficar tarde, tínhamos que decidir e rápido. Tínhamos duas hipóteses, ou descíamos mais, o que era uma aposta arriscada, ou subíamos para a 'nossa' costa. Devido a hora decidimos subir.

Fomos directos a Praia Norte em Sines. Mar mexido, praia funda. Carregamos tudo para a areia e sentimos um cheiro forte a limo. A beira mar estava com limo. Antes de montarmos tudo, o Emanuel lançou uma cana. Cinco minutos depois, 30kgs de limo. Não dava mesmo para pescar, Arruma tudo e vamos embora. Mas antes de arrancar, vamos lá ao pastel que a fome já aperta, desta vez decidimos mudar e comemos um pastelinho de feijão que estava um mimo.



Pelo caminho decidimos rumar a Melides, antes de descarregarmos o carro fomos mesmo a praia, não havia sinal de limo. Ficamos aqui.





Mas pelos vistos a existência de limo era geral, não tanto como na Praia Norte, mas algum que em alguns lançamentos impossibilitava a pesca.
Falamos com um senhor que la se encontrava desde a hora de almoço e ele disse que o limo só tinha aparecido na baixa mar.
Decidimos arriscar e ficar, com esperança de que na praia mar já não houvesse limo. Essas primeiras horas foram de sofrimento, a maior parte do tempo as canas estiveram fora de água, não valia a pena andar a insistir muito. E quanto mais fora lançávamos, mais limo vinha. Só por volta das 23 horas é que começamos a pescar em condições. 




Foi uma noite com alguma actividade, mas quase tudo peixe miúdo, entre os três devolvemos a vontade uns 20 peixes. Entre eles sargos de 23/24cm e robalos de 36/38cm. Mas a grande maioria eram mesmo peixes mini. Sargos e robalos que cabiam na palma da mão. 




Resultado final da pescaria, que para 3 pessoas foi miserável, até comentamos entre nós, que se todos os peixes devolvidos tivessem medidas aceitáveis (sargos +/- 300 a 400grs) tínhamos feito uma belíssima pescaria.



No regresso começamos a fazer contas a vida, e pelos visto tinhamos feito 500km a procura de poiso para pescar. Normalmente fazemos entre 280/300km. Foi muito cansativo, aliás como comprova a foto abaixo. O Emanuel diz que ainda hoje não conseguiu secar a poça de baba deixada pelo Numberone.




 MATERIAL:
CANAS: CINNETIC BLACK STAR TI FLEXI-TIP HYBRID (3), CINNETIC BLACK STAR ST FLEXI-TIP HYBRID, DAIWA TOURNAMENT Z, DAIWA SKY CASTER HYBRID (2), DAIWA CAST'IZM HYBRID

CARRETOS: SHIMANO BULL´S EYE (3), SHIMANO SURF LEADER (2), DAIWA TOURNAMENT SURF 45 (2), DAIWA TOURNAMENT BASIAIR

LINHAS: CINNETIC SKY LINE RED INFERNO, SUFIX 100% FLUOROCARBONO, CINNETIC MIMETIC FLUORCARBONO

ISCOS: CHOCO FRESCO, LINGUEIRÃO, CASULO, AMERICANO, BIBIS E CARANGUEJO DOIS CASCOS



NUNOC, EMANUEL, JOÃONUMBERONE

segunda-feira, 8 de maio de 2017

( SURFCASTING) REGRESSO AO TERROR DA GALÉ!!!





Boas.

Ao final de algumas semanas sem pôr os pés na Costa Alentejana deu se o regresso à Galé, o terror desta costa. Sim, o terror, a mais temida por todos nós. É de uma dureza extrema pescar nesta praia, só de pensar naquelas escadas sinto me deprimido. Já chegou ao ponto de muito elementos do GANG recusarem ir lá pescar tal é a dureza de fazer a subida de madrugada com a carga e com o cansaço.

Confesso que até a mim já me dói e já evito lá ir pescar. É um spot bom, mas epa... Bem, esquecemos isso, passemos ao relato.

Pesca combinada para o Sábado de tarde, com o Santos e com o Rui. Alguns devem estar a perguntar se não queremos ir lá porque fomos? Bem, a resposta é que somos uns tontos, lol. Não, agora a sério, isto tem a ver com a escolha, ou pelo menos a crença na análise que fazemos quando escolhemos o spot, ou seja, existe um mapa com o mar, com o período de vaga, etc. Imaginem que estamos a ver o mapa com 6 a 8 praias onde pescamos e segundo a forma como gostamos de pescar o mapa diz nos que é ali... epa... Procuramos ir ao encontro dos nossos conhecimentos e crenças, é normal. "Infelizmente" nesta vez dizia que na Galé era onde o mar estava pescável, duro, mas pescável.

E lá fomos nós, pelo caminho eu não ia lá muito bem, tive a semana toda bem, e no Sábado senti me adoentado, o nariz a pingar e já estava a ver o filme... Mas fui.




Chegámos lá perto do final da tarde, o mar enorme, dava uma queda e por isso resolvemos mesmo ficar. A descer a coisa até se faz, e lá escolhemos o spot... O Santos ficou deslocado pois a praia tinha mais pescadores, mas eu e o Rui pesou nos na consciência e lá fomos safar o "velhote". Até ajudámos a carregar as coisas e apertámos o nosso lugar. O Rui mexeu se para a esquerda, eu ainda mais a esquerda... E ele ficou onde nós estávamos.






Bem, a dureza do mar, era tanta que com maré vazia, perder chicotes era mel... Comecei a perceber que não dava para pescar assim, e tive que mudar a estratégia. Mudei em 2 canas a bobine, e pesquei mais grosso um pouco a ver se conseguia tirar as chumbadas de lá. Diminui os estralhos e subi os pois os estralhos em cima enrolam sempre menos.

2 horas de pesca e nada, grade para os 3, e todos com 1 ou 2 canas fora de água, era duro pescar, e estava a ser um suplício, apanhávamos aquelas horas mesmo de maré vazia, a Galé sem água só muito longe atrás das 3 filas de ondas que se formavam é que havia mais água. Foi tão duro que fiz km´s a andar, pois fiquei longe do acampamento dos 3, e cansei me muito e com a humidade que estava piorei. Felizmente fiz um sargo bom, e uma baila jeitosa, naqueles lançamentos. Sempre deu para safar a coisa. Todos os outros estavam a gradar. Com maré vazia já tinha 2 peixes e sabia que era a meio da noite que se podia fazer peixes com a queda do mar e com a cota de água mais alta. Mas aqueles km´s, e os 7 chicotes perdidos com o andar para um lado e outro desgastaram me muito. A noite trouxe frio e humidade. E eu piorei. Eram umas 10 horas e sentei me na cadeira debaixo do acampamento. Felizmente era um bom acampamento em que dava para ficar com o corpo bem protegido sem vento e com menor humidade, que até escorria pelos chapéus. Comi qualquer coisa e fechei os olhos. Lembro me de pouco até meio da noite. O período quente seria da 1 as 4 da manhã, altura que sabíamos que podia dar uns peixes. Eu tirei as canas da água e não pesquei mais.

Quando começou a actividade o Rui veio me acordar mas fiz lhe sinal que não dava, não podia mais continuar. O Santos quis também ir embora, mas eu disse que ali estava bem, só não me restavam forças para continuar e eles que fizessem a pesca deles...

Ia abrindo os olhos no meio do estado que tinha. E fui vendo alguns peixes de bom porte.

Então...

Não falhei nas previsões e assim que aquilo ganhou água, o mar caiu um pouco, deixou de arear, e algum peixe entrou. O Rui faz dois sargalhões assim que a praia mar se deu, lindos, umas bolas. Tábuas acima de quilo. Do outro lado o Santos dava o seu show, e fez dois bons robalos seguidos.

Os outros amigos mais a direita também tiraram um sargo de quilo e meio, um robalo de 2 kg. e mais uma baila grande. Tudo ali em minutos. O peixe cooperava finalmente não em quantidade, mas em qualidade.

Estava eu a comer mais qualquer coisa para aguentar o resto da noite e vejo o Santos a tirar mais um robalo de quilo e tal... Já iam 3 seguidos ao sacana... E ele a rir, até porque a seguir tira um sargo bom.

A pesca dele estava boa e a subida na tabela GANG era certa. Mas ele é um trabalhador nato, ver os km´s que ele percorre cana um homem. Tornei a adormecer um pouco e parece que actividade baixou e quando eram umas 5 da manhã torno a acordar e lá vem ele com outro quileiro na mão e a rir.

O Rui só se ria e dizia que tínhamos trocado de spot e demos ao "velhote" o melhor caneiro... Na verdade ele aproveitou bem e subiu uns degraus a média, em busca do pódium...

Já de madrugada arrumámos e lá veio a parte de subir aquele terror. Foi tão duro, mas tão duro, mas tinha dormido a noite quase toda, e fui subindo sem parar, e o santos nada de aparecer. Pedi ao Rui para olhar pela tralha e fui a procura dele para o ajudar, vinha ele ainda a meio da subida. Custou horrores, passei mal, mesmo mal e hipotequei uma boa classificação nesta prova pois não pude pescar a maior parte do tempo, ou seja das dez da noite as cinco da manhã, altura onde saiu peixe. Valeu me ter safo a grade logo de início e ter salvo uns pontos para a tabela GANG.

Falta muito campeonato e tudo pode mudar, é nestes momentos que vejo que uma pessoa não sabe o que cada pesca nos reserva.

A parte da saudável competição em que estamos inseridos, vem o principal, a amizade e companheirismo. Fomos todos tomar o pequeno almoço em Melides onde pudemos ainda nos rir mais um pouco com as maluqueiras do Santos. No caminho vim a dormir, pois sofri bastante, e foi chegar a casa e cama.

Arrisquei e correu mal, mais por não ter podido pescar em condições, mas vale sempre a pena estar com as pessoas que tanto gosto e que acompanho sempre com gosto.

O GANG é uma família, e é bom estar entre família, com ou sem peixe.








Neste caso o Santos fez uma excelente pesca e o Rui tirou dois sargos acima de quilo, lindos peixes.









MATERIAL:
CANAS: CINNETIC RAYCAST FLEXY HYBRID, CINNETIC BLACK STAR FLEXY HYBRID, VEGA POTENZA ELITE HYBRID, SHIMANO SURF LEADER, DAIWA TOURNAMENT Z (2), DAIWA SKY CASTER HYBRID (2), DAIWA TOURNAMEN CASTER HYBRID

CARRETOS: SHIMANO BULL´S EYE (7), SHIMANO FLIEGEN, DAIWA SALTIGA SURF

LINHAS: CINNETIC SKY LINE RED INFERNO, YUKI KENTA, SUFIX 100% FLUOROCARBONO, SEAGUAR FXR, SEAGUAR ACE

ISCOS: CHOCO FRESCO, LINGUEIRÃO, CASULO, AMERICANO, BIBIS



FILIPEPC, SANTOS, RUI

quarta-feira, 26 de abril de 2017

( SURFCASTING) A FUGA À GRADE NO MECO COM MAR CHÃO!!!

Boas.


                             

O mar chão tem vindo para ficar e tem sido cada vez mais complicado fazer escolhas certas. Pescar na costa Oeste principalmente na Margem Sul é um desencanto. Primeiro porque a pesca profissional assola a costa toda e não nos deixa muito por onde pescar e depois porque a quase nula movimentação de areias e fundos não atrai os peixes suficientemente até junto da costa.

O vício é grande e a vontade de ir a pesca era tanta que resolvi mais o Nuno darmos um salto ao Meco para fazermos 4 horitas.


Se já tínhamos ideia que o mar ia estar parado, ao chegar damos com uma chão, tão parado que olhámos um para o outro e até comentámos que seria grade para a tabela GANG.

Chegámos perto do anoitecer e foi só preparar tudo para começar a pescaria. Canas montadas o Nuno ficou mais a esquerda. A primeira hora foi como a segunda, lol... um deserto de peixe e de ideias. Às vezes realmente somos culpados das nossas grades! Já vão perceber e já vou explicar a ideia.

Estava na conversa com o Nuno a comentar que era grade e só nos ríamos mas ao mesmo tempo com alguma ideia de fazer algo que mudasse o cenário que se estava a criar...

Uma das coisas que estava a acontecer era que os estralhos vinham direitos e aqui fica a dica e a ideia para quem lê. Quando um estralho vem constantemente direito é porque está a trabalhar ou demasiado parado, e se não temos actividade então podemos alargar o comprimento do estralho. A melhor forma de pescar é quase sempre no limite do risco ou seja encontrar o ponto onde o estralho deixa de trabalhar para começar a enrolar. Muitas vezes estamos tão presos ao básico e ao cenário óbvio que nem se tenta nada. É a conversa do costume:

- " não há peixe, não anda aqui nada".

Não deixa de por vezes ser verdade. Os timmings dos peixes ou as suas rotas nem sempre conseguimos saber e na realidade essa incerteza é que faz de toda a pesca algo mágico. O procurar mais e mais em termos de conhecimento num mundo muito complexo e com muitas incertezas transforma este desporto em algo magistral.





Bem, a nossa contenda gradeira foi apesar de tudo interrompida já perto da baixa-mar com um safio pelo Nuno. Sendo peixe com pouco interesse para nós, para a TABELA GANG conta e por norma dá uma boa pontuação pelo que digamos que foi recolhido com alegria pelo Nuno.





Bem, mais uma hora passou e nada...  E já estava perto da hora que tínhamos decidido ir embora pois era só para matar o vício e comecei a ficar inqueito. Nã queria nada gradar! E aqui começam as artimanhas, ou seja a cabeça começa a pensar... Comecei a fazer uma rabeira para uma cana e noutra aumentei os estralhos a 3/4 metros. O Nuno fez igual e fomos a procura da sorte.

Logo no primeiro lançamento saco um sargo jeitoso, troco só o isco e pimba, em 5 min. novamente linha direita e uma grande baila de 700/800 gramas. O Nuno idem aspas, saca uma boa baila e outro sargo. De seguida ele saca um robalo já com medida GANG ( + 42 CM. ). peixe acima de quilo e ficámos bem satisfeitos. Lançamento a seguir e pimba, linha direita e novamente um sargo. O Nuno saca igualmente outro, e ali em meia hora aquilo que parecia grade transformou se no que eu chamaria aos "mínimos" aceitáveis para o que pretendemos quando vamos a pesca...

Finalmente o raio da rabeira enrolou se e já não perdi tempo e fiz só um estralho de 4 metros e lancei. Ainda saquei outra boa baila assim como o Nuno. O mar esse com a maré muito baixa fazia carneirinhos junto aos bancos de areia a nossa frente o que a meu ver ajudou pois movimentou areias.

A pesca parecia que naquela toada morna poderia dar uns peixes durante o dia, mas... a decisão estava tomada e não íamos fazer a noite toda, pelo que arrumámos a tralha e fomos embora de sorriso nos lábios. Não porque tenha sido alguma pescaria de especial, nada disso, mas porque num dia daqueles, tão mau, mas tão mau, conseguimos enganar a grade. É daqueles dias que te sentes bem contigo e com o que lutas te pelos resultados.

Não tirámos foto ao peixe no final todo junto, mas eu sempre tirei algumas a ele quando ia apanhando pelo que dá para a reportagem.

Sabem, focomo me muito nesse aspecto quando vos escrevo. Muitas grades, ou más pescas são culpa da nossa incapacidade de entender o que o mar precisa para se obter algum resultado. E quanto mais parado o mar está mais largo devemos pescar e com estralhos mais compridos, procurando o limite do possível.

Fica apesar disto uma dica para lançarem com estralhos compridos. Nunca o façam a toa, com o estralho caído simplesmente na areia. Limpei a área bem, e estiquem a mão e for preciso o estralho para sair direito no lançamento. Dessa forma ele cai na água a trabalhar na plenitude e evitam eventuais enrolanços.

Malta, foi pouco, mas foi com esforço os resultados que conseguimos. Em breve voltamos lá, porque é o que gostamos de fazer...









MATERIAL:

CANAS: VEGA POTENZAELITE HYBRID, CINNETIC BLACK STAR ST, DAIWA CAST IZM HYBRID, DAIWA TOURNAMENT Z( 2 ), BARROS SURF TEAM XT

CARRETOS: SHIMANO BULL´S EYE 9100 ( 6)

LINHAS: CINNETIC SKY LINE, YUKI KENTA, SUFIX 100% FLUOROCARBONO, SEAGUAR ACE

ISCOS: CHOCO FRESCO, CASULO, AMERICANO



FILIPEPC, NUNO C.

terça-feira, 18 de abril de 2017

(SURFCASTING) A 1ª BURRA DO ANO NA NOITE DE PÁSCOA


Olá.


A necessidade de apanhar ar, desanuviar de uma semana complicada levou me a ir a pesca sozinho, até porque a quadra festiva não deixou que nenhum dos GANGUISTAS viessem comigo.

Após analisar o mar, pequeno, praticamente chão decidi descer rumo a Costa Alentejana. Verdade que é duro fazer tantos km´s sozinho, mas estava a precisar e as últimas pescas por perto foram uma desgraça.

Fui ter com o Filipe de manhã, depois ainda almocei em casa e só depois é que segui com toda a calma rumo a Sul.

Chegado lá uma calmaria como era de esperar. Mar chão, poucos pescadores, foi só escolher o sitio e abancar.





A espera foi tranquila, o mar é bom conselheiro. A calmaria era tanta que dava para enviar uns verdadeiros misseis ( otg´s) para lá bem longe. Ia falando pelo Face no nosso secret-chat com os gangs , é sempre bom e relaxa, nem que seja para ler os disparates do joãonumberone... e as picardias dele e do Filipe. É melhor que ir ao teatro.







A pesca essa, estava calma, vejo uma cana a a desarmar e lá vou eu direito a ela. 1º sargo da pescaria, já bom. Desgradado estava... E logo no lançamento a seguir pimba, outro igual. Sargos siameses.

Bem, a actividade não se manteve, mas logo a seguir tive uma gira, tirada a bruta, no meio de um monte de linhas todas encaracoladas eis que saco uma tainha, bela bicha. ahahah. Riam se mas conta para a TABELA GANG.






A pesca continuava como a noite, morna, nem bom nem mau, se bem que a cada hora esfriava e muito... Uma iscada de lingueirão como manda a lei, e lá foi outra bomba para dentro. Lá me fui sentar e falar com a malta. E nisto!!!

Cana direita, linha a vacilar e cana na mão, desta parecia bem maior a presa. E com aquelas cabeçadas, só podia, só podia. Olá, olé, olé, olé!!! Sim, cabeçadas vigorosas transmissão de uma energia diferente, inconformada, e já aos pés os meus olhos brilharam e o meu sorriso diz o resto:







Estava feito, um ovo de Páscoa, a 1ª dourada do ano. Já estava na altura, visto que já a semana passada tinha ido a procura. Fui logo partilhar com os amigos, sim, esta palavra tem grande significado, mesmo ao longe hoje em ia podemos encurtar distâncias com tanta tecnologia. Do longe fez se perto e lá foi o fartote da malta, que era pequena, quer era grande, que tinha 1 kg. que tinha 1.5 kg. que o rabo estava torto, que era zarolha, que tinha vindo congelada de casa. Não vale logo a pesca a pena por estes momentos? A vida é séria demais para no resto não nos divertirmos um bocado.

As horas iam passando e actividade era muito ténue. A malta foi se despedindo e foi tudo dormir. E eu mantive os olhos abertos, afinal de contas, se passou uma podia passar outra. O mar tranquilo dava para isso.

O frio é que vos digo que para a época e para os dias que têm estado não parecia nada que fosse ficar assim e fintou-me, não estava preparado para tanto frio como vão ver mais a frente...

Saco uns robalotes com medida mas pequenos de seguida na viragem da maré e novamente a actividade parou. Sempre a espaços e sem grandes picos de actividade a noite não terminou sem antes sacar uma grande baila. Estava mesmo a ver que elas não apareciam. Uma linda e gorda baila, daquelas que procuramos.





O nascer do dia foi um gelo, a fazer recordar as noites de Inverno. E assim dei por terminada mais uma pescaria, sem ser muito boa, foi o que se arranjou e mais do que isso deu algum peixe, sendo a dourada e a baila belos exemplares.

Faltaram os amigos para o pequeno almoço tradicional e para a galhofa do nascer do dia, mas estava a precisar e quando assim é, vale a pena na mesma.


Até a próxima...









MATERIAL:

CANAS: CINNETIC BLACK STAR FLEXY HYBRID TI (2), VERCELLI SPYRA AUGUSTA NANO
CARRETOS: DAIWA TOURNAMENT Z 45 QD ( 3)
ISCOS: CHOCO, LINGUEIRÃO, CASULO, AMERICANO



EMANUEL FERNANDES