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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CHICOTES PARA SURFCASTING VEGA



OS CHICOTES SÃO DOS ELEMENTOS MAIS IMPORTANTES HOJE EM DIA NO SURFCASTING.

FOMOS A TESTES COM OS VEGA POWER SURF SCHOCK LINE 10X15 METROS.

PASSARAM COM DISTINÇÃO, VAMOS VER NAS PRÓXIMAS PESCARIAS, MAS PARA JÁ PASSARAM COM DISTINÇÃO. 

SUAVES, RESISTENTES E COM POUCA MEMÓRIA SÃO UMA OPÇÃO VÁLIDA NO MERCADO ACTUALMENTE.





VEGA SHOCK LEADERS REVIEW...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vendedor de canhões...

Boas, 



O mercado global trouxe-nos uma nova realidade, a facilidade com que com um clic se consegue atingir o que achávamos nem existir tornou fácil e em parte mais interessante a compra de materiais de pesca. Em todos os países pelo mundo fora temos pessoas que fazem disso o seu negócio, que conseguem modelos que as empresas em Portugal demoram a conseguir ou que nunca o conseguiram...

Para os maiores amantes da modalidade, excêntricos, coleccionadores  estes rapazes tornam-se uma forma, um tubo rápido e vertiginoso, mas uma forma de atingir algo que  " só nas revistas" costumávamos ver...

Sou algo cuidadoso antes de fazer compras, principalmente no estrangeiro, na realidade existe muita treta e muita desonestidade na nossa sociedade.

Talvez por isso, e é o conselho que deixo, pesquisem sempre bem, procurem informações sobre as pessoas, lojas, etc. Há que ser prudente. Felizmente não tive grandes problemas, e do Japão a Espanha sempre comprei com segurança... As poucas vezes que o fiz... Acima de tudo porque só compensa em meia dúzia de artigos e porque a assistência é algo fundamental numa compra e comprar fora acarreta esse risco. No entanto não vejo que exista assim um perigo muito grande, principalmente em pagamentos PAY PAL ou de espaços ou pessoas em que o feedback é bom.

Em termos de surfcasting os Espanhóis têm pessoas especializadas e que conseguem materiais de topo em estado novo ou semi-novo a preços interessantes. Não aconselho aos novatos principalmente sem saberem bem o modelo que compram, pois muitos modelos japoneses vêm sem drag( embora a maioria dê para adaptar) e com bobines que levam pouca linha o que nos complica a vida e obriga a gastos em bobines... No entanto para os mais viciados são modelos de sonho...

Foi assim que nos últimos anos acabei por fazer uma excentricidade ou outra em artigos que cá nunca chegaram...

Destaco por isso o Raul M ghs um rapaz muito porreiro de fácil trato, que consegue uns materiais engraçados topo de gama... Principalmente para os amantes de SURFCASTING fica aqui uma pequena referência, e da minha parte o agradecimento pela honestidade e pela rapidez de processos. A ele um abraço e tudo a correr bem...

Deixo a página dele para se babarem... https://www.facebook.com/raul.mgh?fref=ts

E ficam umas fotos dos canhões...

 Provavelmente o carreto mais poderoso que tenho e usei...


Uma máquina infernal, leve e potente...



O sonho de quase todos os surfcasters, o Daiwa Tournament Z45II edição limitada em vermelho

O famoso Shimano super aero Technium esburacado... Lindo...


Um carreto fenomenal, leve e potente...
Shimano super aero technium MG BRANCO 


Shimano Kisu especial competição 


De deixar água na boca...


Um abraço e espero que os amantes de surfcasting e não só apreciem estes canhões... Os rolls royce da pesca...

Ao Raul M ghs UM ABRAÇO....

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Penn Affinity o Basia dos pobres!

Pois é, tal como o nome indica a Penn lançou aqueles que andam a ser chamados dos Basia dos pobres.
À primeira vista têm muito dos Basia, um look semelhante, um conceito praticamente igual quando olhamos para o seu desenho, bobine e ratio.


A Penn é uma marca com excelentes carretos, um pouco tapada no mercado nacional e não só, pelas máquinas infernais que são a Shimano e a Daiwa.

Em quase todos os segmentos a Penn apresenta carretos em conta com uma excelente qualidade.

A modalidade em que a Penn não apostava era a de fundo, mais propriamente no surfcasting, provavelmente por a empresa ser Americana e porque lá nos States praticamente só se pesca com artificais, logo a primazia é dada aos carretos de spinning e vertical jigging. Nestes segmentos convido-vos a experimentarem estes carretos e vão certamente perceber que para o preço são apostas a ter em conta.
Estes carretos da Penn foram desenhados e concebidos a pedido dos seus serviços do mercado Europeu, mais propriamente pelos pescadores de surfcasting e de carpfishing. Foram concebidos fora dos E.U.A.  a pedido da divisão que a PENN tem na Europa. São fabricados na China.

Baseados nas longas e cónicas bobines dos Basia os Penn são carretos claramente destinados a pesca em praia a longas distâncias. Têm obviamente diferenças dos Basia, começando logo pelo seu material de construção que torna os Basia tão leves quando comparados com estes Penn.
Enquanto que o corpo dos Basia, Basiair e tournament QD são fabricados com compostos de Magnésio que lhes confere aquela leveza, o corpo dos Penn é em alumínio, material bem mais pesado.


O enrolamento dos Penn é baseado no Super Slow Oscilation o que lhes dá um bobinado praticamente perfeito. Este tipo de oscilação dita lenta, é sem dúvida o tipo de enrolamento que mais me encanta num carreto de fundo.
Dá para se ver o fenomenal enrolamento que este carreto tem.




Tal e qual os Basia, os Penn trazem bobines de grande envergadura à semelhança das bobines 45 dos Basia.
Vêm com duas bobines das quais uma é para uso de linhas finas e outra que suporta linhas de diâmetros mais elevados para pescas que o "obriguem".

Em termos de lançamento qualquer um dos Penn mostra-se à altura, com as suas bobines a optimizarem o lançamento. Não fosse o peso e melhor partido se poderia tirar destes carretos em termos de desempenho.

A sua óptima recuperação( 98cm/volta) aliada a um ratio muito equilibrado( 4.3:1)  assegura que nos cansamos menos quando da recuperação da linha. Por vezes após horas de lançamentos e recolhas, o cansaço apodera-se e quanto mais nos resguardamos, melhor.

O seu interior 

Rodízio e asa de cesto
Esta é a parte que maior desgaste tem num carreto. É aqui que necessitam de maior cuidados, pois a linha passa aqui sempre! Aqui entra água salgada o que acaba por danificar os rolamentos e o seu interior.
Quanto à asa de cesto gostei bastante dela, pois pareceu-me ser forte, mas não é de peça única, o que a médio e longo prazo( conforme o cuidado), pode dar alguns problemas.

Pega


A sua pega é satisfatória, estando dentro daquilo que é exigido. Não a considero fabulosa, mas não é nada má. Se fosse ligeiramente maior estaria dentro do que eu gosto e aconselho. Mas eu sou um adepto de pegas grandes, logo não se assustem que ela está equilibrada para o carreto que é.

Para melhor apreciação do desempenho deste carreto faltou apenas retirar um peso considerável para o ver em esforços exigentes, como já vi por exemplo os carretos das gamas em que está inserido: Os Ultegras.
Em esforços leves e médios revelou-se imperturbável, seguro, certo no seu trabalhar, sem oscilação do corpo, factor que me irrita muito num carreto.
Ficha Técnica


Ficha Técnica Penn Affinity 8000:
Rolamentos: 9+1
Ratio: 4.2:1
Recuperação: 98cm/volta
Bobines: 2 em alumínio
Capacidade da linha: Bobine 1340 metros de 0.40mm e Bobine 2- 300 metros de 0.18mm
Drag Máx.: 17 Kg.
Peso: 715 gramas740 gramas c/linha
Material: Alumínio


Conclusão:
É cedo para vos dizer "comprem à vontade". A minha forma de testar qualquer artigo, principalmente com o acumular da experiência ensinou-me que o tempo é o melhor vaticínio que qualquer cana e carreto podem ter. Ninguém, ou quase ninguém compra um artigo destes a pensar em usar duas ou três vezes e deitar fora. Falamos de um artigo que TEM que durar anos. Só após dezenas de pescas, podemos dizer que o dinheiro foi bem empregue.
São N as vezes que vejo pescadores e colegas comprarem um carreto, muito satisfeitos e após um mês ou dois, estão desiludidos. Na mão, quase todos hoje em dia produzem uma sensação de leveza com o seu trabalhar que deixa o pescador encantado. Mas depois em esforço, costuma-se separar o trigo do joio.
Por isso julgo que somente daqui a uns meses podemos fazer uma apreciação mais correcta a estes "meninos". Para já fiquei muito bem impressionado, certo de que têm qualidade, e que aparentam ser resistentes para as pescas de PRAIA que fazemos em Portugal.
Como ponto negativo, escolho o seu peso. Hoje em dia a grande guerra nos carretos, o grande desafio para as marcas está a passar por aí. Manter a fiabilidade, com pesos pluma. E isso nem todas conseguem, e as que conseguem têm esses materiais a preços elevados, praticamente só encontrados nas gamas média/alta e gama alta.
O preço médio destes carretos anda para o Affinity 8000 entre os 135 e 155 euros e para o Surfblaster nos 120 a 150 euros.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vega Hellion, a cana dos Portugueses

Vega Hellion Surf

Quando penso no que uma cana de surfcasting deve ter, vêm-me à ideia muitas canas, não sendo pacífica a escolha.
Para se escolher uma cana seja ela de que modalidade for, temos que ter especial atenção a alguns aspectos pessoais, como as zonas onde iremos pescar, as gramagens alvo, ao tipo de acção que pretendemos e claro ao Budget que dispomos.
Após termos estes items na cabeça bem delineados, parece-me que a escolha se aclara rapidamente.
As necessidades de cada um podem variar, e até os gostos, que tantas vezes se sobreporem à clareza da escolha duma cana, mas quase todos os pescadores procuram o mesmo: Uma cana ao seu estilo dentro de um valor que possam pagar.

De uma forma geral, atendendo ao que a nossa costa apresenta em termos de características, pede-se muitas vezes canas que possam lançar gramagens consideráveis. Não que a maioria tire partido dessas gramagens em termos de lançamento, mas na realidade, Portugal é um país maioritariamente de costa Ocidental, costa essa que em grande parte do ano apresenta mares já com alguma dureza e que pedem canas com alguma robustez.

É verdade que a evolução das canas híbridas já as permite alcançar gramagens elevadas, mas, na realidade estas são canas de pesca em praia, e muitos pescadores também gostam de pescar em molhes ou zonas de rocha, onde as híbridas podem sofrer, e mesmo ter a sua " vida" em risco.

Com isto e embora eu goste imenso de canas híbridas, reconheço que para os que não podem ter diversas canas que preencham todos os locais e tipos de pesca ao fundo, uma cana tubular acaba por ser mais polivalente e preencher melhor as necessidades gerais.

Depois outro dos problemas que não podemos contornar passa pelos valores que as canas atingem. As famílias passam por uma fase na vida muito complicada. Encontrar por isso uma cana que preencha os tais 3 B´S( barato, bom e bonito), é muito complicado.

Dentro das muitas canas que usei nos últimos anos,  esta foi uma das canas que mais senti ter sido "feita" para o comum dos pescadores Portugueses.
A Vega Hellion é uma cana fabulosa para o preço que custa.


Se existem melhores? Certamente. Se existem mais bonitas? Bem, gostos são gostos...
Mas nestes valores, encontrar uma cana que suporte boas gramagens, que seja boa marcadora dentro das gramagens que suporta enquanto cana, que tenha um design limpo mas atractivo, e que possa pescar tanto em praia como em zonas rochosas ou mesmo em altura é muito difícil hoje em dia de encontrar.
Quando a vi pela 1ªVEZ, já faz mais de um ano, não julguei ser uma cana que marcasse tão bem o peixe, pois pareceu-me na mão muito rija, mas na realidade a sua construção foi bem conseguida e o carbono tem qualidade e não é demasiado " seco".

O que mais aprecio na Hellion é exactamente o factor polivalência, e o sentir que é uma cana desenhada e pensada para o pescador comum e com características óptimas para a pesca na nossa costa. É uma cana pensada para a Costa Portuguesa.

Como sempre o fiz em qualquer artigo crítico que faço aponto também os defeitos, ou os pontos fracos de cada material. Só assim se pode fazer um artigo verdadeiramente crítico. Sem isso seria apenas um artigo promocional.

É me difícil no entanto encontrar um defeito nesta cana, pois a minha avaliação é feita com base no valor que ela custa, mas julgo que a escolha passará pelos passadores.
Não por os achar de má qualidade, que para passadores que não são Fuji ou ALPS não acho, mas por serem LOW RIDER. Este tipo de passadores dão ás canas um design muito bonito, mas também dão às canas alguma limitação em termos de linhas a usar.

Vejamos então: Se sabemos todos que a maioria dos Portugueses não trabalha ainda com linhas finas, se sabemos que a nossa Costa enfrenta mares por vezes duros e muitas vezes com limos, os LOW RIDER acabam por limitar o pescador e tornar-se um real problema.
Quantos de nós em dias em que o mar está com limo, em cada meia dúzia de maniveladas temos que parar para retirar os limos das ponteiras das canas? Pois... É por vezes desanimador e um factor que nos leva a ter vontade de arrumar mais rapidamente o material.

Tirando isto, e por achar a cana com um design limpo e com cores bem conseguidas, por a achar com uma boa qualidade de carbono e componentes, por trazer um saco com alguma qualidade embora não seja rígido, e por ser uma cana fantástica para o preço que custa, aconselho claramente esta cana para quem não pode despender valores muito altos.

Disponível em 3 versões ( 4,20 mt.; 4,50mt.; e 5 mt.) a Vega Hellion tem sido ao longo do ano um sucesso de vendas e todos com quem tenho falado se têm mostrado muito satisfeitos com a escolha desta cana.

Espero portanto enquanto pescador e apreciador de material de qualidade, que a Verga mantenha a Hellion por alguns anos, e que faça como as grandes equipas costumam fazer: Em equipa que ganha, não se mexe, apenas se dão pequenos acertos ;).
Porque não uma Hellion com uns KW para 2013/2014? Outra ideia seria a de as cores serem variadas, ou seja, existem muitos pescadores que pedem a versão 4,50 MT. em vermelho. E porque não??? Seria certamente um sucesso!
Alterada ou não, a Hellion continuará por tudo o que expliquei a ser um sucesso de vendas. Quando a qualidade está lá, o tempo normalmente encarrega-se de dar justiça ao material!

Passo então a descrever cada uma individualmente:


Vega hellion 4,20 mt.


Tamanho: 4,20 MT.
Peso: 495 gramas
Acção: 120- 300 gramas
 Passadores: SIC
Porta- Carretos: Tubular
Best Performance: 140- 160 gramas
Carbono: Hi- Modulus Carbon C5 Reinforced

Vega Hellion 4,50 mt.



Tamanho: 4,50 MT.
Peso: 575 gramas
Acção: 120- 300 gramas
 Passadores: SIC
Porta- Carretos: Tubular
Best Performance: 140-160 gramas
Carbono: Hi- Modulus Carbon C5 Reinforced


Vega Hellion 5 MT.


Tamanho: 5 MT.
Peso: 665 gramas
Acção: 120- 300 gramas
 Passadores: SIC
Porta- Carretos: Tubular
Best Performance: 140-160 gramas
Carbono: Hi- Modulus Carbon C5 Reinforced


Boas pescas...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Barros Surf Team XT e XK vs Trabucco Poética e Cassiopeia

Este ano a marca Barros desenvolveu duas canas de alta gama a preços de gama média/alta, o que só pode ser benéfico para os amantes da modalidade.
Vem ao encontro do que já exisitia através da marca com quem tem ligações, a Trabucco.

Na realidade estas duas canas vêm no seguimento  canas produzidas pela marca Trabucco, mais concretamente a Trabucco Poética e Cassiopeia, que são duas canas consagradas para surfcasting, com provas dadas e que pertencem a dois tipos de canas. A Poética é uma cana muito mais robusta, ideal para gramagens mais elevadas( 150 a 170), enquanto que a Cassiopeia é para quem gosta de lançar entre as 120 e 140 gramas. Ambas de qualidade insuspeita, ambas com excelente carbono e componentes Fuji.
Por pertencerem a mesma fábrica, estas duas canas que cada marca apresenta são muito idênticas, sendo que a XK e a Poética são canas muito parecidas, e a XT e Cassiopeia, embora menos parecidas, também revelam semelhanças inegáveis, quer a olho, quer em sensações.

Estas canas vêm montadas com componentes Fuji,  e foram desenvolvidas e testadas para a pesca na praia onde a conjugação de longos lançamentos com a alta sensibilidade aos toques, é determinante no sucesso das capturas. Todas são híbridas.

Vamos então analisar ao detalhe as canas da marca Trabucco e as sensações que estas nos têm dado e claro as opiniões que vão passando de boca em boca, e de praia em praia.
A base escolhida são os modelos de 4,50 mt.


Trabucco Poética:
Esta cana representa o topo de gama da marca para surfcasting. É uma cana bastante robusta, com ação de ponteira, que obriga ao lançador a aplicação de mais técnica e força do que a Cassiopeia. É uma cana cuja C.W. ideal anda entre as 150 gr e as 170 gr.
É uma cana bastante sensível e marcadora para a ação a que se destina. Temos que ter consciência de que uma cana para suportar maiores gramagens necessita de ser mais robusta logo será no generalidade menos sensível.
Vem anilhada com porta carretes Fuji, e com passadores Fuji SIC MN. Estes passadores têm uma grande vantagem sobre os LR a meu ver, que passa pelo total aproveitamento, mesmo em dias de muito lixo, e dias ou locais em que possamos utilizar linhas mais grossas. São passadores que a meu ver se enquadram muito bem na tipologia da Costa Ocidental Portuguesa, e que acabam por ser mais versáteis do que os LR, que são excelentes passadores para linhas finas e mares limpos, mas que sofrem muito em dias complicados.
Esta cana vem fabricada com o carbono NANO-TEK CX2, carbono de excelente qualidade.
Traz um C.W. de 100-250 gramas.
Podemos depois visualmente lhe apontar alguns defeitos, mas isso depende dos gostos de cada um. Pessoalmente não sou fã das misturas escolhidas para as cores utilizadas, e muito menos para o Pé da cana, a meu ver muito "démodé". Mas não posso dizer que a cana é feia nem mal acabada, pois seria injusto para a marca. É tudo uma questão de gostos.









Barros XK:
 Pois é, aqui está um caso de uma cana, muito semelhante à Poética. Existe quem afirme se tratar da mesma cana, mas com acabamentos distintos. Bem, pelas sensações não estaremos muito distantes dessa realidade.
A XK é uma cana muito robusta, mais seca do que a XT. Suporta gramagens altas, sendo que a sua best-performance se situa entre a 150 e 170 gramas, tal como a Poética. É uma cana forte, mas leve, lanaçadora, mas que tal como a Poética requer técnica e aplicação de força para se tirar o melhor partido.
Talvez por ser de uma marca nacional esta cana vem mais barata do que a Poética, o que pode ser interessante para o comprador.
Visualmente é uma cana bastante interessante e bem acabada, resta saber se com o tempo se o cromado não perde qualidade, mas à primeira vista parece de excelente qualidade.
É uma cana leve( 540 gramas) para a potência que demonstra em ação de pesca.
Vem com o Carbono Mitsubishi HM, um carbono de grande qualidade.
Tal como vem sendo hábito entre as marcas Portuguesas, a Barros, tal como fizeram a Vega e a NBS, não se quis ficar atrás e toca de pôr um C.W. daqueles para lançadores de "calhaus". Ação até 300 gramas. É uma triste realidade da nossa mentalidade enquanto pescadores. E o pior é que isto vem por arrasto. A marca X apresenta valores descabidos, mas vende, logo a política e respectivo Marketing  só pode passar por isso mesmo. Aumenta-se o C.W. e ficamos todos felizes, mesmo sabendo que os valores não são reais.

E a prova é muito fácil de obter através de testes às canas. Não critico portanto a Barros que faz o que tem que fazer, critico mais nós pescadores que não paramos de exigir mais, para uso de gramagens surreais que jamais iremos utilizar e que nem sequer estamos aptos para tal, além de que não se aplicam sequer à pesca de praia.
Sendo a XK uma cana similar à Poética, não faria sentido o uso de gramagens tão distintas.
Fica a chamada de atenção principalmente para quem compra uma cana e muitas vezes iludido por as referências que esta apresenta abusa dela e acaba por a partir. Tentem sempre ter cuidado no uso das canas e nos seus C.W.. Nada melhor do que a nossa sensibilidade para termos noção até onde cada cana pode ir. Para os menos conhecedores, tentem sempre procurar referências sobre a cana que estão a adquirir.
Estas questões de gramagens em nada retira a qualidade de uma cana, isso é apenas uma questão de Marketing, apenas pode se tornar perigoso para alguns pescadores que tendem a abusar e que iludidos pelos valores marcados acabam por cometer erros próprios da sua inexperiência.



Trabucco Cassiopeia:
 Esta é uma das melhores canas existentes para o pescador comum. Sempre que a usei senti-me cómodo, sem necessitar de aplicar grande força ou técnica para retirar dali boas prestações.
É uma cana de excelente qualidade, tal como já referi, mais indicada para a generalidade dos pescadores. A maioria não possuí grande técnica de lançamento, logo este tipo de cana, mais macia do que a Poética revela-se mais adequada. Tem o senão de não ser uma cana para se abusar em termos de gramagens.
A Cassiopeia é uma cana que tem a sua Best-Performance entre as 120 e 140 gramas. Aqui ela trabalha na sua plenitude e permite ao comum dos pescadores alcançar boas distancias sem grande esforço.
É uma cana muito sensível, e que vem com passadores Fuji MN Alconite, o que tal como a Poética lhe permite suportar dias mais complicados e com lixo. Tem óptimos acabamentos, pese embora eu não seja fã das cores utilizadas.
Esta cana vem fabricada com o carbono NANO-TEK CX2, carbono de excelente qualidade.
Tem como C.W. 100-200 gramas.





Barros XT:
A última das canas aqui referenciadas é a que mais me encanta de todas. Das 4 que pude usar é aquela que melhores sensações me transmitiu.
Leve( 500 gramas), potente e muito rápida a responder esta cana deixou-me deveras impressionado.
Costuma-se dizer que no meio está a virtude e neste caso senti isso mesmo pois esta é das 4 canas a que está num meio termo no que se refere a gramagens ideais. A Barros Surf Team XT atinge a sua plenitude entre as 130 a 150 gramas, mas pode suportar gramagens mais elevadas, embora perca em rendimento. Não quero que se fique com a ideia de que esta cana é superior às restantes, apenas me senti mais confortável com esta, principalmente por achar que de todas é a mais rápida.
Vem com o Carbono Mitsubishi HM, um carbono de grande qualidade.
Apresenta um C.W. até 270 gramas, um abuso para aquilo que esta cana pode lançar.
O ponto fraco a meu ver nesta cana está no porta-carretos. Não consigo entender por mais que pense no porquê  de esta vir com um porta carretos de cremalheira. Pessoalmente nas canas de Surfcasting não gosto muito pois os carretos desta modalidade tendem a ser grandes e dão uma sensação um pouco instável aquando do lançamento ou quando estamos a recolher grandes pesos.
Em termos de componentes traz porta carretos Fuji e passadores Fuji MN Alconite.
Os acabamentos estão na senda da XK, parecem bons, resta aguardar para ver se o cromado aguenta as condições e respectivo desgaste.






Conclusão:

Em termos de conclusão diria para os que pensam comprar estas canas, que fazem uma excelente compra.
 Qualquer uma das 4 tem qualidade, um excepcional carbono, bons componentes, são robustas q.b., são relativamente leves( entre as 500 e 550 gramas), são muito sensíveis e adaptam-se na perfeição à pesca de praia em Portugal.
Depois devemos ter noção de que cada pessoa tem os seus gostos e a sua forma de pescar, além de nem todos termos as mesmas necessidades. Essas variam consoante a morfologia dos nossos pesqueiros.
Considero a Cassiopeia e a XT mais aptas ao pescador comum, ao que não apresenta grandes capacidades técnicas. São canas fáceis de lançar e muito mais dóceis do que as restantes duas, ideais para mares tranquilos onde as gramagens são normalmente  usadas entre os 120gramas e 150 gramas, mas não há bela sem senão, pois se umas são mais dóceis as outras duas, olhando às características da nossa costa, maioritariamente Ocidental, por serem mais robustas e suportarem mais gramagem se adaptam melhor as nossas necessidades. A maioria dos pescadores gostam de lançar chumbadas acima das 140/150 gramas e isso faz com que a Poética e a XK se apresentem como melhores opções, e também mais versáteis permitindo fazer pescas mais exigentes.
Apenas tenho a apontar no caso da XT a tal questão do porta carretos, e de considerar que nestes valores as canas deviam trazer obrigatoriamente um saco rígido.

De realçar que os preços das canas da Barros rondam os 300 a 330 euros o que fica mais em conta do que adquirir as da Trabucco, que rondam os 400/450 euros.
Veremos o que o mercado dita para estas canas que estão inseridas num segmento em termos de concorrência muito forte e com bastantes ofertas de enumeras marcas.




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Shimano Aero technium XT 10000

Um dos melhores carretes para surfcasting de sempre, considerado por muitos como o melhor. Com um enrolamento simplesmente maravilhoso, este carrete proporciona a quem pesca com ele um prazêr fora do comum. A sua suavidade, aliada ao seu famoso enrolamento( super slow oscilation), e uma robustez facilmente perceptível faz desta máquina um carrete de eleição.
Pessoalmente destaco a sua fabulosa roda de corôa em titânio( O titânio é mais leve e mais duro que o aço inoxidável. Mas também é três vezes mais caro, apesar do facto de, comparativamente, existir em maior quantidade na Terra. Contudo, a sua extracção é difícil e dispendiosa porque o titânio apresenta-se misturado com outros elementos. Isto significa que o material - o qual também é usado nos satélites - tem que ser cuidadosamente separado da rocha, da areia e da argila), e a sua robustez, capaz de rebocar grandes exemplares com muita facilidade.
Embora se encontre descatalogado esta máquina continua a sêr uma das mais procuradas pelos amantes do surfcasting pelo mundo fora. O seu preço varia, sendo que a maioria encontra-se em 2º mão em preços que vão dos 200 aos 350 euros.

Ficha Técnica:
- Peso: 620 gramas
- Nº rolamentos: 6+1
- Ratio: 3.56:1
- Enrolamento (cm.): 82 cm/volta
- Força do drag: 20 kg
- Capacidade de linha: 0.40/300
- Bobines extra compatíveis: Ultegra XT; Power Aero XT; Titanus XT.

 http://www.opalesurfcasting.net/IMG/shimano_aero_technium_XT.pdf