Os nossos amigos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Douradas no Seixal


Prainha do Seixal (entre o pontão grande e o Cais da Trânstejo)

Após um dia em que tinham saído uns peixes no Seixal, destaco duas belas Douradas de porte acima da média aqui por estas águas, lá foram Os Pescas para mais uma jornada. Pesqueiro de pequenas dimensões, há que ir cedo para se poder pescar. Para se conseguir bom peixe neste pesqueiro é necessário fazer grandes lançamentos para que se consiga alcançar a cale, não tendo fitas de medir em vez de olhos posso afirmar que são exigidos uns bons 100 metros para pelo menos ficar perto da parede. Este facto limita o pesqueiro a quem consiga lançar razoavelmente.Já no pesqueiro vai de começar a pescar mas peixe nada. Sem peixe mas com o melhor convívio, contámos com a visita do Luís Malabar que decidiu dar folga aos Robalos e fomos aproveitando para discutir sobre alguns materiais e sobre os nosso Blog que tanto prazer nos dá partilhar e sobre os belos Robalos que o Luís tem apanhado. O peixe teimava em não aparecer, e a pesca ia ficando para segundo lugar com o pessoal a por a escrita em dia enquanto a maré começava a encher, a água era pouca e havia que aguardar . Com um pouco mais de água, pequenos toques se faziam sentir mas Douradas de porte que é bom, nada. Entretanto lá se foi vendo peixe sair, uma ou outra Douradita de palmo iam aparecendo na areia. Já bastava o peixe ser pequeno e os toque pouco convincentes eis que aparecem as melgas, melhor, o gang das melgas decididas a dar toques mas com muita convicção.

Podem não acreditar mas são ás carradas e os ataque inevitáveis. sem grandes soluções lá tivemos que fazer um pouco de fumo para as espantar o que teve algum resultado. As nossas expectativas de poder ferrar um peixe grande iam-se perdendo, pois já tinha passado a hora da maré, uma boa quantidade de canas e só 3 ou 4 peixes fora de água.

Ainda apareceu uma enguia que nos surpreendeu ao andar por ali a esta altura mas... a pesca é assim  mesmo sem muito peixe reuniu um grupo de pessoal porreiro que teve tempo de pôr a escrita em dia, para alem de mim estiveram presentes o Pedro, Filipe, Filipe Sénior, Malveiro, Tomané e o Luís, resultado uma cambada de gradeiros mas com classe.
Entretanto foi chegando a hora e demos por terminado o convívio já preparando o dia seguinte para ir novamente procurar as ditas Douradas que não quiseram aparecer.

Deixo aqui o video da captura da enguia, espero que gostem.

Enguia no Seixal from Os Pescas on Vimeo.


Um grande abraço,
Nuno (pesca no prato)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Banax GTX Kombatt

Banax GTX Kombatt


Boas pessoal, todos temos canas que gostamos mais e outras que gostamos menos. Seja por adaptação pessoal ou meramente por acaso, acabamos por adquirir canas que durante anos nos acompanham em jornadas gloriosas. Hoje apeteceu-me falar da menina dos meus olhos.


Uma das melhores canas de bóia que usei até hoje, proveniente da Banax, uma marca a ter em conta no que concerne a canas, foi lançada já há muitos anos.
Ainda hoje a utilizo, sempre com um desempenho de elevada qualidade demonstrando estar ao nível das melhores canas actuais, quer na qualidade do carbono, quer no seu peso pluma para a potência que transmite ao pescador.

A GTX é uma cana de trato dócil, fácil de manejar por qualquer pescador, desde o mais experiente a um iniciante.
Por ser uma cana com uma acção progressiva permite um equilíbrio considerável ao pescador, permitindo-lhe ferragens rápidas sem nunca perder a sua "espinha dorsal" equilibrada.

Posso adiantar que já a uso há mais de 9 anos sem nunca ter tido qualquer problema. A ponteira é um hino às canas de bóia, revelando-se matadora na hora da ferragem, os seus componentes não sendo fuji( impensável para a época de compra) revelaram ao longo dos anos aguentarem-se intactos e com poucos sinais de desgaste.
O carbono usado é um dos melhores da marca, um carbono reforçado que permite ao pescador sentir segurança no momento de içar o peixe. Posso deixar como exemplo os 2,5 quilos elevados em plena loja de pesca com muitos pescadores a presenciarem, ao nível do chão( mais difícil do que em altura), situação que retirou qualquer dúvida sobre a sua capacidade. Julgo que acima destes valores, querer elevar um peixe se torna um acto quase que heróico. O problema não está na capacidade ou não de uma cana elevar o peixe, mas sim na força que temos que exercer para o conseguir.

Um dia por brincadeira sem nunca abusarem do peso, exprimentem ao nível do chão içar por exemplo 2 quilos e vão perceber ao que me refiro! Lembro-me de ter os meus braços a tremerem como "varas verdes" no momento tal era a pressão que a cana estava a exercer.

A içar peixes, o maior que tirei( falo em levantar o peixe em peso, não em capturar) com a GTX foi um robalo de 2,2 kg, mostrando-se a cana muito segura para o peso içado.

É difícil dizer muito mais sobre uma cana de pesca de bóia, no caso da GTX, por ser a cana que durante mais anos usei no meu percurso enquanto pescador posso garantir que dificilmente se encontram defeitos nesta cana.
O que se procura quando andamos a ver uma cana de bóia?
Bem independentemente do local, quase todos acabamos por procurar o mesmo: preço aceitável, leveza aliada a uma robustez que nos transmita segurança, uma boa ferragem, e componentes que permitam aguentarmos alguns anos sem ter que trocá-los. E isto a GTX tem.
Depois o gosto pela acção dela já depende muito do pescador. Eu pessoalmente não me dou bem com canas "bambalhonas", preferindo na pesca à bóia canas entre a acção progressiva e a acção de ponteira( aqui tem muito que se lhe diga, num próximo artigo falarei sobre o assunto). E aqui é também o espaço onde se situa a GTX.
O seu C.W. é simplesmente "perfeito" pois permite pescar desde as gramagens mais baixas a gramagens elevadas( 5-120).

Quando penso nesta cana e em todas as que possuo ou já exprimentei, penso sempre no equilíbrio que esta vara me transmite quando comparada com as restantes.
Em quase todas as canas de bóia encontro algum ponto menos positivo, algo que me deixa desgostoso, no caso da GTX e da mais parecida com ela de todas as que tenho( Veret Arcadia), não consigo encontrar esses defeitos. Fazem o que se pede, e fazem-no bem, são leves, matam bem o peixe, não perdem a postura com os grandes exemplares e isso é algo difícil de encontrar, o equilíbrio entre leveza e poder.

Existe no entanto um aspecto que considero importante nesta avaliação que faço, que é a minha pouca frequência em pesqueiros superiores a 10 metros de altura. Não pesco muito nessas zonas portanto a avaliação feita é para determinados pesqueiros, normalmente de fácil acesso.
Já a utilizei em alturas e portou-se muito bem, mas como não o faço frequentemente não quero dar pareceres para essas zonas.

Se tivesse que apontar um aspecto negativo( como não encontro nenhum) diria que em dias de muito vento, quando a comparo com por exemplo uma Barros Power Strike, sinto que a GTX não se adapta tão bem. De resto, nada a apontar. Uma máquina de combate, uma cana explendorosa, num preto lindíssimo que lhe dá um ar matador e que espero que me continue por muitos anos a deslumbrar. Uma cana fabulosa para a pesca à bóia.


Ficha técnica ( 5 mts):

Carbono: Hi-modulus carbon, reiforced carbon TX90.
Peso: 315 gr.
Acção: Progressiva.
C.W.: 5-120 gr.
Número de passadores: 8.

Filipe Condinho

domingo, 5 de junho de 2011

Serrajões a la " Os Pescas "


Agora que o nosso amigo Luís Malabar se dedicou á pesca do Serrajão, aqui deixamos a receita do que consideramos um verdadeiro manjar dos Deuses.
Isto é apenas uma ideia de como confeccionar os Serrajões, é uma receita de fácil execução e que requer apenas algum jeito para a operação de escalar o peixe.
Espero que gostem.


Ingredientes :
  • 1 Serrajão
  • Azeite
  • Sumo de limão
  • Alho
  • Pimenta
  • Salsa
  • Sal qb



Como dissemos anteriormente a 1ª operação a realizar é a de escalarmos o peixe, para isto precisamos de uma faca de serrilha afiada para no sentido longitudional do peixe e sempre começando do lombo para a barriga  efectuarmos um corte de maneira a abrirmos o peixe em duas metades sem nunca se separarem entre elas.

Para o molho:

Numa tigela á parte adicionamos o azeite com um pouco de sumo de limão e o sal, mexendo bem o molho até se tornar hómogénio, de seguida adicionamos o alho picado em  pequenos pedaços e juntamente com a pimenta e voltamos a envolver tudo .
Depois do nosso tempero preparado, colocamos o nosso Serrajão já escalado numa travessa e regamos o peixe de forma a que o molho cubra o peixe por completo.
Depois do peixe temperado, deixamos a marinar durante 24h dentro do frigorífico.

Confecção:

Acendemos o fogareiro de forma a obtermos um lume intenso mas regular ( sem chama ).
Quando tivermos o nosso lume no " ponto " colocamos o peixe de forma a que a pele fique virada para baixo, isto é encostada á grelha ( temos que ter sempre em atenção ao lume pois derivado ao azeite do nosso molho poderá ter tendência a fazer chama  o que iria danificar o nosso peixe ).

Deixamos o peixe assar ( sempre da mesma forma ) até observarmos que o interior do mesmo está a ficar com uma cor esbranquiçada, é sinal que o peixe por dentro está cozinhado e é altura de o virarmos ao contrário de forma a apenas lhe darmos aquela cor própria do peixe assado.


Já com o peixe na mesa, amanhamos o peixe de forma a conseguir retirar-lhe todos aquelas " febras ". É um peixe em que as " febras " saem inteiras pois é um peixe de textura "carnuda".
Para acompanhamento sugerimos umas  batatinhas a murro assadas no forno ( de preferência Olho de Perdiz ), uma salada de pimentos vermelhos assados temperada com alho e uma salada de alface.
Para beber um vinho verde bem fresco.


Este é o aspecto final, apreciem.
Bom apetite !

Os Pescas