Os nossos amigos

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Seixal, novos equipamentos ao dispor dos nautas

Seixal, uma rota a ser considerada,


É com muito gosto que vejo o Seixal melhorar as condições dos equipamentos náuticos da nossa Baía. Tem sido muitos os esforços desta Autarquia para reparar os elevados ataques ambientais que eram praticados nestas águas a céu aberto. É certo que os impactos causados não vão desaparecer facilmente mas já é notório as suas melhorias. Temos menos lodo, segundo os trabalhos de mergulho realizados, já é possível ver vastas zonas em que existia muito lodo agora estão cobertas de areia limpa em que se notou uma melhor visibilidade das águas. A água está realmente mais limpa e recentemente, que prova o que digo, tem sido vistas várias espécies de peixes que já não apareciam por aqui faz tempo. O Pampo tem aparecido de forma regular tal como o Ruivo e recentemente o Salmonete, as Vieiras estão de volta tal como a Ostra. O Cavalo Marinho também é visto e agora vamos ver o que mais aparece. Tudo isto só foi possível porque foi feito um grande investimento no tratamento dos esgotos, outros tipos de resíduos e os resultados estão ai.


Agora ficava a faltar as condições para a náutica de recreio, era importantíssimo investir nesta áreas pois é um local muito procurado mas que não oferecia as melhores condições para receber quem nos visitava pelo mar. Não existem duvidas que tinha de existir uma intervenção no sentido de criar ofertas para que fosse possível desenvolver o turismo náutico no Seixal. O facto de não existirem locais de acostagem tornava muito difícil a tarefa dos náutas para poderem por os pés em terra. O serviço de marinheiro existente já ajudava a atenuar algumas dificuldades, faz o transporte do barco para terra e vice-versa mas só novos equipamentos poderiam resolver na totalidade. Desta forma, em Março deste ano, foi dado inicio à requalificação de equipamentos bem como a colocação de novos, que permitem suprimir todas as dificuldades existentes e potenciar o Seixal como destino turístico não só por terra mas também por água. Neste momento está a terminar a primeira de três fases de obra, agora é dar continuidade ao trabalho realizado. 


Com estes Equipamentos vai ser possível dar apoio ao desporto e criar condições de acostagem para abastecimento de água ou electricidade. Mesmo só com uma fase de obra praticamente terminada passa a ser possível receber condignamente os residentes do concelho, vizinhos de outros concelhos e turistas no geral. Não esquecendo a marítimo turística que já começa a ter condições de operar na baía, muitos são os destinos que existem para mostrar e alguma abundância de peixe para a pesca desportiva.





As fotos relatam os equipamentos que foram colocados, começo a descrever pelo caís principal, foram colocadas novas guardas, cabeços novos para substituir os que se encontravam em mau estado. Foi colocada uma vigia e passou a ser fixo por estacas de metal. Serão colocados pontos de luz e água bem como recipientes para deposito dos lixos, as guardas ficaram com outra configuração.
O acesso era feito por uma ponte um pouco estreita e demonstrava alguns sinais visíveis de desgaste o que exigia a sua substituição, causa que se aleou ao avanço do próprio caís para ganhar mais alguma profundidade, tendo em conta as carateristicas dos fundos.


 









A nova ponte permite a circulação de cadeira de rodas, zona antiderrapante para quem apresente dificuldade em andar, passa a ser permitido cruzar entre quem sobe e desce em simultâneo e transporte de utensílios de maiores dimensões.










O dois novos equipamentos de acostagem tem 20 metros de comprimento cada um. A forma como foram colocadas as estacas permite uma utilização integral do equipamento,  80 metros de acostagem.
Estes caís tem equipados pontos de luz e água para usufruto dos seus utilizadores.



O acesso aos equipamentos será por uma porta de abertura através introdução de código e por cartão magnético que será distribuído aos utilizadores.


Estas fotos demonstram um adiantado estado desta obra, logo que terminada e já com utilização, será feito outro artigo com todos os acessórios montados e embarcações no local. Por agora dá para ter uma ideia do que se está a fazer, as condições estão a melhorar, para mim é um prazer estar a partilhar este projecto, estou envolvido praticamente do inicio e aproveito para agradecer a todos os envolvidos bem como munícipes no geral, pois sem eles nada disto seria possível, no fundo acho que estamos todos de parabéns.

Um abraço,

Nuno Fernandes (pesca no prato)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

1 ano depois...

Já fazia um ano que não participava numa pesca embarcada e neste Domingo a convite de um amigo de longa data ( Marco Pereira ) lá fui matar saudades.
Conforme combinado na véspera, ás 4:30h da madrugada já estava junto ao Nuno para rumarmos em direcção a Sesimbra, seria a 1ª vez que iríamos nesta embarcação ( Thalassa ) e as expectativas eram muitas apesar de sabermos de antemão que as condições climatéricas não seriam as melhores.

Embarcação Thalassa, Skipper Fernando Cruz
 ao qual agradecemos pelo agradável dia de lazer que nos proporcionou
Já as 5.30h batiam no relógio quando chegámos ao porto de abrigo, toca a tirar a tralha do carro e carregá-la para a embarcação. Como os atrasos são normais neste tipo de saídas só nos fizemos ao mar  já as 6h tinham ficado para trás, a malta vinha bem disposta e ainda um pouco "acelarada" pois a noitada tinha sido dura !!! Isto prometia!!!
É só tralha...
A caminho do 1ºpesqueiro aproveitámos para conhecer a malta, para pôr a conversa em dia com aqueles que já conhecíamos e para começar a montar o "arsenal".

No 1ºpesqueiro tivemos a uma profundidade de 58mt, comecei por pescar com uma baixada de 3 anzóis, chumbada de 160gr de cor preta e Camarão como isco, era um  pesqueiro que estava carregado de Cavala e Carapau a meia-água pois sentimos alguma dificuldade em conseguir chegar com os iscos ao fundo sem serem atacados na descida  pois o cardume estava a comer com voracidade. Aproveitamos para apanhar uma teca de Carapau ( tão bem que sabem assadinhos no carvão) e Cavalas ( para iscar).
A dada altura achei que já chegava de Carapau e decidi alterar algumas coisas na forma como estava a pescar, alterei o peso da chumbada para 230gr pois iria permitir que o isco passa-se pelo cardume mais depressa e que fizesse com que conseguisse alcançar o fundo de forma a chegar intacto, alterei o isco que estava a usar para Caranguejo e pus estralhos um pouco mais curtos. 
Senti de imediato a diferença, muito menos ataques o que significava que os iscos estavam a trabalhar bem,  passado pouco tempo tive a minha recompensa, um Parguete a rondar o Kg, tinham gostado dos meus Caranguejos, era o 1º vermelhinho do dia !
Entretanto ao lado o Nuno foi enchendo  o balde de Carapau e em nosso redor a malta foi ficando farta de estar a apanhar tanta Cavala e pediram ao mestre para mudar de pesqueiro, ao que ele se disponibilizou de imediato, levantámos ferro e aí vamos nós...

A dupla
Foi curta a viagem pois ficámos um pouco mais a Sul e a um profundidade um pouco maior, 78mt, para alguns não foi de grande agrado mas para mim pessoalmente foi a escolha certa. Voltei a optar por pescar com chumbada mais leve ( desta vez alterei a cor para vermelho) e  alterei o isco para Cavala, pois era um pesqueiro aonde já tinha estado anteriormente e que sabia que era bom para dar uns Besugos.
Rapidamente vi que tinha acertado na minha opção, o Nuno ( que pescava ao meu lado ) tinha acabado de ferrar um bom Besugo ( 700/800 gr) era sinal que eles estavam lá, agora havia que conseguir ferrá-los. O Besugo tem uma ferragem muito própria á qual eu já estou habituado pois toda a minha "escola" de embarcada foi feita á pesca desta espécie.

Golfinhos no Cabo
Foi um pesqueiro aonde saíram alguns Besugo de bom porte ( 11 Besugos para mim, 5 para o Nuno e 2 para o resto do barco ) mas aonde se notou mais a diferença da "experiência" neste tipo de pesca, isto é, o peixe estava a comer desconfiado e picava muito discretamente o que fazia que praticamente a ponteira ( fibra ) não mexe-se, o que juntamente com a aguagem e o vento que se fazia sentir dificulta-se em muito a nossa pesca, só me safei eu e o Nuno. Ainda tivemos tempo para termos a visita dos nossos "amigos" Golfinhos.
Elas não matam mas moem!!!
Como a malta não se estava a safar e continuavam a chamar pelo " Gregório" pediram novamente ao mestre para alterarmos de pesqueiro o que ele voltou a responder positivamente, aí fomos nós...
Desta vez andámos uma milha e deslocámo-nos mais para junto da costa, o mestre tentou fugir á aguagem que se fazia sentir mais ao largo.
Estávamos num pesqueiro a 25mt com o fundo misto , e eu voltei a alterar a minha pesca, desta vez alterei o tamanho do anzol para um nº mais pequeno e voltei a iscar Camarão, sabia que era um pesqueiro aonde dava umas Safias de bom porte ( já lá tinha feito boas pescas). Mais uma vez eu e o Nuno fomos os únicos a tirar uns peixes, desta vez não tinha nada a ver com experiência mas sim pelo facto de sermos apenas 3 aqueles que continuavam á pesca e se aguentavam sem deitar a "CARGA AO MAR", á excepção do mestre e do seu marinheiro. Por opção nossa, do mestre e  com "pena" do resto da malta decidimos passar o Cabo Espichel antes da hora combinada, pois mais a Sul estaríamos mais abrigados do vento e que faria com que a embarcação não adorná-se tanto.
Assim foi, passámos o Cabo e parecia que tínhamos chegado a uma banheira, nem mexia!!!

Cabo Espichel
O mestre fundeou o barco e ficámos a pescar a uns 16/17mt ( eu pessoalmente não gosto do mar muito parado, prefiro mais mexido ) o que veio fazer com que a malta fosse arrumando as coisas pois não existia viva alma naquele fundo, cheguei a estar mais de 20m com as mesmas iscadas e nada!
Não havia outra coisa a fazer, o melhor era mesmo arrumar e dar por terminado o dia de pesca.


 
Resumindo, foi um dia agradável em que não houve muito peixe mas que deu para matar saudades, para rever amigos que já não via á algum tempo , para conhecer malta nova e para conhecer mais uma embarcação e o seu respectivo Skipper ao qual agradeço em particular pela forma como nos recebeu.


O nosso " Manolas", um abraço d´OS PESCAS

Peço desculpa por não haver fotos do peixe mas com tanta fotografia tirada durante o dia as pilhas acabaram antes do previsto.
Fica para a próxima, sorry.

Material utilizado:

Canas : Vega Kripton 3.30mt, Nbs Zicoor 3.10mt
Carretos: Banax 2000 GT, Shimano Biomaster 6000PG
Baixadas : artesanais

Um abraço,
Pedro ( PJPescador )