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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

( BÓIA) PESCA AOS CARAPAUS EM SESIMBRA NOS PÉS DE GALO

Boas.

As nortadas constantes, o limo nas praias, os banhistas, etc. afastam me um pouco das pescas que mais gosto de fazer.

Por isso e não sendo uma pesca que goste ou que me de pica lá resolvi ir um pouco aos carapaus... Quando existe actividade acaba por ser giro, mas quando não há é uma pesca sem "açúcar". Deixa de existir qualquer adrenalina, pois se o peixe não dá luta e não existe actividade, é tramado...Mas já fiz pescas ao carapau muito giras por a tal actividade frenética. Depois tem o outro aspecto de ser uma pesca para entreter no Verão, numa altura em que as noites até são agradáveis e sabe bem para descomprimir, para não estar fechado em casa...

Pelo caminho como sempre paragem para comer qq coisa e siga para os Pés de Galo em Sesimbra.
Ao chegar já lá estavam 3 pescadores, 2 a espera do anoitecer e 1 a dar banho ao camarão...

Antes de começar a pesca a sério resolvi brincar com um aparelho que tinha levado... Mas não valeu a pena... Nem um toque tive e desisti, entretanto com o escurecer desmontei e fiz a montagem normal para o carapau.

Lá decidi empatar um anzol e começar a pescar a sério e ferrei logo dois seguidos... Depois a coisa fraquejou muito, havia uma tímida actividade e parecia que ia ser complicado... As ferragens não se davam e a actividade era mesmo baixa... Resolvi ir a arca e cortar um pouco do isco segredo a ver como a coisa se dava!!! Bem, a coisa mudou repentinamente, julgo que também fruto da viragem da maré, mas na realidade a bóia afundava lançamento atrás de lançamento e a actividade era top.

Ainda perdi um enorme, um verdadeiro chicharro, antes de ter a luta da noite com uma mega cavala maior que uma garrafa de 1.5lt de água. Brutal a luta,ou melhor as corridas verticais e diagonais que estes peixes fazem. Brutal mesmo. Abri o drag e estive ali a divertir me pois para mim a pesca do carapau é chata, e sinto a necessidade de sentir alguns arranques que os pobres carapaus não dão apesar de os adorar comer...

Já era uma hora quando com a pesca composta resolvisó fazer mais uns minutos e arrumar... Ainda deu para apanhar mais uns peixes antes de se arrumar e começar a subida que com aquele peso se torna complicada e mais perigosa.

Já cá em cima foi tempo de ver a pescaria e seguir para casa que faltavam poucas horas para irmos bulir...

Soube bem, apesar de não ser a minha pesca, sempre dá para passar umas horas com os amigos pois lá encontro sempre malta amiga e apanhar ar.

Os carapaus eram de bom tamanho, deixaram me muito satisfeito, já fiz muito mais carapaus em 3 horas, mas não foi nada mau. Deu para uma assada com a família toda.

... É melhor que estar a ver o love on top certamente...



Até breve...












MATERIAL:

CANAS:  VEGA FRENETIKA
CARRETOS: SAKURA ALPAX
LINHAS: SEAGUAR FXR, CLIMAX FLUOROCARBONO


FILIPEPC

segunda-feira, 4 de julho de 2016

( BÓIA) NEM SÓ DE TAROLOS VIVE O HOMEM

Olá, 

Nem só de tarolos vive o homem... Não é verdade???

Após várias tentativas de pesca em várias modalidades nos últimos tempos, a maior parte delas falhada, resolvi virar-me para a pesca de verão, os Carapaus.
É uma pesca que gosto bastante, pela adrenalina que nos proporciona. A atividade frenética quando eles estão presentes e a busca incessante quando resolvem desaparecer.
Depois de passar dois dias a chatear a malta do Gang, acabei por ir sozinho, parece que os meninos só gostam de tarolos, por isso é que se fartam de comer carne (e pasteis)...

Chegada ao pesqueiro ainda no lusco fusco e os meninos dão sinal da sua graça, mas andavam só de passagem, ora tirava um ou dois seguidos ou penava uns minutos a espera deles.
Depois do virar da maré os ditos desapareceram por completo, estive quase duas horas com actividade quase nula. Prestes a desistir, ferro um menino, e o que se passou no resto da pesca foi alucinante, raro era a vez que a boia não afundava. Ataques frenéticos, uma loucura, e que belos carapaus, grandes e gordos. Estava a ser de loucos...

...

Acabei por desistir depois de uma boga ter partido o estralho, tive que desistir, já eram 3 da manha e no dia seguinte trabalhava de manhã. Acredito que se ficasse mais um pouco, o resultado final seria brutal.
Mesmo assim, nada mau para entreter...





MATERIAL:

CANA: Vega Bullfight 4m
CARRETOS: Shimano Sienna 4000
LINHAS: Multi Sufix 832 (Carreto), estralho 0.21 ( oferecido pelo FilipePC, O REI do carapau)
ISCOS: Camarão Congelado


NUNO C.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Carapaus em Sesimbra - Pescaria do Mês

Grande noitada com dois dos maiores amigos que fiz neste mundo da pesca




FilipePC, Guilherme, Luís Amaral

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

( Bóia) Carapaus à bóia com o próximo Deputado da Assembleia

Olá,

Regresso a uma carapauzada daquelas...

Pois é, voltei a carga. Após uns dias de descanso, a vontade em aproveitar este calor era muita e lá fui fazer mais uma jornada.
Um amigo meu à dias perguntou-me o que mais gostava nesta pesca? Se era por apanhar muitos, se era pela luta? Expliquei-lhe que nenhuma das duas. Nem o número de capturas me cega, nem a luta é assim tão boa quanto isso. Como lhe disse na altura... " Amigo é uma pesca de Verão, uma pesca óptima para relaxar após um dia de trabalho. Eles não dão muita luta, mas é uma pesca gira, pela actividade, pela adrenalina que alguns têm quando ferrados. Não adoro pescar carapaus, mas adoro a pesca ao carapau.



Tinha falado com uns amigos que talvez aparecesse lá, dependendo da hora a que me despachasse, e felizmente cheguei cedo, a tempo de ir ver como estava o pesqueiro. Calmo e só com dois pescadores, resolvi ir lanchar tranquilamente e beber um café. Passada uma horita voltei e já estavam alguns dos conhecidos. Tempo para uma boa galhofa, para entre os 6 presentes contarmos histórias, dizermos uns belos duns disparates e rir com as piadas de sempre do Dorado, que consegue a proeza de falar durante horas seguintes sem se calar um minuto... Só presenciado podiam entender... Ele consegue meter um grupo louco em minutos... Mas também nos consegue fazer rir, e muito. Até a malta que não o conhecia se pôs a ouvi-lo... E a desesperar com tanta piada... O anoitecer fez-me escolher um spot, e como havia muito espaço resolvi ir para uma ponta, onde sossegado podia pescar a minha maneira.


O início da noite trouxe uns belos carapaus, maiores do que é costume. Ao ponto de alguns me darem alguma pica e de eu os deixar correr uns metros lateralmente para ter mais prazer na sua captura.
Ali no lusco fusco fiz 7 peixes, 6 carapaus e uma cavala todos de bom tamanho.
A noite caiu e chegou a altura de maior actividade, e a primeira hora foi sempre a abrir... Ferragem atrás de ferragem, lá fui enchendo a saca, sempre com o máximo de actividade e gozo. Foi uma noite em que não me preocupei muito em perder alguns peixes, resolvi abrir o drag e curtir ao máximo. E olhem que curti. Várias foram os arranques que me deixaram saciado, com linha muito finas ( usei 0.18mm), com o drag bem afinado, quer dizer, bem aberto, estive ali uns minutos só dedicado a diversão. As arrancadas das cavalas, que muitas me desferraram, tal o tempo que lhes dava para correrem, e alguns grandes carapaus, deram me o que tanto precisava... Um relaxamento total numa semana longa, de muito trabalho.

Já com a pesca bem composta, com mais de 50 capturas feitas, resolvi parar para comer. Desta não parei no caminho para encher a barriga e já estava mesmo com vontade de terminar a pesca, mas lá meti as barras de cereais a boca, as duas que tinha levado e com um golo de água, aquilo lá fez uma papa, que me encheu o buraco no estômago de forma a me permitir aguentar mais duas horitas, até a uma para fazer o resto da pescaria...

Do outro lado o Dourado, fazia a festa e apanhava as canas, não se calou um minuto... Xiça!!! Um dos tipos ao meu lado primeiro ainda soltou..." Não te dá uma trombose na língua"... Mas vencido pelo cansaço saiu-lhe a melhor da noite " Epa, se você se candidatar a deputado voto em você, que se for assim para a assembleia, os gajos pisgam-se todos, limpa a assembleia num instante"... E o do lado disse logo " Voto nisso"... E eu caladinho pensei... Afinal o gajo até serve para alguma coisa!!!

Bem passado este momento de boa disposição, a pesca... Bem, a pesca... Estava mais ou menos...

A actividade embora menos forte, continuava satisfatoriamente e num instante fiz mais uns 25 carapaus e 6 cavalas, até que deram entrada um cardume de bogas, que me cortaram vários estralhos com a sua captura. Fiz ali um monta de bogas, cada uma maior do que a outra, era só catch and release... Resolvi parar uns minutos e lá fui beber o resto da água e esperei que passasse o cardume, até porque a maré estava na reponta e começando a correr podia melhorar.

Felizmente quando tornei a pescar já o cardume tinha passado e restavam as cavalas e um ou outro carapau, e já com a pesca feita, foi aproveitar para me divertir mais um pouco, até porque a queda da temperatura levou dali os cardumes de carapaus, e deixou me mais dedicado as cavalas, e apanhei mais umas quantas até que resolvi dar por terminada a pescaria. Alguns ainda lá ficaram, mas para mim já chegava, era tempo de ir descansar...


Quando tiver mais fresco, haverá mais certamente. Até lá ficam umas fotos...






Material:
Cana: Vega Frenetika 6 mt.
Carreto: Vega LT
Linhas: Vega power zone, Trabucco XPS
Iscos: Camarão Selvagem

FilipePC

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Bancada cheia de carapaus - Pescaria do Mês


Mais uma bela noite em Sesimbra...



 FilipePC

Link da pescaria: http://ospescas.blogspot.pt/2014/06/boia-pesca-e-como-o-futebol.html


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Carapaus Frenétikos numa noite entre amigos!!!

Olá,

Uma mensagem do Luís fez me perder o descanso após um dia de trabalho para ir fazer mais uma noitada. A vontade se pescar com quem se gosta é muito grande e normalmente vale a pena.

Juntar o Luís e o Guilherme numa jornada é algo para mim do mais confortante que pode existir. São duas pessoas que me marcam muito. Dois amigos do peito que a pesca me deu.

A ideia era combinar qualquer coisa para uma pescaria lá para os lados se Sesimbra, encontrar umas pedras, e aproveitar bem a noite quente que se ia fazer sentir... Bastava depois escolher bem a montagem, o isco e o tamanho do anzol. Foi nisso que me foquei para ajudar o Luís nesse campo. Tanto eu como o Guilherme temos esse aspecto mais do que estudado.


Chegados ao pesqueiro, e porque a pesca é feita de noite, em cima de rochas e numa zona perigosa, há que ter cuidados, há que entender bem o que se está e vai fazer, prever a subida da maré, entender em que pedras nos teremos que resguardar. A escolha do local de pesca é claramente um dos pontos importantes nesta pesca.

A primeira meia hora foi um treino, comecei a habituar me a uma cana nova, muito leve, e que me deu muito boas indicações. Leve e de acção rápida, deu me logo a entender que iria fazer estragos.

Assim que começou a escurecer a actividade começou, os primeiros afundanços antecipavam a boa pescaria que iria ser. O vento caiu, deixando as águas espelhadas e tranquilas, a lua cheia iluminava todo o pesqueiro e os carapaus comiam que nem loucos.

Os primeiros momentos com a minha cana foram fantásticos, confortável para uma cana de 6 mt. e a permitir-me ser rápido a ferrar os carapaus. Ao contrário do que muito se defende que para esta pesca não é necessário canas de 6 metros, eu tenho a dizer que isso é falar a toa. A escolha da cana não se deve apoiar somente na espécie procurada. Obviamente que tem influência, mas não só. O conforto e a segurança que se tem num pesqueiro de difícil acesso com uma cana mais comprida, pode em muitos casos proteger-vos a vida. Não há nada mais importante do que isso. Por isso neste pesqueiro para mim menos de 5 metros é um erro tremendo, e os 6 mt são o ideal, uma relação peso/conforto inigualável. Claro que terá que ser com uma cana leve, senão torna-se penoso.


Apoiado numa pedra e sempre na galhofa com os meus amigos, os minutos passavam, os carapaus voavam para dentro das sacas e a risota era geral. Uma boa disposição fenomenal a que se juntou o Dourado com um amigo. Um fartote, visto que este Dorado faz-me lembrar uma personagem de B.D.. É um grande maluco, sempre a dizer disparates e a contar anedotas... Até cansa de o ouvir. Mas é um tipo engraçado sem dúvida.

A continuação da noite não podia ser melhor... T-shirt! Sim a noite toda de T-shirt, um luxo, raras são as noites em que se consegue essa proeza mesmo no Verão. Por isso, nestas gosto de lá estar a sentir algo que talvez só para o ano sinta, que não sei quando volto a sentir... Espero este ano ainda teralgumas, e pela vida fora muitas. Entendo que alguns até possam considerar um pouco lamechas de mais, mas a verdade é que adoro estar ali a beira mar, a pensar na vida, a aproveitar a brisa, julgo que por vezes até me esqueço da pesca em si, sinto-me muitas noites, um pescador viajante.


Viajando sei lá por onde a cada afundanço dos carapaus, lembrei me da antiga Sesimbra, onde se pescava dentro das docas, das centenas de cavalas que apanhava com o meu avô todas as semanas, lembrei me das pescas com o meu grande amigo João, lembrei-me de quando ali já tinha sido tão feliz. Carapau na saca, iscada, carapau na saca, carapau na saca, era um gozo... Eu e o Guilherme na picardia habitual, o Luís sacava cavalas ao monte e lá o Dorado ia variando a coisa... Entretanto este distraiu-se e quando me viro está ele a saltitar pedras acima atrás do gato, lololol, que lhe gamou os camarões!!! Chama-lhe parvo...

Passada uma meia hora lá volta ele todo desmoralizado, o gato venceu a batalha, ahahah.
Isso era o menos havia camarão e bogas para iscar para todos... A lua cheia já tinha chegado ao too e já fazia a sua manobra descendente, a hora já era avançada... E eu perdi por esta altura um bocado do tempo de pesca para fazer uma nova montagem após um enleanço daqueles...

Entretanto a maré parou, e a actividade baixou muito, e fui fazendo a montagem devagar, devagarinho enquanto respirava muito fundo para aproveitar o momento... Regressei passado um bocado a pesca, e mudei de local, mais para a direita, e em boa hora pois a actividade era brutal e foi sempre a malhar neles naquele spot. Era bóia na água, bóia no fundo!!! Muito bom. Ali em 20 minutos tirei mais uns 20 peixes e depois de falar com o Guilherme e com o Luís, dei por finda a pesca. Ainda chamei o Guilherme para tomar contacto com a Frenetika, e para primeiro contacto ele sentiu o mesmo que eu. Cana muito praseirosa, rápida e leve... Veremos de futuro, para primeiro teste, os carapaus ficaram frenétikos... Simplesmente adorei a cana. Subimos as pedras do pesqueiro e antes de rumar a casa...

... Tempo para umas fotos, um regresso sempre cheio de boa disposição. Um must, a repetir com estes dois. Muchas gracias a ambos.


Duas pessoas muito especiais...


 Dezenas de prazer...

Grande Guilhas...

E grande Luís




Ah... Esqueci-me de um pequeno detalhe... Antes de irmos pescar parámos para comer um pouquinho, assim só para encher o canto do estômago... Estão a ver né!!!


8 hamburgueres para os dois nada mal...


Material: 
Canas: Vega frenetika 6 mt.; Tica Gainer 5 mt.; NBS Mega Float Deluxe 5 mt.
Carretos: Vega CD 5000; Vega LT 4000; Shimano Nexave 4000
Linhas: Vega Power zone fluorocarbono; Trabucco XPS
Anzol: Nickel de tamanho 6 a 8.
Iscos: Camarão congelado

FilipePC, Guilherme, Luís Amaral

segunda-feira, 14 de julho de 2014

( Bóia) Carapaus em Sesimbra, mais uma lufada de ar fresco!!!

Boas,

Mais uma pesca realizada para Sul, para os lados de Sesimbra. As noites quentes estão cada vez mais convidativas para umas investidas por toda essa costa.
A pouca vontade de pescar de dia ao sol, com o abrasador calor que temos sentido leva-me a tentar me entreter com pescas mais suaves, rápidas e de certa maneira praseirosas.

Conseguir intervalar estas pescas com as corvinas, é para já o meu entretimento.

Combinei com o pézinhos mais uma pesca rápida assim que escurecesse e lá fomos nós assim que o dia foi dando lugar a noite a caminho de Sesimbra. Chegados lá, pesqueiro muito sossegado, pouca gente ( estou a brincar), lol, aquilo estava com bastantes pescadores, mas lá encontramos um espacinho e toca de descer e escolher uma pedra onde desse para estarmos a vontade e com o material em segurança.



Escolhi uma bóia de 8 gramas, um 0.20mm. para estralho e comecei a pescar com 1,5 mt. de comprimento.

Foi só abrir a cana e começar a pescar e rapidamente apanhei duas bogas e um carapau, ainda não era bem noite, e logo aíi percebi que era noite deles!!!

Assim que escureceu de vez, foi um ver se te avias... Cada lançamento eram ataques atrás de ataques, bóia sempre no fundo, bóia sempre a trabalhar na perfeição com a pouca corrente e o vento quase nulo. Uma noite perfeita para a prática desta modalidade.

Nos primeiros vinte minutos já tinha sacado um monte de carapaus, enquanto que o pézinhos ainda estava a atinar com a coisa, além de parecer um pouco cansado e sem pica.

Eu continuava sempre sem parar, a coisa estava a dar-se e eu estava cheio de pica, até porque tinha dito a família que lhes arranjava uma almoçarada e claro, queria cumprir!!! Pelo andar da coisa, e pelo encher da saca, eu estava decidido a consegui-lo, lol.

A cada lançamento o sorriso que dava era sinónimo do espectáculo que esta pescaria estava a ser. Nem conseguia sequer meter umas bolachas a boca, era, pôr e tirar... Pôr e tirar... Pôr e tirar... E por mais incrível que possa parecer, eram onze horas, eu já tinha cerca de 40/50 carapaus e nem uma boga ou cavala tinha aparecido para chatear. Não fossem os muitos perdidos já no ar, e a coisa já estava mais do que feita.


Tinha uma hora para pescar, e por esta altura já o Miguel tinha parado e tinha falar com malta conhecida que tinha acabado de chegar ao pesqueiro. Ele não estava nos dias dele. Até se deitou lá numa pedra a dormir... Eu cá não parei, já tinha almoço para uma família, era tempo de carregar para arranjar uns quantos para mim.

Felizmente os carapaus cooperavam e praticamente era pôr e tirar, cheguei a contar uma iscada para mais de 8 carapaus, aproveitava sempre a mesma. Impressionante. A certa altura já tinha perdido a conta, já me começava era a doer as costas de ter a mochila a tira colo.

Lá procurei um cantinho onde a pudesse pousar para tentar pescar mais uns minutos e ainda bem que o fiz...

Além dos carapaus entraram umas cavalas e de repente ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, eu abria o drag com elas ferradas e era a loucura total!!! Quem não está habituado, experimente que vale mesmo a pena. Dão uma picaaaa... É muito giro. Julgo que esta pesca do carapau é mesmo uma pesca para a malta vir tranquilamente após um dia de trabalho espairecer e divertir-se com os amigos. É uma pesca mesmo muito engraçada, nãoi sendo as capturas grandes peixes, tirando algumas surpresas, é uma pesca com uma actividade brutal, e que se torna aliciante para quem gosta de sentir um peixe do outro lado da linha.

Quanto mais fino pescarem, mais se vão divertir... Mais giro é tirar um peixe.

Talvez por isso e mesmo cansado, sabe tão bem fazer 3 horitas de pesca nestas noites amenas que puxam mesmo a pesca...

Carapau atrás de carapau, enchi a saca e perto da meia noite e meia, demos por terminada a pesca. Não vale a pena querer apanhar tudo no mesmo dia... Já foi bom, e já deu para espairecer e ferrar uns peixes.

Antes de dar por terminada a pesca, ainda apanhei mais 2 cavalas de bom tamanho, e na última abri muito o carreto e era ZZZZZZZZZZZZZZZZZZ´S atrás de ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ´S e ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ´S. Um gozo imenso, um espectáculo.

Certamente que tornarei a esta pesca ainda este Verão que agora começou, nem que seja porque sabe tão bem pescar à noite no Verão...

Divirtam-se e aproveitem as noites quentes, pode ser que se safem...

Foi chegar, separar uns quantos para ir dar a minha mãe e deixar estes para mim...
Em breve há mais!!!


Material:
Canas: Vega Nextor; Barros Power Strike
Carretos: Vega Boxter; Shimano Hyperloop
Linhas: Vega Power Line; Trabucco XPS; Asso Fluorocasting
Iscos: Camarão congelado selvagem

FilipePC

segunda-feira, 9 de junho de 2014

( Bóia ) A pesca é como o Futebol

Boas,

O título diz muito do que é a pesca, principalmente quando na brincadeira e sempre na brincadeira, uma pesca de amigos se torna numa saudável competição, lol...

Na semana passada estávamos eu a ver o windguru e tomo a decisão de não ir a pesca... Um pouco de vento e temperatura nocturna incerta, envio mensagem ao Guilherme par lhe dizer que afinal já não íamos...

Mas passadas uma horas aparece o Miguel a falar em se ir fazer uma bóia e tal... E que desta ia dar me uma varada e tal... E eu mesmo sem me apetecer muito, disse-lhe, ok, então liga lá ao Guilherme e bora lá...
Ainda por cima o Pézinhos dizia que me ia dar uma valente tareia desta vez  e bem, não podia recusar uma brincadeira de amigos...

Ficou então combinado que lá para as 8 íamos dar um salto lá...

E foi assim que depois de 6 hambúrgueres que eu e o Guilherme comemos, seguimos para a nossa pesca.
Chegámos já com alguns pescadores por lá, mas ainda deu para escolher um dos spots que mais gostamos e vupt... Foi mudar de roupa e ir pescar. Lá em baixo, fiquei com o Miguel a esquerda e com o Guilherme a direita.

A coisa não aparentava estar fácil pois o vento frontal era já algo forte e o frio também se fazia sentir o que nesta pesca é uma porcaria pois por algum motivo, os carapaus não encostam, ou pelo menos não sobem tanto e dificulta muitíssimo a pesca.

A coisa começou logo com o Miguel a repetir vezes sem conta que me ia dar uma varada... E tal, e tal... Eu estava convicto que não, mas a pesca começou muito mal para mim... Eu não sentia nada, o Guilherme nada, e ele lá ia numa actividade baixa sacando alguns peixitos... Não que actividade fosse muita, mas eu tenho que reconhecer que só ele sentia peixe... e só ele apanhava. Eu não sou de desculpas, gosto é de tentar perceber os porquês. Eu sou atento... Reparei que ele estava a pescar mais fundo e alterei processos... E comecei a ter alguns toques tímidos, mas epa, alguns... Mas o seio na linha era tanto, que praticamente era impossível ferrar um peixe... E eu estou habituado a pescar com o carreto a trabalhar nesta pesca, fazendo a ferragem e acompanhando com o carreto!!! E nada... E nada... E nada... Percebi que cometi o erro de levar um carreto que tem uma baixa recuperação e que não me deixava acompanhar o movimento da linha com o vento que se fazia sentir...

Estava a ser um stress, e apenas apanhei um carapau em mais de uma hora... Estava a ser desesperante... Ele já levava uns 7 ou 8... E na hora seguinte pouco se alterou, até porque eu no meio, com vento para o meu lado tinha sempre uma bóia em cima e não consegui fazer o circuito necessário para esticar a linha e pescar sossegado a minha maneira.

Aumentei o peso até ao limite... Mas epa a coisa não funcionava e estava uns 12 ou 13 para ele, eu com 3 e o Guilherme julgo que com 2.

Tornei a alterar processos, e desta além de mais peso, aumentei muito a fundura, e cheguei a estar a pescar com 5 metros. E foi aqui que comecei a sentir mais peixe... Na brincadeira e no escuro, ia apanhando e ia dizendo que eram bogas( verdade que algumas eram)... O Guilherme só se ria, porque via que eram carapaus... E vai de rir e rir... O Miguelito sempre focado dava-me uma tareia... E lá ia gozando e tal...

Isto porque eu achei que a água estava barrenta, muito escura e ele só dizia que para mim estava barrenta, para os carapaus dele, deviam andar de óculos pois viam bem... E torno a dizer, ele estava muito mais certinho do que eu, e pese embora a distancia fosse cada vez menor, a verdade é que ele chegou aos 20 e eu com uns 13/14... O Guilherme também foi melhorando e já estava a acertar mais com a coisa... Também já devia ter uns 10.

A maré subiu muito, e do lado esquerdo não estava ninguém, eu pese embora tivesse recuperado muito, senti que assim não ia dar... E disse para mim...
" Muda de spot, procura o peixe"... E assim o fiz, passando eu para a esquerda, e aí conseguia de uma forma mais apurada, lançar, esticar melhor a linha e poder fazer uma melhor ferragem...

Eu continuava na brincadeira, e ia dizendo que era mais uma boga e mais outra... E ele dizia " E metes no saco? Vale tudo, lol..."

Eu ia tentando diminuir distância, mas ele estava forte, e ia também apanhando mais ou menos ao mesmo ritmo... Hmmm pensava eu, agora estou a pescar melhor, mas com este vento, e se ele não vacila, vai ser difícil... Mas como sempre nestas brincadeiras, concentro-me e tento dar o melhor, pois já lá vão 29 anos de pesca e sempre aprendi que não é como começa, é como acaba...

No meio disto houve um momento importante, eu enliei a montagem e tive que trocar e ele igualmente teve que mudar algo, pois esteve um pouco de roda da cana... E fui rápido e comecei a pescar primeiro, e diminui a distância, acertei o passo, e desta devido ao aumento de actividade subi a montagem para mais perto dos 2 metros e tal de fundo... E os ataques sucediam-se... Um a seguir ao outro, com muitos a safarem se no caminho ou na elevação e com bogas e cavalas a mistura, fui fazendo a reviravolta no marcador e a dada altura, já eu sabia que estava com tantos ou quase tantos do que ele. E ia lhe dizendo que já o tinha ultrapassado... E ele já sem pica ia baixando a guarda e vacilando e claro, acabou em parte por perder o interesse, pois eu já sabia que estava a apanhar mais e queria agora que ele respondesse, e nada, lol... Ficou se por um ritmo mais baixo e com mais paragens, até para falar ao telemóvel...

E cada vez que agarrava na cana, comigo a dizer, e vai outra boga, olha outra boga, e mais outra... Ele já não ligava e dizia não ter pica para pescar mais... E a vitória acabou por se consumar, mas ter menos sabor, pois preferia tê-lo mais consistente, coisa que ele ainda não é, embora pesque bem.

Eu sem culpa nisso, lembrei me logo de um jogo de futebol, onde o resultado não interessa ao minuto 5, 45 ou 89, interessa quando o árbitro apita para o final do jogo. E neste jogo ele só durou uns 60 minutos, e pagou por isso... Pois naquele ritmo, podia me ter ganho. Mas isto não é como começa, é como acaba...

Tínhamos combinado que quem perdesse pagava um Hambúrguer no Jacinto ( relote da zona), mas não só não tinha fome, como já eram duas e tal da manhã e queria era ir dormir que de manhã é que iam ser elas para me levantar, lol...

Soube bem, porque estive a pesca com dois grandes amigos, e porque todos trouxemos peixe para casa, apesar da grande dificuldade que foi a noite, acreditem que estava péssima para aquela pesca. Na manhã seguinte falei com amigos que tinham lá estado e só apanharam 2 carapaus. Não era noite deles, mas com muita luta, e muita insistência conseguimos fazer ainda 100 e tal carapaus entre todos.


A pescaria do Guilherme:



A minha pescaria:






Até um dia destes,
FilipePC, Guilherme Cruz e Miguel Candeias


segunda-feira, 2 de junho de 2014

( Bóia) Mais uma estreia, desta aos carapuusssssssssssssss!!!


Boas.

Estava eu em casa a falar com os meus botões:
  • Apetecia-me mesmo ir à pesca!!
  • Porque não ligas ao Filipe – diz-me o unico botão que tinha vestido na altura.
  • É isso mesmo, vou ligar.
Ligo ao Filipe e:
  • Então páh tás bom? Queres ir à pesca?
  • Eu já vou. Vou com o Emanuel, mas és sempre bem vindo, sabes disso. Ainda não sabemos que pesca vamos fazer, ou surfcasting ou então vamos aos carapaus. Olha fazemos assim escolhe tu a pesca.
  • Epáh eu que sou o intruso é que vou escolher a pesca. Estás-me sempre a tramar! Bem olha nunca fui aos carapaus. E há sempre uma primeira vez. Vamos ao carapaus.
Estava escolhida a pesca. Começamos então a fazer os arranjos, combinar horas e eu a tirar duvidas do material que iamos usar. Tinha mais ou menos a ideia do que era mas é sempre bom ter certezas.
A ideia era chegar ao pesqueiro antes do nascer do sol para descermos em segurança e para irmos para umas pedras que o Filipe já conhece.
Como à hora combinada iria apanhar muito transito só para passar a ponte, resolvi ir bem cedo ter com ele à loja e assim montava as canas com tempo antes de arrancarmos e estava um bom par de horas na conversa com um grande amigo.
Eram 7 da tarde e vai de arrancar, mas antes ainda deu tempo para passar no mac e comer uns hamburgers para compor o estomago.
A meio do caminho iamos apanhar o Emanuel, pessoa com quem convivi pela segunda vez mas que se mostra ser uma excelente pessoa e com quem espero pescar muitas mais vezes.
Lá apanhamos o Emanuel, pelo caminho lá se ia metendo a conversa em dia e ainda deu tempo para um cafézinho da praxe.
Chegámos ao pesqueiro e era hora de descer aquelas pedras traiçoeiras. Não é dificil mas também não é facil. Com calma lá chegámos à pedras que ele queria e começamos a montar o material.
Eles começam a pescar primeiro que eu e o Emanuel tira uma boga, logo de seguida o Filipe tira outra. Ainda estava a escurecer e o Filipe disse já no outro dia foi assim só começaram a sair quando se pôs escuro.
Começo então à pesca e em pouco tempo ferro o primeiro carapau da noite.
E digo-lhes logo só para os picar mas sempre na desportiva:
  • Epáh vocês começam a pescar primeiro mais que tira o primeiro carapau sou eu. EHEHEH.
A pesca continua e era a vez do Filipe começar a facturar sem parar. Eu ainda me estava a habituar à pesca e lá ia tirando uns e o Emanuel também.
A certa altura já tinha percebido a técnica e já estava a malhar bem neles. O Emanuel também ia tirando uns quantos, mas falhava algumas ferragens.
Até que o Filipe vai ter com ele e diz:
  • Mostra lá o teu anzol?
  • Olha mete este anzol. Este “3/0” da Hayabusa é fatal.
E assim foi o Emanuel muda de anzol e eramos os três a sacar carapaus sem parar. O cardume que estava à nossa frente devia ser gigante.
Era lançar e pimba catrapumba! Carapau atrás de carapau!!!!
O Filipe ainda tentou ir contando quantos apanhava mas a certa altura perdeu-se com os numeros!
A certa altura começo a inventar só para animar a pesca:
  • Isto aqui não interessa quem apanha mais mas sim quem os ferra mais longe! EHEHEH
E mesmo a lançar longe mal a boia tocava na água era picada certa.
Iamos tendo momentos de mais actividade outros mais calmos mas sempre a sair peixe.
Mais um lançamento e estamos sempre à espera que a boia afunde e derrenpe, só vejo a boia a voar para o lado e um peixe a dar uma salto gigante fora de água. Nem foi preciso ferrar porque este já lá estava. Agora só tinha de trazer o peixe para mim. Grande corridas ele dava e ainda deu mais um grande salto. Espetacular!


Lá consegui por o gajo aos meus pés, mas não bastava. Tinha de içá-lo e pedir ao Filipe que o agarra-se. Feito. Grande peixe agulha tinha o Filipe nas mãos.
Foi divertido pois é um peixe que dá alguma luta principalmente se estamos à pesca do carapau em que o peixe pouca luta dá.
Continuámos a pesca e sempre com piadas e a metermo-nos uns cons os outros.
A pesca ia-se compondo já tinhamos uma bela saca de carapaus...


Passado um bocado era a vez do Filipe ferrar um agulha, mais uma grande luta, mais uns saltos fora de água e este começa a nadar em direcção da boia do Emanuel, mas ele lá conseguiu recolher a pesca a tempo e evitar o enleio. Repete-se então o mesmo do agulha anterior mas desta vez o Filipe ia içar o peixe para o meu lado e era eu que o tinha de agarrar. Já estava!
De um momento para o outro a actividade baixou muito e como já era tarde lá decidimos por dar terminada a pesca...

Ao regressarmos ao carro iamos bastante satisfeitos com a quantidade de capturas que tivemos sem contar com os muitos peixes que nos caiam entre as pedras antes de lhes conseguirmos deitar a mão.
Mais uma bela noite de pesca com boa disposição em que nos divertimos imenso.


A pescaria do Emanuel

A pescaria do Filipe:



O que levei para casa:



Grande abraço e até à próxima.

Material:
Cana: Barros Power Strike 5M, Corstrong 6M
Carretos: Tubertini Luis, Shimano TwinPower
Linhas: Sufix 832
Estralhos: Berkley Vanish Fluorcarbono 0.23
Isco: Camarão

Guilherme Cruz, FilipePC, Emanuel