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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

( SURFCASTING) DOURADAS E AS TAIS... POR SETÚBAL


Mais uma pescaria de surfcasting neste Verão longo e chato...

Com a costa oceânica a ter limo ao monte resta procurar outros pesqueiros para entreter.

Mais uma investida por Setúbal nas praias do Sado. O ano tem sido de poucas capturas e pequenas. Desta com o Santos fomos a procura de alguma dourada do final da tarde até meio da noite, mas a actividade foi muito baixa e tirando as rainhas que eram mais do que muitas, restaram 2 douradas para desgradar.

A praga continua e as rainhas são ao monte. Rapam tudo, atacam tudo, comem todos os iscos, inclusive lingueirão com casca. Chega a ser frustrante.

Ficam as capturas feitas com o Santos. Esperamos que as douradas entrem com mais quantidade e maior tamanho.

Até breve,

2 douradecas...



JOÃO ROCHA, SANTOS


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

( SURFCASTING) Douradas e Rainhas pelo SADO...

Boas.

Mais uma ida ao surfcasting para um dia de pesca a procura de alguma dourada...

A nossa ideia era simples... Ir até Setúbal e num dos spots que conhecemos tentarmos dar com alguma menina... Combinei com o Emanuel e com uns amigos dar lá um saltito. No dia anterior ele arranjou o lingueirão fresquinho e às 5 da manhã já estávamos nas bombas de Palmela a tomar um café e um pastelinho de nata quentinho... Muito bom.

Chegados ao pesqueiro já lá estavam alguns amigos e gente conhecida. É engraçado como hoje em dia em quase todos os cantos da Margem Sul e arredores se encontra alguém com quem já pescámos, conversámos ou algo do género. É sempre bom.

Montámos as canas cada qual com duas, com montagens de apenas um anzol com cerca de 1.5 mt. de estralho... Quanto mais solto estiver o estralho melhor. Por fim, a chumbada numa ficou fixa e na outra a correr, o que produz vantagens pois permite a dourada correr a vontade...

O nascer do dia trouxe-nos a perspectiva de uma boa captura, embora tenhamos ficado longe do sitio que queríamos pois já estava ocupado...

Como conhecíamos a malta foi tempo de cumprimentar o pessoal antes de ir pescar...

Em poucos minutos estávamos a pesca, a procura de umas douradecas e começou bem o dia pois a nossa esquerda saiu uma de quilo e meio logo ao nascer do dia... Era bom sinal!



Mas na realidade foi sol de pouca dura... durante mais de 2 horas nem um toque em isco nenhum...

O primeiro a voltar a ter um toque foi o Paulo que levou uma grande mocada, mas o peixe não ferrou... Uma pena, foi daquelas mocadas de deixar a cana a abanar. Logo de seguida tive eu uns toques mais pequenos e já a espera de uma dourada manhosa... Sai me um belo de um alcorraz!!! Bem conta para desgradar eheheh!!!

O Paulo tinha compromissos e teve que ir embora minutos depois... Eu, o Emanuel, o Ricardo e o Miguel mantivemos a esperança, lol...

A maré foi galgando metros e sem termos mais actividade resolvemos ir comer qualquer coisa... Ainda fomos bucar umas cervejitas e um café...

O almoço soube bem, e animou a malta... A maré a virar, deu finalmente um momento de alegria... O Emanuel estava de costas mas eu vi bem a cana dele a bater, e a primeira dourada foi tirada com sucesso. Bem trabalhada e sem azares lá foi a primeira para a geleira... E logo de seguida Ricardo saca outra... A coisa prometeu... 

A maré já tinha virado e actividade aumentou muito... Os lingueirões começaram a vir derretidos sem que sentíssemos nada... E estava eu a ver a minha cana a dar pequenos toques quando a agarro e sinto uma mocada maior e faço a ferragem... Peixe ferrado, forte, arranca drag... Cana dobrada e as cebeçadas, era uma boa dourada, digo era, porque já a meio do caminho sinto umas cabeçadas maiores e a linha cedeu... Ao tirar, a linha estava cortada nos dois anzóis de cima do lingueirão... Nada a fazer... Tentei ser rápido pois havia alguma actividade e em minutos estava de novo a pesca com um bom lingueirão... Há dias em que as coisas não correm bem... Com a mesma linha que me deu as maiores douradas até hoje, os meus records... Novamente vai lá a dourada, vejo uns toques suaves, esta até era mais pequena, faço a ferragem e começo a recolher e outra vez após umas cabeçadas lá vai a dourada, mas desta a linha vinha cortada a meio do estralho como se tivesse ou partido do nada, ou tocado numa ostra... A verdade é que em 5 minutos perco dois peixes, e sabemos que as douradas ao surfcasting aqui na zona pode ser a pescaria do dia... Fiquei um pouco desanimado.

Mas claro que me despachei e desta troquei a linha, aumentei o diâmetro a ver se não tornava a perder peixe... E claro, aconteceu o que acontece muitas vezes na pesca... Nem mais um toque eu tive... De douradas!!! 



Numa das canas resolvi tirar a casca ao lingueirão, assim como o Miguel e ele logo de seguida pimba, uma dourada quileira... Eu levo um toque, corro para a cana já na ânsia de uma dourada, mas logo ao pegar vejo que o peso era outro e que as cabeçadas eram quase nulas... Hmmm... Já ao cimo de água vejo um bicho feio... Que raio de peixe que Setúbal agora tem... Rainha, parece ser o nome deste peixe que parece uma fusão de baila e rabeta ou até truta... Já são 3 que apanho, até agora soltei-as todas, mas já me disseram que são boas...

Bem, lá fui renovar as iscadas, quando a cana do Emanuel dá um pequeno toque... E depois outro e outro... Ele lá foi ver a cana e pelos toques parecia dourada... Felizmente era e com calma lá tirámos o peixe... A maré é que começou a correr com muita força e era cada vez mais difícil parar as chumbadas...




Ainda insistimos mais um pouco, mas a corrente e a fome ( já se tinha marfado tudinho) lá nos fizeram dar por terminada a pesca... Nada de especial, mas ainda saíram umas douradas bonitas...

Ainda deu tempo para tirar foto as do Emanuel e casa...

Em breve à mais... :)








FilipePC, Emanuel, Miguel

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

DOURADA EM SETÚBAL

A MAIOR DO MÊS NUM ANO INSTÁVEL DE DOURADAS...

UMA BELA LADY 



AO SURFCASTING COM LINGUEIRÃO

segunda-feira, 27 de julho de 2015

( DOURADAS) DE VOLTA!!!


Boas.

Como tinha prometido iria voltar a relatar as minhas pescas. O prazer por escrever sobre a pescarias que faço apenas estava adormecido. Partilhar e escrever o que sinto cada vez que vou à pesca é muito reconfortante para mim. Depois de uma semana de trabalho ou muitas vezes pelo meio das semanas de trabalho e conseguir ir fazer o que tanto gosto é bastante bom. A minha pesca de eleição e aquela que despendo mais horas é o surfcasting. Adoro aquela sensação de estar na areia, fazer uns lançamentos, respirar aquela ar junto ao mar, à espera daquele momento em que a ponteira da cana me faz um sinal e faz disparar a adrenalina e ao mesmo tempo a calmaria que esta pesca me dá. Para mim é simplesmente brutal. E depois estar em casa a descrever e relatar esse dia faz-me reviver esses momentos e voltar a sentir tudo de novo.

Como a época das douradas está aí, nada melhor do que investir nelas e quase todas as pescarias ao surfcasting nesta altura são a pensar nelas.
Para não ir sózinho outra vez liguei ao João a saber se ele podia ir no único dia da semana que eu podia, mas que para variar as condições ideias não estavam todas reunidas pois as marés eram novamente muito grandes.
O João disse logo que podia ir, mas a unica coisa que estava dificil de arranjar era o isco de eleição para elas naquela zona. Para mim era dificil arranjar e disse-lhe que tuna de ser ele a arranjar o Lingueirão.
Bastaram umas horas para ele dizer que tinha arranjado e assim já podiamos ir.
Queriamos chegar ao romper do dia por isso eram 4h20 e já estava a pé era só agarrar na tralha e apanhar o João em casa e seguir para o pesqueiro.
Foi chegar e esticar as linhas o mais rápido possivel para aproveitar o nascer do dia, que todos sabemos ser umas das alturas ideais para fazer uns peixes.
A minha táctica seria a mesma da ultima vez, uma cana com chumbada de correr outra fixa e as iscadas também seria uma de lingueirão com casca e outra sem casca.
Logo no primeiro lançamento e ainda a montar a segunda cana vi que chumbada tinha corrido para o lado oposto da corrente, agarrei na cana e não senti nada e voltei a pousar no caneiro e fui despachar a outra cana. Mal lancei aí sim vi a ponteira da Skycaster a marcar o peixe. Comecei a recolher e veio até mim uma baila já jeitosa e estava desgradado. Embora não fosse a elas que tinha vindo não ia descartar um peixe tão saboroso.

A pesca continuou e tanto eu e o João iamos revendo as iscadas e vendo o baile que as douradas nos davam. As iscadas de lingueirão com casca desapareciam e nós sem ver um unico toque nas canas. No meio disto a conversa ia sendo posta em dia e as histórias de pescarias de outros tempos faladas.
Já a maré ia a meio da vazante e o João tem uma marrada valente na Tournament Caster. O João foi logo à cana e começou a recolher a matreira dava marradas. O João recolhia lentamente, mas como o pesqueiro tem alguma pedra, talvez devesse ter recolhido um pouco mas rápido para tentar obrigar a dourada a levantar e o pior aconteceu. Ela lá se prendeu numa pedra e embora o João tenha forçado para ela sair acabou por partir o estralho. Nada a fazer a não ser voltar à carga porque elas não podem levar sempre a melhor.

As horas passavam e a maré estava quase parada. E aquele momento que por tanto esperamos se deu.
Vnha eu de lançar a Skycaster e o João diz-me que a Prime tinha batido, quando olhei já só vi a ponteira a vir para trás e a linha a ficar caida.
Peguei na cana e não senti nada. Parecia que a chumbada vinha a voar na minha direcção. Até que de repente e quanndo ela se sentiu com menos água é que decidiu dar alguma luta. É impressionante as cabeçadas que a dourada dá e os seus arranques. Cada vez tinha menos água e as cabeçadas eram continuas. Até que lá consegui puxá-la até aos meus pés. Uma bonita dourada da mesma bitola daquela que tinha tirado do ultimo relato.
Ainda fizemos mais uns lançamentos mas a pesca estava feita e era altura de desarmar as canas e ir descansar de mais um dia de pesca muito bem passado na companhia de um membro do gang e amigo.






Grande abraço e até breve.



Material:
Canas: Daiwa Sky Caster Hibrida, Daiwa Prime Caster (2), Daiwa Tournament Caster II Hibrida
Carretos: Bull's Eye XT (2), Bull's Eye 9100
Linha: Cinnetic Skyline 0.20
Estralhos: Vega ST Fluorcarbono 0.28
Anzóis: Asari Chinu Doble Carbon nº2(iscar sem casca) e Hayabusa FKS nº4(iscar com casca)
Isco: Lingueirão


GUILHERME, JOÃO ROCHA

quarta-feira, 8 de julho de 2015

( SURFCASTING) A REVIRAVOLTA



Boas.

Nos ultimos tempos a motivação para partilhar os relatos das minhas pescarias tem andado em baixo. Não que eu não goste de escrever e muito menos que goste de partilhar com todos as minhas pescarias, por muito fracas que sejam. Mas aquela vontade e energia de o fazer tem-me faltado.
A vida como todos sabemos tem altos e baixos. E para isso não é preciso que nos aconteçam coisas más ou que a vida nos corra mal. Apenas são momentos em andamos menos motivados e com menos energia. Mas no meio desta baixa de energia, continuem a ir à pesca, continuo a conviver com grandes amigos que a pesca me deu, tenho um emprego e acima de tudo os meus filhotes estão bem e cada vez mais crescidos.
Tenho recebido grandes incentivos de um grande amigo para tentar dar a volta, e voltar a ganhar a energia que como ele próprio diz que tanto o habituei.
Portanto o titulo deste relato, “REVIRAVOLTA”, é em parte relacionado com a vontade de voltar a ter essa energia e motivação.

Outra razão para este titulo ter caido que nem uma luva, vem relacionado com a pesca das nossas amigas douradas que tantas dores de cabeça nos dão. Pela maneira como comem, por andarmos sempre à procura delas nesta altura do ano, pela luta que dão quando ferradas. Enfim aquelas razões todas que vocês sabem, e que fazem delas dos melhores peixes que um pescador de surfcasting deseja apanhar.

As condições para mim ideais para pescar à dourada, são o calor, pouco vento, a temperatura da àgua e se for no mar, mares mais calmos. Se for em estuários não ligo tanto ao estado do mar como é óbvio, mas marés mais mortas, pequenas são as que prefiro. Ora reunir estas condições todas nem sempre é fácil. Pois principalmente vou à pesca quando posso.

Este ano ainda só tinha conseguido ir 3 vezes à caça delas e apenas numa delas as condições eram as ideais e mesmo assim elas levaram a melhor. Embora numa dessas pescarias tenha tido um ratão enorme ferrado, que se atirou a um lingueirão inteiro com casca, e que trouxe até mim e que deu uma luta gigante. Mas como era um peixe que não tinha intenção de trazer para casa, nem o tirámos da agua e cortámos o estralho e lá foi ele à vida.
As ultimas duas vezes que fui, foi na companhia de um membro do GANG, o João Rocha, e tínhamos levado duas grades.
Dois dias depois de ir à pesca com ele e ainda com o lingueirão bem fresco, já tinha perguntado ao João se podia vir, mas ele tinha trabalho e disse que não dava.
Resolvi então que iria sózinho. Ia acordar bem cedinho para chegar por volta das 8 da manhã. E para variar as condições não eram as ideais, as marés eram grandes, e por volta das 11h o vento iria aparecer. Mas lá está vou à pesca quando posso e não quando quero.
Na ultima pesca com o João tinha levado um grande baile delas, em que conseguiram comer umas 12 a 15 iscadas de lingueirão inteiro com casca sem que eu visse um unico toque. E entre cada iscada ia intercalando iscadas de lingueirão sem casca e carangueijo de dois cascos para ver se ferravam melhor e nada.

Para esta pescaria, optei por uma táctica ligeiramente diferente. Em que uma cana estaria sempre iscada com lingueirão sem casca e na outra ia intercalando o com e sem casca.
Já estava eu à pesca e vi um ligeiro toque na cana com lingueirão sem casca. Agarrei na cana e não senti nada e quando recolhi lá estavam os três anzois limpinhos. Pensei para mim, não me vão gozar como no outro dia. E voltei a iscar com casca.
A outra cana que pescava sem casca, a isca ia e o anzol também vinha limpo. Mas naquela zona por vezes é normal, visto a quantidade de rataria ser bastante.
Até que a certa altura e com a maré a virar, as iscadas de lingueirão sem casca deixarão de ser comidas. Fiquei logo motivado, pois podia significar peixe de maior porte a entrar no pesqueiro. Cada vez esticava mais o lançamento, pois a maré estava muito vazia e queria alcançar a zona mais funda.






Até que vejo a ponteira da prime caster a ir à frente e a voltar para trás. Fui logo agarrar na cana. Não senti nada mas mantive a cana na mão, estiquei bem a linha e aí sim senti umas picadas muito leves do lado de lá, e fiz a ferragem. Levei logo duas marradas bem fortes e vi que estava ferrada. Agora era ter calma e trazê-la até mim. Estava longe à gaja, e parecia que nunca mais chegava. Quanto mais perto mais marradas e mais corridas dava. Até que a vejo mesmo aos meus pés, e a seco pensei para comigo. Está dada a “REVIRAVOLTA”.
Que grande alegria senti, mandei logo uma foto ao Filipe e outra ao João. Já que não tinha ninguem por perto para partilhar a minha felicidade.
A pesca pouco depois disso terminou porque o vento a tornou impossivel.
Espero em breve ter mais histórias de pescarias para partilhar com vocês.

Só posso dizer que agora que terminei este relato que foi um imenso prazer fazê-lo.

Grande abraço e até breve.







Material:
Canas: Daiwa Sky Caster Hibrida, Daiwa Prime Caster
Carretos: Bull's Eye XT (2)
Linha: Cinnetic Skyline 0.20
Estralhos: Vega ST Fluorcarbono 0.28
Anzóis: Asari Chinu Doble Carbon nº2(iscar sem casca) e Hayabusa FKS nº4(iscar com casca)
Isco: Lingueirão


Guilherme