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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Frenetika, uma cana diferente...



VEGA FRENETIKA


Uma das buscas de qualquer pescador de bóia é encontrar uma cana leve e que permita pescar com segurança. A maioria das canas leves são demasiado parabólicas o que nem todos gostam. Lembro me de ver esta cana num catálogo e pensar... Hmmm... Se aguentasses algumas pescas que faço era perfeito... Procurava uma cana leve e que permitisse fazer pescas light e medium em termos de pesca à bóia.



Assim que lhe peguei percebi que parabólica não era... É rija e tem uma acção muito rápida. É muito equilibrada, o que me satisfaz pois não gosto de canas pendonas ( cabeçudas) e trabalha muito bem o peixe em esforço. A cana mantém sempre a sua estrutura em esforço e acompanha os movimentos do peixe. Nas pescas que fiz até agora com peixes que variaram desde os carapaus, cavalas, bodiões e sargos sinto-a a trabalhar na sua plenitude. Apenas em altura senti que a cana já não se adaptava e que não valia a pena estar a danificá-la. Uma das máximas que qualquer pescador devia ter na sua mente é que cada cana tem um tipo de pesca e pesqueiro ideal. Raramente uma cana se adapta a tudo, e o ideal é escolhermos consoante as nossas necessidades e se pudermos pescar sempre o mais leve possível.



A primeira pescaria que fiz com ela foi aos carapaus e as seguintes também. Quis testas a forma como ela se portava com peixe mais pequeno... Para esta pesca achei uma cana simplesmente perfeita. A ponteira é muito sensível e como é muito rápida foi uma loucura as primeiras pescas que fiz com ela. Carapaus, cavalas, peixes agulha, foram as primeiras cobaias.
Após isso resolvi ir aos sargos com ela num esporão não muito alto e novamente fui surpreendido. Mostrou me ter mais potência do que eu esperava e quer as bailas quer aos sargos portou-se lindamente. Foi para mim uma surpresa de todo o tamanho ver que podia puxar mais por ela do que inicialmente pensava. Pescar aos sargos com ela em pesqueiros não muito altos é um luxo. Fiquei fã desta vara, sinceramente nunca pensei que aguentasse tanto. 



Look/ Design:

A Frenetika é uma cana com um design simples, sem grandes desenhos ou floreados. Também não apresenta o típico epoxy por cima do carbono que dá um ar mais brilhante as canas.
Traz um enrolamento em preto e vermelho o que joga bem com a sua cor preta. Sem inventar muito foi feita uma cana sóbria e bem acabada.
Para já e com meses de uso não apresenta qualquer problema nos seus acabamentos.
Os seus passadores são Fuji  e logo aqui temos uma garantia de durabilidade. O diâmetro dos seus passadores é outro factor de realce pois não são demasiado pequenos como na maioria das canas de bóia o que nos permite ter mais segurança a pescar.
Sem ser uma cana exuberante consegue ter um look bem conseguido.




Acção, Best performance e Tipo de acção:

A Frenetika é uma cana de acção rápida, cujo comportamento se percebe bem principalmente com bóias leves e intermédias ( até 40 gr. máximo).  A cana responde com uma rapidez impressionante às investidas do peixe e tem um comportamento exemplar na luta com um peixe. Mas é aqui que a considero diferente da maioria das canas que possuo... É muito mais leve, mais rápida e mais praseirosa em acção de pesca. 
Mas...A Frenetika não é uma cana para se pescar em falésias a peixes de grande porte. Não é cana para tal. É uma cana indicada para pesqueiros baixos ou esporões, ou seja se pensarmos em 3 tipos de pesqueiros de bóia ( altos, intermédios e baixos), é uma cana para os dois últimos. Em altura convém não tentarmos içar grandes peixes a direito.
 Por isso considero que me permite pescar quer em zonas baixas quer em esporões que não sejam demasiado exigentes. Para estes podemos sempre levar um xalavar.
Não existem canas perfeitas. O que tem a mais por um lado, que são características muito selectivas no segmento em que está inserida, faz com que depois não tenha outras características. 



Peso:

A Frenetika é uma cana muito leve. Para uma cana de 6 metros é uma das canas mais leves do mercado. Hoje em dia a maioria de nós procuramos o conforto e quando é possível pescar sem recorrer a canas mais potentes a Frenetika entra em acção...
Existem pesqueiros onde não sinto a necessidade de usar canas mais pesadas, pois castigam me muito os braços e principalmente as costas e nestes casos esta cana é indicada. Estar horas a pescar com uma cana na mão principalmente em dias de vento com canas muito pesadas é muito penoso. Quando posso baixo logo o peso do material... Na sua relação peso vs necessidades de alguns pesqueiros que frequento o comportamento da Frenetika é exemplar.
Não é fácil encontrar uma cana de 6 mt. tão leve e rápida com uma reserva de potência já interessante.



Power Lift:

A Frenetika não tem um Power Lift declarado, e julgo que sabemos que a maioria dos power lifts de canas de bóia são conseguidos não em acção de pesca mas a seco com objectos...no entanto já elevei peixes com um quilo sem grandes dificuldades. 
Considero que a forma como se eleva um peixe é que deve ser tida em conta... Quando estamos perante uma cana parabólica ( que não é o caso) podemos relaxar mais pois a cana por si apresenta uma parábola total e raramente cometemos o erro de a partir. Agora com canas rápidas, seja esta ou outra qualquer, temos que ter muito mais cuidado. Elevar ao peito é muito complicado, a elevação do peixe deve ser feita lateralmente de forma a proteger a cana e claro os nossos bolsos...




Dados técnicos:

Marca:
Vega
Código Cana:
3643-600
Ano do modelo:
2014
Material da Cana:
High Modulus Nanoflex Carbon
Comprimento de transporte:
Número de Secções:
6
Número de Passadores:
9
Peso da cana:
350 gramas
Tipo de Passadores:
FUJI
Porta Carretos:
ALPS
Categoria da Cana:
Bóia
Acção ( C.W.):
20-80
Best Performance:
Bóias até 40 gramas
Tipo de acção:
Acção rápida
Diâmetro
Pé da cana:
Ponteira:
Côr:
Preta com acabamentos em vermelho
Tipo de saco:
Semi-Rígido
Power Lift: 
Não




Conclusão:

A conclusão para mim e exposto o que acabei por fazer é simples...
A Frenetika é para uma cana de bóia de 6 metros muito leve. A mais rápida que usei nesta gama de canas de bóia leves.
Poder estar horas a pescar com uma cana de bóia sem nos cansarmos é raro e isso esta cana permite-nos. Normalmente descanso um pouco nas minhas jornadas a bóia. Com a Frenetika sinto menos essa necessidade.
É uma cana equilibrada, com uma acção rápida e com uma reserva de potência suficiente para a maioria das necessidades da pesca à bóia que faço. Aliás ela revelou muito mais potência do que eu inicialmente pensava que ela tinha. Quem pesca em zonas de fácil acesso e de relativa facilidade em uso de xalavar esta cana é sem dúvida uma mais valia pois nesse caso evitamos estar a arriscar em demasia.
Se for para pescas mais radicais, em falésias, ou em zonas onde os exemplares sejam de grande porte e obriguem a içar o peixe bruscamente não acho a cana indicada. Nestes casos temos que aceitar a necessidade de se usar canas com carbonos ou mais densos ou mais potentes e pescarmos com canas mais pesadas.

Pessoalmente com uns meses de uso percebi a sua efectividade na maioria dos pesqueiros que frequento... É uma cana com a qual me dá prazer pescar.  E isso para um pescador lúdico é muito importante. 



FilipePC

terça-feira, 7 de junho de 2011

Banax GTX Kombatt

Banax GTX Kombatt


Boas pessoal, todos temos canas que gostamos mais e outras que gostamos menos. Seja por adaptação pessoal ou meramente por acaso, acabamos por adquirir canas que durante anos nos acompanham em jornadas gloriosas. Hoje apeteceu-me falar da menina dos meus olhos.


Uma das melhores canas de bóia que usei até hoje, proveniente da Banax, uma marca a ter em conta no que concerne a canas, foi lançada já há muitos anos.
Ainda hoje a utilizo, sempre com um desempenho de elevada qualidade demonstrando estar ao nível das melhores canas actuais, quer na qualidade do carbono, quer no seu peso pluma para a potência que transmite ao pescador.

A GTX é uma cana de trato dócil, fácil de manejar por qualquer pescador, desde o mais experiente a um iniciante.
Por ser uma cana com uma acção progressiva permite um equilíbrio considerável ao pescador, permitindo-lhe ferragens rápidas sem nunca perder a sua "espinha dorsal" equilibrada.

Posso adiantar que já a uso há mais de 9 anos sem nunca ter tido qualquer problema. A ponteira é um hino às canas de bóia, revelando-se matadora na hora da ferragem, os seus componentes não sendo fuji( impensável para a época de compra) revelaram ao longo dos anos aguentarem-se intactos e com poucos sinais de desgaste.
O carbono usado é um dos melhores da marca, um carbono reforçado que permite ao pescador sentir segurança no momento de içar o peixe. Posso deixar como exemplo os 2,5 quilos elevados em plena loja de pesca com muitos pescadores a presenciarem, ao nível do chão( mais difícil do que em altura), situação que retirou qualquer dúvida sobre a sua capacidade. Julgo que acima destes valores, querer elevar um peixe se torna um acto quase que heróico. O problema não está na capacidade ou não de uma cana elevar o peixe, mas sim na força que temos que exercer para o conseguir.

Um dia por brincadeira sem nunca abusarem do peso, exprimentem ao nível do chão içar por exemplo 2 quilos e vão perceber ao que me refiro! Lembro-me de ter os meus braços a tremerem como "varas verdes" no momento tal era a pressão que a cana estava a exercer.

A içar peixes, o maior que tirei( falo em levantar o peixe em peso, não em capturar) com a GTX foi um robalo de 2,2 kg, mostrando-se a cana muito segura para o peso içado.

É difícil dizer muito mais sobre uma cana de pesca de bóia, no caso da GTX, por ser a cana que durante mais anos usei no meu percurso enquanto pescador posso garantir que dificilmente se encontram defeitos nesta cana.
O que se procura quando andamos a ver uma cana de bóia?
Bem independentemente do local, quase todos acabamos por procurar o mesmo: preço aceitável, leveza aliada a uma robustez que nos transmita segurança, uma boa ferragem, e componentes que permitam aguentarmos alguns anos sem ter que trocá-los. E isto a GTX tem.
Depois o gosto pela acção dela já depende muito do pescador. Eu pessoalmente não me dou bem com canas "bambalhonas", preferindo na pesca à bóia canas entre a acção progressiva e a acção de ponteira( aqui tem muito que se lhe diga, num próximo artigo falarei sobre o assunto). E aqui é também o espaço onde se situa a GTX.
O seu C.W. é simplesmente "perfeito" pois permite pescar desde as gramagens mais baixas a gramagens elevadas( 5-120).

Quando penso nesta cana e em todas as que possuo ou já exprimentei, penso sempre no equilíbrio que esta vara me transmite quando comparada com as restantes.
Em quase todas as canas de bóia encontro algum ponto menos positivo, algo que me deixa desgostoso, no caso da GTX e da mais parecida com ela de todas as que tenho( Veret Arcadia), não consigo encontrar esses defeitos. Fazem o que se pede, e fazem-no bem, são leves, matam bem o peixe, não perdem a postura com os grandes exemplares e isso é algo difícil de encontrar, o equilíbrio entre leveza e poder.

Existe no entanto um aspecto que considero importante nesta avaliação que faço, que é a minha pouca frequência em pesqueiros superiores a 10 metros de altura. Não pesco muito nessas zonas portanto a avaliação feita é para determinados pesqueiros, normalmente de fácil acesso.
Já a utilizei em alturas e portou-se muito bem, mas como não o faço frequentemente não quero dar pareceres para essas zonas.

Se tivesse que apontar um aspecto negativo( como não encontro nenhum) diria que em dias de muito vento, quando a comparo com por exemplo uma Barros Power Strike, sinto que a GTX não se adapta tão bem. De resto, nada a apontar. Uma máquina de combate, uma cana explendorosa, num preto lindíssimo que lhe dá um ar matador e que espero que me continue por muitos anos a deslumbrar. Uma cana fabulosa para a pesca à bóia.


Ficha técnica ( 5 mts):

Carbono: Hi-modulus carbon, reiforced carbon TX90.
Peso: 315 gr.
Acção: Progressiva.
C.W.: 5-120 gr.
Número de passadores: 8.

Filipe Condinho

domingo, 20 de março de 2011

Daiwa Capricorn J 4500

Daiwa Capricorn J 4500



Para a prática de modalidades como a bóia, chumbadinha e fundo ligeiro,  embarcada ligeira e jigging, a Daiwa lançou já há alguns anos um dos carretes mais polivalentes do mercado.
No meu caso utilizo apenas para bóia e chumbadinha, logo será sobre estas modalidades que lhe vou tecer considerações.
Este carrete vem com um tamanho praticamente único no nosso mercado visto que entre os tradicionais modelos 4000 e 6000( referência standart da Shimano) não existem muitas opções, pelo que vem ocupar um lugar para mim importante no que se refere a opções para nós pescadores.
É difícil comparar este carrete com outro pois tem características únicas. É um multifacetado. Um Hybrido.
É dotado de uma suavidade explendorosa, um enrolamento muito certinho, e traz a melhor pega da Daiwa( grande lacuna da maioria dos carretes Daiwa). Tem também um bom drag, micrométrico que permite um ajuste e controle total da situação aquando do combate com grandes exemplares, e tem grande capacidade de linha. O seu peso para o tamanho intermédio que tem é para mim adequado e equilibra bem a maioria dos conjuntos.
É um bom carrete para pescar em alturas baixas a médias à boia( eu pesco em alturas até 15 metros máximo, onde ele se mostra insuperável e já leva 2 anos a trabalhar sem qualquer problema).
Convém sempre ter atenção ao rodízio, até porque é um carrete que trabalha muito com multifilar o que desgasta mais o material, e ir abrindo e lubrificando regularmente com um produto próprio. 
Tem um preço acessível( cerca de 150 Euros), e portanto torna-se um opção a ter em conta.


Características


 - 5 Rolamentos de esferas, incluindo 3 "CRBB" Extra Resistente à corrosão Rolamentos

 - 1 Bobine Extra

 - Anti-Reverse INFINITO

 - Corpo Hardbodyz e placa lateral Airbail

 - Twistbuster II

 - Bobine de alumínio, rodízio de nitreto de titânio
 - Gyro Spin

 - Construção em metal leve e rígida

 - Drag Micrométrico


Ficha Técnica

  • Peso: 470 Gramas
  • Ratio: 4.8:1
  • Rolamentos: 5+1( 3 CRBB)
  • Recuperação volta/cm: 0.93
  • Drag Máx. : 9 kg
  • Capacidade Linha( Diâmetro/ Metros): 0.32 / 375; 0.35 / 315; 0.40 / 240 
Filipe Condinho