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quinta-feira, 10 de abril de 2014

( Surfcasting ) Robalos no Seixal às 3 pancadas...

    Esta foi uma pesca, como se costuma dizer, às 3 pancadas. Mas olhem que até correu bem!! Ás vezes o inesperado acontece... Hehehe : -D !

    Já à algumas semanas que andava a prometer a um amigo, que da próxima vez que fosse à pesca, ela iria comigo. 
    O meu amigo chama-se Bruno e conhecemos-nos através do trabalho. É uma pessoa espetacular que eu tive o prazer de conhecer, um amigo 10* !
  
    Tantas vezes lhe disse que um dia ele iria comigo, que ultimamente as nossas conversas no trabalho, iam sempre parar ao mesmo ponto: 

    Bruno: -"Óh! Então mas é hoje que vamos lá ou que?? Dizes que me levas, mas nunca mais dizes nada..."
    Eu: -"Epah ó Bruno, eu não tenho ido e quando vou, é sempre tudo combinado à última da hora..." 
    Bruno: -"Então e hoje??"
    Eu: -"Hoje... Epah eu nem sei como está o mar, nem o vento... Tenho de ver primeiro..."
    Bruno: -"Epah ó! Deixa-te de tangas! Para que tanta coisa?? Vamos e prontos!"
    Eu: -"Tá combinadoooo!! É mesmo assim! Tau tau! Vamzimboraa!!"

    E assim foi, pescaria combinada às três pancadas. Não sabia como estava o mar, nem o vento... Não sabia nada. Apenas sabia que ia à pesca e também nem sequer sabia para onde ia pescar, porque não tinha ainda sequer pensado nisso...
  
    No meu local de trabalho, temos os sites todos bloqueados... É mesmo para não dar hipotese à malta de se desconcentrar... Hehehe :-D ! Pelo que não conseguia saber qualquer informação relativamente às condições climatéricas/marítimas... Teria mesmo de ligar a alguém.
 
    Completamente às escuras, decidi ligar ao Filipe a pedir a opinião dele. Ele aconselhou-me um sítio bem perto da minha casa... O famoso Pontão do Seixal! Como seria uma pesca rápida, apenas queríamos fazer ali umas 2/3horinhas, não valia a pena afastarmo-nos muito de casa. O Pontão do Seixal seria o sítio ideal. Sorte a nossa, até ia-mos apanhar a melhor maré... Vai na volta e ainda conseguia-mos enganar uns peixitos... Hehehe :-D !

    Eu posso-vos ser sincero, a vontade que eu tinha de ir à pesca, era quase 0, nenhuma mesmo. Apenas decidi alinhar nesta jornada, porque era com quem era... E mesmo que não apanhasse-mos nada, uma coisa era certa... Boa disposição e muita galhofa não iria faltar!! Porque quando nos juntamos os dois, é paródia pela certa! Hehehe :-D !

    O meu amigo Bruno, até então, nunca tinha feito qualquer pesca em mar. As únicas e poucas vezes que pescou, foi em barragens. Seria uma nova experiência para ele :-D !

    Saímos do trabalho, mais ou menos por volta das 18:00h. Passamos ainda na casa do Bruno, para ele ir buscar roupa lavada e pijama, pois iria ficar a dormir na minha casa...

    Arranjar a roupa e não arranjar... Passar a ponte e não passar... Ir buscar o material à minha casa... Lanchar... Ir buscar o isco e chegar ao pesqueiro, eram mais ou menos 21:00h.

    Estava uma noite espetacular! Sem vento e com uma temperatura que não temos em muitas noites de Agosto...

   Como tinha dito anteriormente, o meu amigo Bruno, não tinha qualquer experiência em águas salobras. Pelo que o mais importante nesta pesca, seria mesmo tentar-lhe dar algumas luzes sobre a pesca em águas salobras e se possível apanhar alguns peixitos para deixar-lhe o bixinho! Hehehe :-D !

     Não estava à espera de apanhar nada, talvez uns alcorrazes, até porque como disse logo no inicio, foi uma pescaria marcada ás três pancadas... Não sabia sequer se estava a sair alguma coisa naquele local... Não sabia nada, era o que era...

     Bem voltado ao pontão do Seixal... Assim que saímos do carro, íamos sendo comidos vivos!!! As melgas pareciam canibais. Tinham agulhas que pareciam brocas de diamante... Até pela roupa elas espetavam!! Só visto! Por momentos e com muita pena minha, pensei que seria impossível pescarmos assim... Mas como normalmente, os resistentes são os recompensados! Aguardamos alguns minutos no carro e foi então que começou a levantar-se uma brisa de vento... Ufff!!! Lá se foram embora as melgas! Hehehe :-D !

    Antes de montarmos as canas, fomos dar 2 dedos de conversa com a malta que já se encontrava por lá...

    À bóia, até então, só tinha saído Tamboril do Tejo e ao fundo, nem tamboril do Tejo, nem nada... Hehehe :-D ! Esta forte o pesqueiro!

    Na calmex, lá montei as duas canas que tinha levado. Coloquei como é hábito, uma cana com um estralho e a outra com dois. 
    Estivemos ali uma hora e tal sem sentir nada, até que perto da viragem da maré, a primeira cana dá um sinal... Um pequeno toque e de repente ZZZZZZZzzzzzZZZZZZZZZ, um pequeno arranque, cana vergada, e lá estava eu de roda do meu 1º peixe! Um robalo na casa do Kg! Hehehe :-D ! O meu amigo ficou maluco, só de me lembrar da cara dele, até me dá vontade de rir!! Ficou mesmo contente! :-D


     E agora começava a festa!!!

    Assim que acabo de guardar o peixe e iscar a cana, olho para o lado e reparo que o outra também já estava com um lá cravado... Cabeçadas vigorosas, e ferragem feita! Mais um peixe!!

    Assim que tiro o peixe fora de água, olhei instintivamente para a minha outra cana e oiço o carreto a cantar ZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZZZ! Um ZZZZZZZZzzzzzzzZZZZZZ que parecia não ter fim! 
    Pensei para mim :-"Ahhh caraças!! Ca granda tarolo!!" Mas não... Fui eu que com a pressa toda de iscar e lançar e guardar os peixes, que esqueci-me de ajustar a embraiagem... Hehehehe :-D ! Era mais um robalo sim, mas da gama dos anteriores!! Bem bom :-D !


    Agora acreditem ou não, quando acabei de tirar o 3º peixe disse para o meu amigo: -"Tá feito Bruno!! 15 minutos à Benfica, já nós podemos ir embora que não sai mais nada!!"

    E não é que assim foi??? Ainda aguentamos mais uma hora e nada!! A malta que estava no pontão, só  a olhava para nós os dois... E nós... Nós íamos fazendo a festa... Hehehe :-D ! Mais ninguém tinha tirado nada, e pela conversa do pessoal, havia malta que estava lá desde o inicio da tarde...

    Terá sido sorte?? Não sei... Só sei que não contava apanhar nada e saímos dali com três belos peixitos!!! 

    Uma pescaria às 3 pancadas, que deu 3 robalos!! Hehehe :-D !

    O meu amigo... Quem viu o brilho dos olhos dele ao ver sair os peixes, não engana... Mais um futuro viciado, está-se mesmo a ver... Hehehe :-D !

    Saindo do pesqueiro, ainda houve tempo para uns matraquilhos, num café perto da minha casa! Depois disso, era hora de ir dormir... Porque o dia seguinte, era como o anterior... De trabalho!!

    Escusado será dizer, que no dia seguinte, no trabalho, o tema de conversa foi: -" Então Miguel, quando é que vamos lá outra vez?" Hehehehe :-D !



Material:
Canas: Hiro Super Balistica; Hiro Striker
Carretos: Vega C8000; Shimano Super Ultegra 5500 XSC
Linhas: Sunset Amnésia 8lb
Anzóis: Asari Maruseigo
Iscos: Minhoca do Lodo


Miguel Candeias, Bruno Veras

quinta-feira, 16 de maio de 2013

( Surfcasting) Douradas no Tejo, perto do paraíso C/VÍDEO

Boas,

E se desse para juntar dois amigos e ir fazer uma pesca muito maluca??? Bem, pelo menos muito à frente...

As águas ainda muito sujas e com muita água doce, não são o melhor para ir as douradas... Elas preferem águas limpas, quentes, numa altura onde os iscos estão no Tejo mais ao de cima e são mais fáceis de capturar... Além do que só agora começa a aparecer o caranguejo que elas tanto gostam.

Uma das coisas que mais gosto de fazer numa pescaria é apanhar o próprio isco, e foi o que fizemos...
Enquanto o Guilherme tratava do material, andei a apanhar Casulo com o Miguel, e ele entendeu o que é apanhar isco, coisa que não está habituado... É tudo muito bonito... Mas custa mais do que aparenta e se não estás habituado, é uma tarefa deveras complicada e maçadora.






Não foi fácil achar um local com bom casulo, embora ele exista em quantidade a maioria ainda está magro...
Cavei muito até dar com eles, e quando dei, foi só apanhar... Foi bom recordar... O Miguel, esse, em vez de me ajudar, passou o tempo todo a falar ao telefone, é de um gajo se passar ao lado dele...

Após ter o casulo suficiente, eis que fomos os 3 apanhar uns gansos... Foi de mijar a rir vê-los a apanhar isco, devia ter filmado, o Miguel deu 4 pazadas e disse: " Epa Filipe é a última"... Um jovem pa, cheio de força, e nem aguenta com a pá, lol.

Bem, a maré virou e o início da enchente serviu para testarmos as canas e fazer uns lançamentos... As águas estavam castanhas escuras, e eu abanava a cabeça, pois não acreditava ter qualquer tipo de hipótese de fazer algum peixe...

Rapidamente, me apercebi que tinha razão sobre o pouco peixe da zona, mas enganei-me sobre a presença de algumas douradas...

Quem abriu o activo foi o Miguel, que fez logo um doblete de robalotes, e começou a fazer a festa...
De seguida, o pézinhos, tem uma cabeçada mais vigorosa, e assim que a ferra, eu olhei para a cana e percebi logo qual era o peixe... A 1ª dourada do dia... e já não era má... Bem, restava continuar e procurar lançar um pouco mais longe em busca de alguma menina maior... Embora eu soubesse que ali, não era nesta altura, tivemos que ir estrear uma cana nova, e tinha que ser ali...

A maré galgava metros, e o Rio Tejo cheio de água doce, tinha o caudal muito elevado o que me deixava de pé atrás para a pesca que estávamos a fazer, pese embora não existisse perigo de maior... Apenas de levarmos uma molha daquelas e estragarmos o material.

Mais uma boa iscada e lá vai outro robalote par ao Miguel, que era mais pequeno, e foi solto...

O menino fartou-se de gozar-nos, com a mania... Sorte de principiante...E eu a zerinhos... Já no local onde íamos fazer o resto da pesca resolvemos mudar de lado à procura de sentir mais peixe, pois a actividade era muito baixa, e ao menos tinha que se tentar fazer alguma coisa... Os primeiros lançamentos trouxeram uns quantos toques e duas douradas, o que nos fez animar...

Logo de seguida, cada qual tira outra, e todas de tamanho razoável, ficámos muito entusiasmados, e lá pude começar a massacrar o Miguel, o sortudo do dia, que lançasse para onde lançasse, a cana batia, ou então ferrava sem ele dar conta...

A actividade durou ali uma hora e tal, em que tivemos dois ou três  belos toques mas elas teimavam em não ferrar... Uma quase que virou a cana... Mas eu corri, corri, corri, e quando lá cheguei... Puff... Ao menos fiquei mais atento ao pé da cana pois a actividade estava aceitável por esta altura.

Mas foi sol de pouca dura, pois a maré galgava metros e metros e o peixe ia se fazendo sentir mas muito de vez em quando, pelo menos o que queríamos, pois pequenada, ainda saíram bastantes.

Estava a maré a cerca de uma hora da praia mar, e estavamos todos na conversa, quando vejo a cana do Guilherme com a linha caída, e fui logo lá, com a tal certeza que normalmente quando isso acontece, é peixe!
Assim que agarrei na cana, e dei um pequeno esticão senti logo  uma reacção mais calorosa, e fui trazendo com muita calma a Senhora e aproveitei para me deleitar com a luta que este peixe dá... É fenomenal, e tinha muitas saudades.

Já perto da maré cheia, com a água na cintura foi a ragabofe total, com o Miguel a contar constantemente os peixes que tinha apanhado e com um buraco bem grande na rede... A dada altura, ele contava... 1, 2, 3...8, 9 epa, falta um... Lolololol, eu e o Gui, partíamos lhe a cabeça toda... O gajo de dez em dez minutos contava os peixes, e a certa altura, já estava baralhado, e eu e o Gui íamos dizendo que ele tinha apanhado mais do que os que tinha na rede... Foi de chorar a rir...

À parte da excelente tarde e da magnífica companhia, tínhamos um pequeno problema, o vento levantou, ficou um frio do catano, a maré virou e trouxe alguma carneirada, que nos preocupou, pois este tipo de pesca, como vão perceber, não nos deixa estar confortáveis, ou ter tempo para fazer cenas banais, como comer a vontade, sentar a descansar, lol, etc.

Bem, a vazante foi uma seca e o frio que se pôs apesar do dia estar ameno, só nos fazia querer ir embora... Aguentámos mais um bocado, mas a dada altura, era insuportável, e resolvemos ir embora, até porque toques, nada...

Foi um dia muito divertido, o ambiente foi o de sempre... Muito bom! Obrigado aos meus dois grandes amigos... Não apanhámos uma grande quantidade mas deu para entreter e acima de tudo para fazer uma pesca especial, num local especial.

As douradas ainda andam tímidas, e o calor que agora se faz sentir trará mais e melhores exemplares, no total apanhámos umas 10/12 douradas, e meia dúzia de robalos... Foi o que deu, pedimos desculpa pela falta de fotos, mas não dava para inventar muito nesta pesca, pois era fulcral estar atento ao mar e ao material... E tivemos um pequeno problema com a máquina... e ficámos sem bateria. Infelizmente... Pois julgávamos estar a filmar tudo...

Fica no entanto um vídeo enquanto tivemos bateria, para perceberem o tipo de pesca que falamos.






O calor que se tem sentido trará melhores dias, certamente...


Material:
Canas: Hiro Super Balísitica (3)
Carretos: Shimano Ultegra XAB 5500; Tica Scpeter; Banax Terminator
Iscos: Ganso nacional, Casulo, Coreano


Filipepc, Guilherme, Miguel Candeias

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O Robalo e o seu irmão esquisito!

Boas pessoal,

Mais uma boa noite de Outono, mais uma pescaria à bóia...

Embora estivesse ainda a recuperar de uma semana dura, resolvi descansar bem um dia para tentar ter energias para uma noite ir fazer uma pescazita.
Um desses dias, sentindo-me muito bem, resolvi ir fazer uma noitada pese embora fosse trabalhar no dia seguinte.

O pior seria depois, lol...

Depois de sair, fui logo para casa jantar e preparar a tralha para mais uma jornada... Estava cheio de pica, tinha descansado bem na noite anterior e estava pronto para pescar até ás 02h. sem problema...

Preparei a minha canita, fui ver dos starlights e escolhi uns anzóis manhosos que tinha por lá... Por vezes dá-me a pancada de gastar anzóis que tenho há muito em casa e que não uso. Por vezes quando me apercebo disso, levo-os na ideia de os gastar. Quase sempre eu, e julgo que todos, acabamos por os trocar a meio da pesca... É a parte psicológica a falar. Se lá for um peixe e não ficar, começamos logo a culpar os anzóis, porque já há partida nós não depositávamos confiança neles.

Fui buscar o Miguel e lá fomos nós. Ao chegar vimos que a noite estava de feição, calma, e sem grandes ventos, mais ou menos o que marcava o windguru.

Montou-se as canas e começámos a pescar. Rapidamente sentimos uns toques mas nada ferrava.
Aquilo começou a irritar-me e chegamos a estar os dois a tentar ferrar o peixe e nada... É do anzol, disse logo eu... Já tinha arranjado ali um alibi. Não era falta de arte minha, não era por eu estar a pescar com um anzol nº1/0, e provavelmente ser peixe miúdo, era o anzol...

E continuei intrigado, toque toque, e nada... Grrr... Bem vamos mudar de isco a ver se dá resultado, se este peixe deixa de lá ir...

Trocado o isco este continuava a vir ratado a cana a marcar e eu nada... Querem ver... Bem, claro que era do anzol, lololol, e resolvi trocá-lo por uns que tenho sempre comigo embora sinceramente não sejam o tipo de anzol que gosto... O Mustad 515, o famoso pescoço de cavalo.

Isquei muito bem... com muito coreano e no bico do anzol 3 minhocas do lodo a cairem, e deixei a cana folgada... Em segundos apercebi-me de uns toques manhosos... Deixei estar mais um bocado... Mas os toques persistiam e resolvi  agarrar na cana e quando o faço sinto logo a linha a correr, e o carreto Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, com muita calma dou um puxão e sinto o peixe ferrado e a correr na minha direcção... Todo feliz, fiquei logo na expectativa de uma grande captura, e disse ao Miguel que era um bom peixe, pois estava a sentir a sua força e os seus arranques.



Como ele já estava um pouco cansado, trouxe-o ao de cima e quando olhei bem para o seu lombo! Mas... o meu robalo que me deu tanta luta e que andei a brincar tanto tempo era uma... Até me custa dizer. Uma tainha.  Fiquei dando... Que desilusão... Bem pelo menos sobre o peixe, pois o gozo que me deu com uma cana fininha trabalhar aquele peixe, foi grande...
O Miguel com uma grande lata diz-me " Oh Filipe, que robalo tão esquisito, lololol"





Restou-me trocar de estralho e continuar a pescar... Já não tinha muito tempo...

Mais uns lançamentos e novamente aqueles toques estranhos e já o Miguel tirava um, agarro na cana e novamente Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, e lá motivei, corrida para a direita e corrida para a esquerda e corrida para baixo... E comecei a torcer o nariz... É que já me estava a parecer igual ao peixe anterior..., e resolvi apertar o drag e trazer o peixe ao cima só para confirmar, e assim que o vejo, era mais uma tainha, esta ainda maior. Até me ri para mim, e resolvi abrir um bocado o drag e deixar andar uns segundos... Ao menos a pica estava lá. E depois de ter um bocado de prazer, resolvo tirá-lo e devolver ao mar. Eu simplesmente abanava a cabeça, enquanto o Miguel se ria e desembuchava o bom robalo que ele tinha apanhado...





Bem, a pesca estava feita. Não havia condições para mais... O Miguel safou um bom robalo e eu apanhei o seu irmão esquisito... lololol. Aliás, foram dois, dos esquisitos.

Um abraço e até breve,

Material:
Canas: Vega Nextor; Vega Challanger
Carretos: Shimano Nexave; Shimano Symetre
Linhas: Vega Akada FC; Asso Ultra
Iscos: Ganso Coreano; Minhoca do lodo


Filipepc, Miguel Candeias

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Old School

Boas pessoal,
Boas malta,

São muitas as pescarias de sucesso que nos dão prazer, e que nos fazem elevar o ego.

Talvez muitos duvidem que a mim isso nem sempre chega e sinceramente até o percebo, mas a realidade é que por vezes faço boas pescas e sinto-me pouco pescador, sinto-me mais apanhador de peixe. Outras, mesmo com poucas capturas,  venho extasiado, sentindo que a pesca me proporcionou um dia em pleno.

Durante muitos anos na minha vida fiz alguns tipos de pesca, uns que me deram muito prazer, outros nem por isso. Alguns que me davam, até me deixaram de dar, e outros que nem imaginava vir a gostar, hoje são preferências da minha parte.

Nada me dá mais prazer ainda hoje do que ir todo molhado e "cagado" para casa. Epa é a verdade, é o que sinto. Gosto de ir apanhar o isco, gosto de ficar todo rebentado das costas, gosto de andar de cana na mão a percorrer os buracos, dá-me prazer, e faz-me sentir muito mais pescador.
Nestes tempos que vos falo, longe na minha mente de algum dia estar aqui a escrever fosse o que fosse,  éramos todos pescadores. Havia muito peixe, os pescadores eram muito, mas muito menos. E talvez por isso, todos estavam numa boa, todos se divertiam, todos sorriam.
Talvez fruto disso, esses são os tempos que guardo com mais saudade, e mesmo tentado hoje, manter esse espírito, é a própria vida, que nem sempre o permite.


A vida não pára por "ti" nem pelas tuas vontades e deves tentar dentro do possível te adaptar ao que ela te vai mostrando. Certo ou errado, triste ou feliz, ela percorre o seu  caminho e "tu" és apenas uma ínfima parte da acção, um grão de areia.
Por mim toda a minha vida pescaria desta forma, mas nem eu sei se este sentimento reinará sempre dentro de mim, nem sei se a vida mo permitirá fruto do rolo compressor, que a sociedade moderna se tornou.

O que nos desabituamos de viver, pode em muitos casos se tornar esquecido para nós. Mas normalmente fruto da memória, quando tornamos a viver momentos passados, rapidamente entramos no mesmo papel e conseguimos viver, tudo, com a máxima adrenalina possível.

E podiam me oferecer o maior peixe do rio, que eu não trocava por nada, os momentos em que faço esta pesca. Esta pode ser apenas a minha realidade, mas não deixa de ser uma realidade alternativa. Até porque, enquanto conseguir vou ser pescador, como sempre gostei, como sempre me senti feliz..

À pouco tempo numa conversa com uma pessoa que estimo muito, ele dizia-me que cada vez existiam menos pescadores, que hoje apesar do aumento significativo do número de pescadores, o que existem são muitos apanhadores de peixe. Pescadores, esses estão em extinção! Por vezes penso nisso. Sinceramente ainda vejo muitos pescadores, mas é verdade que comparativamente com o passado a percentagem é muito menor. Não sei se fruto da Internet, que se tem coisas em que ajudou e pode vir a ser muito útil à pesca, também alterou o puro significado que esta modalidade tem.
A internet alterou principalmente o significado da palavra PESCADOR LÚDICO. Não confundam nunca este termo com um grande apanhador de peixe.

Após alguns anos de interregno neste tipo de pesca, perguntei ao Guilherme, ao Filipe João e ao Luís se me queriam acompanhar. Eles acederam. E eu sorri! Imagino o que eles não pensaram durante aquelas horas, mas sei que entenderam o que lhes explico, e sei que perceberam que merece a pena o esforço.

Então vamos lá ao relato...

Pesca combinada para as 5 da manhã, hora em que supostamente o Team teria que estar no local preparado e de canas montadas. Assim foi feito e durante a longa caminha a esperança era enorme.
Não vos peço que entendam o entusiasmo que sinto, peço que o respeitem, é que para mim foi uma pesca OLD SCHOOL, algo que faz parte das minhas vivências. O final da época às douradas era feito por estes dias. Para o ano há mais.



Talvez por isso, e mesmo sabendo que os tempos são outros, que existe menos peixe, e muito mais pescadores, mais do que esperança em apanhar muito peixe, tinha esperança em viver "coisas" que jamais me esquecerei.

Olhava para eles, e lembrava-me das pessoas que comigo fizeram este tipo de pescas. Julgo que por entre aquele calor foram muitas as vezes que vi o Gonçalo, o meu avô, o meu tio Jaime, o Alberto, o Rui, o David, lá, junto a mim. Eles pertencem a um grupo restrito que já fez coisas destas, a um grupo restrito que pelo menos uma vez, soube o que era estar a pesca daquela maneira, e ainda hoje todos nos lembramos disso quando estamos juntos. Éramos um grupo de pescadores fantásticos. Amigos, cumpridores, deixávamos os pesqueiros sempre limpos, e mesmo que nada se apanhasse( o que era raro é verdade), vínhamos para casa sempre numa boa.

Talvez por isso, quando faço este tipo de pescarias, penso sempre se quem comigo está não está a passar mal, ou se está incomodado. É difícil dizer a um amigo, queres ir a pesca de terra em que te vais molhar todo, passar calor, ficar cheio de dores nas costas e ainda podes nada apanhar! Lololol. Não, não é fácil.

Felizmente pareceu-me que eles curtiram. Foi diferente.

Devido às características do local e ao facto de se necessitar de efectuar bons lançamentos,  são poucas as montagens que ali funcionam. A escolha de uma chumbada de pêra, e posteriormente um anzol até 1 metro de estralho ou então dois anzois com cerca de 50 cm. são o ideal. O isco mais produtivo é o ganso nacional, mas o casulo e a minhoca funcionam bem.

Quando chegámos estava o dia a clarear e estava cheio de pica e esperança em apanhar uma boa pescaria, e assim que começou a pesca fiquei algo desiludido pelo facto de não sentir nada pois sei que ali costuma bater peixe naquela hora.

O dia clareou e sentimos os 1´s toques, pequenos e sem grande emoção... Após alguns toques sem sucesso, ferrei o 1 peixe, um pequeno robalo, devolvido de pronto.

A maré começou a ganhar metros e lentamente começámos a sentir mais toques, sempre pequenos e o Guilherme tira uma dourada ali no limite legal, que devolvemos. Fiquei ainda mais apreensivo. Quando anda lá aqueles peixes, costumam ser aos cardumes e eu procurava algo maior, pelo menos que me deixassem satisfeito.

Após cerca de uma hora de pesca ainda nem um peixe tinha na rede, e comecei a pensar que só andasse peixe muito pequeno por lá. A esperança residia no facto de ter preparado tudo para fazer uma pesca que dá muitos resultados, uma pesca old school, somente ao alcance dos duros.
Pescar 8 horas de mochila de surfcasting às costas com água na cintura, acreditem que não é mesmo para todos.

Muita atenção  aos pescadores neste vídeo e entendem o que foi a pesca!



Já pensava dentro de mim que me iam rogar as pragas todas, se não me apanhasse nada, e a coisa estava preta, pois tirando a magnífica disposição que todos tinham, a pesca estava mesmo muito fraca, com pouco peixe capturado, e todo para devolver.



Vendo a maré a chegar a um spot que eu sei que é a 2ª hipótese de sucesso, decidi ir para lá e chamei o pessoal.
Em minutos o peixe, a vir com a maré começou a dar sinal e levámos as 1ªs pancadas de qualidade. Os 1ºs venceram a batalha e desferraram, fruto da pouca água e da facilidade com que conseguem produzir forças que nem eles sabem que têm. Nós é que agradecemos, o apanhar ou não, faz parte do jogo.

Em pouco tempo ferrei o 1, que veio a revelar ser um robalo engraçado. De seguida, mais uma ferragem, e desta a luta era outra. Marrada para a direita e para a esquerda, marrada para baixo, só podia ser a primeira dourada do dia para guardar... Ao chegar a terra a alegria de todos era enorme, e durante cerca de uma hora, tirámos algumas de bom porte, e perdemos outras... Estavam a ferrar muito mal, e chegámos a baixar muito o diâmetro do estralho a ver se elas atacavam melhor.

A maré foi subindo e a saca estava cada vez mais composta, já dava para rir e gozar ainda mais e com mais vontade. Eu é que já tinha as costas rebentadas, mas as saudades eram tantas que a dor era substituída pela vontade em pescar mais uma dourada, e mais uma dourada. Bem não é tanto o pescar, é mesmo o sentir aquela luta maravilhosa.


As minhas costas serviram de bancada, e devia ter filmado o pessoal a comer e a escolher o isco em cima da minha mala comigo de água na cintura.

Ainda deu para filmar algumas libertações de alguns exemplares que um dia esperemos encontrar... eheheh.

Quem não nos largou o dia todo foram as malvadas das alforrecas que nos obrigavam a estar sempre a desviar e fugir delas. O Mar está cheio delas, que praga...



A maré entretanto virara e sabia que ali podia dar mais qualquer coisa, e naquele bocado apanhou-se mais outro robalo jeitoso, e dois sargos, um deles muito bom. Não costumam aparecer tão grandes ali.

Entre muito peixe que soltámos, lá fomos compondo a coisa e todos ficaram felizes, pois todos trouxeram bom peixe para casa.


Já com a maré quase vazia o Luís parou com dores nas costas, e eu continuei a "sugar" cada minuto daquela pescaria. As pernas mandavam parar, as costas "gritavam comigo de dor, mas a alma, pedia para continuar e fui até ao fim... Valeu ainda para tirar mais duas douradas, se perder outra boa no caminho e ter o maior toque do dia que não ficou, um que me levou a ponteira da cana a ficar segundos em tensão... Danada a bicha...



A pesca estava feita, era altura de baixar as canas e voltar a casa. Entre momentos que para mim são e foram especiais, foi optimo estar com dois colegas de quem muito gosto, e com o meu companheiro de sempre o Filipe João.



A eles um abraço muito grande, obrigado pela partilha, e espero que seja até breve...



Material:
Canas: Hiro Super Balística, Hiro Long Distance, Hiro CTS F1e F2
Carretos: Shimano Nexave FA 6000; Shimano Ultegra xsb 5500; Tica Scepter; Banax Poseidon
Linhas: Asso ultra Fluoro Light; Asso Ultra Low Strech; Climax Fluorocarbono
Iscos: Ganso nacional, casulo, caranguejo


Filipepc, Filipe João, Guilherme, Luís Passeiro

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O regresso do rei

Boas,

Muito tempo passou desde que eles saíram destas águas. O Verão normalmente deixa os robalos aqui na zona em 2º plano. A maioria dos pescadores dedica-se às corvinas e às douradas, e bem, vendo a efectividade que existe nesta pesca.

Como sabem para mim todas elas fazem parte do meu ano piscatório, tudo depende das marés, e da vontade.
Confesso que prefiro pescar às douradas, peixe muito mais lutador, um troféu mais gostoso para mim.
Mas adoro pescar ao robalo, peixe de forte arranque, e que me dá imenso gozo pescar quer à bóia quer ao spinning/corrico.

Marquei portanto uma pescaria com o Miguel a eles.

Seria altura de provar que a irmandade de dois amigos poderia precipitar o regresso do rei. O rei das nossas águas.

Ao contrário de alguns eu penso que águas grandes são ideais para a captura de robalos, o robalo gosta de correntes fortes, onde graças à sua capacidade natatória superior facilmente arrasa com as presas.
Por isso estes dias são os que eu escolho para a pesca do robalo.

Chegámos ao local e a maré já corria bem, estava na altura de armar rapidamente a tralha e começar a malhar neles.

Escolhemos uma linha fluoro e usámos estralhos muito compridos com cerca de 2 metros e sem chumbo no estralho de forma a deixar a linha bamba para imitar melhor a presa.

A primeira hora foi fraca, dois ou três pequenos toques, mas eu estava confiante e assim que escureceu começaram os ataques mais vigorosos.
Estávamos na conversa quando sentimos o 1º grande puxão, o Miguel começou a trabalhar o peixe e começa a encolher os ombros e a falar sozinho, era uma tainhazorra. Xiça, parecia ser desta...



Mais um lançamento bem iscado e de repente Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, EH EH, estava lá uma corrida desenfreada, duas corridas, e aperto o drag, estava controlado o peixe, foi só trazê-lo com calma até aos pés. Um robalo bem jeitoso.

Lançamento seguinte e mais um toque, mas o drag não disparou, e percebi ser mais pequeno... Um robalo facilmente trabalhado e posto cá fora. Este era um pouco mais pequeno. Estávamos muito animados, e de seguida o Miguel enquanto falava comigo leva um arranque ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ,e foi trabalhando com calma o peixe até o trazer a seco. Mais um bom cá fora.

Já tínhamos a pesca feita. Ambos sentíamos ter a missão cumprida. Estava feito para já. O que agora saísse já era mais um acréscimo.

Aumentámos muito as iscadas, em busca de bom peixe, e levei um porradão enorme na cana, mas estava com a outra na mão e quando a agarrei o peixe tinha se enfiado em algum lado, e por mais que tentasse a linha ficou presa e acabei por optar não perder tempo e partir a linha.
Empatei outro anzol ainda de estralho maior e no lançamento seguinte... ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ,um belo arranque e ele a aproveitar a corrente, até que fechei um bocado o drag e obriguei-o a acalmar o stress, e comecei a obrigá-lo a ripostar. Sem poder nadar à vontade o gajo, acabou por ceder e cansou rápido. Trouxe-o até mim e levantei-o com calma em segurança. Mais um jeitoso.

Começava a fazer-se tarde e o meu cansaço pedia-me descanso, por isso combinou-se fazer mais uma hora no máximo.
Comecei a iscar ainda mais... Era para gastar o isco e ver se aparecia outro dos bons, e passados minutos, oiço o drag do Miguel ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e o meu ao mesmo tempo ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, qual seria o 1º a tirar o peixe para fora???... Bem mais ou menos na mesma altura ambos trouxemos os peixes a seco e estava feita a pescaria.


A noite estava espectacular, passámos um excelente bocado, e curtimos bastante.
Se o tempo deixar, não o clima, lol, mas o tempo, voltaremos a eles.

Material:
Canas: Vega Nextor; Barros Power Strike
Carretos: Shimano Symetre; Shimano Twinpower
Linhas: Asso fluorocoated; Vega Akada FC; Asso Fluorocasting
Iscos: Minhoca do lodo

Um abraço,
Filipepc, Miguel C.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Regresso ao Seixal

Boas pessoal...

Já com muitas saudades de ir pescar com o meu amigo Miguel, foi com agrado que marquei uma pescaria no regresso dele...


Como não ando com muito tempo, resolvemos fazer uma pesca rápida que permita não nos afastarmos da zona.
Visto o Windguru, resolvemos fazer duas pescas, bóia e tento.
O vento fraco e o calor nocturno, faziam adivinhar uma boa noite de pesca, e acima de tudo, uma noite daquelas em que ficamos só de T-Shirt e mesmo assim temos calor...

Não nos enganámos e o calor que já se sentia de dia, continuou após o põr do sol...

Foi com agrado que em T-Shirt montei a canita e preparei a pesca. O Miguel idem aspas...

Rapidamente começámos a dar com peixe, mas eles estavam muito manhosos e eram pequenos.
Resolvemos mudar de sítio mais para o bico, e experimentar pesca um pouco mais fundo, com estralhos mais compridos, mas como sempre a rataria dava cabo dos iscos e nós a vermos os pacotes a irem à vida sem capturas... Felizmente estava quase...

A maré estava perto da viragem, altura preferida por mim,  até porque costuma significar a diminuição dos toques e a entrada de peixes maiores durante ali uns minutos, e assim que que vira, o primeiro ataque ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, rapidamente nos divertimos ali um bocado com as correrias que os robalos fazem ao sabor da corrente...

Estava eu a tirar um, e já o Miguel ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, outro do mesmo lote. A coisa melhorava a olhos vistos.
Mais um lançamento e o drag a cantar... É mesmo louco vê-los a correr, basta olhar a linha e ver esta a percorrer metros... Nestes momentos em locais que possam experimentem deixá-los ir... É tão giro, vale por muitos peixes que se possam apanhar...
Um mais reguila de seguida disparou o drag ao Miguel ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e deu mais luta do que os restantes. Ao fim de uns metros de luta e brincadeira ele lá cedeu e o trouxemos para o saco. Mais um...

O peixe pequeno andava em bandos e isso significa obviamente que podemos contar com bons predadores na área em busca de presas fáceis e indefesas.
Na realidade foi o que aconteceu e enquanto a maré nos permitiu fomos fazendo a pesca, sempre com muita boa disposição, e muitas histórias à mistura. O importante é ir lá com amigos. O resto vem por acréscimo.


Foram uns 20 minutos com o peixe em frenezim, tirámos 9 robalos, e curtimos bastante, sempre com ataques rápidos próprios dos robalos, com algumas capturas e outros que lá se safaram, e ainda bem pois mais dias virão.
A magnífica noite fez-me mais uma vez recarregar, adoro pescar nestas noites de Verão.

Material:
Canas: Vega Nextor; Vega Challenger
Carretos: Shimano TwinPower FB; Shimano Symetre 4000 FJ
Linhas: Asso Ultra, Vega Akada FC
Iscos: Minhoca, Ganso Coreano