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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

SPJ....WICKED AMBERJACK SEASON



Boas Pessoal...



Pelos vistos a época dos Amberjacks chegou mais cedo este ano e os estragos já começaram..hahaha

Desta vez decidi fazer um video na técnica de SPJ para nunca me esquecer de todos os momentos maravilhosos que estes peixes me proporcionaram desde o dia em que os conheci.

A verdade é que muitas das vezes nos esquecemos do mais importante na pesca, que é divertimos-nos e lembrarmos-nos da razão pela qual amamos este desporto que é a pesca e o mar.


Espero que gostem e por em cima se divirtam um pouco. A pesca não é feita de pesos e troféus mas sim de momentos, são esses que nos ensinam e nos fazem rir, chorar, berrar, pensar e ser feliz por estar vivo e de querer viver.


                               Um grande abraço e até breve

                                              Luís Malabar

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

SPJ...EM BUSCA DA BLACK MAMBA



Boas pessoal...




No ultimo relato falei sobre o que eu considero o inicio de tudo seja na vida como na pesca.

Uma vez mais, toda a informação que eu vos possa transmitir nestes relatos para vos ajudar, se baseia única e exclusivamente na minha experiência. 

Antes de chegarmos à parte do video e verem o resultado, é preciso perceber e falar sobre o caminho.

Vou começar por explicar o que eu faço num dia normal de jigging antes de escolher um dos pontos de pesca no meu GPS e também tentar ajudar a resolver um pouco da dor de cabeça que é o sonar/sonda para muitos pescadores.

         2º ( O que define a escolha de um ponto de pesca )

Em primeiro lugar tenho em conta a estação do ano. Depois vejo a lua, marés, a amplitude das marés, temperatura da água e no final o vento.

A lua define a actividade do peixe, a que horas se alimenta e se de dia ou de noite. 

A maré e a hora da preia-mar como a baixa-mar vai definir a predominância de certas espécies em determinados pesqueiros.

A amplitude da maré (aguagem) define a deslocação ou não do peixe e a profundidade a que vou pescar.

A temperatura da água vai ajudar a definir ou não, a existência de certas espécies tal como a sua actividade nesse dia.

Por fim o vento, que determina em caso de não fundear, a necessidade de um maior controle ou não das derivas.

No caso da intensidade do vento ser maior, é sempre aconselhável pescar mais baixo se os outros factores forem favoráveis. Se a intensidade do vento for fraca ou nula, podemos explorar as zonas mais fundas pois facilita as derivas.

Depois de ter estes dados escolho o primeiro ponto em prol da espécie que mais beneficia das condições nas primeiras horas do dia. Por exemplo, se tivermos pontos a começar nos 30 metros e acabar nos 300 por onde começamos?? Nos 30 ou nos 300 metros??O que vai definir a nossa escolha??

Imaginando que eu não saí no dia anterior e não sei se certas espécies se encontram em certos pontos, a minha opção se aos 30 ou 300 metros será sempre definida pela amplitude da maré (Lua).

Se a amplitude da maré for grande (Lua cheia e Lua Nova) maior serão as correntes, logo será aconselhável pescar a baixa profundidade. Isto para evitar a aguagem e diferenças de camadas de água em sentidos contrários impossibilitando trabalhar o jig em condições correctas. Se a amplitude da maré for pequena (Quarto crescente e Quarto Minguante) menor serão as correntes, logo são aconselhadas para pescar fundo.

Se imaginarmos que nesse dia eu estou perante uma aguagem média, e a viragem da maré se dá ao início do dia, a minha escolha vai ser começar nos 300 metros. Pois mais vale aproveitar a viragem da maré com o mínimo de corrente existente e à medida que for aumentando com o passar das horas, começar a diminuir a profundidade a que vou pescando.

Desta forma, consigo bater diversos fundos desde os 300 metros até aos 70 ou 30 metros privilegiando sempre o trabalhar do jig. Se fosse ao contrário, quando chegasse aos 300 metros já não ia conseguir trabalhar o jig sob as mesmas condições.



                                     3º  (Sonar / Sonda)


Agora vou falar apenas um pouco sobre o que acredito que seja uma dor de cabeça para muitos pescadores…O SONAR/SONDA.

De que serve a tecnologia evoluir se não nos dermos ao trabalho de explorar, aprender e usar essa tecnologia? 

O Sonar ou sonda não é mais nem menos do que os nossos olhos debaixo de água. São eles que nos vão transmitir toda a informação que precisamos. Mas para isso temos que aprender a ver através dele e a decifrar todo o tipo de informação que nos possa dar.

De nada serve ter o melhor sonar do mundo se não soubermos tirar proveito dele.

Uma boa maneira para relacionar o tipo de fundo com o que se vê no sonar é usar o jig sem assists para sentir o tipo de fundo. Apesar da potência dos transdutores que existe hoje em dia para diferenciar o tipo de fundo, em certos casos não é nada fácil. Como por exemplo entre areia, lodo. Com o jig, torna-se mais fácil de relacionar o que se vê com o que se sente, no caso do lodo sente-se uma leve sucção no jig ao sair do fundo e no caso de areia não, apesar de em ambos os casos aparecer no ecrã o mesmo fundo macio e de fraca intensidade.

Não esquecendo que, quanto maior for a profundidade pior se torna a definição do fundo, dificultando a nossa tarefa na sondagem e prospecção de fundo. Caso não sintam bem que tipo de fundo é através do jig, basta colocarem um jig mais pesado e sem assists até que percebam o tipo de fundo.

Não esquecer que o fundo vai ajudar a definir o tipo de espécie. E mesmo quase todas as espécies mudam de fundo consoante as suas necessidades alimentares, acasalamento, etc..ao longo do ano.

Também não devemos esquecer que o transdutor dá muita informação necessária além do tipo de fundo e de peixe.

Uma delas é a diferença de temperatura e de corrente a determinada profundidade. Isso vai ajudar a definir onde é que andam as presas e os predadores além do trabalhar do jig. Para quem não sabe, se modificarmos os parâmetros do gain e do ruído, vamos poder ver as bolas de camarão fino ou de pequenas presas numa certa camada de água, geralmente próximo do fundo. A camada de água onde se encontrarem as presas é sempre composta por água mais limpa e a camada acima delas será a de água suja.

Isto é importante, pois a camada de água suja, além de ter uma diferença de temperatura em relação à de água mais limpa. Também ela faz de barreira impossibilitando as presas de subirem. Logo facilitando os predadores no ataque, esses normalmente circulam entre as duas camadas de água, geralmente na divisória da barreira.

Caso as presas se distribuam ao longo da coluna de água, o mais provável é que a temperatura é uniforme tal como a sua coloração. Nessas alturas torna-se mais fácil de detectar os predadores pois têm que se distribuir uniformemente pela coluna de água.

Em relação à quantidade de peixe que aparece na sonda ser pouco ou muito em determinados dias tem a ver com a amplitude das marés. O excesso ou a falta de corrente vai definir na circulação seja das presas como dos predadores, menos algumas espécies sedentárias que aproveitam para atacar o que a corrente lhes trouxer.

Basta ter em atenção que nas grandes luas o peixe passa por nós e nas luas de menor amplitude temos que ser nós a dar com o peixe. Acredito que o principal factor de isto acontecer se deve ao arrasto do peixe, seja ele presa ou predador. Despendendo o menor esforço possível. As correntes arrastam as presas e com elas os predadores, daí o aumento de actividade no sonar.

Em relação aos peixes sedentários como as garoupas, abróteas, Meros, Chernes…etc..

Já existe à muitos anos uma função no sonar/sonda, que foi melhorando ao longo do tempo e que nos permite eliminar o sinal do fundo. Deixando apenas o que se encontra colado ao fundo e que não faz parte do fundo.

Na maioria dos casos essa função nas definições tem como nome, White line ou Edge.

Esta função ajuda bastante quando queremos ter mais hipóteses em dar com os sedentários, sendo que todos eles são muito oportunistas. Quero dizer com isto que eles não vão despender energia para correr ou atacar, logo aconselho a procurarem pequenas bolas de presas nessas zonas específicas. A verdade é que a dificuldade maior na busca destes peixes é conseguir que o jig caia o mais perto dele possível.

Em Jigging, a técnica que privilegia mais o ataque desses sedentários é de longe a de long fall. 

Privilegiem os jigs lentos e que tenham um wobbling acentuado durante a queda, podem ser largos como longos e pesados. Tudo depende das condições do dia e profundidade. A maioria dos ataques acontece mal o jig toca no fundo antes de começarmos a trabalhar o jig, outros só o fazem à 2 ou à 4 vez. Depende da espécie de sedentário ou da distância a que tiverem do jig.

Não esquecer que nem todos os sedentários vivem na pedra ou se alimentam na pedra. Muitos percorrem a zona entre a pedra e a areia/Lodo em busca de comida e quando ferrados arrancam direitos à pedra. Nunca esquecer que a força deles reside no fundo ao contrário dos pelágicos.

Descobrir uma pedra no meio da areia ou de lodo, ou detectar uma elevação de meio metro (laje) quando parece não existir diferenças no terreno, pode ser a diferença entre gradar ou capturar um Cherne ou um Mero de 20 quilos.Saber trabalhar com o zoom é fundamental quando o terreno aparenta ser liso.

É obrigatório conhecer o terreno de caça, pois pode ser a diferença entre capturar ou perder o peixe. 

Pela simples razão que de nada serve forçar o nosso material quando ferramos uma garoupa e estamos num terreno onde não existe pedra maciça num raio de acção de 50 ou mais metros, ou num terreno de cascalho.

Resumindo e concluindo, se aprenderem a trabalhar com a vossa sonda vão perceber que podem confiar na informação que ela vos transmite e começar a controlar realmente o que estão a fazer e não andar ao sabor do vento. 

Não tenham receio de mexer no vosso sonar pois ele é mais uma arma que podem e devem saber usar.

O jigging não é uma pesca de espera como quem pesca ao fundo com isca (Sardinha). No jigging independentemente da técnica nós caçamos e nos movimentamos em busca dos predadores. O mesmo acontece quando falamos de peixes sedentários, pois trata-se de uma pesca de precisão. O mesmo já não acontece com os Pelágicos, pois a caça é feita num raio de acção específico.

Voltando ao dia de pesca....

Depois da ultima incursão ter corrido bem, decidi voltar às profundezas em busca de outra Black Mamba...:-)

De qualquer das formas tinha que aproveitar o ultimo dia antes da mudança da lua e com ela o aumento das correntes marítimas.

A zona escolhida foi a mesma onde 2 dias antes tinha capturado o outro.

Quando cheguei ao ponto, reparei que naquela área as lulas eram aos milhares, marcavam na sonda e até deu para ferrar 2 ao jigging..hahaha


As baleias eram mais que muitas, umas ao saltos, outras a dar com as caudas e outras que queriam era comer até cair para o lado..hahaha.

Devo dizer que elas são muito bonitas mas é ao longe...hahaha..ter um animal com toneladas a 4 metros do barco, passar por debaixo dele e voltar a sair do outro lado não é para mim..hahaha

É a única situação que me deixa desconfortável e me faz esquecer o que estou a fazer.

Enfim!!...faz parte da natureza e se formos a ver eu é que estou no sitio errado..hahaha

O tempo foi passando e finalmente elas afastaram-se e eu pude voltar a concentrar-me no que eu estava ali a fazer.

As lulas eram ao milhares e eu gostei da parte das lulas, o que não gostei é que elas estavam distribuídas por todo o lado, dificultando-me a localização da Black Mamba.

Como eu disse no relato anterior, torna-se mais fácil quando no meio do nada detectamos actividade que vai desde o fundo e pode ir até alguns metros acima do fundo.


Visão real do que podem ver na vossa sonda à excepção dos predadores. Apenas coloquei ai para terem uma noção da distancia e presença deles.

Não pensem que esta espécie tal como as outras da família dela vai estar lá no meio das presas, mas acreditem que vai estar na periferia da confusão afastada à espera de uma oportunidade para se alimentar.



                     A mesma visão mas visto de cima para baixo


É o frenesim alimentar das presas (comedía) que atrai os predadores. É por essa razão que eu procuro sempre o peixe fino (presas) no sonar para localizar possíveis predadores.


     As presas afastam-se na medida em que o predador vê no nosso jig um alvo fácil. O predador avança e as restantes presas sobem ou afastam-se no sentido contrário à do predador

Passo a explicar a base desse fundamento. Nunca repararam que se tiverem a pescar peixe fino (carapau, caval, safias, besugo,etc) e um predador entrar no pesqueiro que o peixe fino deixa de comer e desaparece? Já viram alguma presa coexistir no mesmo espaço que um predador?

Claro que não e o mesmo acontece aqui e em qualquer parte do mundo. Eu quando pesco ao fundo aqui com o meu marinheiro já sabemos. Se de um momento para o outro o peixe fino deixar de comer. Já sabemos que é uma questão de tempo até o predador atacar as nossas linhas, nem que seja para roubar um peixe que já está preso no anzol.

Fazer outro tipo de pesca ajuda a recolher informações válidas para jigging. 

Voltando ao dia de pesca. Lá estive eu a sondar até que descobri um pequeno amontoado (presas) que ao contrário de toda a extensão, este vinha desde o fundo até uns 5 metros do fundo.

O que se passou a seguir vão poder no video e eu espero que se divirtam um pouco :-)



             
                             Um grande abraço e até breve

                                           Luís Malabar












segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SPJ E O MONSTRO DA PROFUNDEZA



Boas Pessoal..




Desta vez consegui finalmente gravar em video, a captura de uma das espécies mais interessantes e enigmáticas que eu encontrei neste mar. Já é o 6 exemplar que capturo na técnica de SPJ depois de muitas horas a explorar terreno e sempre a uma profundidade que varia entre os 200 e 260 metros.

Quando eu digo interessante e enigmático refiro-me  a diversos factores, tais como a sua dimensão, profundidade a que vivem e falta de informação sobre a mesma.


Como podem ver na foto acima, além de ter os dentes à frente, também possui mais uma fileira já no interior da boca. Estes dentes foi a escolha de substituir o leader e passar de 0.52 flúor para 0.80 mono.

Não é nada fácil pescar a esta  profundidade principalmente quando procuramos uma espécie especifica e temos outras 10 possíveis que não queremos atacar o nosso jig!!

Até ai tudo bem, ter contactos de outros peixes é sempre bom. Diz-nos que o que estamos a fazer é o correcto e que é só uma questão de tempo até conseguirmos cair com o jig o mais perto dele possível e ter um ataque! O que não é fácil é ter que recolher uns 260 metros de linha com um cantaril, rascasso, vidro, etc.. agarrado ao nosso jig vezes sem conta!!


Para mim pescar a esta profundidade ou até mais exige muito de nós. Disciplina, concentração, técnica, material, informação e conhecimento.

Eu acredito que a união (ligação) entre mestre e executante (pescador) é fundamental neste tipo de predador (sedentário). Não é uma pesca de raio como nos pelágicos mas sim de precisão. Para isso o conhecimento do mestre é fundamental.


Infelizmente só à pouco tempo é que descobri o nome desta espécie e por incrível que pareça não existe quase nenhuma informação disponível na net.

Toda a informação que adquiri ao longo do tempo foi com muitas horas de mar a fazer prospecção e a ligação entre os dois. Mesmo os exemplares que se tirou a pescar ao fundo com isca serviu para recolher informação fundamental para SPJ.

Eu penso que o mais importante de tudo não são os peixes, mas sim aprender o conhecimento que permitiu a captura do peixe, independentemente da espécie.

Eu gosto de ajudar e ensinar e abomino a ideia de levar comigo um dia o conhecimento que adquiri ao longo de anos de mar para o outro mundo.Toda a informação que eu vos possa transmitir, não vão ler em nenhum blogue japonês, facebook, forum,revista ou noutro sitio qualquer.  

Apesar de tudo que possam aprender comigo ou com qualquer outra pessoa ou entidade, nunca deixem de questionar esse conhecimento. Seja de outros como de nós próprios. Questionem, duvidem, experimentem, explorem, destruam, construam até que não restem duvidas.

Já faz bastante tempo que eu tenho vindo a constatar as mais diversas dificuldades e dúvidas por parte de diversos amigos e conhecidos relacionados com a prática de jigging, independentemente da técnica.

A maioria das dificuldades e dúvidas estão relacionadas com a captura de diversas espécies e na dificuldade de as encontrar.

Vou dividir a conversa em vários pontos e em DIVERSOS RELATOS, para desta forma dar a MINHA OPINIÃO sobre os verdadeiros problemas e como os superar no que diz respeito a este desporto.


O único assist que ferrou e trouxe o peixe é aquele que se vê na imagem junto do olho..No final verifiquei que se manteve na mesma e não sofreu nenhum dano. 

1º Parte (Abordagem e mentalidade)

Quando pensamos em jigging, todos nós sabemos o quanto pode ser frustrante e desgastante para o corpo passar horas e dias a fio e o tal troféu seja ele pelágico ou não, nunca aparece!!!...e como nunca aparece a nossa frustração aumenta e com ela colocamos em causa o nosso material de pesca…Será que o diâmetro do multi é elevado???.. Será que o nosso leader é grosso???...Será que o problema é do jig????...Da cana??..Do carreto??...É lento??...Rápido demais???

A culpa será nossa de não conseguir ferrar um peixe???

A minha resposta é que SIM e que NÃO.

Passo a explicar, SIM, pela simples razão que se alguém falha só pode ser culpa do homem (pescador), pois o peixe apenas faz o que sabe, ser peixe. E NÃO, porque muitas das vezes o nosso erro não está no material ou técnica mas sim na falta de conhecimento ligado à natureza.

A verdade é que nós não podemos controlar a natureza, mas podemos usar o que nos define como o maior predador à face da terra, o nosso cérebro. E a partir dai tentar perceber a nossa presa, como ela nasce, vive e morre.

Eu aprendi uma filosofia com o meu tio que era pescador profissional no Açores quando tinha 11 anos de idade e que ainda hoje me rejo por ela. Claro que só passado uns anos é que me apercebi da verdadeira importância das suas palavras, mas a verdade é que nunca me esqueci delas.

O que ele me disse foi: A pesca é como um campo de batalha onde o inimigo é o peixe e o soldado o pescador. Se queres chegar a general, nunca vás para a guerra sem conhecer o teu inimigo.

Eu acredito que o fracasso ou grades como lhe quiserem chamar de tantos pescadores, tem haver com a falta de conhecimento sobre as espécies que querem capturar.

É o mesmo que um caçador. Se um caçador quer apanhar javalis como é que vai caçar para um sitio que só tem lebres??

Como é que o pescador quer apanhar robalos, Lírios ou outro peixe se sabe pouco ou nada sobre eles??

Onde nascem? O que comem? como comem? têm casa? São solitários? Qual é a profundidade a que vivem? Se vivem sempre a essa profundidade? Quando é que acasalam? Etc….

O número de perguntas depende da vossa necessidade de respostas e da vossa sede por conhecimento. Mas para isso é preciso descobrir, estudar, pesquisar e por em cima de tudo aplicar no mar e ir limando esse conhecimento até diminuirmos a diferença que existe entre o que podemos controlar e o incontrolável (Natureza).

É preciso entender uma coisa…Ter bons resultados na vida dá trabalho!!! A pesca exige conhecimento e muito trabalho se queremos apanhar peixe. Não existem atalhos nem milagres nem santos e nem macumba que vos salve sem conhecimento.

A verdade é que eu não preciso de saber a razão pela qual a natureza disse ao peixe para só comer caranguejo, sardinha ou camarão a determinada altura…Mas eu preciso SIM de saber que ele só come caranguejo, sardinha e camarão em determinada altura!!! Isso é INFORMAÇÃO e CONHECIMENTO e se não soubermos isso é porque andamos ao sabor do vento e a “brincar à guerra”.

Quem gosta de brincar à guerra nunca pode aspirar, desejar ou querer melhores resultados. Tem que se contentar com a sorte…o destino…a natureza…ou até uma dica de um amigo ou conhecido que possua mais conhecimentos que ele.

A verdade é que quanto mais soubermos sobre uma espécie seja ela qual for, maior é a nossa taxa de sucesso. Menor é o esforço e número de horas que necessitamos para atingir os nossos objectivos.  É a diferença entre capturar muito, pouco ou nada, é a capacidade de saber estar mais vezes no sítio certo à hora certa.

A meu ver não existe ninguém melhor do que ninguém, o que existe são pessoas que sabem mais que outras porque trabalharam mais do que as outras. Porque o conhecimento que têm não lhes chega e ao contrário das outras querem mais. Não há problema em querer saber menos, os problemas começam quando se quer menos e se espera mais!!

O limite somos nós que o traçamos e mais ninguém, só nós é que sabemos o limite do nosso sonho...

Hoje deixo-vos com um video na técnica de Slow Pitch Jigging onde o protagonista tem como nome......BLACK GROUPER OU WARSAW GROUPER.


Infelizmente fui obrigado a encurtar o video de 15 para 6 minutos devido ao meu computador ser velhinho..:-)

Espero que gostem e que vos ajude de alguma forma..:-)



                             Um grande abraço e até breve

                                            Luís Malabar



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

SPJ....O Poder do Amberjack



Boas Pessoal....





Desta vez decidi fazer um video de SPJ que tivesse parte do combate com um Amberjack e ao mesmo tempo, transmitisse um pouco do meu conhecimento e experiência com estes peixes.

Durante seis minutos vão poder ver um pouco da luta com um AJ mas mais importante do que isso, perceber um pouco como é que eles muitas das vezes atacam e combatem.

Espero que gostem e fiquem à vontade para comentar  ou para colocar alguma duvida que tenham.



                             Um grande abraço e até breve

                                         Luís Malabar

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

SPJ...Barros Slow Jigger




Boas Pessoal..





Em primeiro lugar quero dar os parabéns à Barros e à sua equipa por serem a primeira marca Portuguesa apostar na técnica mais "recente" de jigging que é a de SPJ.

Em segundo lugar, eu não vou fazer a review sobre a cana apesar de ter a minha opinião formada após dezenas de horas de mar.

Quero apenas salientar que quem está a pensar em adquirir a cana, deve ter em atenção a dois factores importantes.

O jig weight que vem impresso no blank não corresponde minimamente à realidade do blank, tal como a distancia que separa o porta carreto do gimbal ser em demasia.

Em relação ao jig weight anunciado pela marca não ser real, eu já o vejo como um problema geral da maioria das marcas, que consiste pura e simplesmente em marketing e não como um dado REAL E TESTADO para ajudar o pescador de jigging na altura da compra.

A barros infelizmente não fugiu à regra do marketing, acabando por cometer um erro, ou quem sabe uma proeza milagrosa ao conseguir construir um blank com uma variação de jig weight que vai desde 40 gramas até 300 gramas!!...Hummm!!!.....NÃO.

Este blank da Barros faz-me lembrar a gama baixa da shimano para SPJ, a Game Type J, que anuncia as 300 gramas. Como podem ver, o "mal" é geral e pode levar a más escolhas. No caso da shimano é muito pior, pois o preço dela é 2 ou 3 vezes mais que a da Barros.

É impossível o mesmo blank ter respostas idênticas para tamanha discrepância de pesos.E este não foge à excepção.Não é à toa que a maioria dos pescadores chega a levar 4 ou 6 conjuntos para fazer face às adversidades.

No video vão ver a reacção da cana com apenas 150 gramas, metade do que a marca anuncia. As filmagens são feitas a pescar a uma profundidade que varia entre os 90 e os 110 metros de aguagem fraca, com um modelo de jig de arrasto moderado privilegiando a acção de long fall. Caso mudem o formato do jig para long e slim a acção do blank aumenta.

Quero dizer que apesar do jig weight da cana não ser o correto, não quer dizer que seja uma má compra. Devemos sim, saber como tirar o máximo proveito dela de acordo com o seu REAL JIG WEIGHT e condições.

Em relação à distancia do porta carretos ao gimbal, tem haver com a questão física. Pois se quisermos lutar com o peixe e colocar o gimbal na nossa cintura não é fácil e torna-se até desconfortável.

Um exemplo, eu meço 1,80 e tenho que dobrar as minhas costas para conseguir agarrar bem o carreto com a minha mão direita e para enrolar com a esquerda. Enquanto que o correcto seria dobrar levemente os joelhos e não as costas, principalmente em esforço. Se a distancia fosse mais curta, mantinha as minhas costas mais direitas e não precisava de esticar tanto ambos os braços nessa posição.

Espero que gostem e se divirtam com mais um video sobre a técnica de SPJ, desta vez filmado com a nova cana da Barros a Slow Jigger.



                              Grande abraço e até breve

                                        Luís Malabar







sexta-feira, 18 de agosto de 2017

SPJ..Video de Pargo



Boas Pessoal......




Desta vez deixo-vos com um video de uma captura dos peixes mais bonitos e que faz as delicias de qualquer pescador de Jigging..:-)


Infelizmente estes pargos são muito raros pelas minhas bandas, e apesar de não serem grandes, são sempre uma alegria para mim os poder em primeiro lugar, encontrá-los e em segundo lugar capturá-los..:-)





                           Um grande abraço e até breve

                                        Luís Malabar

terça-feira, 25 de julho de 2017

SPJ....Video de Capatão




Boas Pessoal...





                           Capatão...the one and only....:-)






                            Um grande abraço e até breve

                                       Luís Malabar

sábado, 22 de julho de 2017

SPJ...Video de Corvina




Boas Pessoal...



Este é um pequeno video de uma das espécies mais cobiçadas por qualquer pescador....a CORVINA

A espécie que vão ver neste pequeno video não chega nem de longe nem de perto ao tamanho que as que todos os anos arribam à costa Portuguesa e a alguns dos nossos Rios :-)

Aqui também temos das grandes, mas nada tem haver com estas. Esta espécie não sei porque, mas não cresce mais do que os 3 ou 4 quilos.


                             Um grande abraço e até breve

                                           Luís Malabar

quarta-feira, 12 de julho de 2017

SPJ..Video de diversas espécies



Boas Pessoal....





Deixo-vos com mais um video de SPJ com diversas capturas e espero que se divirtam um pouco a ver..:-)




                             Um grande abraço e até breve

                                          Luís Malabar

quinta-feira, 6 de julho de 2017

SPJ...Video de Amberjacks





Boas Pessoal....







Não precisa de apresentações e se nunca capturaram nenhum, não podem deixar de tentar. Para quem já capturou....sabe que depois do primeiro a vida nunca mais é a mesma...hahaha

O que posso dizer sobre eles para que entendam o que significa pescar estes peixes!!!

Já sei!!!!.....

       PORRA!!!!.....QUE NUNCA MAIS CHEGA O VERÃO 




                   

                               Um grande abraço e até breve

                                           Luís Malabar

terça-feira, 4 de julho de 2017

SPJ (Video)....Cinnetic Cinergy Light Jigging 180ML ( 60-150 )



Boas Pessoal.....





Depois de muitos dias no mar a testar uma das canas novas de jigging de 2017 da marca Cinnetic...finalmente posso falar e mostrar aos nossos amigos o que acabou por ser uma bela cana, bem acima das suas capacidades definidas pela marca..a meu ver.

Com o Boom crescente da variante de jigging ( SPJ ), ( HP ) e ( LF) proveniente dos mares da Ásia, era só uma questão de tempo até que as marcas começassem a integrar materiais nos seus catálogos para fazer face à necessidade da nova vertente sobre Jigging.

Infelizmente nenhum dos 3 modelos de canas de jigging que a Cinnetic lançou no catálogo de 2017 foi desenhado especificamente para Slow Pitch Jigging ou High Pitch.

De facto são canas para Kabura, Inchiku..mas quando as vi no catálogo fiquei curioso na mesma em relação ao seu Blank!!


A meu ver só existe duas maneiras de saber se uma cana que foi desenhado para outra pesca serve ou não para SPJ, HP ou LF. Podemos saber isso ou através da marca seja ela qual for ou então com base na nossa experiência de pesca e material.

Se formos a ver, a única diferença que existe de uma cana para a outra é o seu blank. O blank é que vai definir a compra, pois tudo o resto que vem com o blank pode ser modificado ou trocado. Claro que o resto faz a diferença no produto final, mas é o menos importante, porque se o blank não tiver a capacidade de animar o jig à profundidade que queremos, de nada serve os passadores, porta carretos, gimbal.etc..

A verdade é que se soubermos o que procurar, podemos descobrir blanks fantásticos a preços acessíveis que até nem foram feitos para a nossa pesca mas que se podem tornar perfeitos para o que queremos. Já para não falar na dificuldade que existe em ter acesso a certos blanks caríssimos que só são possíveis de ver ao vivo e a cores depois de comprar às escuras!!!...Podendo correr o risco de não servir para o que queremos.

Quero apenas dizer com isto que em relação às canas para SPJ é muito fácil de errarmos e sair o tiro pela culatra.  Agora imaginem gastar 300 ou 500 euros numa cana que nunca a tiveram na mão, experimentarem e não servir para o que querem!!!


Para ser sincero eu tenho uma dificuldade imensa em escolher uma cana ou o que quer que seja por catálogo sem poder agarrar ou sentir. Claro que a situação piora quando já estamos a falar de canas ou de carretos caríssimos!!

Por essas razões e mais algumas decidi procurar por blanks com certas características mas dentro do que existe em Portugal e que não fosse preciso recorrer a nenhuma compra cega online...hahaha.

Foi assim que encontrei estes 3 modelos de canas da Cinnetic, as Cinergy Light Jigging, com 3 jig weights diferentes, a começar em 40-120G, 60-150G e a terminar com 80-190G.

Todos os 3 modelos a meu ver são indicados para Slow Pitch e High Pitch mas não para Long Fall. Isto por causa do seu comprimento que apesar de dizer 180 e na realidade terem 183cm, continuam a ser curtas para a técnica de Long Fall. Com isto não quer dizer que não seja possível efectuar a técnica mas para isso mais vale ter outra cana que não puxa tanto pelo corpo e requer menos esforço, permitindo ao pescador um ângulo e tempo superior de queda do jig. Privilegiando certos modelos de jig.  

A minha escolha recaiu sobre o Modelo Cinergy Light Jigging 180ML de 60 a 150 gramas, mas todos os 3 modelos tem o seu lugar.

Todos os modelos vêm equipados com componentes Fuji e com um porta carretos fantástico, seja pelo seu diâmetro reduzido como pelo seu toque. O que faz com que seja fácil agarrar com a mão a cana e o carreto sem cansar a mão. Isto é muito importante e com o passar das horas conseguimos perceber a diferença de agarrar neste porta carretos ou noutro carregado de EVA.

Em relação aos passadores, não tive necessidade de trocar os dois primeiros. Isto porque eu uso o meu Ocea Jigger com o máximo de linha que eu conseguir colocar. Desta forma mesmo a pescar aos 100 metros o diâmetro de linha na bobine continua a ser bastante, o que faz com que a linha não crie folgas ao enrolar o carreto nem a perca de sensibilidade. De qualquer das formas se alguém achar necessário ao usar carretos mais pequenos que o meu, aconselho apenas a tirar o primeiro passador, de seguida passar o segundo passador para primeiro e colocar no lugar do segundo, outro igual ao terceiro. 


A parte do gimbal é muito cómoda e tem uma forma cónica que ajuda a segurar a cana por baixo do braço e nos dá segurança na altura do combate. Também nos permite combater o peixe com o gimbal em contacto com a nossa cintura de uma forma cómoda. 

Outra parte muito importante tem haver com a distancia do porta carretos ao fim do gimbal. Essa distancia permite-nos, caso queiramos, mudar a cana durante o combate debaixo do braço para a nossa cintura, e enrolar o carreto sem que as nossas costas fiquem dobradas, mas sim direitas, dando conforto durante a luta.

Claro que essa forma de combate de speed jigging em SPJ, só pode ser feito quando temos plena a certeza até que ponto o blank aguenta. Dai o cuidado a ter com a maioria das canas indicadas para este tipo de técnica.

Outro factor que vem descrito na cana é a sua capacidade de levantamento que é de 4 kg.

Claro que para mim não serve para nada, apenas como um indicativo do que esperar da capacidade de resistência do blank e nada mais. 

O mais importante de tudo na na cana para mim vem agora, que é a capacidade de resposta que o blank tem quando colocamos um jig largo de 150 gramas que arrasta muita água ao contrario de um jig feito para cortar a água, e a cana responde a qualquer movimento em SP ou de HP. 

Estamos a falar do máximo de jig weight aconselhado para a cana e mesmo assim ela responde de uma forma incrível como vão poder ver no video. Como se não bastasse, fui colocando diversos pesos de jig até às 260 gramas e para meu espanto a cana continuava a responder!!! Claro que de uma forma mais lenta mas muito útil quando queremos diminuir a acção do jig perante a falta de apetite dos predadores. Para ser sincero não estava à espera que a cana fosse responder com um peso de jig muito acima do peso máximo definido pela marca de 150 gramas!!!


Gostava de mencionar que para mim, a mais valia de uma cana de SP ou HP reside no facto de animar o jig seja de uma forma enérgica ou não, como à profundidade que eu desejar. O facto de ela conseguir ou não puxar pelo o peixe durante um combate é menos relevante para mim. Pois posso sempre usar o carreto de uma forma correta para anular o peixe.

O que eu nunca vou conseguir resolver é se tiver uma cana que não responde às minhas necessidades no acto de pesca. Este é o factor que não dá para contornar, independentemente do que façamos.

É por esta razão que o primeiro video sobre a Cinergy Light Jigging 180ML a ser lançado, servirá apenas para verem a resposta da cana com 2 jigs de pesos diferentes à mesma profundidade.

Eu acho fundamental existir este tipo de vídeos como apoio ao pescador e potencial cliente, pois desta forma a pessoa vai ter uma noção real do que está a comprar, e o que pode esperar da acção da cana.

Os próximos vídeos que vão sair a seguir a este,  já será em acção de pesca e com a captura de diversas espécies para que possam ver a reacção do blank em esforço. Atenção que esta cana permite ao contrário da maioria das canas de SP ou de HP de topo, puxar por ela até certo ponto. Isto se deve por não ser uma cana desenhada para SP ou HP mas sim para outra técnica de jigging atrás mencionado.

Claro que já se vê muitas canas no mercado internacional que possibilitam puxar por elas. Mas é como vos digo, a que preço e será que ela faz o que é preciso??

Apesar da malta preferir ver os vídeos a ferrar e apanhar peixe. Para mim este vídeo é o mais importante de todos. Nunca se esqueçam de uma coisa, qualquer cana pode tirar qualquer peixe por maior que seja, basta colocar a cana na vertical e usar o carreto, dessa forma a cana é anulada, logo torna-se irrelevante se ela puxa ou não o peixe. Mas o que nunca vão conseguir fazer, é trabalhar os vossos jigs à profundidade que desejam se a cana não responder como querem. Por isso é que existem muitos blanks, mas apenas alguns permitem serem usados para SP, HP ou LF.

Espero que vos seja útil este vídeo e os próximos. A cota escolhida foi os 100 metros, desta forma conseguem imaginar qual será a resposta da cana caso a usem tanto para pescar abaixo como acima dos 100 metros.

Despeço-me desde já e como diz o ditado, uma imagem vale mil palavras..



                         Um grande abraço e até breve

                                     Luís Malabar





 


segunda-feira, 19 de junho de 2017

SPJ....Nem sempre é fácil perder



Boas Pessoal....


Este video retrata a dificuldade que é quando damos de caras com os Papa Koikas....:-)

Nem sempre, independentemente de fazermos o nosso melhor, conseguimos ter sucesso!!

Se eu podia ter feito de maneira diferente!!??...sinceramente eu acho que não, pois se 80% ou 90% dos casos temos sucesso  e conseguimos capturar o peixe, não podemos deixar que os outros 10% ou até 20% mude a nossa forma de ver a batalha e de a travar.

Eu penso que vai haver sempre os 80 ou 90%  que vai correr bem e o restante que vai correr mal. Pois isso é a pesca, e ser pescador, é estar preparado para aceitar que vamos falhar, independentemente de ser difícil aceitar às vezes, ou até o dizer adeus aquele exemplar dos nossos sonhos..sem falar no que nós fizemos de bem mas que não chegou para conseguir a captura.

Eu vou ao mar todos os dias excepto os fins de semana, e todos os dias o mar me ensina que o dia é como uma dança...às vezes corre bem, outras não.

Neste dia não correu bem..hahaha...mas a pesca é assim...:-) Sometimes we win and sometimes we lose..


                                     


                           Um grande abraço e até breve

                                      Luís Malabar

quinta-feira, 15 de junho de 2017

AG CHAIN KNOT VIDEO



Boas Pessoal...


Como prometido é devido, deixo-vos com um video que eu fiz sobre como eu faço o nó AG CHAIN.

Na realidade apenas existem algumas diferenças no inicio do nó, de como eu faço para o que vem na net ou até feito por vários amantes de SPJ.

Eu depois de vários testes, achei a minha maneira além de segura, mais fácil de fazer para quem usa um solid ring nº 4 ou até nº5.

A maneira mais vista na net, consiste em fazer 3 laçadas no solid ring antes de o trancar pela primeira vez.

Para mim o maior problema das primeiras laçadas no solid ring é a dificuldade de agarra com os dedos num solid ring minúsculo e ir segurando as laçadas para que não se sobreponham umas por cima das outras, mas sempre paralelas umas às outras. Este factor na feitura do nó é fundamental e põe em causa a integridade do mesmo, se não começar bem no inicio, não vale apena fazer o resto bem, pois o restante nó apenas serve para trancar, dar rigidez e espessura naquela zona. Mas a carga será sempre feita no inicio do nó e nunca na sua continuidade.

Espero que vos seja útil e vos ajude a resolver um problema. Alguma questão que me queiram colocar, podem deixar um comentário que eu responderei o mais breve possível :-)




                          Um grande abraço e até breve

                                        Luís Malabar

quinta-feira, 23 de março de 2017

SPJ...Jigs from Hell..:-)



Boas Pessoal....



A época aos AJ´s tem corrido dentro da normalidade, tirando alguns dias em conjunto com a mudança de certas luas que os fazem perder o apetite e os tornam letárgicos.


Eu até já perdi a conta às vezes que o meu set de speed jigging anda para trás e para a frente sem ser usado!!!....eu até tentei, mas já acabei por desistir e já que não estão para ai virados mas vale aproveitar e dar descanso ao Saltiga e fazer SP..:-)


Não é à toa que os Piazeites andam assim, têm o bucho com lulas e peixe nem vê-lo...dai a falta de actividade e aquele frenesim a que nos habituamos..


Mesmo assim não é isso que os faz perderem a força e nos dar aqueles momentos únicos de guerra pura, onde só existe um caminho..o deles em direcção ao fundo..hehehe


E também no meio dos AJ, também vou dando com outras espécies que também não resistem ao jig, seja em long fall, alternado com half pitch.


É nesta altura em que a malta que só sabe fazer speed jigging perde-se e começa a desesperar!!....mesmo quando conseguem marcar algumas bolas de peixe e caiem em cima deles...eles acabam por não responder.

O pior é que para essa malta, esta fase pode demorar uma semana ou 1 ou 2 meses...Pode durar sabe-se lá quanto tempo!!!

Ainda bem que eu não tenho que esperar esse tempo e posso fazer o que mais gosto..:-)


A verdade é que quanto mais eu faço SP, menos me apetece fazer speed jigging. Não que eu não goste de speed jigging, mas a verdade é que em termos de técnica, a diferença é abismal!!


Para terem uma ideia, apenas tenho estado em dois pontos, pois continua a não valer apena andar de um lado para o outro enquanto a lua não mudar e com ela levar os FDP dos baiacus!!!

Alguns dos peixes tem atacado o jig em long fall e com ele colado ao fundo...o que me leva alguma das vezes a pensar que é outro peixe..hahaha....mas isso dura pouco tempo....só até eles começarem a correr...hehehe


Aqui fica uma fotos de mais um dia neste lindo mar..:-)



                      Um grande abraço e até breve

                                    Luís Malabar

quarta-feira, 15 de março de 2017

SPJ....o trio de AJ´s



Boas Pessoal....




A pesca não tem sido nada fácil, mas com calma lá tenho dado com alguns peixes..:-)


Nem sempre podemos esperar que o peixe se encontre activo e que ataque tudo que se mexa..apesar de levar sempre comigo o set de speed jigging, para dizer a verdade nem o tenho usado. Apenas tem andado para trás e para a frente mas não há maneira de lhe dar uso...hahaha

Eu continuo adoptar a táctica de não perder tempo a andar de um lado para o outro, mas sim a permanecer numa zona ou duas até que o peixe venha ao jig ou que o jig active a sua vontade de comer..

Já faz muito tempo que na sonda não marca praticamente nada!!!..nem pouco nem muito.

Neste dia decidi sair muito cedo para aproveitar a falta de vento e a maré, abasteci no dia anterior e mal o dia estava a nascer, já eu estava a navegar em direcção ao ponto.

Assim que comecei a sondar verifiquei que continuava tudo na mesma. Por isso escolhi um jig maior e mais largo com glow e comecei a sondar om o set de SP.

Nem passava 2 minutos quando tenho o primeiro ataque e ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...peixe com muita força e eu alivio o drag, deixando-o correr à vontade para se cansar......a luta demorou um pouco mas que bem que soube para começar o dia..hehehe...:-)

Como os peixes têm estado com força eu tive que usar um truque  e até por causa da corrente que não dá muito jeito para quem está sozinho, mas a verdade é que se não faço isso, levo uma tareia deles e demoro mais do dobro para os cobrar.




Depois de guardar o peixe voltei à carga e escolhi outra zona quente para explorar, mas desta vez demorou mais tempo até voltar a ter o segundo contacto do dia...

Esse deu-se quando estava a uns 15 metros do fundo...senti uma prisão mas não o ferrei. Como não consegui efectuar a ferragem, larguei logo de seguida o jig e verifiquei que ele tinha atacado novamente o jig pois a linha estava a sair mais rápido. Enrolei rapidamente e sinto-o ferrado do outro lado...hehehe...e uma vez mais o peixe dispara e  ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzz...mais um Pia..:-)


Volto a fazer o truque para conseguir recuperar metros e para me ajudar a puxar pelo peixe sem me cansar muito...e passado alguns minutos consigo-o colocar à tona de água e pelos vistos tinha engolido o jig todo...hahaha.....tinha aspirado o jig e eu já estava a imaginar a operação que eu ia ter que fazer para lhe sacar o jig...hahaha.



Depois de guardar o segundo peixe reparei que a corrente estava a aumentar e o vento também...Hum!!!..não ia ter muito mais tempo até ter que dar por terminado o dia de jigging!!



Pois bem, subi um pouco a norte de onde estava e uma vez mais voltei a deixar cair o jig.........

Os minutos foram passando e quando eu já estava a preparar-me para desistir...volto a ter o 3 ataque e o que seria o ultimo do dia..hehehe.....à que bruto.....ZZZZZZZZZZZZZz..zzzzzzzzzzzzzzzzz......corre corre que eu não te faço mal...hahahaha



Com o motor sempre a trabalhar para acertar o barco enquanto combatia o peixe, não demorou muito para que o conseguisse colocar a bordo junto com os outros dois...:-)


Estava feito mais um dia de jigging e que não tinha sido fácil pelas mais variadas razões. Talvez visto de fora pareça mas acreditem que não é fácil puxar por eles quando o peixe não quer comer nem está para ai virado.



O que interessa é que o dia estava safo e já podia voltar a casa com o objectivo cumprido,..hahaha....E trazia comigo um belo trio de AJ`s...:-)

amos a ver se com a mudança da lua e das águas se eles aparecem em força para que vos possa mostrar mais um pouco da beleza desta terra que é Angola..:-)



                       Um grande abraço e até breve

                                      Luís Malabar