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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

SPINNING UMA AVENTURA NO SEU INÍCIO

O INICIO DA GRADARIA

Tudo começou com as conversas e relatos dos meu grandes amigos e colegas do GANG, que de quando em vez fazem uma saída para SPINAR vejam bem...eu que toda a vida pesquei ao fundo seja chumbadinha ou outras vertentes e principalmente SURFCASTING a paixão que nos move.

Sempre para mim como para muitos pescadores considerei a pesca com amostras algo estranho, foge completamente a toda aquela panóplia de acessórios e técnicas que reflectimos e pensamos em cada jornada precavida e estruturada para encontrar o peixe, com dias por vezes semanas de antecedência, que montagens usar?, que tipo de anzóis?, tamanho e espessura de linhas?, e que ISCOS VIVOS usar, ...... pesca sem sujar as mãos de isco, sem ficar a cheirar mal será pesca propriamente dita?!?!?!?!
Desta vez contrariei a instinto!!! Tenho os amigos mestres nesta arte para me ajudar, tenho um caniço de spinning há uns 2 anos que se viu água foi algum dia que lhe choveu em cima, tenho uns carretos pequenos tamanho 4000 com multifilamento, logo não custa nada experimentar, e assim nos dias em que não há tempo para toda a logística que um surf em condições exige é só meter as coisas no carro e desfrutar do mar com a amizade dos amigos.
Com estas ideias em mente pensei....porquê falar com os santos masters quando tenho o "deus" da pesca com amostra como grande amigo??? Luis Malabar quero ver se gosto de spinar tenho cana e coiso e tal como é que esta coisa dos peixes pintados funciona de dia e de noite, o que devo fazer e que cores comprar, ele como sempre sendo o grande amigo que é começa a disparar marcas, nomes, modelos, pesos formas de trabalhar amostras....bem ele é o Guru que não restem dúvidas, no fim lá fiquei com uma ideia inicial do que comprar de amostras e o que fazer. Fui à loja comprar as ditas cujas com selo de campeãs cheio de fé mas com a mente no que aquilo significava....iniciar um novo estilo de pesca que nada podia esperar para já.



Ora tenho uma bolsa para as guardar, tenho vadeador do surf, caniço de spinning 3m, carreto e tal, só falta experimentar, Guilhas e Santos...vamos lá??....e os meus peixes pintados nem tiveram tempo de se habituar à nova casa já estavam a sentir a brisa marinha nocturna, os 2 amigos explicaram onde podia usar sem ficarem nas pedras, como recolher e principalmente como o Luís Malabar tanto disse LANÇA E RECOLHE, NÃO INVENTES, PARA JÁ SENTE SÓ AS AMOSTRAS A TRABALHAR, e lá fui eu, lança recolhe e lança recolhe, até que acertei e sente-se mesmo a nadar, umas com mais tensão outras menos, umas voam mais outras menos, umas temos de recolher mais rápido para as sentir nadar outras podemos fazer mais devagar e ficamos logo a pensar que podemos fazer umas estar mais tempo na zona de ataque de peixe e outras menos....é pá isto afinal até é giro, e tem ciência!?! OK NÃO É SURFCASTING...mas tem ciência e ainda agora comecei deve haver muito mais para aprender.



Só a brisa do mar a bater na cara e a companhia deles já vale tudo, quanto mais estar a sentir uma nova forma de pescar, ...ainda que seja com peixinhos mortos pintados com cores estranhas!!!
Infelizmente a noite foi escolhida às 3 pancadas, e apesar de não haver vento havia algum limo "tabaco" na água que me fazia e aos meus colegas limpar o nó do chicote muitas vezes, mas lá andava...lança recolhe, lança recolhe....todo contente com os pés de molho a sentir o mar, e que prazer me dá, arrefecer e mente e aquece a alma!!!
Até que tive a brilhante idéia de....bem eles devem andar longe, perto nem dão sinais de vida, e lá se vai os conselhos dos amigos, vai de uma zagaia e  ZÁSSSSSS e recolhe e ZÁSSSSSSS e ......reco.....reco.....reco-nada, estava agarrado a um pedregulho, bem lá se vai a 1 coisa morta e pintada que finge estar viva....aprender sem perder material não seria a mesma coisa.....o Guilherme e o Santos lá me deram na cabeça mas eu tinha de tentar e sentir a cana lançar uma coisa que mais parecesse uma chumbada, que vício, erro meu eles são mestres mas há coisas que temos de ser nós a aprender, e daqui vem 2 lição,....chicote novo 0,45 fluorcarbono, Rapala na ponta e Zássssss.....recolher e Záááááááá.....lá vai a Rapala a brilhar pelo ar com o reflexo da lua como se de um meteorito se tratasse......pois.....os nós aqui não se pode facilitar....se são 6 voltas no multi para cima e 6 para baixo apertar bem......tem mesmo de ser e testar bem o nó....a Rapala nem fez 12h na minha mala de amostras e já estava devolvida ao mar....ups.....aqui não se devolve o bicho está morto só está pintado a fingir de vivo hahaha
Com isto, uma pesca de experiência que era para ser umas 2 ou 3h durou 5h é giro irá ficar muito mais tenho a certeza! Principalmente no dia que sentir um tarolo a puxar do outro lado a adrenalina de o fazer com água pela cintura com uma cana destas deve ser do outro mundo, mas este não foi o dia, valeram 3 grades uma para cada um, não era o melhor mar para spinning dizem eles e eu confio naturalmente.

Ficam desta forma várias coisas em mente, vou voltar lá e ganhar mais experiência, vou fazer umas pescas com o grande Luís Malabar quando ele cá vier, vou continuar a aprender com todos os meus amigos esta nova pesca que me início, e vou comprar uma Rapala nova visto que a outra deve estar a fazer de brinco na Estátua da Liberdade.

João Rocha

Gang // Os Pescas

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ROBALO AOS PÉS

ROBALO AOS PÉS



Boas a todos.

Tenho feito cada vez mais estas escapadelas ao spinning. A logística é pouca ou quase nenhuma basta agarrar no material, uma garrafa de água e fazer-me à estrada.
Aproveitando o mar caído e uma maré baixa por volta da meia noite, resolvi ir até um spot que com estas condições pode sempre dar uns peixinhos.
A ideia era pecar no máximo 3 horas, 1 da vazante e 2 da enchente. Até porque no outro dia tinha passeio bem cedo com os miúdos.
Cheguei parque de estacionamento, vesti os vadeadores, e rumei ao pesqueiro. Mas quando me começo a aproximar o mesmo estava cheio de malta a pescar ao fundo. Então tive mudar logo para o plano B que já tinha delineado.

O spot do plano B não tinha ninguém à pesca o que me permitia bater todos os fundões e bater uma área maior. A ideia era andar o máximo em cima dos cabeços e lançar para trás dos mesmos ou na diagonal para os fundões.
Lançamento atrás de lançamento e já tinha explorado bastante o mesmo cabeço e fundão e sigo para outro. Mas neste outro não sentia tão bem o trabalhar da amostra e começo a voltar para o outro. Isto sempre dentro de água e sempre a lançar.

Já em cima do cabeço onde tinha estado primeiro e faço um lançamento e já estava a pensar enquanto recolhia que ia trocar para uma zagaia a ver se o peixe andava mais distante. Já no final da recolhida e com a amostra a dar já algumas cabeçadas na areia, a 3 metros de mim com mais ou menos 40 cm de água um enorme SPLASH (que me ainda me assustou) e zás, cana dobrada e peixe ferrado. Posso-vos dizer que nem me lembro de dar ao carreto, o peixe atacou tão perto de mim, que apenas tive de ir recuando até uma zona seca para deitar a mão ao robalo.
Coloquei-o no saco e voltei à carga. Ainda tive mais um ataque mas este não ferrou.



Posso-vos dizer que foi bastante engraçado a maneira como este robalo atacou, pois a amostra já vinha a dar cabeçadas na areia, e eu já estava a levantar a ponteira da cana, pareceu quase um ataque a um passeante. O mais provável era o robalo já vir atrás da amostra à algum tempo e assim que viu que estava a ficar sem água atacou.



Grande abraço e até breve.

Material:
CANA: Shimano Nasci 2.70m
CARRETO: Shimano Biomaster C5000 FB
LINHA: Sufix 832 0.19
AMOSTRAS: MaxRap FHC


GUILHERME

segunda-feira, 29 de maio de 2017

( SPINNING) DUAS BAILAS A ZAGAIA

Olá.

Sem grandes peripécias para contar aproveitei o mar grande esta semana para ir fazer uns lances rápidos a boca da lagoa a procura das bailas... Entre duas perdidas ainda safei uma quileira e outra mais pequena. Foi para desenjoar dos sargos, não pode ser sempre o mesmo.

Fica a foto, com a minha zagaia talismã...


ZAGAIA: SAKURA SPIBACK CHINCHARD


MIGUEL BRAVO




terça-feira, 29 de novembro de 2016

( SPINNING) ROBALO XXXL, O SONHO COMANDA A VIDA!!!


Boas.
Antes demais perdoem me a demora pois os 10 dias que tinha previsto para a publicação já passaram, mas por vezes ao escrevermos, a caneta ( teclado) leva-nos para outros mundos, e fizeram este relato demorar um pouco mais, até porque adoeci e ainda se juntou a ele uma dedicatória que queria fazer.

Fica por isso o meu pedido de desculpas. Espero que entendam, e que valha a pena os minutos de leitura.

...

Tive muitas dúvidas na escolha do título... Não sou de sensacionalismos, acho-os contra a minha forma de ver este desporto.

Gosto muito da pesca, daquilo que ela transmite, do poder que ela tem na minha vida, para andar a fazer folclore cada vez que se apanham bons exemplares. Até vos digo que me dá muito, mas muito mais prazer fazer um relato de uma pesca com os amigos do que pescas em que fiz grandes capturas. Algumas nem os relatos fiz na vida... Não me apeteceu...

Faço até bastante spinning, mas talvez por sentir uma pesca mais solitária mesmo que o faça acompanhado quase sempre, raramente faço os relatos. Gosto de transmitir momentos, não peixe. Acho que desde o 1º dia que digo o mesmo, e já vão longínquos 9 anos a escrever relatos na Internet.
... para se ver peixe e mais peixe, basta ir ao google e escrever a espécie que se quer ver.

Por isso e porque me têm perguntado bastantes vezes porque não faço mais relatos de spinning, vou deixar não a promessa, mas o desejo de fazer alguns este ano. Não me levem a mal não sentir sempre a mesma pica...

...

Sobre a pesca em si, sobre o tal relato e tal do tal peixe que já perceberam todos ser um record, um monstro... Olhem, não nego que é algo que sonhava, que a muitos anos queria. Sentir que se atinge o topo da tabela é magnífico, agora já me sinto realizado e logo com 1 dos 2 peixes com que mais sonhava que acontecesse ( robalo ou dourada). Claro que já apanhei peixes bem maiores e mais fortes como a corvina, mas em Portugal julgo que o marco de atingir este patamar tem mais ênfase com um desses dois peixes. E mais ainda sendo de terra, sem sondas, sem ajudas... Soube muito bem, sinceramente, soube mesmo.

...

Felizmente tenho tido a sorte de apanhar bons peixes ao longo dos últimos anos. Tirar corvinas de 40 kg., sargos de perto de 2 kg. , douradas de 4 e 5 kg e robalos de 5 a 7 kg. já me deixaram nos ultimos anos bem feliz, mas olhar se me perguntassem qual o objectivo em termos de peixe, diria que nas 4 espécies que mais procuro, gostava de ao menos sacar 1 exemplar do topo da escala... E sempre, teria que ser um monstro na sua espécie. Não um peixe, um monstro...

 Por isso o título é em forma de alegria, e duma mistura nostálgica do orgulho de ter pertencido a uma escola que tinha como referência e nome um dos maiores poetas Portugueses de sempre, e um dos que tem os poemas que mais gosto... Acaba por ser um marco...

Quem nunca ouviu falar de Rómulo de Carvalho?... Não?

E de António Gedeão pessoal? Pois!!! É esse mesmo. O tal da Pedra filosofal!!!

Vou deixar por isso um pequeno marco, para mim maior do que o peixe que tenho para vos mostrar hoje. Eu tive a sorte te ter vivido momentos únicos nessa escola, tive a sorte de ter sido delegado de turma e de ter sido Presidente da Associação de Estudantes da minha escola do Coração... A Escola secundária António Gedeão... E apesar da nostalgia, do orgulho, da felicidade de ter sido presidente da associação dessa escola, um dos melhores momentos que tive como estudante, e na altura não lho dei o devido valor, foi o de ter recebido o meu poeta favorito... Imaginem bem o que é para um chavalo de 17 anos, receber o seu poeta favorito, ainda por cima em plena semana do aniversário da escola e de festas... Lembro me de ter levado um valente puxão de orelhas de uma das muitas amigas que tive como professoras do conselho directivo por ter bebido uns copos a mais nesse dia... lol... Agora que fecho os olhos, lembro dele, a subir o palco, muito velhinho ( faleceu meses depois), e de lhe ter apertado a mão... Sim ao homem que um dia escreveu o meu poema favorito, não porque seja o mais brilhante que já li, mas porque brilhantemente reproduz uma mensagem simples, mas de força, de esperança, de tudo o que hoje consigo sentir como homem e como pai. O sonho comanda a vida!
Muitas vezes é ele que nos faz seguir...

...


Alguns dos meus grandes amigos viveram comigo esse sonho, sonho que se pode reproduzir de muitas maneiras e feitios, sonho que pode ser vivido com distintos feitos... Foi o sonho que comandou Portugal a ser campeão Europeu este ano? Foi o sonho que vos fez a vós lutar muitas vezes na vida por tudo o que acreditam e acham que querem viver? Reparem, o sonho comanda mesmo a vida, é ele que de muitas formas nos mostra um caminho, nos faz procurar um caminho melhor e mais feliz, um caminho banhado com um enorme sorriso... Por isso o homem que escreveu o poema cumprimentou me naquele dia, e hoje 19 anos retribuo a sua magia...

Imagino que alguns pensem...

... Estranha forma a minha de viver o sonho, mas sabem, cada qual vive o a sua maneira, pois o meu sonho é apenas ser feliz e estar com quem gosto, tudo o resto virá sempre como acréscimo.

E se de marcas que ficam para sempre neste desporto todos acabamos por ter, este momento é algo para sempre, o momento em que se chega a um patamar maravilhoso e muito difícil de alcançar...

Não que seja algo que procuro loucamente neste desporto ou terapia que é a pesca, mas sim, gostava de pode dizer que naqueles 4 ou 5 peixes que pesco mais, cheguei ao final da tabela, lá bem a cima, uma vez que seja... O resto sinceramente interessa me muito mais estar com a malta, com os meus amigos a divertir me, do que propriamente preocupado em apanhar mais e mais... Sinceramente move me mais o lado humano da coisa...

São tantas as vezes que evito a confusão, são tantas as vezes que prefiro pescar feliz do que fazer uma pesca feliz que ainda mais marcante é para mim...

Por isso...

Não irei falar em pesos, perdoem-me mas a crueldade do mundo virtual é tamanha que prefiro guardar para mim e para os mais chegados. Uma pessoa por mais que goste de partilhar o preço a pagar por vezes tem mais kgs. do que os peixes que apanhamos...
Fica no entanto a ideia de que tinha 110 cm. mais 7 cm. que o meu anterior maior de há 1 ano atrás sensivelmente.

E na realidade não é isso que julgo que interessa. Já me passaram pelas mãos muitos robalões, muitos tarolos, peixes lindos, enormes, mas este... este pessoal... Nunca tinha visto uma cabeça assim... Ao vivo era ainda mais impressionante, um peixe, lindo, o verdadeiro TAROLO.

Sabem, estou feliz, claro que sim, mas... Não estou eufórico, não me deu para tal, lol. É verdade que merecia um copo de champagne, ou um belo de um sushi Top, mas... sinceramente dormi relaxado e de manhã foi bom revê-lo de novo antes de o ir arranjar...

Vamos agora que já vos macei com mais uma das minhas secas ao relato do meu robalo XXXXXLLLL... :).

....

Durante a semana a vontade de ir fazer um spinning era muito. Mas a Nortada estava a dificultar a vida. Observei o Windguru e o Instituto para que dia seria possível. Pelas minhas contas, depois de observar tudo, só vi um dia, 5ª feira. Era o único dia em que o mar estava baixo o suficiente para spinnar, e mesmo assim era no limite. Ficou marcado, e durante a semana fomos falando para ir controlando as alterações do clima. Felizmente nada alterou e pudemos ir...

E julgo que é aqui que começa o melhor do relato... O Miguel foi ter a minha casa e enquanto comia e preparava as coisas, fomos falando na escolha entre 3 spots... Já lhe tinha dito que queria ir a um spot mais isolado apesar do acesso ser pior para tentarmos dar com peixes menos batidos. É bom procurar o peixe, não estar sempre nos mesmos spots a espera da sorte.
A minha ideia prevaleceu, e ele lá acedeu.

...

Bem, como tinha o meu vadeador por limpar e já começa a precisas de ser trocado, perguntei lhe se tinha o dele, e ele prontamente me ofereceu o que tinha em casa dele para levar, que estava optimo segundo ele... Boa!

Agarrei na tralha e lá fomos... Tivemos que passar na casa dele, para ele ir buscar o material dele e o vadeador para mim...

Ele e o vento... Fui observar o mar, estava incerto e um pouco acima do que eu gosto... Mas nada a fazer, já lá estava...

Resolvi me ir vestir, e quando vou a agarrar no Vadeador ia me passando, então não é que o vadeador tinha buracos!!! Sim buracos. E as pernas estavam todas descosidas...

- " Miguel o que é isto? Vou ficar encharcado!"

- " Não pá, isso é assim, não entra água"

- " Miguel, o Vadeador TEM BURACOS PORRA!!! Como é que não entra água?"

E o gajo riu-se, ainda a gozar. Mais uma vez tramou-me. Eu não aprendo que não posso confiar nele.

... Depois de estar 10 mn. a espera da donzela, ele lá se despachou e lá fomos... Chegados lá começamos num dos 3/4 buracos que sabemos que é bom e onde temos tirado peixe...

O Castigo do Pézinhos começou aqui. Esqueceu-se do telemóvel no carro e lá foi ele fazer uma grande caminhada até lá... Eheheh!!! Subir pedras para ir até ao carro... É para aprender!!!

Fiquei eu a tentar... Lancei tudo pessoal, Zagaias para ir longe e sondar o pesqueiro, mas em zona de pedra só podia dar barraca...Jerks, Vinis... Troquei tudo o que era cores... nada. O pôr do sol nem um peixe deu... Ah e eu assim que pus os pezinhos na água fiquei todo encharcado, lol. Em vez dos meus 90 kg´s já devia ter 120 KG. para carregar... O Vadeador parecia um pass vit. Esperei pelo Miguel para lhe agradecer e disse-lhe que iria procurar o peixe a outro buraco, e lá fomos. Pedra atrás de pedra lá andámos a procura mas a coisa estava sem actividade nenhuma.
Resolvemos voltar mais para perto do carro, ali o mar batia menos, o suficiente para sentir as amostras a trabalharem mais e para conseguir me chegar junto ao mar para poder meter a amostra mais longe.

Após meia dúzia de lançamentos troquei a amostra e assim que o fiz, a sorte uniu-se com a experiência, com o saber. Mas sem ela nada acontece. Sabem, agora a frio é muito mais fácil analisar e poder ter essa ideia...

Vejamos: O Miguel deixou o telefone no carro, demorou uns 15/20 minutos, se ele não tem ido ao carro, já tínhamos trocado de lugar antes, se o tivéssemos feito não estaria no lugar certo a hora certa... Para contra balançar a balança... E quantas vezes se passa o contrário e saímos do lugar certo a hora errada? Bem, vamos esquecer esta parte que é real que lá eu raramente me lembro. Acho que lá só me lembro de pescar... Não há stress, não há sorte ou azar, há o lançar, lançar, lançar...

E eu lancei, lancei, lancei.

Estava a dizer-vos que tinha acabado de trocar a amostra... E procurava o melhor lado da cana para a sentir a trabalhar na perfeição... Avistava luzes ao longe de outros pescadores mais a sul e curtia aquele fresco típico das noites de Outono, uma maravilha, quando senti um pequeno ataque na amostra, e virei de repente a cara para a ponteira, uma fracção de segundo foi suficiente... Já estava a espera do seguinte... Num ápice, ele tornou a atacar a amostra, e aí de uma forma bruta e ainda ia a mexer o braço para a ferragem, já a cana tinha dobrado toda... E o meu drag, bem apertado, acreditem que estava muito apertado, cedeu uns metros ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ... E ainda bem que o fez... Nem por sombras imaginava o que tinha do outro lado... Após várias tentativas de correr, sem que eu o deixasse fazer muito, tive que ceder um pouco e abrir ligeiramente o drag. Comecei a sentir o limite da linha, e tive receio de perder aquela pedra com barbatanas... Não levou muita linha porque eu não o permiti, não perdi o controle da coisa, e em parte julgo que o peixe para o monstro que é, podia me ter dado mais pica...

Mas não se julgue que foi fácil... Ainda sem o ter visto não fazia ideia ser um monstro assim, chamei o Miguel para acender a lanterna e controlar ali a zona da escoa junto as pedras... Foi segundos depois que o vi pela primeira vez ao cimo de água... Quando lhe vi a cabeça já sabia do que se tratava... E foi aí que tive mais calma com a coisa... Ele veio ao cimo no inicio da rebentação e eu sabia que o tinha que tirar dali do meio das pedras ou era o fim, antes da zona da escoa, zona onde seria impossível segurar um peixe assim com aquela linha... Devagar fui deixando o peixe comandar q.b., sem nunca apertar demais tinha um bocado de praia ao lado e tinha que lá chegar... Quando consegui, tudo ficou mais fácil...Foram uns 5/6 minutos ali com o peixe, cima, baixo, corria com ele por cima das pedras e dava pouca linha e de seguida aproveitava bem a ondulação para o ir trazendo... O Miguel quis ir buscá-lo algumas vezes, mas eu ia lhe dizendo para não o fazer, ter calma... Sentia que um toque na linha seria fatal antes do momento certo e tive calma a finalizar a captura... Ele lá andou ali mais uns 4 ou 5 sets embrulhado até eu ver uma escoa forte com uma onda maior, e decidi ser rápido... Dei uma corrida até lá abaixo e quando veio a onda, recolhi, recolhi, e apertei com cana, carreto, e linha para se aproveitar aquele que era o melhor momento... Ficou praticamente a seco, e aí sim, disse lhe para o agarrar rápido antes que outra onda me "roubasse" o meu troféu.

...

E finalmente pudemos contemplar um monstro daqueles... Um robalo XXXL, bem maior que um que tinha apanhado a cerca de um ano, este com uma cabeça do tamanho do mundo. Um monstro, daqueles dos contos de fadas... Neste caso dos contos dos pescadores!!!

...

Foi mais um grande peixe, solitário, que coloriu uma noite que se adivinhava complicada...

Pusemos o peixe a seco... E voltámos a pescar...  Dei a volta a mala das amostras, mas apenas senti mais uma pequena porrada seca e sem continuação... Mesmo com o frio que se fazia sentir eu já estava com calor... Ou então era da falsa calma que ia sentindo. Tranquilo, sem grandes palavras... Lá ia carregando o fardo, e não era um anel!!!

No meio disto, mais um momento a Miguel!!!

... Sai se com esta:

- " Vês, ainda bem que o vadeador está todo rasgado, se tens calor assim, olha se não tivesse a entrar tanta água!!!"... Lata não lhe falha.

Decidimos dar por terminada a pesca... Estava feito.

Como de costume, quem perde carrega o peixe... Mas tive pena dele... Tão longe do carro e com aquele animal para carregar, lá o ajudei e dividimos a meio o fardo... Tipo Frodo e Sam do senhor dos anéis... E com o " PRESCIOUS" para carregar!!! Um fardo que é o sonho de qualquer pescador...

Não tenho grandes peripécias para vos contar por isso, até acho que o melhor momento é o do vadeador furado, e ele a dizer me que era mesmo assim!!! Acho que agora que escrevo e sorrio com isso acho mesmo que foi o melhor da noite!

...

Foi um peixe lindo que capturei, numa noite em que a sorte se uniu com a experiência de conhecer bem o spot. Quando se unem estes dois factores, tudo flui naturalmente. E naturalmente este peixe fica de recordação para mim... Um record é sempre um record, e foi com alegria que o partilhei logo com grandes amigos...

O meu chão não estremeceu, mas como diz o meu amigo Manuel Peres:

- " Filipe, podem apanhar muitos peixes, mas aqueles que tirámos, esses... Já ninguém nos tira, o resto são cantigas, são records de uma vida"... Pois é Manuel, este ninguém mo tira mais. É o peixe de uma vida, um sonho, um sonho que qualquer tem na mente...

Agora que a coisa passou e estou sentado no sofá só a escrever, sinto isso mesmo. Penso no meu robalo e nas memórias que um dia vou ter sobre ele. Vamos ver se um dia ainda consigo bater este record... Saber que apanhei um peixe com cerca de 19/20 anos deixa me nostálgico... Vagueando um pouco sobre o meu raciocínio, após ter consultado algumas tabelas...Terá ele nascido no dia em que Rómulo de Carvalho me apertou a mão em pleno palco na minha escola? Terá o sonho que ele escreveu vindo parar ao sonho que eu vivi?


Agora que a tabela chegou ao fim, resta procurar um dia superar este...
Porque os nossos records construímos nós, não os outros!!!
E porque um record batido, deixa espaço para outro o bater...
...

uma destas meninas fez me muito feliz...



O sonho comanda a vida!!!






1,10 metro de robalo!!! Um record para a vida. Um sonho que se tornou realidade.

Os sonhos são para se viver...


P.S. - Perdi ao longos dos anos muitas pessoas especiais, tive uma amiga, a Alexandra Guedes, que viveu com cancro muitos anos e que perdeu a batalha recentemente depois de lhe terem dado 6 meses de vida... Dos 6 meses ela fez anos, é devastador ver uma pessoa de 20 e poucos anos privada dos seus sonhos. Da ilusão da cura, ela fez um sonho chamado vida, e fez o imaginável para o viver.
E claro que a situação da Xana não é diferente da que muitos já viveram ou presenciaram.
Sabem que viver a vida acaba por ser uma roleta, e a bola preta pode calhar a qualquer um. Mas a Xana, como sempre lhe chamei era uma sonhadora e uma lutadora, e tudo fez para viver o seu sonho de viver...

Para ela que sempre viveu o sonho, e que a vida lho tirou, para ela que tinha na Pedra filosofal o seu poema favorito e que esperou até ao último fôlego que eu lho lesse na cama do hospital, fica uma lembrança que jamais vou esquecer. Jamais vou esquecer dos momentos bons, únicos, dos sorrisos, dos stresses, das birras que fazias que me enlouqueciam, jamais vou esquecer que tive uma amiga que viveu a mensagem deste título, deste poema de uma forma única e que lutou por o seu lema até ao fim... Uma amiga que vem dos tempos da escola secundária, e que muitos sorrisos me deu na vida.


Costumava dizer te que 1 dia ia apanhar um peixe tão grande, mas tão grande e abria os braços e ria com a loucura apaixonante que sabias que eu tinha pela pesca, e tu costumavas dizer me para ter juízo, que lá ia agora apanhar um peixe desses... Longínquos 20 anos já passaram desde essas conversas...

Por isso hoje, fica a lembrança das tantas vezes que lemos aqueles versos lá nos muros da escola... Fica a lembrança da tua pessoa. A vida é o que é e sempre achei que tinhas uma coragem de ferro, tinhas uma força enorme, poucos teriam atingido o que conseguis te em anos...

Este é para ti amiga... Sabes o quanto gostavamos de ti. A vida é uma roleta russa... Saiu te a bola errada, como podia ter saído a qualquer um...

Todos sabiam qual era o teu lema, e alguns tatuaram no corpo o teu sonho... Custa ver os teus irmãos tão perdidos...



Um dia tornamos a falar xaninha.

Ainda te lembras? Então lê comigo:

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança...

IN MEMORY OF, ALEXANDRA GUEDES...








Material:

Canas: Hiro Magister, Shimano Stradic
Carretos: Shimano Stella, Hart q, 
Amostras: Vega Akada, Duo Tide Minnow Flyer, Rapala Max Rap, Lucky Craft Flashminnow, Savage Sandeel


FilipePC

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

( SPINNING) TOPWATER, O SPINNING DE VERÃO...



MAIS UMA INVESTIDA AOS PASSEANTES COM A SAVAGE PANIC PREY DE COR MÁGICA A DAR CARTAS.

UMA BELA ANCHOVA, ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
UMA LUTA BRUTAL, UM PEIXE QUE DÁ MUITA PICA E VONTADE DE REPETIR...

UMA SURPRESA SEM DÚVIDA... E U EXEMPLAR MUITO BONITO...


MIGUEL BRAVO

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

(TOPWATER) SPINNING COM PASSEANTES


Anteontem a actividade dos sargos era tão pouca que resolvi fazer uns lançamentos com passeantes...

Durante 10 minutos o mar fervilhou e as gaivinas ao longe mergulhavam loucamente.

Não dava para chegar lá, mas via se a loucura dos peixes.

Como só tinha uns passeantes tentei ver se algum se chegava e consegui algumas capturas entre muitas desferragens. Foram minutos de adrenalina pura ao TOP WATER com umas bailecas malucas a atacarem cada lançamento que fazia.






CANA:
CARRETO: SHIMANO SYMETRE FJ
AMOSTRA: SAVAGE PANIC PREY ( TIPO GHOST AYU)


MIGUEL BRAVO

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

( Spinning) Dia de Records e estreias...

Boas.

Julgo que todos temos as nossas pescas favoritas, e não vou dizer que a minha preferia é esta, porque não é... As ordens até podem mudar consoante a vida, o crescimento pessoal, mas julgo que no meu caso tem se mantido mais ou menos igual...

A juntar a isto o pouco tempo para explanar tudo faz com que seja complicado fazer todos os meses todas as pescas que gosto...  O Spinning é uma pesca cativante, no meu caso que adoro pescar com Jerks, sempre que posso lá vou fazer uma "rapidinha".

A aproveitar as férias do Guilherme, ele veio ter comigo a meio da tarde para se ir testar umas canas de surf para ele comprar e depois irmos fazer um spinning ao final do dia.

Assim que saí, fomos a minha casa comer qualquer coisa e trocar de roupa e fomos logo ter com o Miguel para rumarmos ao pesqueiro... Chegados lá... Bem!!! Que ventania. De frente, sim de "fronha". Com rajadas a bater nos 35 km´s hora, voltámos ao carro e tivemos que conferenciar...

Não tínhamos grandes chances, a maré estava na reponta e ir para outro lado era perder o pouco tempo que tínhamos e ficar ali, assim era aceitar que íamos sofrer... Ou então, esperar que é verdade que o Guru se despediu do WINDGURU, eixando o Wind sozinho. Ora se o Guru era quem entendia da coisa e o Wind somente entende de informática já se entende as falhas dos últimos meses. Era rezar que a coisa estivesse errada e que o vento baixasse...

O sol estava a despedir-se e lá nos vestimos e preparámos para mais uma pescaria.

Chegados ao pesqueiro vai de começar a lançar e nos primeiros momentos... ainda no luco fusco... Quando olho para o lado já estava o Guilherme a recolher... Cana dobrada, ele foi recuando para não folgar a linha e uma grande alegria. É que ele começou a pouco tempo a spinnar, para ele apanhar um peixe, que já perdeu dois nas duas anteriores pescas,  foi algo de sensacional. De certeza que com o tempo ele vai ficar pro... Mas pronto, ao fim de meia dúzia de tentativas já está feito e desgradou. Uma alegria muito grande. Sabem que quando falo da inocência é a isto que me refiro. Sinto saudades de estar a começar. O amor que sinto por a pesca é tão grande, que consigo absorver e viver cada segundo, mas sinto saudades do início, de quando me motivava estas etapas. Por isso quando o vejo fico feliz. Ainda para mais sendo o Guilherme. Foi essa alegria que invejei naquele momento... O momento em que fomos cumprimentá-lo. Aquele sorriso dele diz tudo, e para mim, desculpem me mas diz muito do que é um pescador lúdico. Julgo que muitos entendem. Não está em causa o tamanho pois é um robalo de 800/900 gramas mais ou menos, mas epa... Muito bom. Muito feliz por ele...

Claro que motivámos e troquei logo de amostra, assim que vi a cor da dele. Lançamento, mais outro e outro... Ficámos ali uns 15 minutos sem mais toques... Resolvi ir com o Miguel mais ao largo ver se dávamos com peixe mas o limo dificultou muito e perdemos bastante tempo... Para nada. Ainda fomos fomos ao Plano C, mas também tinha limo. Lá voltámos para o mesmo spot onde ficámos os 3 a bater aquilo ao pormenor... Com a maré já a correr bem, a zona formou 3 caneiros, dois com remoinhos fortes... Estava ali o "momento", estava ali a nossa chance... Claro que todos entendem pelo título que se a estreia já foi, falta o record... E que bom... para o júnior... Pois é... Sem estar a espera, de repente vejo novamente a minha direita uma cana vergada ZZZZZZZZZZZZZZZ e desta a brincadeira era outra... Larguei a cana e corri para perto dele mais o Guilherme... Tentei logo ajudá-lo, mais a tranquilizá-lo, para ter calma e entender a forma de tirar um peixe ali o que com a corrente e escoa não é fácil. O perigo de ele falhar naquele momento pode ser fatal... Mas ele, mesmo sendo o record dele esteve bem, não falhou, teve sangue frio e percebeu como tinha que fazer... Sem nunca folgar a linha... Acompanhar a onda, ir com ele... vir com ele... E lá o pôs a seco... O Guilherme foi lá agarrá-lo e disse-lhes logo para tirarmos umas fotos para recordar. Vale a pena pois o peixe é lindo. E que feliz fico de o ver tirar um tarolo.

... Bem, lá estava eu a ser gozado... O puto qualquer dia fica preso numa rocha com uma corda e vai ter que pedir ajuda aos "cangarejos" para o soltarem antes que a maré o tape... Para palhaço do circo ele dava resultado!!!

E lancei, lancei... Lancei e nada... E como estávamos longe do carro já estava a ver o que tinha que andar com o peixe... Porra! Espera aí... É melhor inventar qualquer coisa... Olhei para a bolsa de amostras... E pese embora sentisse que não era pela aguagem que não tinha apanhado nada, sentia que as amostras não me estavam a trabalhar nada bem... Vai daí, meto uma com a palheta maior. Comecei a sentir muito melhor o trabalhar da amostra e senti-me mais confiante na captura... Enquanto aproveitava a noite fria mas tranquila, com a sorte que tivemos nesta em que de um vendaval, a noite ficou uma paz, sinto uma ferragem brutal. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ e o peixe arrancou, embora não tivesse o stella trancado, ele estava bem regulado, e portanto sabia que já tinha algum tamanho, mas aqueles arranques ZZZZZZZZZZZZZZZ estavam a ser fortes demais para o que me parecia também ser o peixe. Entretanto eles vieram em minha direcção e ligaram as lanternas... Eu ia trabalhando o peixe, sempre a correr a esquerda, e lá o vi na escoa ao cimo. Ao ver o tamanho dele, interessante, mas não um tarolo de 6 ou 7 kg. tranquei mais o drag e foi a bruta. Puxei-o, aproveitando a escoa e meti-o a seco onde percebi o porquê de tanta potência e arranques. A parte de ser um bonito exemplar, e numa idade onde eles têm muita força e genica, o peixe vinha com as fateixas de lado na boca e no dorso por fora. Ou seja, tinha toda a possibilidade de correr e explorar a sua potência. Já apanhei robalos 3x do tamanho deste que não me deram 1/3 do gozo deste. Muito bom. Foram ali segundos de magia.

...

Magia aparte, olhei para o Guilherme, ri me para ele e disse-lhe a frase do filme Taken, um filme que vale a pena verem...


Guilherme, já estás a perder, és tu que carregas o peixe até ao carro... amigo... " Good Luck"


Mas ele por se ter estreado nem se importou muito, lol... Todos estávamos felizes e isso é que interessa...

Andámos ali mais uma meia hora a ver se dávamos com mais alguns mas a meia noite demos por terminada a coisa... Cansado mas feliz por aquelas 3 horas com dois bons amigos, por ter apanhado aquele sunset maravilhoso e por ter feito o que tanto gosto: Pescar. 

Rumo a casa, tempo para uma amena cavaqueira e para um momento hilariante ao deixar o Miguel em casa... Os peixes estavam os 3 juntos ele agarrou no tarolo, mas o Guilherme começou a dizer que ele tinha levado o meu e tal... Ele dizia que não, mas via-se a dúvida, andava para a frente, parava e dizia " não, não pode ser"... E já na porta de casa, olhava e olhava para o tarolo e rodava-o e tal... E diz: " Epa, deixa lá ver a rede" E vem na direcção do carro... Eu rapidamente fecho a porta, o Guilherme faz o sinal de " Levas te a boca"... E liga o carro... Um fartote!!! Assim vale a pena pescar...

Isto é que vale por tudo...



O resto é só peixe...














Material: 
Canas: Vega Ogawa,  Shimano Stradic, Shimano Navi
Carretos: Shimano Stella, Shimano Nexave, Shimano Biomaster FB
Amostras: Duo Tide Minnow Flyer, Vega Akada, Daiwa Saltiga, Shimano Silent Assasin, Daiwa SP Minnow


FilipePC, Guilherme, Miguel

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

( SPINNING) Camaleões do plástico !!!

Boas.

Enquanto se espera pelo frio de rachar que tarda em chegar neste Outono com sabor a Verão vamos aproveitando estes dias maravilhosos e os lindos pôr de sol que vamos tendo.

Julgo que para quem vive intensamente a vida do mar, sabe bem o quanto este momento é maravilhoso. Para nós e para o peixe. E nesta altura ele tem um clic qualquer especial. Acho simplesmente maravilhoso. Só por isso já vale a pena ir...

 SIMPLESMENTE BRUTAL!!!

Mas vamos ao relato, de um final de tarde/noite que valeu muito a pena...

Um dos maiores "erros" que avisto em alguns pescadores é serem tão fixados no que conhecem e tão pouco afoitos a procurarem a sorte. Não existe forma de no mesmo sitio com a mesma modalidade conseguir sempre resultados. A menos que o resultado esperado seja apenas apanhar ar, como muitas é prioridade. Mas se for para se procurar peixe muitas vezes temos que ser autênticos camaleões.

Ou te adaptas a natureza ou se queres que ela se adapte a ti, vais ter muitas grades, e algumas delas em dias em que o peixe até anda por lá...

Olhando para a maré de amplitude alta e que prometia muita corrente decidimos ir procurar umas bailas e algum robalo... Levámos os jerks e um Plano B. E ainda bem...

Chegados ao spot, tal como prevíamos estava muito limo e tivemos que mudar de spot... Chegados ao spot B, já com o Pézinhos meio descrente e até eu... Olho para o mar... E disse-lhe logo... Vamos facturar... O mar está perfeito para as zagaias...

Estavam lá alguns conhecidos, quer ao fundo quer ao corrico, e procurámos logo ir para a zona quente que se via bem ao longe tal as correntes que se verificavam... Chegados lá... Os Jerks como se via não chegavam lá... E a malta do corrico estava a penar, alguns por usarem linhas muito grossas e que não os permitem chegar longe. Assim que trocamos dos jerks para as zagaias... O Miguel começou a ter uma actividade brutal... Era toques, ataques, ferragens, desferragens, era peixe a seguir a peixe... Já ele ia com 6 no saco e outros tanto desferrados e eu nem um toque...




Devem estar a perguntar porque eu não metia uma zagaia igual à dele? Bem, eu tinha e estava a usar... Mas a minha tinha a colher, tipo azoiana, e vejam lá que nem tocavam... Impressionante o que uma simples alteração produz. Para perceberem o porque de muitos dias não apanharem e o do lado apanhar. Zagaias iguais, lançadas para o mesmo buraco, ele era peixe seguido, eu nem um toque tive. Perguntei-lhe se ele tinha alguma sem a colher e ele tinha uma... Mas montada com apenas um anzol ( não gosto nada, acho que só mesmo em zona de muita pedra)... E toca de lançar... Recuperar devagar e assim que passou no HOTSPOT, pimba. Toque, ferragem, desferragens na zona de cruzamento de águas... De seguida igual... E depois o mesmo... Já bufava por todos os lados... De seguida ferro uma baila das grandes peixe acima de quilo,e trabalhei-a enquanto pude, numa força de água brutal... Já aos pés quando a vou a levantar, cai mesmo a minha frente... Estava capaz de entrar na água a nadar! E logo de seguida, mais ataques a mais desferragens, outra já com ele aos pés... Passei-me! Disse ao Miguel para aguentar que ia lá atrás trocar qualquer coisa... Agarrei na zagaia fui a um jerkbait, tirei uma fateixa e pimba. Era Fateixa e anzol, tudo ou nada... E lá voltei para perto do Miguel que já ia de saca bem composta... Assim que lancei... Taruz!!! E só dizia ao Miguel enquanto bufava por todos os lados:

- " Quero ver se agora desferram"... E lá veio a primeira...

E de seguida... Outra ferragem...

Entretanto o telefone dele tocou e foi atender... Com o anoitecer, ele perdeu o resto do tempo de pesca activo... Eu era só lançar e já estava... Que actividade brutal... Enquanto a noite não tomou totalmente conta do dia... Era sempre a malhar... Uma das bailas deu nos uma ajuda e disse-nos que cor tínhamos que escolher da amostra!!!



Com a maré a baixar também muito começamos a ter vontade e necessidade de avançar mais e como por aquele lado não dava andamos por caminhos a ver se conseguíamos ir lá... Mas o que arranjámos foi uma dor de pernas brutal, até cambras me deu e o Miguel como sempre muito despassarado deixou o tlm no bolso, sem o meter dentro do bolso do Vadeador e bye bye tlm...

Com o cansaço voltamos para trás e fomos ao mesmo spot onde a actividade tinha desaparecido e deu para irmos brincando mais um pouco... Testámos uns jerks novos, fizemos uns lançamentos e depois disse para ele...

- " Dá cá a tua cana.. Vou apanhar um peixe com ela..."

E como de jerk não estava a ir lá, vai de zagaia para ir mais longe... E estava eu a recuperar o mais devagar mais que dava quando levei uma boa porrada... Comecei a recolher e quando tentava subir o buracão que lá estava com a escoa em sentido inverso, fiquei parado com o carreto... Que força tão grande que aquele buraco produzia... Não fosse a fateixa e a baila estar tão bem ferrada... É que não conseguia dar a manivela. Nada... Foram segundos só a espera que levantasse de lá... E quando o consegui já não parei de recolher, com a noção que era uma baila das boas, daquelas de greladas no carvão, escaladas, são uma delícia. Gorda. Uma baila de quilo e tal... Bem linda.

Ainda fizemos mais uns lances, mas já era perto da meia noite e decidimos dar por finda a pescaria...

Lições... Que podem servir sempre qualquer um de vós... E claro a mim porque se aprende a cada lançamento seja de que modalidade for...

Quem pensa que o peixe tem que todos os dias comer da mesma forma e da forma que sabe engana-se... O peixe não come o ano todo a mesma coisa, o peixe não está sempre sempre no mesmo local a mesma hora ( mesmo havendo conceitos que se confirmam a que vamos chamando de ciclo )... Os locais não estão sempre iguais, os peixes percorrem percursos que se alteram quer pela natureza, quer pela mão do homem... Adivinhá-los ou digamos que senti-los pode ser a diferença entre trazer uns peixes ou nada trazer.

Felizmente, temos tido a capacidade de sermos camaleões... E assim vamos fazendo uns peixes e vamos curtindo esta noites amenas de Outono...

Ah... E outra lição que se deve aprender com o Miguel... Nunca, mas nunca confiar no que ele nos empresta... Seja roupa, comida, amostras, nunca estão como ele diz... lol, agora estou a ser mauzinho, mas perdi tanto peixe com a sua super zagaia montada a la "catch and release" Ai ai... Quem me manda não ter ido logo tratar de trocar o anzol assim que vi aquilo!!!

Fica a foto de alguns dos peixes... Um pôr do sol em cheio e um anoitecer de muita actividade com muitas capturas... As bailas estão gordas e nós só temos que dar com elas...







Material:
Canas: Shimano Stradic Spin, Hiro Magister Lure
Carretos: Daiwa Exceler, Shimano Stella SW
Amostras: Fiiish BM, Williason Gomame, Williamson Gomoku, Maria Mucho Lucir



FilipePC, Miguel

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O primeiro a chegar de Portugal... :-)


Boas pessoal....


Mais um dia ao trolling, mas como gosto de parar no destroço afundado para ver se os pungos andam lá, foi o que fiz, assim que cheguei lá sondei a zona, e vi no fundo encostado à parede do destroço 2 peixes grandes a meio metro do fundo...Hummm!!!.

A esperança não era muita, pois um conhecido meu tinha andado pela zona nos dois dias anteriores e nem um toque tinha tido. Mas uma coisa é às rapalas e outra coisa é ao vinil..:-) Claro que quando eles andam mais alvorados as rapalas são mortais e muito mais eficazes que os vinis. Mas neste pesqueiro não é o caso, pois eles andam sempre colados ao fundo salvo raras excepções e horas do dia.

Mas onde estes peixes estavam, a colocação do barco no sitio certo era tudo. Então fiz a deriva, depois de ver o vento e a corrente, para bater certinho no sitio deles. metro e meio para cada lado e era a desgraça do vinil, pedra, cabos e redes. 

Apertei o drag e com calma fiquei sempre a olhar para a sonda..........o destroço e a parede começavam a surgir na sonda, a passar dos 17 metros com o topo aos 13 metros até que cai a pique de volta aos 17. Assim que desçe, deixo cair o vinil na ré do barco sabendo que mal batesse no fundo ou atacavam ou tinha que tirar o vinil.

Assim que chegou ao fundo, dou dois toques ao de leve e Pimba.....tum..tum..e vai de rebocar, pois assim que ela tenta arrancar já estava safo, ela arranca já fora de perigo...mas com apenas curtos arranques, pois o saltiga estava bem regulado. Este já era um Pungo bom e um macho, pois assim que o tirei, estava a deitar esperma. Grade já não era..hehehehe...e como é óbvio, se havia outro lá embaixo, com o este ferrado já  o outro tinha arrancado para fora dali.


Pelos visto este pungo tinha conseguido fugir dos 200 vinileiros que vivem e dormem na expo à pesca...hahahaha 

O dia estava feito, mas como estava no começo da pesca, decidi ir ver outras zonas para trollar, a ver se enganava mais algum, ou outra especie. Mas a verdade é que a zona mais promissora que havia, eram redes por todos os lados que até metia nojo!!!..não é que eu tenha problemas com as redes, simplesmente as redes que eles usam aqui, são corda e não de nylon!!!...grossas como o caraças e não há peixe de jeito que se enfaixe nelas. Assim é que nem eles apanham nada, nem deixam apanhar nada...uma bela merda!!!

Então decidi voltar para casa e guardar forças para o dia seguinte, na esperança de quando forem recolher as redes e não virem peixe, que as recolham e as metam bem longe dali!!!

Foi mais um dia de Inverno e pelos vistos está a começar aqueçer...hehehe


                                         Grande abraço e até breve

                                                    Luís Malabar

terça-feira, 30 de junho de 2015

O Inverno está a chegar...



Boas pessoal..


Com o fim do verão e o já com dois meses passados desde o inicio do cacimbo, a procura pelos pungos e os outros peixes aumenta. Mudam os peixes, mudam-se as armas...passamos de chumbo para plástico...hehehe.

Felizmente este ano arranjei um sitio para poder pescar com vinis aos pungos...uma pesca que já fazia em Portugal muito antes da azáfama que se vive hoje em dia às corvinas. Simplesmente a diferença de Portugal para aqui é só o terreno....Pedra, redes já velhas agarradas a pedra, cabos e metal!!!...podem ver que não é um sitio confortável para se usar fateixas acopladas aos vinis...hahaha...até os black minnow sem fateixa ficam presos lá embaixo....uma desgraça!!.

Mas como tudo na vida, aprendemos e evoluímos em como tirar peixe daquele destroço perdendo o mínimo de material possível. E isto significa colocar o barco no sitio preciso e apertar um bom bocado o drag para não dar hipótese ao peixe de correr para lado nenhum, a não ser na vertical..hahaha.

Claro que até aprendermos a perca de vinis é uma constante. Por exemplo, ao inicio aparecia na sonda o que parecia ser uma bola de comedia e no meio dela e por cima os peixes...mas o que parecia ser uma bola de comedia na realidade era uma ou mais redes presas no topo do destroço, que com o tempo vai criando vegetação que atrai os outros peixes. O problema era quando o vinil chegava ao fundo, nem os BM vinham para cima!!....após 8 vinis que foram à vida, aprender como pescar naquele pesqueiro, lá consegui ferrar alguns peixes...:-)

Claro que nada de especial, mas já tinha saudades de tirar Corvinas, neste caso pungos, com vinis. Em vez de ser só ao trolling. A verdade é que também perdi alguns peixes à pala dos BM, nada que eu já não soubesse mas com aquele terreno extremo a possibilidade de perder o vinil era menos, sendo que a gota de água foi um pungueto que devia ter uns 15 kilos já à tona de água!!!...desferrando-se antes de o agarrar.

Para quem não sabe, já em Portugal, chegava a cortar os anzois dos cabeçotes e só pescava com fateixa acoplada ao olhal do cabeçote. E aproveitava para colocar os ratlings onde ficaria o anzol do cabeçote. Só vos digo que não fugia nada, e depois de ponderar muito, foi o que fiz, pois mais vale correr riscos, do que perder peixe à pala do material. E foi o que aconteceu, a primeira a ir, como é normal...ficou...:-)

Fartei-me de rir com dois pescadores numa chata mesmo ao pé de mim, que só diziam...Chééé...a cana vai partir...hahaha...é normal, pois como só pescam com linha de mão, não estão habituados a ver canas de jigging a vergar...hahaha...claro que a trevalla mal vergou mesmo com o saltiga um pouco apertado...hahaha.


Mas voltando ao dia de pesca, após ter tirado o pungueto e não ver mais nada na sonda, decidi que era altura de trollar para outros sítios. Então percorri 3 zonas e consegui ferrar mais 3 peixes para fechar o dia de pesca. Uma garoupa, um pargo luciano e uma rabeta, todos pequenos mas que animaram o dia, pois para quem faz trolling, sabe que sem toques é uma seca. Mesmo assim é engraçado como as fotos enganam
bastante...hehe..até parece que a garoupa e o pargo são anões...hehehe

Para terminar, ainda tive um peixe bom, que mesmo com o carreto trancado, conseguiu fazer uns arranques e cortar o leader nas pedras, levando um piercing na boca.

Pois é malta, finalmente a temperatura da água já anda nos 18 graus e com ela os peixes finalmente estão a chegar...:-)

Com calma e muita luta, ainda vou ter umas historias para vos contar este Inverno...hehehe.



                                    Um grande abraço e até breve

                                                Luís Malabar

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Top Water Spinning Video



Boas Pessoal..



Espero que gostem do video, pois é totalmente dedicado a todos os amantes de spinning..:-)

Quero apenas dizer que gostaria que fosse 1h de filme, mas infelizmente a velocidade da net aqui em Angola é muito má. Para terem uma noção, para carregar um video de 4 minutos demoro pelo menos entre 8 a 10  horas no mínimo.

Este video mostra apenas uma ínfima ideia do que se passou durante 2 horas. Da mesma forma que lamento algumas vibrações durante as filmagens, pois como estava sozinho, torna-se muito complicado com a camera na cabeça, o mar abanar o barco e o peixe a puxar, manter a camera estática.


Em relação ao video, o material usado, foi o mesmo que usava em Portugal para a pesca de superfície aos nossos robalos. Uma cana da shimano, a Ultrega e o carreto, o Stella 5000 SW. Com a linha da sufix 832, 0.20 e com o leader  de nylon de 0.80. Apenas aumentei a espessura do leader, pois estes peixes têm uns dentes em serra e muitas vezes engolem tudo.


Também durante o filme, quando aparecer o carreto, não é para mostrar o carreto, mas sim para verem o drag do mesmo a disparar. Infelizmente, a velocidade da saída da linha é tanta que parece que a bobine está estática..hahaha...se alguém conseguir ver a bobine a girar, dou-lhe os parabéns, pois eu vi e revi e não consigo ver..hahaha. Mas a intenção é que conta..hehehehe.

De resto espero que se divirtam por uns breves 4 minutos em 1080 HD e até breve amigos :-)



                                    To be Continue.....

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Top Water Spinning Trailer...



Boas Pessoal...


Espero que estejam todos bem e a divertirem-se a fazerem o que gostam mais...A Pescar..:-)

Este trailer serve apenas para aguçar os apetites e é dedicado a todos os apaixonados, tal como eu, pela arte de pesca, o Spinning, que estão espalhados pelo nosso país e pelo mundo fora.


Ainda não sei quando é que o video estará pronto, pois os meus sogros chegaram e a minha preocupação, como devem entender é o bem estar deles e que se divirtam muito enquanto estiverem aqui connosco..:-)

Mas prometo que valerá apena esperar...hehehe.


                 Até lá um grande abraço e força amigos

                                      Luís Malabar

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

( SPINNING) Primeiro peixe ao spinning - Robalo 3.5 kg.

BOAS...




Pescaria apalavrada a uma semana e confirmada ontem durante o dia, saio do trabalho as 16 e vou a correr fazer tudo para a minha Maria não me chatear a cabeça  8)
Vou busca-la ao trabalho e primeira chatice, logo ontem que estava com pressa resolveu sair mais tarde, já ia perder boa parte da maré.
Larguei a Maria (acho que só me faltou dar-lhe um chuto para sair mais depressa do carro) lá vou eu ter com o parceiro de pesca.
Chegamos ao pesqueiro e vimos logo que as condições estavam muito boas, mas tínhamos que nos despachar que aproximava-se a hora da maré, e apesar de dar para pescar de qualquer forma, há mais probabilidade de obter resultados com a maré a encher.
Já vinha com a cana montada de casa, e com uma Lucky Craft verde e cinza pendurada, optei por não a mudar devido a luminosidade do pesqueiro. Recebi umas dicas do meu parceiro de pesca, muito mais experiente do que eu, e ele só dizia que tinha o drag muito aberto, sigo o conselho dele e fecho o drag mais um bocado, não conseguindo quase puxar linha a mão do carreto. Faço dois lançamentos e sinto uma cabeçada na amostra, sem resultados. Continuo a insistir, o meu parceiro sem sentir nada. Como sou impaciente ao fim de meia dúzia de lançamentos troco de amostra e meto uma Yozuri com o lombo preto e barriga metálica, daquelas que ao apontar a luz reflecte todas as cores e mais algumas (não me perguntem modelos e referencias que não decoro nada  :P)
Primeiro lançamento com a yozuri três maniveladas no carreto e zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz cana toda vergada e carreto a cantar como se não houvesse amanhã. O meu companheiro só dizia para ter calma e para fechar o drag mais um bocado. Muita paciência no recolher, puxava eu para cá e o bicho zzzzzzzzzzzzz para lá, até ver o lombo do bicho aos meus pés. Com ajuda do outro lá metemos o peixe a seco. As minhas pernas tremiam de tanto nervoso. Primeiro peixe ao spinning e logo com uma marca difícil de bater outra vez, 3.5kg. O resto da noite foi um insistir e trocar de amostra. Já quase a desistir-mos, o meu companheiro estava a fumar um cigarro e a falar comigo, ferro uma baila quase aos meus pés, não lhe digo nada e meto-lhe o peixe aos pés, nem se tinha apercebido  ;D ;D . 
Isto tratou-se de sorte de principiante, já que ele tem muita experiência e capturas e ontem nem um toque teve na cana dele.



Chegado a casa levantei a Maria da cama, já dormia profundamente, e dizia-lhe, desculpa lá mas tens que vir a cozinha ver o peixe que apanhei. Ao tirar-me as fotos só se ria com a minha cara que pelos vistos radiava alegria e felicidade.

Agora é insistir e tentar apanhar outro, que se não for maior pode ser do mesmo tamanho que eu não em importo  ;D ;D ;D



Material utilizado:

Cana: Hiro Magister Lure 3.30 20-80grs
Carreto: Colmic Simba 4000
Linha: Multi Power Pro 0.22

NUNOC.