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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

SPJ...EM BUSCA DA BLACK MAMBA



Boas pessoal...




No ultimo relato falei sobre o que eu considero o inicio de tudo seja na vida como na pesca.

Uma vez mais, toda a informação que eu vos possa transmitir nestes relatos para vos ajudar, se baseia única e exclusivamente na minha experiência. 

Antes de chegarmos à parte do video e verem o resultado, é preciso perceber e falar sobre o caminho.

Vou começar por explicar o que eu faço num dia normal de jigging antes de escolher um dos pontos de pesca no meu GPS e também tentar ajudar a resolver um pouco da dor de cabeça que é o sonar/sonda para muitos pescadores.

         2º ( O que define a escolha de um ponto de pesca )

Em primeiro lugar tenho em conta a estação do ano. Depois vejo a lua, marés, a amplitude das marés, temperatura da água e no final o vento.

A lua define a actividade do peixe, a que horas se alimenta e se de dia ou de noite. 

A maré e a hora da preia-mar como a baixa-mar vai definir a predominância de certas espécies em determinados pesqueiros.

A amplitude da maré (aguagem) define a deslocação ou não do peixe e a profundidade a que vou pescar.

A temperatura da água vai ajudar a definir ou não, a existência de certas espécies tal como a sua actividade nesse dia.

Por fim o vento, que determina em caso de não fundear, a necessidade de um maior controle ou não das derivas.

No caso da intensidade do vento ser maior, é sempre aconselhável pescar mais baixo se os outros factores forem favoráveis. Se a intensidade do vento for fraca ou nula, podemos explorar as zonas mais fundas pois facilita as derivas.

Depois de ter estes dados escolho o primeiro ponto em prol da espécie que mais beneficia das condições nas primeiras horas do dia. Por exemplo, se tivermos pontos a começar nos 30 metros e acabar nos 300 por onde começamos?? Nos 30 ou nos 300 metros??O que vai definir a nossa escolha??

Imaginando que eu não saí no dia anterior e não sei se certas espécies se encontram em certos pontos, a minha opção se aos 30 ou 300 metros será sempre definida pela amplitude da maré (Lua).

Se a amplitude da maré for grande (Lua cheia e Lua Nova) maior serão as correntes, logo será aconselhável pescar a baixa profundidade. Isto para evitar a aguagem e diferenças de camadas de água em sentidos contrários impossibilitando trabalhar o jig em condições correctas. Se a amplitude da maré for pequena (Quarto crescente e Quarto Minguante) menor serão as correntes, logo são aconselhadas para pescar fundo.

Se imaginarmos que nesse dia eu estou perante uma aguagem média, e a viragem da maré se dá ao início do dia, a minha escolha vai ser começar nos 300 metros. Pois mais vale aproveitar a viragem da maré com o mínimo de corrente existente e à medida que for aumentando com o passar das horas, começar a diminuir a profundidade a que vou pescando.

Desta forma, consigo bater diversos fundos desde os 300 metros até aos 70 ou 30 metros privilegiando sempre o trabalhar do jig. Se fosse ao contrário, quando chegasse aos 300 metros já não ia conseguir trabalhar o jig sob as mesmas condições.



                                     3º  (Sonar / Sonda)


Agora vou falar apenas um pouco sobre o que acredito que seja uma dor de cabeça para muitos pescadores…O SONAR/SONDA.

De que serve a tecnologia evoluir se não nos dermos ao trabalho de explorar, aprender e usar essa tecnologia? 

O Sonar ou sonda não é mais nem menos do que os nossos olhos debaixo de água. São eles que nos vão transmitir toda a informação que precisamos. Mas para isso temos que aprender a ver através dele e a decifrar todo o tipo de informação que nos possa dar.

De nada serve ter o melhor sonar do mundo se não soubermos tirar proveito dele.

Uma boa maneira para relacionar o tipo de fundo com o que se vê no sonar é usar o jig sem assists para sentir o tipo de fundo. Apesar da potência dos transdutores que existe hoje em dia para diferenciar o tipo de fundo, em certos casos não é nada fácil. Como por exemplo entre areia, lodo. Com o jig, torna-se mais fácil de relacionar o que se vê com o que se sente, no caso do lodo sente-se uma leve sucção no jig ao sair do fundo e no caso de areia não, apesar de em ambos os casos aparecer no ecrã o mesmo fundo macio e de fraca intensidade.

Não esquecendo que, quanto maior for a profundidade pior se torna a definição do fundo, dificultando a nossa tarefa na sondagem e prospecção de fundo. Caso não sintam bem que tipo de fundo é através do jig, basta colocarem um jig mais pesado e sem assists até que percebam o tipo de fundo.

Não esquecer que o fundo vai ajudar a definir o tipo de espécie. E mesmo quase todas as espécies mudam de fundo consoante as suas necessidades alimentares, acasalamento, etc..ao longo do ano.

Também não devemos esquecer que o transdutor dá muita informação necessária além do tipo de fundo e de peixe.

Uma delas é a diferença de temperatura e de corrente a determinada profundidade. Isso vai ajudar a definir onde é que andam as presas e os predadores além do trabalhar do jig. Para quem não sabe, se modificarmos os parâmetros do gain e do ruído, vamos poder ver as bolas de camarão fino ou de pequenas presas numa certa camada de água, geralmente próximo do fundo. A camada de água onde se encontrarem as presas é sempre composta por água mais limpa e a camada acima delas será a de água suja.

Isto é importante, pois a camada de água suja, além de ter uma diferença de temperatura em relação à de água mais limpa. Também ela faz de barreira impossibilitando as presas de subirem. Logo facilitando os predadores no ataque, esses normalmente circulam entre as duas camadas de água, geralmente na divisória da barreira.

Caso as presas se distribuam ao longo da coluna de água, o mais provável é que a temperatura é uniforme tal como a sua coloração. Nessas alturas torna-se mais fácil de detectar os predadores pois têm que se distribuir uniformemente pela coluna de água.

Em relação à quantidade de peixe que aparece na sonda ser pouco ou muito em determinados dias tem a ver com a amplitude das marés. O excesso ou a falta de corrente vai definir na circulação seja das presas como dos predadores, menos algumas espécies sedentárias que aproveitam para atacar o que a corrente lhes trouxer.

Basta ter em atenção que nas grandes luas o peixe passa por nós e nas luas de menor amplitude temos que ser nós a dar com o peixe. Acredito que o principal factor de isto acontecer se deve ao arrasto do peixe, seja ele presa ou predador. Despendendo o menor esforço possível. As correntes arrastam as presas e com elas os predadores, daí o aumento de actividade no sonar.

Em relação aos peixes sedentários como as garoupas, abróteas, Meros, Chernes…etc..

Já existe à muitos anos uma função no sonar/sonda, que foi melhorando ao longo do tempo e que nos permite eliminar o sinal do fundo. Deixando apenas o que se encontra colado ao fundo e que não faz parte do fundo.

Na maioria dos casos essa função nas definições tem como nome, White line ou Edge.

Esta função ajuda bastante quando queremos ter mais hipóteses em dar com os sedentários, sendo que todos eles são muito oportunistas. Quero dizer com isto que eles não vão despender energia para correr ou atacar, logo aconselho a procurarem pequenas bolas de presas nessas zonas específicas. A verdade é que a dificuldade maior na busca destes peixes é conseguir que o jig caia o mais perto dele possível.

Em Jigging, a técnica que privilegia mais o ataque desses sedentários é de longe a de long fall. 

Privilegiem os jigs lentos e que tenham um wobbling acentuado durante a queda, podem ser largos como longos e pesados. Tudo depende das condições do dia e profundidade. A maioria dos ataques acontece mal o jig toca no fundo antes de começarmos a trabalhar o jig, outros só o fazem à 2 ou à 4 vez. Depende da espécie de sedentário ou da distância a que tiverem do jig.

Não esquecer que nem todos os sedentários vivem na pedra ou se alimentam na pedra. Muitos percorrem a zona entre a pedra e a areia/Lodo em busca de comida e quando ferrados arrancam direitos à pedra. Nunca esquecer que a força deles reside no fundo ao contrário dos pelágicos.

Descobrir uma pedra no meio da areia ou de lodo, ou detectar uma elevação de meio metro (laje) quando parece não existir diferenças no terreno, pode ser a diferença entre gradar ou capturar um Cherne ou um Mero de 20 quilos.Saber trabalhar com o zoom é fundamental quando o terreno aparenta ser liso.

É obrigatório conhecer o terreno de caça, pois pode ser a diferença entre capturar ou perder o peixe. 

Pela simples razão que de nada serve forçar o nosso material quando ferramos uma garoupa e estamos num terreno onde não existe pedra maciça num raio de acção de 50 ou mais metros, ou num terreno de cascalho.

Resumindo e concluindo, se aprenderem a trabalhar com a vossa sonda vão perceber que podem confiar na informação que ela vos transmite e começar a controlar realmente o que estão a fazer e não andar ao sabor do vento. 

Não tenham receio de mexer no vosso sonar pois ele é mais uma arma que podem e devem saber usar.

O jigging não é uma pesca de espera como quem pesca ao fundo com isca (Sardinha). No jigging independentemente da técnica nós caçamos e nos movimentamos em busca dos predadores. O mesmo acontece quando falamos de peixes sedentários, pois trata-se de uma pesca de precisão. O mesmo já não acontece com os Pelágicos, pois a caça é feita num raio de acção específico.

Voltando ao dia de pesca....

Depois da ultima incursão ter corrido bem, decidi voltar às profundezas em busca de outra Black Mamba...:-)

De qualquer das formas tinha que aproveitar o ultimo dia antes da mudança da lua e com ela o aumento das correntes marítimas.

A zona escolhida foi a mesma onde 2 dias antes tinha capturado o outro.

Quando cheguei ao ponto, reparei que naquela área as lulas eram aos milhares, marcavam na sonda e até deu para ferrar 2 ao jigging..hahaha


As baleias eram mais que muitas, umas ao saltos, outras a dar com as caudas e outras que queriam era comer até cair para o lado..hahaha.

Devo dizer que elas são muito bonitas mas é ao longe...hahaha..ter um animal com toneladas a 4 metros do barco, passar por debaixo dele e voltar a sair do outro lado não é para mim..hahaha

É a única situação que me deixa desconfortável e me faz esquecer o que estou a fazer.

Enfim!!...faz parte da natureza e se formos a ver eu é que estou no sitio errado..hahaha

O tempo foi passando e finalmente elas afastaram-se e eu pude voltar a concentrar-me no que eu estava ali a fazer.

As lulas eram ao milhares e eu gostei da parte das lulas, o que não gostei é que elas estavam distribuídas por todo o lado, dificultando-me a localização da Black Mamba.

Como eu disse no relato anterior, torna-se mais fácil quando no meio do nada detectamos actividade que vai desde o fundo e pode ir até alguns metros acima do fundo.


Visão real do que podem ver na vossa sonda à excepção dos predadores. Apenas coloquei ai para terem uma noção da distancia e presença deles.

Não pensem que esta espécie tal como as outras da família dela vai estar lá no meio das presas, mas acreditem que vai estar na periferia da confusão afastada à espera de uma oportunidade para se alimentar.



                     A mesma visão mas visto de cima para baixo


É o frenesim alimentar das presas (comedía) que atrai os predadores. É por essa razão que eu procuro sempre o peixe fino (presas) no sonar para localizar possíveis predadores.


     As presas afastam-se na medida em que o predador vê no nosso jig um alvo fácil. O predador avança e as restantes presas sobem ou afastam-se no sentido contrário à do predador

Passo a explicar a base desse fundamento. Nunca repararam que se tiverem a pescar peixe fino (carapau, caval, safias, besugo,etc) e um predador entrar no pesqueiro que o peixe fino deixa de comer e desaparece? Já viram alguma presa coexistir no mesmo espaço que um predador?

Claro que não e o mesmo acontece aqui e em qualquer parte do mundo. Eu quando pesco ao fundo aqui com o meu marinheiro já sabemos. Se de um momento para o outro o peixe fino deixar de comer. Já sabemos que é uma questão de tempo até o predador atacar as nossas linhas, nem que seja para roubar um peixe que já está preso no anzol.

Fazer outro tipo de pesca ajuda a recolher informações válidas para jigging. 

Voltando ao dia de pesca. Lá estive eu a sondar até que descobri um pequeno amontoado (presas) que ao contrário de toda a extensão, este vinha desde o fundo até uns 5 metros do fundo.

O que se passou a seguir vão poder no video e eu espero que se divirtam um pouco :-)



             
                             Um grande abraço e até breve

                                           Luís Malabar












segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SPJ E O MONSTRO DA PROFUNDEZA



Boas Pessoal..




Desta vez consegui finalmente gravar em video, a captura de uma das espécies mais interessantes e enigmáticas que eu encontrei neste mar. Já é o 6 exemplar que capturo na técnica de SPJ depois de muitas horas a explorar terreno e sempre a uma profundidade que varia entre os 200 e 260 metros.

Quando eu digo interessante e enigmático refiro-me  a diversos factores, tais como a sua dimensão, profundidade a que vivem e falta de informação sobre a mesma.


Como podem ver na foto acima, além de ter os dentes à frente, também possui mais uma fileira já no interior da boca. Estes dentes foi a escolha de substituir o leader e passar de 0.52 flúor para 0.80 mono.

Não é nada fácil pescar a esta  profundidade principalmente quando procuramos uma espécie especifica e temos outras 10 possíveis que não queremos atacar o nosso jig!!

Até ai tudo bem, ter contactos de outros peixes é sempre bom. Diz-nos que o que estamos a fazer é o correcto e que é só uma questão de tempo até conseguirmos cair com o jig o mais perto dele possível e ter um ataque! O que não é fácil é ter que recolher uns 260 metros de linha com um cantaril, rascasso, vidro, etc.. agarrado ao nosso jig vezes sem conta!!


Para mim pescar a esta profundidade ou até mais exige muito de nós. Disciplina, concentração, técnica, material, informação e conhecimento.

Eu acredito que a união (ligação) entre mestre e executante (pescador) é fundamental neste tipo de predador (sedentário). Não é uma pesca de raio como nos pelágicos mas sim de precisão. Para isso o conhecimento do mestre é fundamental.


Infelizmente só à pouco tempo é que descobri o nome desta espécie e por incrível que pareça não existe quase nenhuma informação disponível na net.

Toda a informação que adquiri ao longo do tempo foi com muitas horas de mar a fazer prospecção e a ligação entre os dois. Mesmo os exemplares que se tirou a pescar ao fundo com isca serviu para recolher informação fundamental para SPJ.

Eu penso que o mais importante de tudo não são os peixes, mas sim aprender o conhecimento que permitiu a captura do peixe, independentemente da espécie.

Eu gosto de ajudar e ensinar e abomino a ideia de levar comigo um dia o conhecimento que adquiri ao longo de anos de mar para o outro mundo.Toda a informação que eu vos possa transmitir, não vão ler em nenhum blogue japonês, facebook, forum,revista ou noutro sitio qualquer.  

Apesar de tudo que possam aprender comigo ou com qualquer outra pessoa ou entidade, nunca deixem de questionar esse conhecimento. Seja de outros como de nós próprios. Questionem, duvidem, experimentem, explorem, destruam, construam até que não restem duvidas.

Já faz bastante tempo que eu tenho vindo a constatar as mais diversas dificuldades e dúvidas por parte de diversos amigos e conhecidos relacionados com a prática de jigging, independentemente da técnica.

A maioria das dificuldades e dúvidas estão relacionadas com a captura de diversas espécies e na dificuldade de as encontrar.

Vou dividir a conversa em vários pontos e em DIVERSOS RELATOS, para desta forma dar a MINHA OPINIÃO sobre os verdadeiros problemas e como os superar no que diz respeito a este desporto.


O único assist que ferrou e trouxe o peixe é aquele que se vê na imagem junto do olho..No final verifiquei que se manteve na mesma e não sofreu nenhum dano. 

1º Parte (Abordagem e mentalidade)

Quando pensamos em jigging, todos nós sabemos o quanto pode ser frustrante e desgastante para o corpo passar horas e dias a fio e o tal troféu seja ele pelágico ou não, nunca aparece!!!...e como nunca aparece a nossa frustração aumenta e com ela colocamos em causa o nosso material de pesca…Será que o diâmetro do multi é elevado???.. Será que o nosso leader é grosso???...Será que o problema é do jig????...Da cana??..Do carreto??...É lento??...Rápido demais???

A culpa será nossa de não conseguir ferrar um peixe???

A minha resposta é que SIM e que NÃO.

Passo a explicar, SIM, pela simples razão que se alguém falha só pode ser culpa do homem (pescador), pois o peixe apenas faz o que sabe, ser peixe. E NÃO, porque muitas das vezes o nosso erro não está no material ou técnica mas sim na falta de conhecimento ligado à natureza.

A verdade é que nós não podemos controlar a natureza, mas podemos usar o que nos define como o maior predador à face da terra, o nosso cérebro. E a partir dai tentar perceber a nossa presa, como ela nasce, vive e morre.

Eu aprendi uma filosofia com o meu tio que era pescador profissional no Açores quando tinha 11 anos de idade e que ainda hoje me rejo por ela. Claro que só passado uns anos é que me apercebi da verdadeira importância das suas palavras, mas a verdade é que nunca me esqueci delas.

O que ele me disse foi: A pesca é como um campo de batalha onde o inimigo é o peixe e o soldado o pescador. Se queres chegar a general, nunca vás para a guerra sem conhecer o teu inimigo.

Eu acredito que o fracasso ou grades como lhe quiserem chamar de tantos pescadores, tem haver com a falta de conhecimento sobre as espécies que querem capturar.

É o mesmo que um caçador. Se um caçador quer apanhar javalis como é que vai caçar para um sitio que só tem lebres??

Como é que o pescador quer apanhar robalos, Lírios ou outro peixe se sabe pouco ou nada sobre eles??

Onde nascem? O que comem? como comem? têm casa? São solitários? Qual é a profundidade a que vivem? Se vivem sempre a essa profundidade? Quando é que acasalam? Etc….

O número de perguntas depende da vossa necessidade de respostas e da vossa sede por conhecimento. Mas para isso é preciso descobrir, estudar, pesquisar e por em cima de tudo aplicar no mar e ir limando esse conhecimento até diminuirmos a diferença que existe entre o que podemos controlar e o incontrolável (Natureza).

É preciso entender uma coisa…Ter bons resultados na vida dá trabalho!!! A pesca exige conhecimento e muito trabalho se queremos apanhar peixe. Não existem atalhos nem milagres nem santos e nem macumba que vos salve sem conhecimento.

A verdade é que eu não preciso de saber a razão pela qual a natureza disse ao peixe para só comer caranguejo, sardinha ou camarão a determinada altura…Mas eu preciso SIM de saber que ele só come caranguejo, sardinha e camarão em determinada altura!!! Isso é INFORMAÇÃO e CONHECIMENTO e se não soubermos isso é porque andamos ao sabor do vento e a “brincar à guerra”.

Quem gosta de brincar à guerra nunca pode aspirar, desejar ou querer melhores resultados. Tem que se contentar com a sorte…o destino…a natureza…ou até uma dica de um amigo ou conhecido que possua mais conhecimentos que ele.

A verdade é que quanto mais soubermos sobre uma espécie seja ela qual for, maior é a nossa taxa de sucesso. Menor é o esforço e número de horas que necessitamos para atingir os nossos objectivos.  É a diferença entre capturar muito, pouco ou nada, é a capacidade de saber estar mais vezes no sítio certo à hora certa.

A meu ver não existe ninguém melhor do que ninguém, o que existe são pessoas que sabem mais que outras porque trabalharam mais do que as outras. Porque o conhecimento que têm não lhes chega e ao contrário das outras querem mais. Não há problema em querer saber menos, os problemas começam quando se quer menos e se espera mais!!

O limite somos nós que o traçamos e mais ninguém, só nós é que sabemos o limite do nosso sonho...

Hoje deixo-vos com um video na técnica de Slow Pitch Jigging onde o protagonista tem como nome......BLACK GROUPER OU WARSAW GROUPER.


Infelizmente fui obrigado a encurtar o video de 15 para 6 minutos devido ao meu computador ser velhinho..:-)

Espero que gostem e que vos ajude de alguma forma..:-)



                             Um grande abraço e até breve

                                            Luís Malabar



segunda-feira, 19 de junho de 2017

SPJ....Nem sempre é fácil perder



Boas Pessoal....


Este video retrata a dificuldade que é quando damos de caras com os Papa Koikas....:-)

Nem sempre, independentemente de fazermos o nosso melhor, conseguimos ter sucesso!!

Se eu podia ter feito de maneira diferente!!??...sinceramente eu acho que não, pois se 80% ou 90% dos casos temos sucesso  e conseguimos capturar o peixe, não podemos deixar que os outros 10% ou até 20% mude a nossa forma de ver a batalha e de a travar.

Eu penso que vai haver sempre os 80 ou 90%  que vai correr bem e o restante que vai correr mal. Pois isso é a pesca, e ser pescador, é estar preparado para aceitar que vamos falhar, independentemente de ser difícil aceitar às vezes, ou até o dizer adeus aquele exemplar dos nossos sonhos..sem falar no que nós fizemos de bem mas que não chegou para conseguir a captura.

Eu vou ao mar todos os dias excepto os fins de semana, e todos os dias o mar me ensina que o dia é como uma dança...às vezes corre bem, outras não.

Neste dia não correu bem..hahaha...mas a pesca é assim...:-) Sometimes we win and sometimes we lose..


                                     


                           Um grande abraço e até breve

                                      Luís Malabar

quarta-feira, 22 de junho de 2016

( Trolling ) Quando o nosso melhor não basta....


Boas pessoal...



Os meus sogros vieram cá passar uma semana connosco e como não podia deixar de ser ia poder fazer uma semana de pesca com o meu sogro..:-)

Apesar de eu ter andado a tirar uns peixes ao jig e ao fundo mais o meu marinheiro decidi optar pelo trolling, para ver se ferrávamos algum mero, barracudas ou até algum pargo luciano visto as marés serem de grande amplitude.


Segunda feira!!!....tudo pronto e apostos e depois de chegarmos ao ponto coloquei as amostras dentro de água......passámos por vários sítios e quando estávamos a passar numa zona de meros, uma das canas verga e o drag dispara...ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ..ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ.....quando me virei para agarrar na cana é que me apercebi que não tinha trancado bem o drag do carreto antes de entrar nesta zona. O que fez com que o peixe conseguisse entocar e rebentar com o multi!!.....Fiquei lixado comigo mesmo, pois fui burro e esqueci-me totalmente e como consequência  uma mostra perdida.

Depois disto nem um toque tivemos até que decidi ir um pouco mais longe para ver 3 bicos de pedra onde podiam ter algum peixe...

Ainda aproveitei para  prender o barco a uma boiá que se encontrava lá. Com isto eu queria experimentar fazer um pouco de slow pitch para ver se ferrávamos algum mero ou até alguma garoupa chumbo. A verdade é que nem um toque tivemos...Hummmm!!!

Entretanto ambos ouvimos um barulho à tona de água e quando olhamos conseguimos ver um lombo que parecia de um pargo luciano, mas dos riscados vermelhos!!....e durante momentos ficámos sem perceber se andavam alimentar-se de outro peixe ou se andavam em acasalamento!!!

Eu virei-me para o meu sogro e disse-lhe, bem como ao jig não dá nada, vamos aproveitar e só passar por aquele bico de pedra e ver se alguma coisa ataca!!

Eu liguei o barco e optei só por colocar a trevalla com o Saltiga com um drag à volta dos 10 quilos, talvez um pouco mais e uma amostra dentro de água....assim que passamos com o barco pelo sitio a trevalla verga toda e o drag do saltiga dispara e ...ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ..ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZz.....e a linha rebenta!!!...isto sem sequer ter tempo para tocar na cana!!....Bem, se querem brincar então vamos brincar...hahaha...nisto a segunda amostra pó c.....


Volto a colocar 2 canas de big game com ambos os carretos de tambor totalmente fechados e novamente o saltiga com o drag para os 20 quilos. Ambos os carretos com multi de 80 libras e com leaders de 3 metros de nylon 1.20 ligados pelo FG Knot. Para terem uma noção da força do conjunto, já coloquei um pungo de 26 quilos à tona de água mal atacou a amostra...não têm hipótese nenhuma.

Querem brincar então vamos brincar...disse eu em voz alta e a rir para mim mesmo...hahaha

dou a volta com o barco e volto a passar pelo mesmo sitio quando de repente apenas oiço as 2 canas de big game a vergarem ao máximo e ambos os drags a dispararem descontrolados!!....ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ.......até que ambas as linhas rebentam!!!


Sabem aquele momento no primeiro filme tubarão do Steven Spielberg, em que os 3 estão no barco e depois de o tubarão ter feito algo que eles não queriam acreditar, ficam os 3 incrédulos no que tinham visto????.....Pois bem, foi isso que eu senti quando perante os meus olhos vi o que tinha acontecido. Ainda sem saber o que dizer ao meu sogro eu verifiquei o drag dos TLD´S e mesmo cortando a mão para puxar pela linha, não consegui tirar nem um centímetro que fosse!!!.

Eu ao contrário dos 3 gajos que estavam no filme do tubarão eu não fiquei para ver o terror que aquilo ia ser..hahaha...apenas disse ao meu sogro: Sr. Zé vamos embora pois eu não tenho nada superior ao que estou a usar para podermos ter uma hipótese. Só podia ser um peixe que tinha o poder para fazer aquilo...O PARGO LUCIANO...

Na terça feira optamos por voltar ao trolling mas desta vez ficámos pela baía para tentar apanhar alguma barracuda ou macoas, mas a verdade é que aqui é sempre um mistério qual dos peixes é que pode calhar...hahaha.

E após algumas horas sem um toque voltámos ao filme de terror com um arranque demolidor numa das canas que uma vez mais não nos deu tempo de dizer nada.....F#yFGGyHj(h%47.....filhos da.....e outra amostra perdida..Grrrrr.... e passado mais meia hora outro arranque demolidor, mas desta vez quando o peixe pela primeira vez dá um ar de ser puxado pelo barco ele desferra-se.....PORRA!!!!!....mas será possível!!!!...quando recupero a amostra, percebo que ele não desferrou, simplesmente o split ring desfez-se e vinha agarrado por uma unha negra à argola da amostra, também ela torcida...hahaha...e  a fateixa tinha sido levada pelo peixe!!....os dentes do pargo conseguiram furar e rasgar as 2 camadas de resina de fibra de vidro que eu tinha dado na amostra nova.. :-)


Uma vez mais disse para o meu sogro: Sr. Zé.......VAMOS EMBORA QUE JÁ CHEGA!!!...nunca tinha perdido até hoje 6 amostras em 2 dias por causa de peixe.

Como eu já estava farto de perder peixe e o meu sogro ainda não tinha tirado nenhum, eu optei na 5 feira por ir fazer jigging enquanto ele pescava ao fundo à linha de mão.

Ainda fomos a dois pontos mas os baiacús não deixavam pescar, só depois no terceiro ponto e apenas durante 40 é que conseguimos fazer uma pesca aceitável. Durante 40 minutos as corvinas comeram em força e com outros peixes à mistura...hehehe


Finalmente o meu sogro estava-se a divertir e eu também, em slow pitch era ataque atrás de ataque...brutal mesmo e para finalizar o dia, ainda consegui sacar uma garoupa que apesar de ser pequena a luta não tem nada haver com as corvinas...

Como sempre é muito bom pescar e estar com os meus sogros..:-) Só espero que da próxima vez o meu sogro tenha melhores dias no mar comigo no que diz respeito às capturas.

Por agora é tudo amigos e só volto ao trolling depois de repensar e bem no que se passou....:-)




                          Um grande abraço e até breve amigos

                                            Luís Malabar


segunda-feira, 6 de junho de 2016

( JIGGING) Slow Pitch Game....



Boas Pessoal....




Eram 8 horas da manhã e já eu e o meu amigo estávamos a sondar o primeiro ponto para ver como andavam as coisas em termos de peixe, mas pelos vistos não ia ser nada facil!!

Sondei várias zonas até que demos com alguns peixes, parguetes e outros peixes finos mas não tinham expressão nenhuma!!...as opções começavam a esgotar até que decidimos ir a uma zona onde já tínhamos sido felizes com alguns peixes de porte. Ainda por cima quase não havia aguagem nenhuma o que era excelente para as garoupas..

Assim que chegámos lá verifiquei a deriva e fundeamos...

O meu amigo e marinheiro começou logo a tirar alguns cachuxos, tico-ticos e pequenos parguetes. E eu como não podia deixar de ser virei-me para o jigging e só slow pitch.

Geralmente nestas situações estamos sempre alerta caso um de nós tenha um ataque ou uma maneira de comer que só pode ser de garoupa...isto serve para ambos, pois quer dizer que é só uma questão de tempo até elas aparecerem.


Já faz muito tempo que eu ando a testar diversos diâmetros de multi combinados com diferentes espessuras de leaders seja em nylon ou flúor. E ao fim deste tempo todo de experiências cheguei a uma conclusão e não se trata da qualidade das linhas em questão mas sim do que é necessário para as diversas espécies e terrenos de pesca tendo em conta a profundidade e aguagem dos dias de pesca

Quando eu falo em espécies estou a referir-me às suas particularidades relativas à maneira de comer e de lutar após a ferragem. E combinar estes factores todos num único conjunto de pesca torna-se quase impossível!!..mesmo assim achei a cana o factor menos importante, desde que não usemos a mesma para os 30 ou 100 metros e depois para os 150 ou 300!! dependendo sempre dos jigs que usamos.

Claro que até chegar a este ponto, posso vos dizer que foram muitos jigs à vida por causa de peixes e muitos berros para o ar...hahaha. Para ser sincero se eu pudesse no mínimo tinha dois conjuntos para slow pitch e provávelmente será o que eu vou arranjar de futuro, mas para já tive que me adaptar a um que me possibilite pescar e estar preparado para tudo mesmo quando as condições de mar às vezes não me ajudem.

Mas enfim, depois de tanto trabalho e prazer que eu tive até chegar a este ponto, no fim somos recompensados...:-)

E disso que eu vou falar, da recompensa que eu tive e que acabou por salvar um dia mau de pesca..hehehe

O meu marinheiro passado mais de meia hora diz para mim que lhe pareceu ter sentido uma garoupa a comer na linha de mão!!...hummm....a partir deste ponto era só uma questão de tempo e pelos vistos não demorou nada até eu sentir uma prisão no jig mal tocou no fundo depois de long fall. Mal eu sinto ferro o peixe e nada, apenas umas cabeçadas e muito peso....Xiiii...vi logo o que estava para vir e não me enganei...hahaha


E vai de varrer o fundo com o drag completamente fechado e aumentando a pressão com o polegar lá consegui aguentar ela..mas enquanto não a tirasse do chão não estava seguro...principalmente porque elas raspam a boca pelo fundo e enquanto o fazem procuram alguma pedra para se esconderem.

Posso dizer que ainda demorou uns 15 minutos só para a tirar do chão e outros 15 ou 25 até que ela chegasse à tona de água....Chiça....que luta que elas dão e que prazer, pois basta uma para ficarmos satisfeitos...:-)

O dia estava feito, juntos fizemos a festa e com mais alguns peixes que ele tinha tirado decidimos dar o dia por terminado e nas calmas voltamos até ao porto para descansar e voltar no dia seguinte.



                           Um grande abraço e até breve amigos

                                            Luís Malabar



terça-feira, 26 de abril de 2016

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

( Jigging ) Entre slow pitch e vinis.....


Boas Pessoal....



Pelos vistos este ano, anda complicado os pungos encostarem. As redes são muitas ao longo da costa, e apesar de não apanharem nenhum pungo por causa da malha fina que usam. A verdade é que mesmo que o peixe tente encostar, ele esbarra nas redes e afasta-se para outros lados.

Nem conseguimos fazer trolling por causa das redes, nem eles apanham nada. Ou seja ninguém fica a ganhar!!!...Enfim....

Por essas razões, tenho investido bastante tempo ao jigging e quando posso com vinis...e com bons resultados. Sempre em slow pitch e long fall em jigging....

Ainda me lembro aqui, de quando olhavam para mim e parecia chinês o que eu lhes dizia, quando me perguntavam sobre o meu material, ou o que eu pensava sobre as novas técnicas desenvolvidas por dois grandes senhores de jigging, e as potencialidades que elas têm sobre os peixes que vivem no fundo. Que aplicando essas técnicas, temos um novo leque de opções nesta arte de pesca que é o jigging.

Posso dizer que até em relação aos vinis não acreditavam muito, que fosse possível tirar tanto peixe, principalmente, peixe que até hoje só tinham tirado a pescar ao fundo com sardinha. Talvez eles pensassem que eu o " turista " que vinha de Portugal não percebia nada de pesca....que aqui em África é tudo diferente de Portugal....e até têm razão.....mas só os peixes....os daqui são mais brutos...hahaha...mas apenas isso. Tirando isso, só existe uma regra comum a todos os peixes do mundo....assim que nascem...têm que comer...:-)

O nosso trabalho é apenas um na pesca.....descobrir o que querem comer e como é que gostam de ser servidos...

Como eu disse no inicio deste relato, ao trolling a meu ver não vale apena enquanto não levantarem mais redes, permitindo a entrada dos pungos. Mas pelos vistos devo ser só eu que sou maluco e acredito nisso, pois tem ido malta ao trolling.... mas não têm apanhado nada..:-)

Eu nunca acreditei na sorte, mas que ela acontece 2 ou 3 vezes ao ano acontece...hahaha..mas eu prefiro contar sempre com a lógica dos factos, no que vejo e no meu conhecimento sobre as espécies....a sorte...essa...nunca penso nela..:-)....quando acontecer até agradeço...hehehe

Enquanto a malta andou a perder tempo ao trolling, eu passei 3 dias seguidos a malhar nas garoupas...hehehe

Entre elas duas espécies, a Morianga e a Garoupa malha branca. A malha branca, foi a primeira vez que apanhei...dão menos luta mas são mais vorazes que a morianga.

No primeiro dia tirei duas ao vinil...o que despertou logo interesse por parte dos críticos em relação ao que o turista lhes tinha dito..:-)


No segundo dia, voltei a tirar mais duas parecidas com as do primeiro dia mas ao jigging, pois a corrente não me permitia pescar com vinis....ambas em slow pitch...assim que cheguei ao porto e viram....a desconfiança começava a desvanecer e as perguntas surgiam...


No terceiro dia, fui obrigado a fundear para conseguir pescar bem em slow pitch. Mas consegui capturar 3 moriangas e 2 garoupas malha. A ver se para a próxima vez tiro uma foto com as duas ao lado para verem a diferença entre elas. A garoupa malha branca para mim, quase que parece um badejo, não aqueles que temos em Portugal, mas sim aqueles que se apanham nos Açores, Madeira e no mediterrâneo. Tem o focinho afunilado e a barbatana da cauda é direita.


Depois de ter apanhado as garoupas, parei nos 30 metros para apanhar uns peixitos para oferecer. Prometido é devido...hehe..com um simples aparelho de penas...os parguetes e outros peixes não resistem..hehehe.

Depois disto, foi só ir para o porto......quando cheguei e descarreguei o peixe, acabaram-se as duvidas que existiam desde o inicio sobre esta arte de pesca. Pois como lhes tinha dito uma vez, eles não tiravam estas garoupas, pela simples razão que elas não atacam os jigs rápidos, mas sim aqueles indicados para slow pitch.

Agora já me perguntam sobre carretos, jigs, canas, linhas....enfim!!...alguns precisam mesmo de ver peixe para acreditar...:-) Por um lado não os posso criticar, pois ao contrário do resto do mundo, as nossas marcas de pesca Portuguesa continuam adormecidas, e nem sequer os jigs indicados para esta pesca existem!!!....surreal!!....Só posso concluir que uns nasceram e trabalham para serem lideres de mercado e no topo da pesca....os outros.......apenas os seguem, apesar de neste caso, nem isso!!


                          Um grande abraço e até breve

                                        Luís Malabar