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sexta-feira, 8 de julho de 2016

EUNICE APHRODITOIS - BOBBIT WORM, A MINHOCA ASSASSINA!!!

O que é esta minhoca?

O Eunice aphroditois é uma espécie de verme anelídeo pertencente ao gênero Eunice.

Com um corpo robusto, longo, multi-segmentado , este verme é um dos maiores polychaetes do mundo, crescendo a até cerca de 3 metros de comprimento, embora a média observada esteja em torno de 1 metro. Possui coloração roxo-vermelho. Enquanto membros desta família de vermes podem ser encontrados em todo o mundo, em especial em águas quentes, o E. aphroditois só é encontrado na região do Indo-Pacífico.

Pouco se sabe sobre os hábitos sexuais e de vida deste verme, mas pesquisadores sugerem que a reprodução sexuada ocorra numa fase precoce, talvez até mesmo quando o verme possui cerca de 100 mm de comprimento, o que é muito cedo considerando o tamanho a que estes podem chegar.


ALIMENTAÇÃO:

Este organismo enterra seu longo corpo no leito oceânico composto por cascalho, lama ou corais, onde fica a esperar pacientemente que algum estímulo externo atinja um de seus cinco tentáculos. Quando isso ocorre, utiliza suas acentuadas garras como arma de ataque, projetando-se com bastante velocidade contra a presa, a qual por vezes é cortada pela metade.
Eles são altamente agressivos e podem até atacar pessoas. Já foram registrados 5 casos de mortes causados por esse animal, sendo que 3 eram crianças e 2 adultos.

 
Eunice aphroditois
Eunice aphroditois.jpg
Scientific classification
Kingdom:Animalia
Phylum:Annelida
Class:Polychaeta
Order:Eunicida
Family:Eunicidae
Genus:Eunice
Species:E. aphroditois
Binomial name
Eunice aphroditois
Pallas, 1788



VÍDEOS:











Esta devia dar grandes resultados à pesca!!!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Minhoca( Bicha) Branca

Minhoca Branca



(Fimoscolex Sporadochaetus)

NOME POPULAR: Minhoca-branca
FILO: Annelidae
CLASSE: Oligochaeta
ORDEM: Haplotaxida
FAMÍLIA: Glossoscolecidae

Descrição: A minhoca branca é um anelídeo de grande vivacidade, que se destaca dos demais por ter uma cor esbranquiçada. Além do branco o seu corpo apresenta tons de fluorescência que principalmente de noite produzem magníficos resultados.

Conservação: É um isco que pode durar dias ou semanas, desde que permaneça dentro de água e esta seja renovada regularmente. Já cheguei a tê-las 15 dias em casa no frigorífico.
Deve-se ter muita atenção com a cor da água, pois assim que começa a ficar suja, num ápice mata todas as minhocas.
A temperatura ideal ronda os 10º, ou seja elas no Inverno podem perfeitamente ficar fora do frigorífico.

Técnicas mais frequentes: Surfcasting onde é muito eficaz principalmente de noite para as bailas e robalos, que raramente resistem a sua vivacidade; tento e bóia, onde produzem bons resultados.

Espécies Alvo: Robalos e bailas preferencialmente. As douradas também são loucas por este isco. Produzem bons resultados também aos sargos e ferreiras.

Dificuldade de captura: Elevada. Não é um isco muito vulgar, nem facilmente identificável. Vive em zonas arenosas ou mistas( lama e areia). 

Iscagem: Ao contrário do que vejo muitas pessoas a fazerem e do que se vê em artigos, a meu ver é um erro matar esta minhoca ao espetar o anzol na zona da cabeça. Desta forma ela perde toda a vivacidade e fica espremida, como se vazasse. Ao contrário das titas que a meu ver tem solução quando isso acontece, esta minhoca não é a mesma após perder a sua melhor característica.
Deve-se iscar esta minhoca uns 2/3 cm abaixo da cabeça, mantendo-a viva, e iscando 3 ou 4 de cada vez fazendo da iscagem um autêntico festival de movimentos.
Pessoalmente isco pelo rabo até um pouco mais de meio, deixando o resto do seu corpo trabalhar à vontade. Como não toco na cabeça, não existe o perigo de matá-la.

Venda ao público: São vendidas em garrafas ou sacos de plástico com água, e o seu preço varia dos 2 aos 3,5 euros. Cada garrafa/saco traz cerca de 20 minhocas.

O que mais aprecio: A sua vivacidade e movimentos são fenomenais, capazes de provocar um predador voraz como são o robalo e a baila.
A sua cor branca e a sua fluorescência são muito eficazes na pesca noturna.

O que menos aprecio: A dificuldade em encontrar este isco, e a sua pouca duração fora de água.
Não é um isco fácil de iscar, visto que ao ser espetado perde grande parte das suas características. 

Vídeo demonstrativo da sua magnífica vivacidade



Ospescas

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Titas

Titas/Bibis

Descrição: Também conhecido por Bibis e Salsicha, é um Anelídeo de grande consistência vindo dos Algarves, mas oriundo do Vietname. Com um aspecto duro e largo muito parecido com uma salsicha. A Tita pode atingir tamanhos superiores a 15/20 cm de comprimento. Considerado por muitos pescadores como um dos melhores iscos para a pesca ás Douradas, não excluíndo outras espécies. O facto de ser uma isca muito resistente, permite ser utilizada nas situações mais adversas, vindas seja do mar ou da dureza dos lançamentos. Isca muito selectiva no que a capturas diz respeito, raramente são sentidos toques de peixe com menores dimensões.

Quatro Titas com um tamanho reduzido.

Conservação: Uma isca que se consegue manter por volta de uma semana, não se pode sujeitar a temperaturas muito baixas. Eu por hábito deixo de dia no frigorífico e pela noite deixo-as a apanhar ar. Também tenho conhecimento que muitos pescadores congelam as Titas com água do mar e são reutilizadas, neste caso é aconselhável iscar em tiras como é explicado mais à frente. Também podemos utilizar um recipiente com água do mar e um oxigenador, neste caso temos de ter atenção para que sempre que uma Tita possa rebentar temos logo de trocar a água e remover a que morreu. Se não dermos atenção a esta ultima acção corremos o risco de morrerem todas.











Técnicas de pesca mais frequentes: Existem muitos pescadores que a utilizam na embarcada mas também com grande utilização na pesca ao fundo. No meu caso dedico a sua utilização no Rockfishing e Surfcasting onde apresentam excelentes resultados.

Espécies alvo: Douradas, Sargos e também Robalos, este ultimo nunca apanhei com esta isca.

Dificuldade de captura: Elevada, não tanto pela dificuldade da captura, mas mais por ser um isco local e não existir em muitos pontos do país. Encontra-se principalmente por terras Algarvias, e zona centro do país. Para a sua captura nestas zonas onde se encontram, existe a necessidade de se cavar grandes buracos até chegar a elas. É ainda um isco pouco comercializado.

Venda ao público: Tal com foi anteriormente referido é uma isca que se encontra mais facilmente e de bom tamanho, no Algarve. Na zona centro/sul do país vamos conseguindo obter esta isca através de encomenda, visto não ser uma isca muito procurada, as lojas não tem com muita frequência. Mesmo quando conseguimos encontrar são de pequenas dimensões.
Os preços praticados aqui pelo Seixal são de cada caixa com sete Titas e ronda os 2,5 euros, mas existe quem venda a 4 euros a caixa.
Nos tamanhos de maior dimensão são vendidas à unidade, chegando a custar 2,5/ 3 euros cada unidade.


Uma das formas de acondicionamento com que são vendidas.

O que mais aprecio: Sem duvida o facto de ser um isco resistente, aguentando as investidas dos peixes de menor dimensão, o que aumenta a possibilidade de ferrar um bom peixe mesmo com a "pequenada" por perto.

O que menos aprecio: A dificuldade de iscar vivo, o seu preço tendo em conta as dimensões das Titas que aparecem pela nossa zona.

Iscagem: Nesta primeira imagem, a Tita é perfurada com uma agulha de iscar sardinha ou uma agulha que permita passar a linha no seu interior e depois inserida pelo estralho e não pelo anzol. Com esta forma de iscar temos mais possibilidades de não ferir o Anelídeo e fazer com que perca o liquido que lhe confere mais consistência. Sem duvida que dá muito trabalho, existe quem faça as iscagens em casa e depois são transportadas num balde com água do mar. Desta forma, basta arranjar um recipiente com água do mar no fundo. 15 anzóis previamente empatados, os de argola pequena mostram-se mais fáceis de passar a isca. Tentem calcular bem as iscadas para não estar a fazer a mais, feitas as iscadas colocamos a Tita dentro do recipiente com o estrálho de fora. Para facilitar na deslocação do balde sem os estrálhos se enrolarem, colocamos um elástico largo ou um cabo atado à volta do recipiente para fixar os mesmos.

Como eram pequenas, foram colocadas duas para ficar composto.

A outra forma de iscar é cortando a Tita longitudinalmente, isto quando tem um tamanho considerável, em tiras que depois são enroladas numa agulha de iscar e acondicionadas com linha de silicone. Neste caso as tiras são enroladas com o que era o seu interior virado para fora, isto permite soltar mais odor ao entrar dentro de água. Existem muitos pescadores que consideram esta a melhor forma de iscar. Como podem observar, basta uma tesoura, uma agulha adequada e linha silicone para que possamos efectuar esta iscada.



Nunca esquecer que as tiras que fizemos para a nossa iscada, deve ser sempre enrolada à agulha com o interior virado para fora, não tem nada que enganar.

Já cortadas com o que era o interior virado para cima.

A Iscada final fica com este aspecto, muito atractivo para os exemplares que procuramos. O único contra é que já vamos sentir mais toques de peixe pequeno mas a isca tem consistência para dar conta do recado.

Iscada com duas Titas pequenas cortadas em tiras.

Desta forma penso já ser possível, para quem não conhece, começar a utilizar esta isca. Posso dizer que tem grandes resultados entre os pescadores que lhes dão uso e nós também não nos podemos queixar.

Um grande abraço para todos.

sábado, 21 de maio de 2011

Ganso Nacional

Ganso Nacional

Mais um anelídeo de origem nacional, o ganso encontra-se um pouco por todo o país, essencialmente nas zonas de estuário e com particular abundância nos do Tejo e do Sado.
Versátil, bastante resistente nos lançamentos e até aos ataques dos peixes de menor porte, o ganso é sempre uma aposta segura em caso de dúvida de qual isco levar para a jornada de pesca, já que se revela muito eficaz nas zonas de estuário e ao longo da costa.

Captura: A captura deste isco não é muito fácil, mas pode ser encontrado à venda nas lojas de pesca acondicionado em caixas ou em limos.
A sua captura faz-se normalmente nos estuários, habitando em abundância, nas zonas de “Ostral”, misturado com lama. É necessário cuidado na sua apanha, pois facilmente nos cortamos, durante a sua captura.

Conservação: Usualmente de 3 a 7 dias -entre os 12º e 14º Cº.
 A sua conservação é fácil, na já habitual zona dos legumes do frigorífico, onde facilmente dura até uma semana, excepto na altura da desova que ocorre durante o Inverno e que deixa este anelídeo bastante fragilizado.
Caso seja apanhado pelo próprio pescador, este deve lavá-lo muito bem, de forma a retirar-lhe toda a lama e impurezas, e de seguida colocá-lo ou em limo de bago, ou em caixas próprias, ou então num viveiro com água salgada sempre oxigenada, onde aguentam muitos dias.

Técnica de pesca mais frequente: Pesca ao fundo. Surfcasting, e rockfishing. Também se adapta à pesca embarcada.

Espécies Alvo: Dourada, Sargo, Safia, Besugo, Robalo, Linguado, Pregado.

Dificuldade de captura: Média/ Elevada

Venda ao público: Vendem-se em caixas ou papel de jornal. O seu preço varia entre 1,80 e 2,50 euros.

O que mais aprecio: A sua resistência que nos permite efetuar lançamentos mais longos sem “rodeios”, e o facto de aguentar as investidas do peixe muito miúdo.

O que menos aprecio: O preço por caixa vs a quantidade de isco que cada caixa traz, torna-o num isco caro. Na época das chuvas fica mole e magro, tornando-se um desperdício de dinheiro a sua compra.

Iscagem: Se tiver tamanho um ganso chega para um anzol. Deve-se iscar junto à cabeça. Para melhor apresentação usar uma agulha e fazer o isco passar até à linha.




sábado, 30 de abril de 2011

Lapa


Lapa



Reino : Animalia
 Filo : Mollusca
Classe : Gastropoda
Subclasse : Eogastropoda
Ordem : Docoglossa

Nome Cientifico
Docoglossa, Patella vulgata

Docoglossa ou Patellogastropoda é uma ordem da classe dos moluscos gastrópodes (a mesma classe dos caracóis, caramujos e lesmas). Também são conhecidos pelo termo Lapa. Os moluscos da ordem Docoglossa caracterizam-se por suas conchas calcárias, vagamente cônicas e não espiraladas. Suas conchas são geralmente ovais com uma protuberância próxima ao centro, embora existam exceções. A maior parte das espécies não chega a ter mais de oito centímetros, sendo que muitas são bem menores.


Tamanhos mínimos de captura

Sendo o tamanho mínimo de captura 3,5 cm ( distância entre os bordos da concha ), é permitida a apanha de 2Kg ( por dia ) segundo a legislação em vigor e sempre tendo na sua posse a licença necessária.




Localização e forma de captura

São muito comuns nas zonas entre marés, onde fixam-se às rochas. A maior parte das espécies aderem às rochas e outros substratos agarrando as protuberâncias e depressões do substrato com seu poderoso pé ( em forma de ventosa ). Também conseguem-se pressionar contra as rochas com força considerável, protegendo-se das ondas. Quando se pressionam, conseguem selar a borda de suas conchas contra o substrato, evitando a desidratação durante a maré baixa. A sua captura pode ser realizada com uma faca de mariscar ou então com uma arrelhada.


Técnicas de pesca mais frequentes

 As técnicas de pesca mais frequentes para a utilização deste isco é a pesca á bóia ou tento ( chumbadinha, chumbica ou sentir ). Este isco è utilizado em zonas preferencialmente de rocha ou pontões pois é onde ele se encontra e onde o peixe habitualmente vem mariscar.





                           
Formas de iscar

A iscada com este isco pode ser feita das seguintes formas: pode-se iscar todo o interior da Lapa ( vivo ou morto, eu preferencialmente prefiro pescar com ele fresco pois dá outro aspeto á iscada ) mas em algumas zonas do país ( Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano  ) deixam as Lapas inteiras fechadas dentro de um saco plástico posto ao sol de forma a ganhar cheiro e a tornar-se num isco mais macio de forma a  facilitar a iscagem, ou então aproveitar apenas a barriga e as ovas da Lapa de forma a fazer uma iscada mais macia e com um odor mais intenso o que vai atrair o peixe que tanto procuramos. A iscada feita desta forma é uma iscada mais difícil de realizar pois requer alguma perícia a retirar o interior da Lapa sem a desfazer.


iscada com Lapa inteira

iscada com barriga da Lapa

Espécies alvo: Sargo, Safía e Dourada

Método de conservação: Para a manter viva coloca-se dentro de um recipiente com água do mar mudando a água 2 a 3 vezes por dia ( é uma isca que bem acondicionada consegue-se mantê-la viva e em boas condições mesmo fora do seu habitat ), pode-se tambem congelá-la com casca, mas atenção que quando descongelarem ela ficará mais macia o que dará mais hipóteses de o peixe miudo atacar.

O que mais aprecio: A sua facilidade de captura, pois é um isco que obtemos no local do pesqueiro. Com este isco conseguimos selecionar as nossas capturas, pois é dos iscos mais apreciado pelo Sargo não querendo dizer que não se consiga capturar outras espécies.

O que menos aprecio: A dificuldade que se tem para fazer a iscada com a barriga / ovas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lingueirão

Lingueirão

São moluscos bivalves, que se encontram protegidas por duas conchas articuladas num ponto. Este é um isco muito utilizado em pesca de alto mar e surfcasting, e é um dos meus preferidos. Normalmente vou apanhá-lo pessoalmente com sal na zona do Seixal. Apanha-se normalmente em zonas (estuários de rios) de areia misturada com lodo nas marés vazantes 0,2-0,3-0,4... até 0,8-0,9. Existe á venda em zonas de comércio de peixe e de marisco, mas esses passaram por um processo de depuração de toxinas (Os bivalves, porque vivem nas zonas costeiras onde as águas são mais poluídas e devido á sua grande capacidade filtradora, podem acumular tóxicos presentes na água e ser causa de patologias digestivas, ou outras, por isso devem ser depurados para consumo humano) e não resultam tão bem nas capturas, como o apanhado sem depuração.





Família Solenidae
Solen marginatus Pennant

Nome vulgar: longueirão, lingueirão, navalha, faca.
Descrição: Concha direita, com sulco transversal próximo do bordo anterior.
Dimensão: 22 cm de comprimento.
Habitat: Infralitoral superior. Fundos arenosos ou arenovasosos. Estuários ou meios oceânicos de preferência abrigados.

Captura: Pode ser encontrado, nos estuários dos rios em zonas de mistas, mas também se pode encontrar nas zonas oceânicas.
Encontra-se enterrado na areia formando a sua marca uma espécie de oito, e é dentro desse buraco, depois de identificado, que colocamos o sal. Espera-se, e o marisco vem deitar o sal fora, pois não lhe é agradável. Nessa altura devemos agarrar e retirá-lo cuidadosamente de forma a trazê-lo inteiro.

Conservação: Os melhores resultados obtêm-se pescando com ele vivo, logo a sua conservação torna-se fundamental.
Podem ser mantidos dentro de água do mar, num recipiente, mudando a água várias vezes, ou utilizando um oxigenador a pilhas, que por sua vez alimenta de oxigénio a água do mar onde eles se encontram mergulhados. Peixe grande porte, se lá andarem, não aguentam ver uma iscada de lingueirão vivo aberto na hora.

Os lingueirões de compra costumam vir acondicionados em elásticos. Não retirem os lingueirões dos elásticos, pois este acondicionamento é fulcral para eles se manterem vivos.
Quando apanharem, também devem usar um elástico de forma a ficarem juntos num molho.
Podem também ser congelados, de forma a se pescar em qualquer altura.
De notar que o lingueirão deve ser congelado para futuras pescarias da seguinte forma: Junta-se os molhos com elástico e envolve-se em papel de prata de cozinha, e congela-se assim vivos. Quando se volta a utilizar e se descongela está muito bom para pescar, embora nunca seja a mesma coisa, mas obtêm-se muitos bons resultados. Depois de ter sido congelado uma vez, as sobras devem ser descascadas se quiser aproveitá-las, se não tiver um cheiro muito mau, junte-lhe açúcar amarelo (conservante) generosamente e volte a congelar.


Técnica de pesca mais frequente: Pesca Embarcada, e Surfcasting. Também se usa na pesca à bóia.
Espécies Alvo: Douradas, Ferreiras, Pargos, Bicas, Sargos, Besugos, Robalos.

Dificuldade de captura : Média/Fácil

Venda ao público: Vendem-se em Supermercados, e em lojas de pesca.

O que mais aprecio: Vivo é um dos melhores iscos de pesca para exemplares de porte.
O que menos aprecio: O cheiro intenso torna-se desagradável. O preço do quilo chega a rondar os 10 euros.

Iscagem. Deve-se retirar da casca e tirar o miolo. Para melhor apresentação usar uma agulha e fazer o isco passar até à linha. Usar o fio de nylon para garantir uma melhor iscagem e acondicionamento.
Pode ser iscado com casca, sendo que nesta técnica devemos utilizar a técnica de dois anzóis, um dentro do Lingueirão, e outro na parte de baixo, ou mesmo ambos dentro da casca. Depois fecha-se e ata-se com o fio de nylon.

sábado, 26 de março de 2011

Casulo

Casulo
O casulo é um dos grandes iscos para a pesca quer de costa quer de mar, tendo a preferência de todos os pescadores. É um isco universal e provavelmente o mais usado em Portugal.

 Tem a particularidade de ter uma risca longitudinal que dentro de agua se torna fluorescente tornando-se muito mais visível e atractivo para o peixe. Devido á sua consistência e tamanho também se  mantém muito tempo no anzol resistindo á agitação marítima.


Captura: Para a captura deste verme utiliza-se diferentes métodos, no entanto o método mais usual, passa por capturá-los com uma pá própria. Outra forma é usando sal, pondo-o no canudo, e esperando que o verme venha ao de cima. Nesse momento com uma pá de qualquer tipo basta cortá-lo e normalmente captura-se o casulo ainda que em menor dimensão( comprimento). Por vezes a dimensão que atingem estes casulos é de facto muito grande, sendo que muitas vezes ultrapassam os 20cm de comprimento.
A sua captura, acontece-se por diversos locais do país, nos estuários dos rios, sendo o casulo de Aveiro/Setúbal/Ponta do mato, os mais conhecidos.

Conservação: Usualmente de 3 a 5 dias -entre os 10º e 12º Cº.
Existem várias formas de conservar o casulo, sendo que a mais usual é a sua conservação dentro dos canudos onde vêm( vivem), embrulhados em jornal, e guardá-los na gaveta dos legumes.
Pode-se também descascar, e mantê-los num recipiente sempre com água limpa e oxigenada.
Outra forma muito usada, passa por descascar o casulo e dentro de um pequeno saco estanque com água salgada congelá-los. Desta forma estes mantêm as suas propriedades naturais e ficam mais duros.

Técnica de pesca mais frequente: Pesca ao fundo. Surfcasting, e rockfishing. Também se adapta à pesca embarcada, e até à bóia/chumbadinha.

Espécies Alvo: Praticamente todas, com maior incidência: Robalo, Dourada, Corvina, Sargo, Safia, Besugo, Linguado, Pregado.

Dificuldade de captura: Média/ Baixa.

Venda ao público: Vendem-se em papel de jornal. O seu preço varia entre 1,60 e 2,50 euros.

O que mais aprecio: A sua versatilidade. Deve ser o isco que utilizo em mais tipos de pesca. A sua fluorescência é letal para a pesca nocturna.

O que menos aprecio: No verão aguentam pouco tempo vivos, e o seu preço vs qualidade da minhoca em si, deixa muito a desejar.


Iscagem:. Deve-se iscar ou junto à cabeça ou pelo “ rabo”. Para melhor apresentação usar uma agulha e fazer o isco passar até à linha. Pode também se iscar 3 casulos pela cabeça e depois com o fio de nylon, fazer uma “chucha”.



Uma bela iscada:

Pá utilizada para a sua captura: