Os nossos amigos

segunda-feira, 6 de junho de 2016

( JIGGING) Slow Pitch Game....



Boas Pessoal....




Eram 8 horas da manhã e já eu e o meu amigo estávamos a sondar o primeiro ponto para ver como andavam as coisas em termos de peixe, mas pelos vistos não ia ser nada facil!!

Sondei várias zonas até que demos com alguns peixes, parguetes e outros peixes finos mas não tinham expressão nenhuma!!...as opções começavam a esgotar até que decidimos ir a uma zona onde já tínhamos sido felizes com alguns peixes de porte. Ainda por cima quase não havia aguagem nenhuma o que era excelente para as garoupas..

Assim que chegámos lá verifiquei a deriva e fundeamos...

O meu amigo e marinheiro começou logo a tirar alguns cachuxos, tico-ticos e pequenos parguetes. E eu como não podia deixar de ser virei-me para o jigging e só slow pitch.

Geralmente nestas situações estamos sempre alerta caso um de nós tenha um ataque ou uma maneira de comer que só pode ser de garoupa...isto serve para ambos, pois quer dizer que é só uma questão de tempo até elas aparecerem.


Já faz muito tempo que eu ando a testar diversos diâmetros de multi combinados com diferentes espessuras de leaders seja em nylon ou flúor. E ao fim deste tempo todo de experiências cheguei a uma conclusão e não se trata da qualidade das linhas em questão mas sim do que é necessário para as diversas espécies e terrenos de pesca tendo em conta a profundidade e aguagem dos dias de pesca

Quando eu falo em espécies estou a referir-me às suas particularidades relativas à maneira de comer e de lutar após a ferragem. E combinar estes factores todos num único conjunto de pesca torna-se quase impossível!!..mesmo assim achei a cana o factor menos importante, desde que não usemos a mesma para os 30 ou 100 metros e depois para os 150 ou 300!! dependendo sempre dos jigs que usamos.

Claro que até chegar a este ponto, posso vos dizer que foram muitos jigs à vida por causa de peixes e muitos berros para o ar...hahaha. Para ser sincero se eu pudesse no mínimo tinha dois conjuntos para slow pitch e provávelmente será o que eu vou arranjar de futuro, mas para já tive que me adaptar a um que me possibilite pescar e estar preparado para tudo mesmo quando as condições de mar às vezes não me ajudem.

Mas enfim, depois de tanto trabalho e prazer que eu tive até chegar a este ponto, no fim somos recompensados...:-)

E disso que eu vou falar, da recompensa que eu tive e que acabou por salvar um dia mau de pesca..hehehe

O meu marinheiro passado mais de meia hora diz para mim que lhe pareceu ter sentido uma garoupa a comer na linha de mão!!...hummm....a partir deste ponto era só uma questão de tempo e pelos vistos não demorou nada até eu sentir uma prisão no jig mal tocou no fundo depois de long fall. Mal eu sinto ferro o peixe e nada, apenas umas cabeçadas e muito peso....Xiiii...vi logo o que estava para vir e não me enganei...hahaha


E vai de varrer o fundo com o drag completamente fechado e aumentando a pressão com o polegar lá consegui aguentar ela..mas enquanto não a tirasse do chão não estava seguro...principalmente porque elas raspam a boca pelo fundo e enquanto o fazem procuram alguma pedra para se esconderem.

Posso dizer que ainda demorou uns 15 minutos só para a tirar do chão e outros 15 ou 25 até que ela chegasse à tona de água....Chiça....que luta que elas dão e que prazer, pois basta uma para ficarmos satisfeitos...:-)

O dia estava feito, juntos fizemos a festa e com mais alguns peixes que ele tinha tirado decidimos dar o dia por terminado e nas calmas voltamos até ao porto para descansar e voltar no dia seguinte.



                           Um grande abraço e até breve amigos

                                            Luís Malabar



sábado, 4 de junho de 2016

PÔR DO SOL MÁGICO - FOTO DO MÊS


PÔR DO SOL MÁGICO


NUMA ALTURA EM QUE SABE TÃO BEM FICAR ATÉ AO FINAL DO DIA JUNTO AO MAR...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

( SURFCASTING) À PESCA SEM BRUXAS...



 Uma noite destas estava eu e o Numberone, o maior gradeiro do Oeste e arredores, numa praia do Oeste, noite fraquinha de pesca, como aquela zona me tem sempre habituado. O NumberOne solta um desabafo: epah gostava de ir a Costa Alentejana uma última vez. E eu prontamente disse que alinhava, e podia ser logo no fim-de-semana seguinte. 

Os restantes colegas do Gang iriam chamar-nos malucos, já á muito tempo que tinham desistido da Costa Alentejana. Tínhamos aquele feeling de que poderíamos fazer uma pesca engraçada. Mas de repente nos lembramos, não podemos dizer nada aos restantes membros, senão as bruxas começavam logo a agoirar a pesca. 

Planeamento feito no maior dos secretismos, isco comprado com a desculpa que ia a qualquer lado a pesca com um amigo que nunca tinha pescado, e ninguém desconfiou. 

Sábado a hora marcada o NumberOne aparece a minha porta e lá seguimos viagem. O local já estava escolhido a muito, dificilmente convencia o Gradeiro da Arruda a ir espreitar outro local. A conversa durante a viagem foi quase sempre a volta do mesmo, o resto do Gang quando descobrir que viemos sem dizer nada vai ficar chateado. Isto porque no nosso grupo de Amigos, não existem segredos relativamente a pescas. Tinha ficado igualmente combinado de que se o resultado fosse a grade, iriamos manter a pescaria eternamente em segredo, não estávamos com vontade de aturar as bruxas macumbeiras. 

Chegamos ao spot e ficamos maravilhados com o mar, tomara nós no inverno apanhar um mar com as condições que este se apresentava. Mexido o suficiente e com uma cor espetacular, um azul forte, aquele mar de robalos. Montamos acampamento e canas na água, ainda era cedo, o sol ainda ia alto.
As canas não mexiam, os iscos iam e voltavam na mesma. Nada que não estivesse a espera com o Sol ao alto. Logo que o sol começa a desaparecer preparo uma iscada com uma americana XXXXXL, eram tão grandes que nem cabiam nas maiores agulhas que tínhamos, era tão complicado isca-las que pela primeira vez levei uma trinca de uma delas. Antes de lançar a cana comento com o João, que desperdício de americana, deve ir lá para dentro sacar um miauuuuu. Passado um bocado vejo uma das canas direitas, vou até lá e reparo que a ponteira estava a dar sinal que algo lá estaria, puxo e tiro um sarguito palmeiro. Como é hábito comecei a moer a cabeça ao João, um já cá canta. E como costuma ser hábito, tivemos a esperança de que poderíamos estar ali algum tempo a sacar uns sarguitos.




Mais uns lançamentos e a isca voltava tal e qual tinha ido, a noite não estava prometedora. Até que a certa altura o João chama-me, olho para o chão aos pés dele e vejo um bom robalo, bastante bom para a altura que estávamos. E tomei a decisão, já temos peixe de jeito chegou a hora de tornar publica a pesca. Tiramos uma bela duma selfiesh e envio para o grupo. A reação dos restantes membros foi calma, calma demais para aquilo que estávamos a espera.





E aqui foi o ponto de viragem, as 'bruxas' descobriram o nosso plano... Fomos refazer as iscadas e ao levantar duas das canas, o 0.18 de dois carretos partiu-se, e partiu com pouco esforço. Nos últimos meses andava com pouco tempo disponível, e que me levou a descurar a correta manutenção das linhas, muitas vezes chegava a casa e nem lavava logo o material, nem lhes aplicava lubrificante. Resignado e chateado com a minha descura para com o material, resolvo arrumar uma das canas, mas não podia ficar o resto da noite a pescar só com uma. Por sorte tinha comprado uma bobine nova e tinha-a na mochila, resolvo bobinar novamente o carreto. Trabalheira do caraças mais o João, carreto bobinado com o suficiente para pescar, estou a montar o chicote, a linha nova parte ao fazer o nó. Testo a linha, e não é que a linha nova a estrear estava igualmente ressequida. Refaço o nó do chicote com muita calma, e volto a pescar, sempre com muito cuidado de forma a não partir a linha. Neste momento tinha uma cana totalmente operacional e outra coxa.
Entretanto o João tira outro robalote, nos limites mínimos da medida. Voltamos a ter esperança, é desta que a noite melhora... Bem enganados estávamos, a partir daí foi uma desgraça, começamos a tirar lixo, entre cordas, redes tudo o que possam imaginar. Entre o lixo lá íamos recuperando alguns dos chicotes perdidos, e um deles deu-me uma trabalheira enorme, vinha um molho de corda, um chicote do João com uma baila enorme.


Como a maré estava na baixa-mar, decido deixar as canas fora de água para descansar um pouco. Depois da soneca refrescante, voltamos a carga, apostamos forte, experimentamos todo o tipo de iscos que tínhamos, e os gajos teimavam a voltar inteiros agarrados ao anzol. Sem nunca desistir, Espalha-mos mais as canas pela praia, mas o desespero começava a apoderar-se de nós. Por causa do lixo, as linhas quando se cruzavam faziam autenticas cabeleiras, fartamo-nos de cortar fio dos carretos, nunca me lembro de acontecer tanta coisa de mal como nesta noite. Estava a aproximar-se o nascer do dia, e mesmo em desespero, não sou gajo de desistir, eram os últimos cartuchos para salvar uma noite miserável. Eu comentava com o João de que não me lembrava de ter uma noite assim. Sentados nas cadeiras, e as canas sem atividade, acabamos por adormecer, foi ai que nos resignamos, por muito que lutássemos, nada poderíamos fazer. Acordo já com o Sol a querer aparecer, e o João comenta que o melhor é arrumar a tralha.
Quando vou recolher a ultima cana, que surpresa, um robalinho sem medida, e bem embuchado. Estou eu a fazer os possíveis para libertar o robalo do anzol para o devolver, não sei que voltas dei que o anzol solta-se da boca do bicho e záásss. Tinha acabado de apanhar o tarolo da noite, aliás um tarolão com 100 kgs. Espeto o anzol no dedo e que bem cravado que o gajo estava. Os anzois eram realmente bons como o Paiva tinha dito, cravavam bem, e tira-lo estava difícil. Tento puxar, nem mexe, tento empurrar, as dores eram horríveis. Tomamos a decisão de arrumar tudo e ir ao Centro de Saúde mais próximo.


Quando chegamos ao carro tivemos uma bela surpresa, o João encontrou o tarolo do Soares, e que crescido que o gajo já estava...

 
Primeiro Centro de Saúde... Fechado... Porcaria mais aos cortes orçamentais, um gajo bem pode morrer até chegar a um centro de saúde ou hospital em funcionamento.
Decidi logo, já fizemos parte do caminho, o anzol não me estava a incomodar muito espetado no dedo. Vou para casa, o João segue a sua vida e eu vou até ao Hospital Garcia de Orta.

Adorei ver a cara da enfermeira da triagem mal olhou para o dedo, e ainda me perguntou se ao menos tinha apanhado alguma coisa, ao que eu respondi que antes mesmo de espetar o anzol no dedo, tinha sido uma das piores noites de pesca que eu me lembre, isto foi mesmo a cereja no topo do bolo.
O médico não fez nada que eu não pudesse ter feito logo na hora, mas havia uma diferença, ele anestesiou-me o dedo. A partir daquele momento poderia fazer o que quisesse para tirar o anzol. Queria aquele anzol para recordação, mas o médico teve que o cortar aos bocados para o retirar.
E deu-me um conselho, sempre que isto aconteça, até podemos fazer uma pequena cirurgia na praia, mas convém sempre ir ao hospital, devemos tomar antibióticos para prevenir eventuais infeções.
Às restantes bruxas do GANG que não nos acompanharam nesta pesca um grande abraço.

MATERIAL:

CANAS: Vega Potenza Elite, Daiwa Cast´Izm, Tubertini Metallic F1, Daiwa SkyCaster, Barros XK, Tubertini Hypersurf

CARRETOS: Shimano Ultegra XSC, Shimano Surfleader (2), DAM Quick SLS (2), Tica Scepter

LINHAS: Cinnetic Sky line (carretos), Sufix 100% fluorocarbono (estralhos)

ISCOS: Americano, Casulo, Caranguejo, Titas, Lingueirão.



NunoC e NumberOne