Os nossos amigos

quarta-feira, 8 de julho de 2015

( SURFCASTING) A REVIRAVOLTA



Boas.

Nos ultimos tempos a motivação para partilhar os relatos das minhas pescarias tem andado em baixo. Não que eu não goste de escrever e muito menos que goste de partilhar com todos as minhas pescarias, por muito fracas que sejam. Mas aquela vontade e energia de o fazer tem-me faltado.
A vida como todos sabemos tem altos e baixos. E para isso não é preciso que nos aconteçam coisas más ou que a vida nos corra mal. Apenas são momentos em andamos menos motivados e com menos energia. Mas no meio desta baixa de energia, continuem a ir à pesca, continuo a conviver com grandes amigos que a pesca me deu, tenho um emprego e acima de tudo os meus filhotes estão bem e cada vez mais crescidos.
Tenho recebido grandes incentivos de um grande amigo para tentar dar a volta, e voltar a ganhar a energia que como ele próprio diz que tanto o habituei.
Portanto o titulo deste relato, “REVIRAVOLTA”, é em parte relacionado com a vontade de voltar a ter essa energia e motivação.

Outra razão para este titulo ter caido que nem uma luva, vem relacionado com a pesca das nossas amigas douradas que tantas dores de cabeça nos dão. Pela maneira como comem, por andarmos sempre à procura delas nesta altura do ano, pela luta que dão quando ferradas. Enfim aquelas razões todas que vocês sabem, e que fazem delas dos melhores peixes que um pescador de surfcasting deseja apanhar.

As condições para mim ideais para pescar à dourada, são o calor, pouco vento, a temperatura da àgua e se for no mar, mares mais calmos. Se for em estuários não ligo tanto ao estado do mar como é óbvio, mas marés mais mortas, pequenas são as que prefiro. Ora reunir estas condições todas nem sempre é fácil. Pois principalmente vou à pesca quando posso.

Este ano ainda só tinha conseguido ir 3 vezes à caça delas e apenas numa delas as condições eram as ideais e mesmo assim elas levaram a melhor. Embora numa dessas pescarias tenha tido um ratão enorme ferrado, que se atirou a um lingueirão inteiro com casca, e que trouxe até mim e que deu uma luta gigante. Mas como era um peixe que não tinha intenção de trazer para casa, nem o tirámos da agua e cortámos o estralho e lá foi ele à vida.
As ultimas duas vezes que fui, foi na companhia de um membro do GANG, o João Rocha, e tínhamos levado duas grades.
Dois dias depois de ir à pesca com ele e ainda com o lingueirão bem fresco, já tinha perguntado ao João se podia vir, mas ele tinha trabalho e disse que não dava.
Resolvi então que iria sózinho. Ia acordar bem cedinho para chegar por volta das 8 da manhã. E para variar as condições não eram as ideais, as marés eram grandes, e por volta das 11h o vento iria aparecer. Mas lá está vou à pesca quando posso e não quando quero.
Na ultima pesca com o João tinha levado um grande baile delas, em que conseguiram comer umas 12 a 15 iscadas de lingueirão inteiro com casca sem que eu visse um unico toque. E entre cada iscada ia intercalando iscadas de lingueirão sem casca e carangueijo de dois cascos para ver se ferravam melhor e nada.

Para esta pescaria, optei por uma táctica ligeiramente diferente. Em que uma cana estaria sempre iscada com lingueirão sem casca e na outra ia intercalando o com e sem casca.
Já estava eu à pesca e vi um ligeiro toque na cana com lingueirão sem casca. Agarrei na cana e não senti nada e quando recolhi lá estavam os três anzois limpinhos. Pensei para mim, não me vão gozar como no outro dia. E voltei a iscar com casca.
A outra cana que pescava sem casca, a isca ia e o anzol também vinha limpo. Mas naquela zona por vezes é normal, visto a quantidade de rataria ser bastante.
Até que a certa altura e com a maré a virar, as iscadas de lingueirão sem casca deixarão de ser comidas. Fiquei logo motivado, pois podia significar peixe de maior porte a entrar no pesqueiro. Cada vez esticava mais o lançamento, pois a maré estava muito vazia e queria alcançar a zona mais funda.






Até que vejo a ponteira da prime caster a ir à frente e a voltar para trás. Fui logo agarrar na cana. Não senti nada mas mantive a cana na mão, estiquei bem a linha e aí sim senti umas picadas muito leves do lado de lá, e fiz a ferragem. Levei logo duas marradas bem fortes e vi que estava ferrada. Agora era ter calma e trazê-la até mim. Estava longe à gaja, e parecia que nunca mais chegava. Quanto mais perto mais marradas e mais corridas dava. Até que a vejo mesmo aos meus pés, e a seco pensei para comigo. Está dada a “REVIRAVOLTA”.
Que grande alegria senti, mandei logo uma foto ao Filipe e outra ao João. Já que não tinha ninguem por perto para partilhar a minha felicidade.
A pesca pouco depois disso terminou porque o vento a tornou impossivel.
Espero em breve ter mais histórias de pescarias para partilhar com vocês.

Só posso dizer que agora que terminei este relato que foi um imenso prazer fazê-lo.

Grande abraço e até breve.







Material:
Canas: Daiwa Sky Caster Hibrida, Daiwa Prime Caster
Carretos: Bull's Eye XT (2)
Linha: Cinnetic Skyline 0.20
Estralhos: Vega ST Fluorcarbono 0.28
Anzóis: Asari Chinu Doble Carbon nº2(iscar sem casca) e Hayabusa FKS nº4(iscar com casca)
Isco: Lingueirão


Guilherme

6 comentários:

Joaquim Carlos Araújo disse...

Isso, acorda que os peixes não gostam de gajos amorfos. Nem os peixes nem a vida.

Um abraço, amigo...

Anónimo disse...

Bela dourada Guilherme, parabéns.
João.

André Matos disse...

É bom voltar a sentir essa enerigia , mas melhor ainda é ler relatos tao gratificantes como este !

Alexandre disse...

Bonita dourada meus parabéns.
Abraço

Os Pescas disse...

Comé grande Gui :-) Parabéns pela menina amigo e espero que ela te tenha ajudado a recuperar energia e que te tenha dado alento para continuares a escrever sobre o desporto que tu amas :-)
Grande abraço amigo

Luís Malabar

Hugo Silva disse...

Assim até da gosto, parabéns tbm apanhei uma boa a pouco tempo, faltava 800 gm para 1 kg :) parabéns esse é o espírito continuar a tentar