Os nossos amigos

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Passeantes ao ataque

          Boas pessoal..:-)
      Domingo.........dia de descanso e de praia para muitas pessoas............mas para mim, para o Pedro e o Walter estar de papo para o ar apanhar sol sem fazer nada não serve....lolol........:-). Marcava no meu relógio 4h50 da manhã e já estávamos a trabalhar arduamente em busca dos nossos amigos labrax...:-) com as nossas LC130 nocturnas.
     Começamos por investir nas LC130 que tantas alegrias nos tem dado ao longo das fainas de pesca. mas está claro que o objectivo era só as usar até amanhecer e depois passar para os nossos poddles amestrados.....os passeantes que desta vez até trazíamos mais 10 ou 15 novos para experimentar outras cores pois até mais ver, os modelos estão definidos por nós.
     Posso dizer que até amanhecer infelizmente não sentimos nem um toque, e se com a minha amostra favorita não sinto nada é porque das duas uma, ou não há peixe ou eles não estão a caçar aquela profundidade e por consequencia nas Flashminow que percorrem aquela camada de água.
    Bem....vou fazer uma pausa para descansar um pouco pois ainda não está aquela luz de amanhecer que eu tanto gosto. Enquanto esperei troquei a amostra de subcapa que estava a usar por um passeante que geralmente com aquela cor é mortal nas LC130, é uma cor excelente para o amanhecer sem se ver o sol e para o final de tarde nas mesmas circunstancias. Neste caso era um passeante da marca LC que cuja a cor já muito peixe capturou, pelo menos para mim.
    Por esta altura já estava o Pedro e o Walter cansados de spinnar com as flashminow e sem sentir nem um toque até que decidiram também eles descansar um pouco. Pouco tempo depois de eles se sentarem levantei-me eu, pois além de já ter descansado um pouco estava naquela conta certa de luz para que aquele passeante pudesse funcionar e tentar descobrir se eles andavam por lá ou não pois com as outras amostras não queriam nada.
    Vai o primeiro lançamento para uma zona que normalmente eles aparecem primeiro e que derivado á corrente que já se faz sentir permite trabalhar a amostra correctamente sem problemas e nada..............assim que os meus dois amigos repararam que já estava com o passeante vai de trocar também eles para os passeantes que neste caso eram diferentes do meu, pois não tinham o mesmo modelo nem a cor e também eles começaram a lançar...........nisto já depois de ter feito mais dois lançamentos sem sucesso não é que ao quarto lançamento em plena calma do nascer do dia surge o primeiro ataque á minha amostra.............um belo ataque guerrido que rapidamente acabou com a ferragem do primeiro labrax..........logo de seguida apenas ouvi...........Leiteiro.........voz do Walter......lololol.....claro não me consegui conter e desatei-me a rir...lololol......nisto também já o Pedro dizia....f......é que é sempre o mesmo....e tem que ser sempre com uma amostra que não temos............f..............e eu vai de rir.......lolololol.
    Enquanto nos riamos os 3 da situação tirei o peixe para fora e verifiquei que era realmente pequeno, mas daqueles com muita gana que sabem bem o que querem...lol, tirei-lhe a fateixa e deitei-o á água.....nadou para bem longe e com o susto da vida dele, provavelmente nunca mais ataca nenhum peixe á tona de água com uns movimentos zagueantes......lolol.
   Por esta altura já o Pedro tinha trocado de amostra para a mais parecida com a minha e o Walter como não tinha nada que se parece-se, eu disse-lhe para usar uma das minhas que era o mesmo modelo mas com uma cor diferente.
    Faço mais 4 lançamentos até que o Pedro tem um ataque e consegue efectuar a ferragem com sucesso.....também era pequeno mas já tinha medida para o saco.....boa Pedro.....nisto o Walter já me dizia......embruxaste-me o carreto e agora não apanho nada.........eu e o Pedro só nos riamos.......lolol.
     Faço mais dois lançamentos e quando o passeante vai a meio do caminho surge um novo ataque á minha amostra......e consigo-o ferrar...........eu dizia .......isto não é pesca para cardíacos........lololol......é que estamos á espera do ataque mas ao mesmo tempo nunca estamos preparados para ele.......lolol.....posso dizer que é maravilhosa a sensação.
    Também sinto que é peixe pequeno mas maior que o outro, provavelmente do mesmo tamanho que o do Pedro, bem este já vai para casa comigo, saco com ele e lá continuamos os 3 a lançar até que mesmo trocando de passeantes verificamos que já não andava nada ali. Bem......está feita a pesca disse eu, o Walter só dizia.....f........estes......desgraçados...........não querem nada comigo. Foi o caminho de volta a brincar com ele...lol.....como eu lhe disse quando nos despedimos, deixa estar hombre amanhã és tu que te vais rir de mim....lol....quem ri por ultimo ri sempre melhor amigo...:-).....mas até lá aproveito.....hehehehehehe.
      Fico feliz por ter estes dois amigos como companheiros de pesca pois valem mais que biliões de Robalos, é sempre um prazer estarmos á pesca e podermos partilhar estes momentos com os nossos amigos.
     Quero apenas dizer que escrevi este relato para que quem está a começar nesta modalidade de pesca desportiva  não pense que só se apanha peixe grande pois a maioria das vezes é totalmente ao contrário, para mim irei sempre recordar das 300 mil vezes que estive com eles a viver a vida e nunca  de mais ou menos peixe que tirei ou qual o tamanho que tinham, pois para mim isso é o menos importante na pesca.
     Despeço-me com uma foto dos 3 estarolas e de um belo peixe que colaborou com a nossa festa e que festa...lolol


Pedro lourenço com o seu fato de verão..:-)


     O meu amigo Walter que conseguiu cravar a amostra na T-shirt enquanto eu tirava a foto....lolol



     Mais um belo peixe para lembrar de quanto eu me ri neste dia com os meus dois amigos

Um grande abraço e até breve companheiros

Luis Malabar

Hart - Amostras 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Regresso a casa...

        Boas pessoal.....estou de volta...:-)
    Após uma semana de ausência fora de Portugal, regressei ao meu país de origem com muitas saudades do nosso lindo mar e oceano que tantas alegrias me tem dado ao longo destes anos e que tanta falta me faz se eu não o vejo.
    Posso dizer que durante os 7 dias em que estive fora, fui ligando para os meus companheiros da faina que nunca deixaram de spinnar e que me iam contando como corria as suas pescas, num dos dias o meu amigo Pedro Lourenço consegui-o a meu ver um negócio da china, ou seja, consegui-o comprar uma Speedmaster das antigas com passadores Fuji de 3.60mt, 50-100 gramas e uma Lesath 3.30mt de 20-50 gramas com cabo em pele ambas novinhas em folha a um senhor que se quis desfazer das canas pela incrivel quantia de 100 euros...:-). Como o meu amigo Walter diz....Incrivel...lolololololol.
    Bem.....entretanto ambos se queixavam que não se tirava nada e que eu tinha levado o peixe embora comigo......lolololol...eu só me ria com eles......entretanto durante esses 7 dias em que eu não estive cá apenas capturaram um Serrajão e dois robalos de kilo......não é nada mau....mas para o que eu sei que lá anda....isso não é nada....pois eles iam me dizendo o que viam e o que tiraram não correspondia ao que deveriam tirar.
    Posso dizer que cheguei no dia 22 á noite e como é óbvio tal era a vontade de ir ao mar, agarrei no material liguei ao pessoal e fomos spinnar, o  Pedro levou a Lesath nessa noite para a experimentar e mal eu a vi gostei dela pois alem de saber a qualidade dela....para mim o mais importante era a sua acção de pesca....20-50 gramas, perfeito para o que eu queria....pois a minha Diaflash não é nada própria para o que eu tinha em mente.....passeantes e vinis...:-).
    Aqui ficam umas fotos da minha menina e apesar de não se ver muito bem posso garantir que está como nova......linda...:-)
                                                         

                    
    A noite foi tranquila sem nenhum ataque ás nossas LC até que passado pouco tempo decidimos ir embora, pois a pesca do nascer do dia na 5 feira é que eu ia testar o que tinha em mente.
    Resta-me dizer que no caminho para cá consegui convencer o Pedro a vender-me a Lesath, pelo valor de 50 euros, como amigo que é....vendeu-ma, pois mesmo ele sabendo que ela vale muito mais que 50 euros, existe uma coisa mais importante que tudo.....amizade e para mim não se ganha dinheiro com amigos, PONTO.
    Pois como é natural lá fiquei todo contente com a minha nova aquisição...:-), pois vinha mesmo a calhar para a minha experiência na manhã de 5º e o que irá ser as minhas futuras pescas de verão sempre que o mar a deixar usar.
    Encontrámo-nos ás 4h30 no pesqueiro, equipámos-nos eu já com a Lesath pronta para lhe tirar os 3 naquele dia e rumámos ás pedras......cada um escolheu uma e vai de lançar..........1......2.......3.......4.......5......6......7.......8......9..........nada......não se sentia nada...entretanto amanheceu.......continuamos a lançar com as LC  e nada.
    Bem.....acho que era por volta das 6h40 da manhã quando o Walter e o Pedro decidem sentar-se a descansar a ver-me pescar pois estavam cansados e não tinham sentido viva alma naquele mar.
    Pensei eu está na hora de experimentar o que eu tinha comprado um dia antes de ir para fora de Portugal........os meus passeantes especificamente escolhidos e modificados para os meus queridos Labrax...:-).
    Escolhi o primeiro que tinha em mente e que condizia com a cor da água para o primeiro teste, posso dizer que assim que tirei a caixa...os dois começaram a rir e a gozar a perguntar se eu tinha alguma coisa para vender.....:-).........nada disse.....fiquei calado. Entretanto tal foi a curiosidade deles que desceram de onde estavam sentados para ver o que eu tinha na caixa. Viram e voltaram para onde estavam anteriormente sentados...........durante o ver e voltar a sentar já eu tinha feito dois lançamentos mas sem sucesso............vai o terceiro lançamento..............nada..............vai o quarto..........até que de um momento para o outro salta fora de água um belo labrax que mais parecia um golfinho afundando o meu passeante.........assim que ele afunda, rapidamente cravei-o com a vara......assim que o cravei disse.....JÁ ESTA......olhei para eles e para a cara deles e comecei a rir sem parar só de ver a cara deles.....hahahahahahaha........hahahahahahah.........eles diziam.......não acredito......f.........que leiteiro.........tem que vir este gajo.........e eu ......hahahahahahahahaha...........continuem sentados a ver..........hahahahahahaha.
     Nisto enquanto trabalhava o peixe com cuidado, visto o peixe ser bom e de não saber como é que a cana se ia comportar só vejo os dois a descer as pedras feitos malucos direitos á minha caixa de amostras e ás bolsas deles.........hahahahahahahaha.
     Bem.... posso dizer que apesar do peixe ser bom a cana foi e é fantástica matando o peixe em muito pouco tempo, não demorando nada a colocá-lo em seco para o poder agarrar, que até foi o Pedro que o agarrou e mo deu.......nada mau......bom labrax pensei eu, e assim é que eu gosto....a vara já sabe quem é o seu dono, fiquei rendido com a boa prestação da cana.
    Nisto arrumei o peixe e quando olho para trás já estavam os outros dois a fazer o mesmo.........olha a brincadeira que eu fui arranjar...lolol. Voltei a lançar e não demorou a ter lá outro agarrado, este mais pequeno mas já jeitoso....mais um pouco e cá para fora........o Pedro logo de seguida com outro passeante meu consegue cravar outro labrax mas mais pequeno que o meu segundo e o Walter passado pouco tempo com muita teimosia crava-se a um peixe mais teimoso que ele.... que lhe consegue abrir um dos anzóis da fateixa da amostra dele, deixando-o a espumar da boca com raiva dele próprio por ter tido preguiça em trocar as fateixas.....nada que eu não lhe tivesse dito......hehehehe.....por ultimo tive um ataque de um senhor labrax daqueles velhos matreiros que apenas encostou a lombeira para ver se podia comer....lololol.
    Isto foi uma pesca curta pois eles rapidamente desapareceram com a maré, perfazendo 3 peixes, 2 para mim de 3 kilos e outro de 1,5 kilo e um para o Pedro com 600 gramas.
    Foi uma excelente manhã passada entre amigos que entretanto os outros dois já perceberam o que lhes tinha dito e muniram-se com vários cãezinhos para passear....:-).
    Aqui fica a foto de mim e do Pedro que o Walter teve a gentileza de tirar para mais tarde recordar a estreia da minha nova vara LESATH e os seus cãezinhos amestrados.....lolol
    E Walter a ver se para a próxima vez também apareces na foto.........hehehehe





Foi nisto que deu a brincadeira dos 3 da vida airada....:-)

Até muito em breve amigos


Material: Lesath 3.30 mt 20-50 g 
Carreto: Stella 5000SW 
Linha:  Sufix 0.20 com ponteira 0.43 da FXR da Seaguar
Amostra: Jackson


Luis Malabar

Cormoura 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A minha primeira pesca com peixe, à bóia.

 
Abre a boca pedra
Já há algum tempo atrás que estes meus amigos me vinham falando dos Sargos que se apanhavam à bóia na Costa da Caparica e que era um bom sitio para se aprender e que tinha que lá ir com eles para ver como são as coisas nesta arte. Segundo percebi, já não é novidade para ninguém que por esta altura se apanham uns Sarguitos jeitosos por estes lados, embora para mim seja novidade porque nunca dediquei qualquer atenção a esta modalidade. De todas as vezes que saí de casa para pescar com bóia, acabava por fazer chumbadinha, porque não era a minha praia, mas fui ficando com vontade no corpo e, como já tinha cana e carreto em casa, estava para breve a estreia.
Nos últimos dias, em virtude do meu grupo de amigos se dedicar a esta pesca de momento, tenho perdido mais tempo a tentar perceber como ter sucesso nesta matéria, mas já vi que tenho muito a aprender. Nisto os amigos iam fazendo umas pescarias e tirando uns bons peixes, só faltava o convite surgir e lá ia eu para esta incursão. Por falar em aprender e mesmo antes de vos falar da pesca, tenho de agradecer aos presentes nesta pescaria a paciência que têm tido em me dar umas dicas sobre a matéria e que me tenham levado a apanhar uns peixes.
Já batiam as 05h30 da matina, o que para mim já é uma grande guerra para me levantar, e esta grande equipa constituída por mim, Pedro, Pereira e Francisco arrancam em direção ao pesqueiro. Conversa para aqui, conversa para ali, e eu ia recebendo mais umas dicas e táticas para melhor me adaptar a esta arte. Logo aqui, percebi que tinha a tarefa dificultada em virtude da isca que íamos utilizar. - “O caranguejo tem outro tipo de toque e ferragem, bem mais difícil do que com outros iscos”, dizia o pessoal já fora do carro e a caminho do pesqueiro. Visto isto, comecei logo a pensar: - Bem, estou feito, não percebo nada disto e ainda venho para aqui com a isca mais difícil de ferrar peixe. Não há-de ser nada.
Já no pesqueiro, vai de preparar as canas para dar inicio à faina. Entretanto, já três pescadores de buldo tentavam a sua sorte mas nada, os robalos não queriam nada com eles.
Nasce o dia e os pescadores que lá estavam deram a pesca por terminada e o pesqueiro fica entregue aos pescas para podermos desfrutar. Isco dentro de água e começa o Pereira a fazer estragos, dois ou três Sargos de seguida e todos de bom porte. Enquanto me estou a fazer ao piso, o peixe começa a dar sinal da sua graça. Toda a minha boa gente sente toque e tira peixe com o amigo Pereira a ganhar algum destaque. Entretanto e com mais umas dicas, também começo a cascar neles. Realmente é um pouco complicado a ferragem, mas com o tempo vou lá chegar. 
Tivemos sorte com o dia, o peixe estava lá e agora estava nas nossas mãos tirá-lo cá para fora. Tudo ia decorrendo, a maré ia subindo quando, em dois lances praticamente seguidos, tenho a oportunidade de ferrar duas boas chapas. Nestes lances tive a possibilidade de abrir um pouco mais os olhos na matéria de ferragem e trabalhar do peixe. Ao meu lado ia ouvindo - “mais uma refeição. Não, espera, que este são duas!” - era o amigo Francisco, que tive a oportunidade de conhecer, amigo de longa data do Pedro e do Pereira e também novato nestas lides. Diga-se, de passagem, que se estava a adaptar muito bem.

  

O Pedro e o Pereira já estão feitos ao pesqueiro e é só cascar neles. Era perto da uma e recebemos a visita do amigo Filipe, também batido no pesqueiro, que ainda vinha a tempo de conviver com o pessoal e apanhar uns peixes. Foi o que veio a acontecer, maré cheia, já a lamber o pesqueiro e o Filipe insistia na frente quando, entre uns palmudos, ferra uma chapa boa. A água começa a ser muita para este pesqueiro quando levo a primeira molha e depois tocou a quase todos, tendo o Filipe levado um de alto a baixo enquanto insistia em mais um peixe. Começa a vazar e ainda conseguimos tirar mais uns peixes entre um saudável convívio entre amigos que vão, a cada pescaria que passa, cimentando essa condição.
Chega a hora de levantar ferro e regressar a porto seguro. Digo isto porque, no final do dia e entre fotos e pesagens, notamos que o amigo Pereira parecia que tinha vindo da embarcada, só por conta dele eram 10 kg de Sargos. Os restantes fizeram uma boa pescaria.
Eu apanhei uns peixinhos, que me ensinaram a perceber um pouco mais a coisa das ferragens, o trabalhar da minha cana e também do carreto. No fundo, foi um grande dia de pesca, visto que o peixe não faltou á minha primeira pescaria com peixe nesta modalidade que tem o seu quê e muito por explorar.  

Materiais utilizados:

Canas: Prosargos Iridium Samurai 5mt, Hiro Capedo Strong 6mt, Veret Arcadia 5.5mt, Shimano Beastmaster 6mt
Carretos: Banax SI 1300 dxb, Shimano Rarenium 4000FA, Vega Superb
Linhas: Asso Fluorcarbon Coated 0,24
Anzóis: Asari Chinu nº 2
Isco: Caranguejo
Um abraço,
Nuno (pesca no prato)

Nbs - Amostras 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

9 serrajões para 3 amigos

         Boas Pessoal

      Depois do fim do dia de 4ºfeira em que andamos ás turras pela primeira vez com um novo predador......As Anchovas...decidimos voltar ao ataque na 5ºfeira de madrugada.
      Combinei com 2 amigos meus encontrarmo-nos no pesqueiro para mais um amanhecer de faina e assim foi, chegando ao pesqueiro distribuimo-nos pelas pedras perto de nós e começamos a trabalhar...escusado será dizer que ambos tínhamos a mesma amostra..:-)pois não vale apenas inventar o que já foi mais que provado.
     Começamos todos com a mesma LC 130MR até que após uma hora sem dar nada decidi passar para os passeantes, depois do que eu assisti na 4ºfeira de manhã durante 2 horas, quis descobrir se eles andavam lá e com a pouca luz que se fazia sentir era uma boa oportunidade para capturar outro exemplar de seu nome Labrax.
      Bem, lá andei eu mais de meia hora com os passeantes e nada........nem se via nada no horizonte. Os meus amigos continuavam com a mesma amostra que começaram e também nada. Bem.......passado mais um bocadinho de tempo verifico que o meu amigo Walter acabara de cravar um peixe e que pelo seu bater não podia ser outra coisa que não um Serrajão..:-).
      Bem.....pensei eu...ai vamos nós...já deram sinal....mudei para a mesma amostra que tinha começado e vai de varada....3 lançamentos e já tinha um cá fora....a pesca foi correndo de feição para os 3, perfazendo no final o total de 9 peixes, 2 para mim, 4 para o Walter e 3 para o Pedro Lourenço.
      A boa disposição reinava como sempre...e sempre que podia eu gozava com o Walter. Pois ele muito recentemente adquiriu um Twin Power 4000SW e que ansiava por o estrear....como ele já tinha trazido o carreto 2 vezes antes e não tinha apanhado nada, eu passei a dizer que o novo carreto dele estava embruxado e que não tirava nada...nem um peixe...hehehehehe.
      Posso dizer que ele já estava possesso mas como é óbvio eventualmente o carreto não tinha culpa nenhuma....mesmo sabendo aproveitei para gozar com ele até que tirou o primeiro......hoooooooooooo...:-( já não posso brincar....hehehehehe.....só visto a satisfação dele......o alivio...lololol......o coitado do peixe até veio a reboque tal era a força e velocidade que ele recuperava...lololol.
     Posso dizer-vos que foi uma excelente manhã, com peixe e melhor do que isso.....a alegria de estar com dois amigos meus á pesca...como o meu amigo Walter diz: Incrivél....lolol.
     Aqui fica a foto do nosso pescado, faltou foi a dos pescadores.......mas de certeza que irá haver muitas mais oportunidades para se tirar uma dos 3 Estarolas..:-)

                              

   Um Grande abraço para todos e até breve

   Luis Malabar

Nbs - Canas 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Em equipa tudo é mais fácil…

Conforme horário combinado no dia anterior, eram 5.30h da manha e já estávamos todos prontos para arrancar, o tempo estava de feição e tudo indicava que seria uma boa manha de pesca á bóia.


Chegados ao pesqueiro, encontramos por lá 3 companheiros que tinham ido fazer o nascer do dia ao Buldo, a “coisa” não lhes tinha corrido bem, pois o peixe que por ali andava era pouco e de pequena dimensão, esmoreceram rapidamente e deram lugar à turma que tinha acabado de chegar, isto é, NÓS.

Mais um anzol que tinha ido á vida
Como a nossa pesca era outra, não nos preocupámos muito com as informações obtidas, pois a nossa espécie alvo era o Sargo e esse normalmente marca sempre presença.
 Já o dia tinha clareado quando demos inicio á nossa pesca, o Filipe dirigiu-se á “sua” pedra de eleição para ver se sacava um “Dentuças” para abrir as hostes, o Pereira Sénior ficou comigo e o Filipe João ficou num pesqueiro mais recuado.
Já íamos nós quase com uma carteira de anzóis gasta ( pois é um pesqueiro aonde se perde algum material) quando sai o 1º Sargo palmeirudo, era bom presságio pois era sinal que já tinham entrado.
A partir desse momento a pesca mudou de figura, pois as capturas foram-se dando espaçadamente mas saindo alguns Sargos de bom porte.
Já as 9.00h batiam no relógio quando chegou mais um colega para se juntar ao grupo, o Guilherme (Zurc) que tinha combinado com o Filipe em aparecer por lá.
O Guilherme montou o seu material e optou por ficar num pesqueiro mais recuado pois os pesqueiros mais concorridos estavam todos preenchidos, mas como o nosso lema não é esse (aonde estamos á pesca cabe sempre mais um amigo) dissemos prontamente para ele vir para junto de nós.

Os nossos "amiguinhos"
O isco que ele tinha (camarão) não era o mais indicado para aquele tipo de pesca pois iria ser devorado muito rapidamente pela “rataria” que por lá habita, por isso pusemos o nosso (caranguejo) á sua disposição pois só assim ele poderia ter hipótese de tirar um verdadeiro “Dentuças”.
E assim foi , Guilherme a pescar com caranguejo e ao fim de 4 ou 5 lançamentos, já está…
Cana toda dobrada significava bom peixe na outra ponta da linha, seria o 1º “Dentuças” do dia, agora só tinha que ter calma e trabalhá-lo como deve ser, pois se ele tivesse hipótese tudo faria para se soltar mas como por vezes nem tudo corre da melhor forma  (e esta sem duvida foi uma dessas vezes), após ter trabalhado bem o peixe no ultimo suspiro do animal ele desferrou!!!
Foi pena porque era um bom exemplar, mas havia que não esmorecer, pois eles andavam lá e a qualquer altura as surpresas poderiam surgir.

As tecas da malta
Entretanto apareceu outro colega, o Filipe (Braza), que nem material tinha levado pois
foi lá apenas para estar na nossa companhia e para ter umas noções de como se pesca á bóia. Tivemos todo o gosto em ajudá-lo pois esperamos brevemente tê-lo como nosso companheiro de faina.
Entretanto o tempo foi passando e a pesca foi decorrendo com algumas capturas, o Pereira, o Filipe e o Guilherme já tinha uma teca e eu nada, nem um peixe tinha na serapilheira, que desgraça!! Eles não queriam nada comigo e estava destinado a carregar a “grade” sozinho!
Já o Pereira e o Filipe João tinham arrumado o material, quando ferro o meu 1º peixe, um Sargo, não era nada de especial, mas era peixe por isso a grade já não carregava.
De seguida bóia na água e novamente ferro outro peixe, a “coisa” parecia estar a compor-se mas a hora já ia adiantada e a malta estava pronta para se ir embora.
Era ingrato mas tinha de ser, o peixe estava aos meus pés e a pesca tinha chegado ao fim, mas o Filipe como é um gajo porreiro deu hipótese de ter mais 1h de pesca ( fez a gentileza de adiar por uma hora o que tinha combinado) e a pesca continuou em grande ritmo mas desta vez com uma nova modalidade, PESCA À BÓIA EM EQUIPA e passo a explicar.
O Filipe apanhava os caranguejos, eu ferrava peixe, o Filipe João tirava o peixe do anzol e o Pereira batia palmas, acreditem que foi a 1ª vez que pesquei em equipa. Como é obvio isto tudo não passou de mais um momento de boa disposição pois isto visto por 3ºs devia de parecer hilariante, 4 malucos com uma cana a pescarem em equipa!!!
Com esta brincadeira ainda apanhei 11 Sargos palmeirudos e passámos 1h numa tremenda cavaqueira e numa enorme boa disposição.

A minha teca
O grupo
A pesca tinha finalmente chegado ao fim, a pesca estava feita, a companhia tinha sido excelente e ainda tínhamos proporcionado um momento para mais tarde recordar, vai ser mais uma história para contar aos nossos filhos.
Foi mais um dia bem passado ao qual agradeço a vossa paciência por terem aguentado mais uma horinha para safar a pesca.
Um abraço para todos, em especial ao Guilherme que foi a 2ª vez que tive o prazer de ter a sua companhia e que espero ter muitas vezes como companheiro de faina.

Material Utilizado:

Cana : Hiro Capedo Strong 6mt
Carreto: Banax SI 1300 dxb
Linha: Asso Fluorcarbon Coated 0,24
Anzol : Asari chinu nº2

Um abraço
Pedro ( PJPescador )

terça-feira, 14 de junho de 2011

Robalos no Horizonte

        Boas pessoal.....


    Tudo começou uns dias antes do dia 11...

    Dias esses em que tinha andado apanhar os meus amigos serrajões até ter havido alteração do tempo o que veio fazer com que a temperatura da água baixa-se e como consequencia o seu afastamento em busca de águas mais quentes, pois é um peixe que necessita de água quente para encostar e ficar activo.
   Posso dizer que após a alteração do tempo, os serrajões desapareceram deixando um vazio naquela água. Robalos nem sinal, apenas de vez em quando capturava 1, um pouco maior que a amostra, o que era rapidamente devolvido a água, não sem antes matar saudades ao olhar para eles e recordar momentos passados.
   Assim foi, o mau tempo veio e foi desaparecendo ao longo da semana até entrar no inicio da semana do dia 11.
   Não posso precisar agora mas acho que foi na segunda feira dessa semana em que fiz o amanhecer e para pena minha nem um peixe senti.......era por volta das 11 horas da manhã, eu com a cana pousada afastada de mim e a olhar para o mar quando de repente vejo ao longe a descer o topo de uma pequena vaga 5 robalos grandes numa perseguição a alta velocidade atrás de um peixe que a meu ver ou era sardinha ou uma tainha que tentava fugir a todo o custo. Nisto eu reparo que a presa se dirigia a todo o gás na minha direcção e por consequencia em direcção ás pedras pois era a sua única saída para sobreviver aos predadores.
    Rapidamente mal me apercebi, corri para apanhar a cana, mal agarro na cana olho para a água e vejo que a presa realmente conseguiu fugir, nesta azáfama enquanto os robalos tentam descobrir para onde foi ela, eu lanço a amostra mesmo atrás deles e corrico.......para minha frustração a amostra passa por eles e nada.........não podia acreditar........nem lhe ligaram sequer.....passou entre eles e nada.
    Bem esta amostra com águas limpas não falha....alguma coisa se passa.......paciência.....tenho que pensar e descobrir o porquê.
    Posso dizer que eram peixes a rondar os 3 e 4 kilos, peixes esses que assim que perderam o rasto á presa desapareceram sem nunca mais dar sinal.
    A partir dessa segunda feira até ao sábado posso dizer que das 5 vezes que fui entre manhãs e fim do dia assisti sempre a ataques brutais de robalos grandes em cardumes nunca superiores a 5 indivíduos mas sempre afastados do meu alcance.

   Isto tudo para vos contar o que se passou na tarde de sábado. Sai do trabalho ás 16h30 fui a casa agarrei no material e a todo o gás dirigi-me ao pesqueiro em busca deles. Quando lá cheguei estava só um senhor a fazer outro tipo de pesca que não a minha.....nisto escolha a minha amostra preferida para fazer a pesca e começo a trabalhar mas sempre com um olho no horizonte.......numa das vezes quando estava a olhar enquanto recuperava....consigo vislumbrar não muito longe um novo ataque a um peixe...talvez para kilo.....e isto em cima de um banco de areia.......eram 3 robalos realmente enormes.....como nunca tinha visto....peixes a meu ver para 8 a 10 kilos.....fazia um peixe de 5 kilos parecer um brinquedo perante eles e não eram corvinas que também aparecem numa certa altura, isto porque a maneira de atacar era a mesma que a dos outros cardumes.........mesmo apesar de o vento estar a favor do lançamento, sabia perfeitamente que nunca iria cair aonde eu queria, e foi o que se confirmou, da única vez que pude lançar a amostra ela caiu a 5 metros antes de chegar a eles......mesmo assim podia ser que eles fossem atraídos pelo som, visto serem curiosos mas não. Eles estavam tão fixados no que estavam a caçar que mais nada interessava para eles e enquanto não a caçassem não descansavam pois nada do que estava á volta interessava...

   Bem, novamente mais uma tentativa falhada pensei eu.........talvez apareçam outra vez e mais perto. Era por volta das 19h30 quando surge um novo ataque mas infelizmente ainda não chegava lá pois o vento aonde eu estava agora não ajudava pois continuava vindo de norte, não me permitia chegar a eles.
   Eu só pensava........encostem.......encostem mais um pouco.......enquanto pensava o tempo passava....... até que por volta das 20h da tarde o vento mudou um pouco a noroeste e nesta altura vejo mesmo á minha frente e a virem na minha direcção 5 robalos a atacarem outro peixe. E que neste caso a presa estava a tentar fugir em direcção ás pedras,..........estava a ver isto e a pensar........ vêm peixinho trás eles até aqui que eu ajudo-te.........nisto digo a um rapaz que eu conheço que estava comigo que tinha chegado por volta das 18h para spinnar, para esperar um pouco......até que..........já dá.......lanço e consigo que a amostra caia 4 metros atrás deles....fecho a asa de cesto.........começo a corricar.......eu só pensava.......vou levar uma porrada........assim que passou entre eles...... isto na minha ideia, pois era ali que eles estavam............quando de repente ...........cana verga e zzzzzzzzzzzzzz..........zzzzzzzzzzzzzz............zzzzzzzzzzzzzzzzzz...............................cabeçadas vigorosas............e agora............á pois é........já tenho aqui um cabeçudo preso...........que peso terá este pensava eu........grande ele é.............não há problema porque com esta água calma até podes ter 10 kilos que não foges............fechei um pouco o drag pois não queria que fosse para o fundo........nisto o rapaz deixou de pescar e ficou a ver...........a luta deve ter demorado 3 ou 4 minutos no máximo comigo andar de pedra em pedra para o acompanhar até que o coloquei com a cabeça á tona de água, aguentei-o sem ele conseguir mergulhar durante pouco tempo até que ele lá conseguiu virar-se e fazer duas investidas finais ao fundo conseguindo mesmo assim puxar pelo drag......zzzzzzzzzzzzzz...........zzzzzzzzzzzzzzzzzz...até que deu o estouro.....estava ganha a luta..........o rapaz desceu duas pedras e eu disse-lhe para o agarrar nas guelras e foi o que ele fez............bom peixe pensei eu e claro o rapaz também estava contente com o peixe.........quando ele me passou para as minhas mãos reparei que ele veio apenas cravado num dos anzóis da fateixa de baixo........lindas fateixas da owner.......nem mexem........se fosse das outras tinha aberto quase de certeza pois não sei se elas aguentariam como estas quando eu tive que puxar por ele no inicio.

    Fica aqui duas fotos para verem a diferença entre elas e sua explicação:

                                             

    Do lado esquerdo são as novas que comprei e coloquei da owner para equipar todas as minhas LC e do lado direito apesar de estar pior são as fateixas que as LC trazem de origem, talvez na foto não de para ver muito bem mas que existe uma grande diferença quem as vê ao vivo existe. as amostras da LC quando vêm de origem trazem dois numeros diferentes em que a de trás é mais pequena que a do meio no caso da 130MR.
    Eu equipei as minhas com um numero acima e bem diferentes das outras de origem, se repararem a fateixa é muito mais grossa, a abertura é diferente, são mais afiadas e o bico é maior a comparar com a de origem, apenas posso dizer que são mortais, pois o bico não se perde com o tempo nem em pedras e em termos de perfuração é perfeita até nas partes mais rigidas, alêm de darem mais segurança para quem pesca.
    Melhores que estas talvez só as da decoy que são praticamente o mesmo preço mas com formato diferente.
    Equipei as amostras com o mesmo numero tanto para trás como para o meio, pois a lançar são perfeitas, cortam melhor o vento de frente pelo seu peso superior ás outras e segura melhor a amostra com mais mar, esta é a minha opinião e vale o que vale amigos, apenas já experimentei várias e consegui chegar a um equilibro fantástico pois tambêm não perdem o seu wobling acentuado com as fateixas mais pesadas que é de extrema importância, talvez a maior.
     Continuando.......... o rapaz na altura que eu lancei a amostra, também ele lançou a sua, mas sem sucesso pois infelizmente a que eu uso é infalivel naquelas circunstancias como ele pode perceber pois ele assim que vinha a tirar a sua amostra de dentro de água reparou que vinha outro cabeçudo atrás dela mas nunca fez intenção de atacar a amostra........se fosse a minha nunca na vida após ter sido identificada por eles chegaria sequer ás pedras sem ataque.
    Pois bem, lá guardei o meu peixe e continuamos a spinnar até ás 21h30, mas infelizmente eles desapareceram sem deixar rasto. Demos por acabada a pesca e fomo-nos embora todos contentes para casa.
    Posso dizer que o rapaz que estava ao meu lado pesca com mono 0.30 directo.......mono não multi....lol......pois gosta de dar hipótese ao peixe de lutar.....admiro a sua ideologia, coragem e sangue frio.....mostrou-me a foto de um com 6 kilos e 50 gramas que tinha tirado na quarta feira ao meio dia com sol a pique e com uma saltiga lazer sardine....grande amostra..........que lhe levou muita linha pois a pescar com essa espessura de linha nunca poderia fazer o que eu fiz....mas gostos são gostos.....lol....acredito que esse que ele apanhou devia ser um peixe vadio talvez trazido pelos outros que a meu ver......pois eles nessa semana sempre atacavam ou apareciam em cardume e nunca sozinhos.
    Quando fui para casa depois de despedir-me do rapaz, ligou-me dois amigos, o Pedro Lourenço e o Walter para saber como tinha sido a pesca, falei-lhes do peixe que tinha a apanhado e o Walter perguntou-me se não queria fazer a viragem da maré nesse dia á noite que era por volta da meia noite.....eu disse-lhe que sim, que ia ter com ele ao pesqueiro, fui para casa, jantei e voltei ao pesqueiro por volta das 23h 30. Falei com o meu amigo Valter e ele disse-me que nem um toque nem nenhum ataque, pois bem começamos a spinnar os dois fazendo até uma hora depois da viragem da maré e sempre sem ver nada e sem sentir nada.
   Lá cansados de trabalhar decidimos ir comer, depois descansar um pouco no carro e fazer o amanhecer, esse era o plano mas depois de comermos deu-nos uma moleza que decidimos dar por terminada a sessão de pesca e ir para casa.
    Posso dizer que de manhã antes de ir trabalhar ligou-me o Pedro Lourenço a dizer que não tinha conseguido dormir a pensar nos peixes e ás 3h30 da manhã levantou-se e decidiu ir até lá, posso dizer que ás 4h 20 já estava agarrado a um cabeçudo e totalmente sozinho e sem ninguém para o ajudar......boa.......acontece......lol........ele disse-me que ainda após muita luta com o peixe ainda o conseguiu ver........pelo tamanho que me disse, talvez seria peixe entre 6 e 7kilos pois disse-me que em tamanho deveria ter mais dois palmos e meio que o de 4 kilos e 200 que eu lhe tinha tirado......escusado será dizer que infelizmente o peixe ganhou....rebentando o multi com a ponteira 0.40 Seaguar e levando a amostra que eu lhe disse para usar....a mesma de sempre que eu uso á noite.....e a que eu matei o peixe de tarde.
    Paciência amigo fica para a próxima disse-lhe eu......ele ainda me contou que ao amanhecer viu vários ataques mas que nunca conseguiu lá chegar com a amostra.
    Posso dizer que eu quando estive com o Walter disse-lhe....ainda nos vamos arrepender em ir para casa.........lololololol.
    Assim foi esta semana maluca com muita paciência e bastante perseverança de minha parte e do Walter que sempre que pode, nunca largou o pesqueiro e nunca os perdendo de vista, pois é fundamental perceber em que altura da maré é que eles se alimentam estando mais activos a caçar, posso também vos dizer a que conclusões cheguei no final da semana.
    Creio que eles tiveram sempre em vantagem em relação a mim mantendo-se longe mas mais importante do que isso foi as horas a que o faziam, em plena luz solar, que com ajuda da clareza das águas o que os permitia serem vistos com total clareza e mesmo com a minha melhor amostra para esse tipo de águas eles percebiam o engano mesmo com a ponteira fluor da Seaguar que uso. Eu tinha que tentar inverter os papeis e ganhar vantagem a eles, que foi o que se passou no sábado. Foi a falta de luz das 20h desse dia que me permitiu que eles encostassem e que na azáfama da caça mais a minha melhor amostra que sei que não falha nessas alturas que me permitiu caçar este exemplar.
    Nunca foi uma pesca ao longo destes dias de fazer muitos lançamentos mas sim de observação do mar em todos os sentidos, pois eu não queria ter a minha amostra dentro de água noutro sitio quando eles aparecessem noutro.
   Também fizemos tentativas nocturnas pela fala de luz mas simplesmente não apareciam e a única vez que apareceram foi no sábado de madrugada.
   Aqui fica mais um exemplar que será cozinhado entre amigos e que pesou 5 Kilos 430 gramas, pequeno mas muito gordo, acredito que não sejam ovas mas sim muito peixe...lolol
   Agora que eles desapareceram voltaram os meus amigos serrajões...e já apanhei mais 5.......lolol

5,430 kg.

       Material: 
   
       Cana: diaflash 3.60
       Carreto: Stella  5000 SW
       Linha:   Sufix 0.20 com ponteira 0.43 Seagur
       Speed Clip:   Owner
       Amostra:    Lucky Craft      


       Um grande Abraço a todos os aficionados da pesca e até breve.


                Luís Malabar

domingo, 12 de junho de 2011

Douradas Algarvias com Pedro Campos Lourenço


      


Nome : Pedro Campos Lourenço

Idade : 30 anos

Tipos de pesca preferidos : Spinning e Surfcasting





Pescaria realizada pelo nosso amigo Pedro Lourenço, que aqui nos deixa o relato na 1ª pessoa.

Cinco Douradas, duas histórias

1º Dia
Tive que ir uns dias ao Algarve tratar de uns assuntos, aproveitei e levei o material de pesca.

Cheguei na quinta feira pelas 14 horas á Praia da Rocha, Portimão, decidi ir pelo caminho mais longo para casa para poder ver o mar, este encontrava-se meio mexido e com uma corrente forte a viragem estava quase, era ás 15horas. Fui pôr a minha avó a casa juntamente com as malas e pouco mais, fui a correr para a loja de Pesca para comprar isco mas como não tenho sorte nenhuma e a loja só abria ás 15 horas fiquei sentado no carro ansioso que os minutos passassem para poder ir pescar.

Finalmente a loja abriu, olhei para o frigorífico e vi uns caranguejos com bom aspecto, levei uns juntamente com ganso e lingueirão e ao  sair da loja entra um homem que ia lá deixar uns moradores ( por cá tem o  nome de casa alugada, acho), aproveitei como tinham chegado e estavam mesmo frescos  acabei por levar.

Chego ao pesqueiro e já lá estavam uns 6 ou 7 pescadores, um só tinha apanhado uma dourada pequena. Montei o material e fiz uma iscada com morador e como o mar estava a correr afastei-me deles um pouco e fiz um lançamento, ao preparar a segunda cana com uma iscada de lingueirão, vejo a minha outra cana a dar sinal de vida, dou uma fisgada e vem a primeira Dourada pequena não lembro-me do peso mas devia ter umas 550 gramas.
 Já com as duas canas dentro de água e como não estava a picar decidi pôr-me na conversa com os outros pescadores e reparei que nenhum tinha o meu isco, um velhote que só estava a pescar com minhoca da areia pediu-me dois moradores e em troca deu-me umas minhocas. Após a troca fui ver as minhas canas e a que tinha lingueirão vinha sem nada. Decidi usar as minhocas, faço um belo cachucho, ponho um pouco de jornal enrolado no isco para este não se partir ao cair na agua e faço o lançamento, pouso a cana e vou recolher a outra e quando estava a meio de recolher a cana esta dobra-se toda, começo a recolher e a sentir uma enorme luta, peço para me ajudarem com o chalavar e quase fiquei arrependido de ter pedido ajuda pois o  homem não o sabia utilizar e quase perdi a Dourada. Esta era bem maior que a primeira pesava 1.139 gramas. Como não tinha um saco bom para pôr os peixes, usei um saco preto do lixo mas a burra decidiu destruir o saco, perguntei aos outros pescadores se tinham um a mais e nada. Por sorte estava um homem a vender laranjas do Algarve e foi mesmo isso, peço um saco e compro uma caixa de laranjas estas vão para o saco e o peixe para a caixa.

Após ter tirado a ultima Dourada, durante as duas horas seguintes não senti nenhum toque, trocava de isco e nada. Quando ia a recolher as canas para ir para casa, numa vem um peixe pequeno que não sei o nome que ao tirar o anzol o peixe morreu e decidi ficar com ele , ia  a recolher a outra cana e vejo esta a levar uns toques pequenos sistemáticos pensei para mim é um charroco e deixei continuar. Farto dos toques começo a recolher sinto que tem peixe mas sem luta, digo para mim pronto era mesmo um charroco mas a meio do caminho tudo mudou o peixe acordou e decidiu dar luta ( deu mais que a grande), temos festa  deve ser uma burra ( pensei eu ) mas já com ela aos pés vi que era pequena e nem foi necessário o chalavar, arrumei o material e fui todo contente com o peixe pois fui o único que apanhou 3 Douradas .


2º Dia
    Era Sábado á noite e tinha jantado cedo, tinha comido um  caril de gambas, como já eram quase 22 horas e a fome já apertava decidi ir a Portimão ao Burguer Ranch comer um hambúrguer, estava eu sentado a comer  quando vejo junto ao passeio do rio um homem a pescar á chumbadinha e a sacar um Sargo palmeiro. Após ter acabado a refeição fui ter com ele para meter conversa , meia dúzia de palavras quando ele me disse que um pescador junto ao clube naval tinha sacado uma dourada de 2 quilos, fiquei logo em pulgas, mas fiquei mais um pouco á conversa.

Como nem os Sargos nem as Safias estavam a pegar no lingueirão e estava na hora de ele ir embora, ele ofereceu-me o lingueirão. Nem pensei duas vezes fui ao carro a correr buscar a mala das chumbadas, anzóis e a cana telescópica que por sorte estava lá porque no dia seguinte rumava a Lisboa, não estava propriamente vestido para a pesca mas sim para a pesca das "bifas", mas decidi ir na mesma.
    Chego ao pontão de madeira junto ao clube naval onde os barcos atracam e comecei a olhar para o rio e reparei numa corrente forte que arrastava o lixo devido a vazante, fiz uma montagem adequada com uma chumbada de correr, uma missanga antes do destorcedor e uma baixada de uma braçada na ponta, 2 anzóis com um curto espaçamento era o ideal para pôr um anzol numa ponta do lingueirão e outro em outra, faço o lançamento com cuidado e não para muito longe pois não tinha seda para atar a iscada. Mal faço o lançamento começo a sentir pequenos toques e sempre que recolhia vinha o isco todo comido, por volta do 6 lançamento ferrei a mais pequena embora já grandinha com 2.400gr, não deu muito trabalho a tirar sem chalavar. Estava todo contente pois a noite prometia ser boa e poderia apanhar uns bons quilos de Douradas mas o entusiasmo acabou logo ao olhar para o saco que o tal pescador me tinha dado, pois tinha apenas  mais 3 lingueirões .

Faço mais um lançamento e quando recolho  vem o isco comido ( pensei logo pronto hoje já não apanhas mais nada ) lanço novamente esperei talvez uns 20 minutos quando me  toca o telefone e começo na conversa, o sitio não era totalmente iluminado e não tinha um starlight para pôr na ponta da cana.

A meio da conversa começo a ouvir um barulho esquisito mas nem liguei, mais um pouco o barulho aumenta e decidi averiguar. Como estava um pouco longe da cana fui ver se o barulho era da cana e confirmou-se, a cana estava completamente dobrada e metade do fio do carreto já tinha ido, aí começo a trabalhar o peixe que me estava a proporcionar uma luta agradável e desafiante mas tinha que o recolher rápido e não o podia trabalhar muito, porque onde me encontrava tinha alguns cabos de acostar as embarcações, um espectador viu-me aflito com o peixe e sem maneira de o tirar desceu para uma jangada e perguntou-me se queria ajuda ( ao qual respondi logo que sim ) trabalhei mais um pouco o peixe e passei a cana para a mão dele, segurei no fio e comecei a puxar devagar dando tempo ao companheiro que me estava a ajudar a recolher o fio com o carreto, deito-me na jangada faço um ultimo puxão e consigo agarrar a Dourada pelas guelras.
Aqui deixo a foto das 2 papudas.


Um abraço
Pedro Campos Lourenço

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Novo espaço


    Aqui abri-mos um novo espaço a pensar  nos nossos amigos e companheiros de faina.

É um espaço aonde iremos dar a conhecer quem eles são, por onde andam,  as suas  pescarias , aventuras e desventuras neste mundo tão vasto que é a pesca desportiva. 

São vocês que nos acompanham por essas praias fora e que fazem com que este desporto seja mais de que uma mera forma de lazer.

Amizades que se fortalecem, momentos que se tornam memoráveis em que muitos a vossa presença foi o mais importante.

Por isso e para vocês aqui fica este espaço, desfrutem dele !

Um abraço,

Os Pescas

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Douradas no Seixal


Prainha do Seixal (entre o pontão grande e o Cais da Trânstejo)

Após um dia em que tinham saído uns peixes no Seixal, destaco duas belas Douradas de porte acima da média aqui por estas águas, lá foram Os Pescas para mais uma jornada. Pesqueiro de pequenas dimensões, há que ir cedo para se poder pescar. Para se conseguir bom peixe neste pesqueiro é necessário fazer grandes lançamentos para que se consiga alcançar a cale, não tendo fitas de medir em vez de olhos posso afirmar que são exigidos uns bons 100 metros para pelo menos ficar perto da parede. Este facto limita o pesqueiro a quem consiga lançar razoavelmente.Já no pesqueiro vai de começar a pescar mas peixe nada. Sem peixe mas com o melhor convívio, contámos com a visita do Luís Malabar que decidiu dar folga aos Robalos e fomos aproveitando para discutir sobre alguns materiais e sobre os nosso Blog que tanto prazer nos dá partilhar e sobre os belos Robalos que o Luís tem apanhado. O peixe teimava em não aparecer, e a pesca ia ficando para segundo lugar com o pessoal a por a escrita em dia enquanto a maré começava a encher, a água era pouca e havia que aguardar . Com um pouco mais de água, pequenos toques se faziam sentir mas Douradas de porte que é bom, nada. Entretanto lá se foi vendo peixe sair, uma ou outra Douradita de palmo iam aparecendo na areia. Já bastava o peixe ser pequeno e os toque pouco convincentes eis que aparecem as melgas, melhor, o gang das melgas decididas a dar toques mas com muita convicção.

Podem não acreditar mas são ás carradas e os ataque inevitáveis. sem grandes soluções lá tivemos que fazer um pouco de fumo para as espantar o que teve algum resultado. As nossas expectativas de poder ferrar um peixe grande iam-se perdendo, pois já tinha passado a hora da maré, uma boa quantidade de canas e só 3 ou 4 peixes fora de água.

Ainda apareceu uma enguia que nos surpreendeu ao andar por ali a esta altura mas... a pesca é assim  mesmo sem muito peixe reuniu um grupo de pessoal porreiro que teve tempo de pôr a escrita em dia, para alem de mim estiveram presentes o Pedro, Filipe, Filipe Sénior, Malveiro, Tomané e o Luís, resultado uma cambada de gradeiros mas com classe.
Entretanto foi chegando a hora e demos por terminado o convívio já preparando o dia seguinte para ir novamente procurar as ditas Douradas que não quiseram aparecer.

Deixo aqui o video da captura da enguia, espero que gostem.

Enguia no Seixal from Os Pescas on Vimeo.


Um grande abraço,
Nuno (pesca no prato)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Banax GTX Kombatt

Banax GTX Kombatt


Boas pessoal, todos temos canas que gostamos mais e outras que gostamos menos. Seja por adaptação pessoal ou meramente por acaso, acabamos por adquirir canas que durante anos nos acompanham em jornadas gloriosas. Hoje apeteceu-me falar da menina dos meus olhos.


Uma das melhores canas de bóia que usei até hoje, proveniente da Banax, uma marca a ter em conta no que concerne a canas, foi lançada já há muitos anos.
Ainda hoje a utilizo, sempre com um desempenho de elevada qualidade demonstrando estar ao nível das melhores canas actuais, quer na qualidade do carbono, quer no seu peso pluma para a potência que transmite ao pescador.

A GTX é uma cana de trato dócil, fácil de manejar por qualquer pescador, desde o mais experiente a um iniciante.
Por ser uma cana com uma acção progressiva permite um equilíbrio considerável ao pescador, permitindo-lhe ferragens rápidas sem nunca perder a sua "espinha dorsal" equilibrada.

Posso adiantar que já a uso há mais de 9 anos sem nunca ter tido qualquer problema. A ponteira é um hino às canas de bóia, revelando-se matadora na hora da ferragem, os seus componentes não sendo fuji( impensável para a época de compra) revelaram ao longo dos anos aguentarem-se intactos e com poucos sinais de desgaste.
O carbono usado é um dos melhores da marca, um carbono reforçado que permite ao pescador sentir segurança no momento de içar o peixe. Posso deixar como exemplo os 2,5 quilos elevados em plena loja de pesca com muitos pescadores a presenciarem, ao nível do chão( mais difícil do que em altura), situação que retirou qualquer dúvida sobre a sua capacidade. Julgo que acima destes valores, querer elevar um peixe se torna um acto quase que heróico. O problema não está na capacidade ou não de uma cana elevar o peixe, mas sim na força que temos que exercer para o conseguir.

Um dia por brincadeira sem nunca abusarem do peso, exprimentem ao nível do chão içar por exemplo 2 quilos e vão perceber ao que me refiro! Lembro-me de ter os meus braços a tremerem como "varas verdes" no momento tal era a pressão que a cana estava a exercer.

A içar peixes, o maior que tirei( falo em levantar o peixe em peso, não em capturar) com a GTX foi um robalo de 2,2 kg, mostrando-se a cana muito segura para o peso içado.

É difícil dizer muito mais sobre uma cana de pesca de bóia, no caso da GTX, por ser a cana que durante mais anos usei no meu percurso enquanto pescador posso garantir que dificilmente se encontram defeitos nesta cana.
O que se procura quando andamos a ver uma cana de bóia?
Bem independentemente do local, quase todos acabamos por procurar o mesmo: preço aceitável, leveza aliada a uma robustez que nos transmita segurança, uma boa ferragem, e componentes que permitam aguentarmos alguns anos sem ter que trocá-los. E isto a GTX tem.
Depois o gosto pela acção dela já depende muito do pescador. Eu pessoalmente não me dou bem com canas "bambalhonas", preferindo na pesca à bóia canas entre a acção progressiva e a acção de ponteira( aqui tem muito que se lhe diga, num próximo artigo falarei sobre o assunto). E aqui é também o espaço onde se situa a GTX.
O seu C.W. é simplesmente "perfeito" pois permite pescar desde as gramagens mais baixas a gramagens elevadas( 5-120).

Quando penso nesta cana e em todas as que possuo ou já exprimentei, penso sempre no equilíbrio que esta vara me transmite quando comparada com as restantes.
Em quase todas as canas de bóia encontro algum ponto menos positivo, algo que me deixa desgostoso, no caso da GTX e da mais parecida com ela de todas as que tenho( Veret Arcadia), não consigo encontrar esses defeitos. Fazem o que se pede, e fazem-no bem, são leves, matam bem o peixe, não perdem a postura com os grandes exemplares e isso é algo difícil de encontrar, o equilíbrio entre leveza e poder.

Existe no entanto um aspecto que considero importante nesta avaliação que faço, que é a minha pouca frequência em pesqueiros superiores a 10 metros de altura. Não pesco muito nessas zonas portanto a avaliação feita é para determinados pesqueiros, normalmente de fácil acesso.
Já a utilizei em alturas e portou-se muito bem, mas como não o faço frequentemente não quero dar pareceres para essas zonas.

Se tivesse que apontar um aspecto negativo( como não encontro nenhum) diria que em dias de muito vento, quando a comparo com por exemplo uma Barros Power Strike, sinto que a GTX não se adapta tão bem. De resto, nada a apontar. Uma máquina de combate, uma cana explendorosa, num preto lindíssimo que lhe dá um ar matador e que espero que me continue por muitos anos a deslumbrar. Uma cana fabulosa para a pesca à bóia.


Ficha técnica ( 5 mts):

Carbono: Hi-modulus carbon, reiforced carbon TX90.
Peso: 315 gr.
Acção: Progressiva.
C.W.: 5-120 gr.
Número de passadores: 8.

Filipe Condinho

domingo, 5 de junho de 2011

Serrajões a la " Os Pescas "


Agora que o nosso amigo Luís Malabar se dedicou á pesca do Serrajão, aqui deixamos a receita do que consideramos um verdadeiro manjar dos Deuses.
Isto é apenas uma ideia de como confeccionar os Serrajões, é uma receita de fácil execução e que requer apenas algum jeito para a operação de escalar o peixe.
Espero que gostem.


Ingredientes :
  • 1 Serrajão
  • Azeite
  • Sumo de limão
  • Alho
  • Pimenta
  • Salsa
  • Sal qb



Como dissemos anteriormente a 1ª operação a realizar é a de escalarmos o peixe, para isto precisamos de uma faca de serrilha afiada para no sentido longitudional do peixe e sempre começando do lombo para a barriga  efectuarmos um corte de maneira a abrirmos o peixe em duas metades sem nunca se separarem entre elas.

Para o molho:

Numa tigela á parte adicionamos o azeite com um pouco de sumo de limão e o sal, mexendo bem o molho até se tornar hómogénio, de seguida adicionamos o alho picado em  pequenos pedaços e juntamente com a pimenta e voltamos a envolver tudo .
Depois do nosso tempero preparado, colocamos o nosso Serrajão já escalado numa travessa e regamos o peixe de forma a que o molho cubra o peixe por completo.
Depois do peixe temperado, deixamos a marinar durante 24h dentro do frigorífico.

Confecção:

Acendemos o fogareiro de forma a obtermos um lume intenso mas regular ( sem chama ).
Quando tivermos o nosso lume no " ponto " colocamos o peixe de forma a que a pele fique virada para baixo, isto é encostada á grelha ( temos que ter sempre em atenção ao lume pois derivado ao azeite do nosso molho poderá ter tendência a fazer chama  o que iria danificar o nosso peixe ).

Deixamos o peixe assar ( sempre da mesma forma ) até observarmos que o interior do mesmo está a ficar com uma cor esbranquiçada, é sinal que o peixe por dentro está cozinhado e é altura de o virarmos ao contrário de forma a apenas lhe darmos aquela cor própria do peixe assado.


Já com o peixe na mesa, amanhamos o peixe de forma a conseguir retirar-lhe todos aquelas " febras ". É um peixe em que as " febras " saem inteiras pois é um peixe de textura "carnuda".
Para acompanhamento sugerimos umas  batatinhas a murro assadas no forno ( de preferência Olho de Perdiz ), uma salada de pimentos vermelhos assados temperada com alho e uma salada de alface.
Para beber um vinho verde bem fresco.


Este é o aspecto final, apreciem.
Bom apetite !

Os Pescas