Os nossos amigos

terça-feira, 24 de maio de 2016

( Video ) como segurar no peixe sem magoar as mãos...



Boas Pessoal...


Eu decidi fazer este video para dar alguma ajuda à malta quando chega a altura de tirar fotos ao peixe...

Eu tenho visto centenas de pescadores nas redes sociais que quando chega a altura de levantar o peixe ao alto para tirar fotos, a meterem ambas as mãos dentro da zona das guelras do peixe, e como todos sabemos que essa zona em contacto com os nossos dedos e mãos pode ser bastante doloroso.

Esta técnica aprendi à muitos anos na caça submarina e sem sombra de duvida é a melhor quando queremos agarrar num peixe que já tenha um tamanho considerável.

Espero que vos seja útil e que possam usar isto muitas vezes...hahaha...tirando isso o meu marinheiro é um excelente pescador mas as câmaras e filmagens não são a praia dele...hahaha.



                              Um grande abraço e até breve

                                           Luís Malabar

terça-feira, 17 de maio de 2016

Mar de Março e Abril....


Boas Pessoal....



Desta vez vou fazer um resumo do que se passou nestes dois meses de pesca onde o jigging e a pesca de fundo prevaleceram..

Nem sempre foi fácil dar com o peixe, principalmente quando o mar por diversos dias ao longo destes dois meses não ajudou em nada não permitindo usar certas técnicas de pesca. Grandes correntes e quase sempre de norte para sul. Sem falar nos peixes balão que eram às centenas e que por onde passavam cortavam todas as linhas à excepção de cabo de aço...hahaha. Nem o cabo do ferro de diversas embarcações sobreviveu aos dentes destes malditos peixes que deus criou só para chatear quem vai ao mar.

Continuo sem perceber qual a razão destes peixes balão cortarem as linhas ou os cabos!!!...o que será que eles vêm ou sentem em relação às linhas???...será da vibração da água e por curiosidade mordem só para ver o que é???. A verdade é que é muito frustrante acabar de lançar uma montagem nova, com tudo novo e com os anzóis iscados e assim que o chumbo toca no fundo eles cortam tudo!!!...e se por acaso estivermos a pescar num fundo a 100 metros e houver algum a 40 ou a 50 metros do fundo, além de ficar sem a montagem, ainda ficamos sem 50 metros de madre!!!.....dasss!!!

Para terem uma noção, assim que eles aparecem a única solução é levantar ferro e mudar de sitio. O que acabou por acontecer por diversas vezes e com a certeza que havia no pesqueiro grandes peixes para apanhar.

Pior pior pior.....é quando ferram um peixe grande e vem de lá aquele aborto da natureza com duas laminas a fazer de boca e PIMBA!!!!!......cortam o leader!!!!.....ARGHHHHHh.....hahahaha.

Já viram se estivessem às corvinas e elas eram às dezenas e tivessem que ir embora porque havia um peixe que não gosta de vocês e que estava lá em baixo só à espera que ferrassem uma corvina para cortar a vossa linha...hahahaha....é mesmo isso amigos...UM INFERNOOOOO...hahaha.

Mas passando à frente e esquecendo este triste assunto ainda tivemos muitos dias bons e com peixes a rebentarem leaders seja ao jigging como ao fundo. Como em dois dias tanto eu como o meu marinheiro já espumávamos da boca por não conseguir levantar o peixe do fundo tal eram os bichos. Ele até numa das vezes gritou a pedir a minha ajuda...hahaha...mesmo a pescar com 1.60 na linha de mão não foi capaz de segurar a corrida do peixe antes que ele se enfiasse numa laje...hahaha.


Mas como tudo na vida faz parte da pesca estes dias, em que por mais que nos esforcemos eles ganham. Felizmente já aprendemos quando é que estas situações estão para acontecer mas também não quer dizer que não voltem acontecer...hahaha. Uma delas é quando os pargos estão ao monte e a outra é quando os pargos vêm para cima já mortos e completamente amassados de ter estado dentro da boca de um destes animais...hahaha...geralmente só sentimos que algo muito mau sugou alguma coisa que estava preso e a lutar ou no jig ou na montagem de fundo.

A pesca também não vive só de monstros das profundezas, mas também de outros peixes que apesar de serem pequenos não deixam de ser bonitos e têm a sua beleza natural cheios de cores ou com pequenas particularidades nos seus corpos.



Infelizmente só conseguimos dar com os capatões dois dias, e que apesar de não atingirem os tamanhos a que já nos habituámos em Portugal e noutros países, não deixam de ser bons pargos para a zona onde vivo. Eram poucos mas ainda consegui tirar alguns em slow pitch e ao fundo.


Em relação às corvinas, elas já começaram a dar um ar da sua graça e até sairam 2 ou 4 punguetos entre os 12 e os 15 quilos. Talvez este cacimbo nos traga boas recordações e alguns exemplares de bom porte, o que já não aconteceu o ano passado sabes se lá porquê!!!

Aproveitei também durante este tempo para pintar e renovar alguns jigs, principalmente os de slow pitch onde até mais ver os koika se tornaram o preferido dos peixes....hehehe. Pude também observar e constatar que a combinação da cor laranja com fosforescente é a preferida de quase todos os peixes. Principalmente quando pescamos nas zonas baixas e até aos 100 metros.



Não é à toa que os predadores adorem o laranja, pois a maioria das presas deles, como o tico tico, os pargos e outros, todos têm um tom alaranjado e avermelhado. Claro que não existem verdades absolutas sobre as cores dos jigs e o que funciona aqui pode não funcionar noutro país e noutras águas.


Em relação ao jigging e especialmente a slow pitch posso vos dizer que é realmente uma técnica mortal para quase todos os predadores e que nos permite tirar peixe quando mais nada parece funcionar. Se formos a comparar estes jigs com os vinis, este jigs ganham e muito sobre os vinis.


Passo a explicar...

Todos os jigs criados para slow pitch têm como objectivo manterem-se o máximo de tempo na zona de ataque do predador e isso se deve ao design do próprio jig, onde uma das faces é oval e quase direita e a outra em pirâmide. Claro que existem pequenas variações de marca para marca, mas isso se deve à profundidade e pesos indicados para certas profundidades e correntes.

No geral o formato é este e é esse design que torna estes jigs irresistíveis para os peixes. Este jigs ao contrário dos vinis, não tem o peso na cabeça, dai a queda dele ser feita na horizontal aguentando mais tempo na queda ao contrário do cabeçote do vinil que o obriga a descer rapidamente em direcção ao fundo. Esta é a maior diferença  dos jigs de slow pitch para os vinis ou os jigs de high pitch ou speed jigging como quiserem chamar que têm o peso na cauda.

Enquanto o vinil apenas movimenta a cauda na descida o jig emite as mesmas vibrações mas ao mesmo tempo flashes de cor, e dependendo da corrente pode-se movimentar tanto para a esquerda como para a direita. Não é por acaso que os jigs de slow pitch tentem a ter um dos lados de uma côr e a do outro a mesma mas em forma de zebra onde o fosforescente intervala com a côr de base. Pode ser em rosa, prata, laranja, preto..etc...isso permite que cada vez que o jig se coloque na horizontal e começe a cair emite esses flashes como se fosse um pisca pisca.


Outra das mais valias destes jigs a comparar com os vinis está na ferragem dos peixes, onde a taxa de sucesso é muito superior à dos vinis. Se formos a ver o caso destes jigs, eles são compostos por dois pares de assist hooks, logo são 4 anzóis possíveis de ferrar no peixe e mesmo que apenas um dos anzóis ferre no peixe, ao abanarem a cabeça e durante a luta os outros acabam por se ferrar sozinhos. A liberdade de movimentos que a assist cord proporciona, faz com que eles se ferrem por si mesmo. E se formos a pensar na forma de comer da maioria dos predadores, ela é feita por sucção, tal como as corvinas e os robalos em Portugal e quando o fazem no caso dos jigs, a primeira coisa a entrar na boca deles são os anzóis e só depois o jig.

Se compararmos com os vinis, podemos ter um anzol no cabeçote e um assist hook no corpo/cauda ou então uma fateixa ligada ao cabeçote ou até ao solid ring. Quando é feito o ataque e a sucção ao vinil por norma ou é na cabeça ou então é na cauda, mas independentemente onde seja, nenhum dos anzóis estão livres para efectuar uma ferragem em condições, que permita ferrar na parte mais dura da boca do peixe e é por essa razão que muitos peixes se desferram ao fim de um tempo, rasgando parte da sua boca durante a luta.


Com isto não quero dizer que os assist hooks são mais eficazes que as fateixas, mas na maioria dos caso eu acho que sim e isso depende do tipo de pesca. No jigging é fundamental a meu ver. Uma coisa é quando temos uma amostra numa velocidade constante como no caso do trolling ou no spinning, que quando o peixe abocanha a amostra, trava a mesma, ferrando-se. outra coisa é quando temos um objecto em queda e livre e é sugado, sem que na maioria dos casos nos apercebamos, e mesmo quando nos apercebemos do ataque já os assist hooks entraram na boca do peixe acabando por se ferrarem no osso da boca.

Bem....eu podia continuar a explicar tudo sobre slow pitch mas a malta depois fartava-se..hahaha...a ver vamos o que se vai passar nos próximos anos em Portugal e no resto do mundo :-)

Agora que tenho cá os meus sogros, a ver se descubro uns peixes jeitosos para ele se divertir e passar aqui uns belos dias nestas águas e na companhia da família :-)



                                Até breve meus amigos

                                       Luís Malabar