Um espaço de partilha, criado por um grupo de amigos para a comunidade do mundo da pesca, onde o respeito pela natureza e legislação são um factor importante, e onde se procurará fomentar a paixão pela pesca desportiva.

quinta-feira, 24 de Abril de 2014

( Spinning & Jigging ) O fim do Verão aproxima-se.....



Boas Pessoal.....


Em primeiro lugar, quero pedir desculpas aos nossos amigos e leitores, por demorar algum tempo a publicar um relato de pesca. Para quem não sabe, finalmente tenho um barco e essa é a razão principal por não ter publicado nada até agora.

Eu digo isto porque, tive que me habituar ao barco neste mar e a prepará-lo para a pesca, o que me levou a deixar as capturas para segundo plano se é que me entendem...:-) Claro que continuei apanhar peixe sempre que fui, mas esse não era o intuito, mas sim a marcação de pontos de peixe, conduzir e pescar ao mesmo tempo entre muitas outras coisas.

Espero a partir deste momento, voltar a partilhar convosco muitas aventuras mas desta vez a bordo do meu barco...:-)


Como o titulo diz, infelizmente o fim do Verão aproxima-se, mesmo apesar das águas continuarem entre os 24 e 26 graus, os pelágicos cada vez são menos e mais difíceis de ferrar, seja ao spinning como ao jigging. Até os dourados, peixes que habitam a superfície do nosso mar, já mal se vêem, pois com a falta de detritos à tona de água pela falta de chuva, deixa de existir o factor mais importante para a sua desova, logo, seguem o seu caminho para zonas mais atractivas.

Já se torna difícil encontrar grandes aglomerações de predadores, e mesmo quando conseguimos encontrar alguns, é um quebra cabeças para dar com a amostra, jig ou com os movimentos certos que façam com que eles ataquem.

Agora voltando à pesca..:-) posso dizer que os Black Minnow continuam a fascinar-me, seja para o spinning ou jigging. Com o seu leque de cores e de pesos, permite que seja possível explorar diversas profundidades e espécies. Principalmente aqueles que por natureza são muito lentos, mas que não deixam de ser vorazes com a sua mais valia, de não prender em obstáculos.



Vou contar-vos uma situação que aconteceu-me à dias no meu barco quando andava ao jigging...:-)

Tinha acabado de chegar a um dos pontos dos piazeites, quando deparo com duas chatas carregadas com 6 pescadores cada!!...todos eles a pescar com linha de mão de 3 milimetros e com um estralho de 3 metros!!..e por fim a iscarem com sardinha!!...até aqui tudo bem, pensei eu!!

Começo por sondar a zona à procura de um cardume de piazeites e enquanto ia olhando para a sonda, olhava também para os pescadores a ver se apanhavam alguma coisa.....e foi num desses momentos que eu vejo dois deles a puxar dois piazeites já bem grandes para dentro do barco!!....hummm.

Decidi aproximar-me de um dos barcos e a sonda começa a mostrar um cardume já jeitoso!!...boa..estão aqui...hehehe....escolhi o jig e lanço. Assim que chegou ao fundo, começo a trabalhar e nada?????....1 vez...2 vezes....3 vezes...e nada!!!!..mau!!!

Posso dizer que nas derivas que fiz, experimentei quase todos os jigs e movimentos e nada, nem um toque!!!!!...entretanto eu só via eles a carregarem de piazeites, uns atrás dos outros e eu nada!!!....dasss...tem que haver uma maneira de conseguir ferrá-los...tem que haver!!..os gajos não podem estar só feitos à sardinha!!...pensei eu.

Foi então que eu agarrei num Black Minnow laranja de 160 com um cabeçote de 120 gramas que tinha na mala e, decidi agarrar naquelas esferas furadas de silicone fluorescentes que se usa para o surfcasting e colocá-las na haste do anzol. Cerca de 6 esferas se não estou em erro, isto para que lá no fundo, a barriga do vinil se torne visível, tornando-se num ponto atractivo.

Iluminei as esferas com a lanterna de pesca que trazia comigo durante uns segundos e larguei o vinil para dentro de água....assim que o vinil chegou ao fundo, levantei-o do chão poucos metros e parei de animar ou de recolher, deixando apenas o vinil a trabalhar ao sabor do mar.

Foi nesta altura que acordei, com uma porrada seca e violenta de quem tinha fome..hahahaha...posso dizer que até me assustei, pois estava distraído a falar com um dos pescadores de uma das chatas...hahaha...e ai estava o enguiço quebrado...:-)

Ao fim de tanto tempo naquilo sem um toque, tinha conseguido dar a volta à situação e ainda bem que o fiz, pois enquanto o cardume se manteve por ali, acabei por tirar 5. Acabando por salvar-me o dia de pesca..:-)


O mesmo se passa no porto, mas com material mais leve de spinning, onde as garoupas, pargos e as macoas não perdoam os black minnow de 120..hehehe...atacam com toda a gana. Ainda por cima, mais ninguém consegue pescar ali, pois são tantos cabos submersos e pilares que impossibilitam outro vinil, cujo o anzol não esteja junto ao corpo do mesmo. Acreditem que tirar macoas com 3,5 e 4 quilos com uma cana de 2.70 pelo meio de tantos obstáculos não é fácil, mas que dá um grande gozo, sem sombra de duvida que dá...:-) E a luta....é magnífica.


A pesca para mim, não vive de grandes peixes, mas sim de grandes emoções, onde apenas os lances e os porquês permanecem e perduram na minha memória e coração para sempre.

Para terminar, deixo-vos uma pequena filmagem de uma bela manhã com os Black minnow..:-)

video

                              Um grande abraço e até breve

                                        Luís Malabar



quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Legislação da Pesca Lúdica - Debate e Esclarecimentos

A ANPLED, com o apoio da organização da 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal, vai dinamizar durante a realização do evento uma Sessão de Esclarecimento / Debate, subordinado ao tema: LEGISLAÇÃO ACTUAL DA PESCA LÚDICA: O Processo... As Dúvidas

Aos participantes serão prestadas informações relacionadas com o processo até à saída dos Decretos Lei e Portarias, assim como, poderão colocar as suas dúvidas no que respeita a interpretações e possíveis aplicações da Lei.

Data da Sessão: 27 de Abril de 2014

Hora de início: 11.00

Local de Realização:
Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Setúbal, Recinto da 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal no Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal.

Os interessados em participar nesta acção, deverão dirigir-se ao pavilhão de exposição da ANPLED, entre as 10.30 e as 11.00 horas, de onde serão encaminhados para o local de realização.

Vamos lá trocar impressões sobre isto Pessoal!



Apareçam e participem!!!


segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Polvos e Chocos em Setúbal, no Sado

Boas,

Ao longo dos últimos anos devemos ter apanhado uns milhares de chocos, mas este ano tem sido muito mais complicado, o choco entrou tarde, e curiosamente o Polvo tem se mantido por mais tempo do que era esperado.

Conseguir conciliar dias bons com folgas não tem sido fácil e restou marcar uma manhã para tornar a ir procurar uns chocos.

O mar não estava mau de todo, mas longe dos mares óptimos para esta prática que são os mares mais de norte, e o tempo mais aberto e quente, ao invés do dia algo tapado que estava.

Chegámos perto das 7 da manhã e já se via alguns barcos a entrarem na água, tudo a caminho do mesmo.

Desta vez conseguimos ser mais rápidos e meter o barco mais facilmente na água o que nos fez poupar muito tempo, se bem que o estado daquela rampa, e respectivo areal é uma desgraça. Não deveria ser difícil a C.M. fazer um trabalho melhor que visasse defender os amantes deste desporto maravilhoso. Os carros estão caros, e o risco de acontecer problemas é alto.

O dia é que teimava a não nos dar sol, e a escolha do spot inicial não foi nada fácil. Mais a Sul ou mais a Norte? Mais fundo, ou mais perto de terra???

Devido as águas algo tapadas a escolha foi procurar zonas de menor profundidade a fim de se conseguir águas mais abertas.

No primeiro Spot andámos cerca de meia hora, e só deu dois choquitos!!! Fraco, fraco.

Resolvemos descer ainda mais e tentar o spot que nos deu alguns chocos na última vez, mas a coisa pouco ou nada mudou e ali fizemos mais 3 chocos pequenos. Muito fraco...

Após muita insistência dele, lá fomos ao nosso melhor sitio ao longo dos últimos anos, e ele tinha razão, embora este ano andasse fraco, ali comecei logo a ver que se ia safar a pesca, pois em 5 minutos, fez se 5 polvos grandes e 2 chocos. Muito bom!!!

Vai de continuar pela zona, e VUPTTTTT, mais uns quantos num instante, sempre em velocidade cruzeiro!!!
Tranquilamente a pesca ia se compondo, e melhorava substancialmente a nossa média, que este ano anda bem mais fraca. Não pode ser sempre bom é verdade, e o mal em parte é estarmos mal habituados.

Como sempre parou se um pouco para se comer qualquer coisa e fumar um cigarrito... O dia esse, já com onze horas, teimava em não abrir... Tapado, doentio, com o sol a querer romper, mas... Sem conseguir... Nós lá fomos insistir, um pouco mais fundo, mas pela mesma zona, curiosamente o pessoal andava todo pela zona onde não nos tínhamos safo, e ali estávamos muito mais a vontade, sem ninguém, a poder bater mais rapidamente a zona.

Mais fundo, eles deram novamente um ar de sua graça e apanhámos um grandaaa polvo, animal para uns 4 kg. Belo pitéu que este nos vai dar... lol

Este troféu animou-nos e ficámos cheios de pica, e eu só pedia ao sol para nos visitar, pois sabia que isso nos ajudava muito. Existe uma espécie de sintonia entre os chocos e o sol... Eles falam a mesma língua, ahahah!!!

E em parte parece que ele me ouviu e desabrochou um pouco... Rapidamente fizemos um molho deles, eram seguidos, sempre a bombar como antigamente... Que alegria. Foi ver os dois só a sorrir de alegria, estava mesmo a saber bem...

Isto de fazer boas capturas, mesmo não sendo de todo para mim o mais importante aquece a alma. É muito bom. Ficamos muito contentes...

Vai de prosseguir e continuar a tentar aumentar o numero de capturas, que mesmo num dia fraco para nós era de boas capturas.

O Palmeta foi fazendo umas boas capturas, e rapidamente se compôs a pesca. Era mais ou menos 13.30 quando terminamos a faina. Uma manhã excelente que mesmo sem ser brilhante se transformou numa grande pesca.

Acima de tudo, a cumplicidade com o mar é algo inexplicável, belo, épico e sempre que o motor dá gás, sempre que o barco plana, sempre que o vento me apanha os cabelos, sinto me bem e livre, e isso não tem nem terá jamais preço. Ser feliz junto ao mar e junto de quem gostamos é o mais importante, o resto, bem, o resto são apenas coisas materiais, coisas superficiais, que em nada mudam ou alguma vez vão mudar o que sinto pelo mar...

Existem ligações na vida inexplicáveis, que jamais dará para vos transmitir. É algo que muitos de vós entendem, outros provavelmente não!!!







As nossas amigas despediram se de nós!!!

As nossas capturas finais!!!
Duas caixas cheias de prazer...




Até Breve,

FilipePC e Ricardo Palma