Os nossos amigos

terça-feira, 31 de março de 2015

O povo é que paga... Deixa-o pagar, deixa-o pagar... Se estás a gostar !!!

Num ano em que em muitos países Europeus a medida de estabelecer o máximo de 3 robalos ao dia por pescador pode ser uma realidade, este foto representa o maior e mais ignorado problema da pesca Mundial...


Cada qual que tire as suas ilações...

segunda-feira, 30 de março de 2015

ROBALOS NO TEJO


MAIS UMA INVESTIDA DOS GRADEIROS...
DESTA COM ALGUNS RESULTADOS INTERESSANTES



Guilherme e Joaquim...

domingo, 29 de março de 2015

V OPEN PESCA DE KAYAK



Boa tarde Pessoal

Enquanto se aguardam mais cartazes dos workshosps ainda em preparação, eis talvez o maior encontro de Pesca em Kayak em estuário que se realiza a nível nacional: o V OPEN DE PESCA EM KAYAK.

Vai acontecer da Feira de Pesca de Setúbal, com partida, chegada, pesagem e entrega de prémios no recinto da feira, ali mesmo em cima da água.

Podem consultar o regulamento, aqui:https://drive.google.com/file/d/0B5Mn_hX9rbPJdFRic1F4eDVCaWc/view?usp=sharing
Também em vários fóruns de pesca e específicos da Pesca em Kayak.

Portanto, quem quiser participar, vir ver e/ou partilhar, sinta-se à vontade.




INICIAÇÃO À PESCA EMBARCADA FUNDEADA



Aí estão, fresquinhos a saltar, os Workshops enquadrados na 5.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal.
São todos com inscrição gratuita e vou colocando uma a um, para, como se diz aqui em Setúbal... "fazer render o pexe".

Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, através do seu projecto "Para Pesca", com uma acção de Pesca Embarcada de Alto Mar, direccionada a pescadores com necessidades educativas especiais

A todos os interessados e amigos agradeço a participação e / ou partilha.




quinta-feira, 26 de março de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

Jigging video e a prenda de Neptuno..:-)



Boas Pessoal...




Não há nada como começar o nosso dia de anos à pesca...hehehe

A pesca escolhida por mim para desfrutar o meu dia, foi o jigging...e quando voltasse do mar, ia experimentar fazer uns lançamentos com os poppers a ver se dava alguma coisa..:-)

Não podia pedir melhor dia de pesca do que aquele que tive...hehehe...sol...uma leve brisa que não chegava a empurrar o barco, permitindo fazer a deriva bem devagar. E para terminar o mar parecia uma piscina...hahaha. Mesmo assim faltava o mais importante que era o peixe...saber se ele se encontrava no pesqueiro!!!


Após umas voltas, detecto bastante movimento no fundo e alguns a meia água..:-) Os do fundo não me interessava, mas sim os que se encontravam entre os 70 e os 50 metros..:-)

Vai de escolher a zagaia que tinha pintado de 250 gramas, mas a longa, que eles tanto gostam.

A partir da altura em que coloquei a zagaia dentro de água até que me vim embora, foram 2 horas brutais de jigging, entre ataques falhados, uns que se desferraram e com os que tirei, fiquei de rastos!!!...o meu pulso direito já gritava para parar..hahaha...os braços já latejavam e as costas começavam a doer!!.

Ainda por cima a usar a trevalla XXHeavy, não à corpinho que aguente..hahaha..mas sem sobra de duvida o raio da cana é muito poderosa, e numa das vezes que me esqueci de aliviar um pouco o drag do saltiga, quase que ia parando dentro de água!!...tendo sido obrigado a endireitar a cana dentro de água..


O único aspecto desta cana que não me agrada muito, é o comprimento do porta carreto até ao gimbal. É curto para quando queremos jiggar com a cana por baixo do ombro, fazendo com que o gimbal magoe o sovaco e o tronco. Tirando isso, é muito poderosa e não se nega a nada!!

Voltando à faina, lá tive que me vir embora com o peixe em força no pesqueiro, mas já não aguentava mais. Ainda por cima tinha que me poupar, pois ia lá voltar no dia seguinte...hahaha

Mesmo assim ainda fiz uma paragem na baía já perto do porto, para experimentar o popper novo que tinha comprado da Halco..:-) Que após uns testes, verifiquei que é muito melhor que os da Williamson. Aquilo é que faz um splash à homem..hehehe...e são mais leves que os da williamson, os jet popper.




Eu até não queria peixe, só queria experimentar o popper..:-) Mas no meio do nada, apareceu uma linda macoa que atacou com unhas e dentes..hehehe...Brutall!!..:-)

Bem.. deixo-vos um trailer do que foi este dia de jigging....e que dia!!...:-)

Obrigado Neptuno pela prenda de aniversário, o teu filho agradece-te, seja pela segurança no mar, como pelos grandes momentos que me proporcionas junto do mar...:-) Criaste grandes máquinas de combate por esses oceanos fora e sem sombra de duvida, os Amberjacks são uns verdadeiros tanques de guerra..:-)


                                           

                        Um grande abraço e até breve

                                   Luís Malabar


sábado, 21 de março de 2015

A Supermaré de MARÇO




Este mês, para além do eclipse solar, há dois outros fenómenos astronómicos que concorrem para a formação de marés da maior amplitude, que se designam por supermarés!
As marés oceânicas são provocadas pela diferença de força gravítica entre a superfície e o eixo de rotação terrestre (grosso modo), tanto devido à Lua δfL, como ao Sol, δfS. Mas a força lunar δfL ≈ 2,3 δfS devido à sua proximidade. Esta força provoca a movimentação da massa oceânica e todos os meses há marés vivas sempre que o Sol e a Lua estão razoavelmente alinhados na Lua Cheia e na Lua Nova. Nesses dias surgem a maré cheia mais alta e a maré vazia mais baixa do mês. Pelo contrário, quando a Lua está nos Quartos Minguante e Crescente as marés (cheia e vazia) têm a menor amplitude do mês, pois a força gravítica diferencial da Lua δfestá a 90° com a δfS do Sol. São as marés mortas, com a menor diferença entre cheia e vazia.
Um eclipse solar corresponde ao alinhamento Sol-Lua-Terra (quase) perfeito, o que apenas acontece em duas alturas do ano, separadas em média de 173,3 dias. Nesta situação, os 3 astros ficam no plano da eclíptica com a Lua (Nova) a passar num dos seus nodos orbitais. Assim, em época de eclipses as acelerações gravíticas diferenciais do Sol e da Lua têm a mesma direcção e as marés vivas são mais fortes do que o normal. 
No dia anterior ao eclipse a Lua estará no ponto orbital mais próximo da Terra, o perigeu, o que aumenta a força diferencial δfL que exerce à superfície da Terra. Por outro lado, o eclipse é no dia do equinócio da primavera, quando o Sol e a Lua estão no equador celeste e ambos δfL e δfS aumentam, pois a distância ao eixo de rotação do planeta é máxima nas localidades no equador.
No dia 19 de março às 19h38 a Lua estará no perigeu, no dia 20 de março há máximo do eclipse às 9h01 com a Lua Nova às 9h36 e o instante do equinócio às 22h45. Esta coincidência acontecerá novamente no eclipse total do Sol a 20 de março de 2034, no equinócio e próximo do perigeu lunar.
Com esta conjunção de fatores, a amplitude das marés será a maior do ano: uma supermaré. A situação de supermarés manter-se-á durante o período de 19 a 23 de março. Note-se que as marés ocorrem no ciclo habitual e naturalmente a preia-mar não é simultânea em toda a Terra no instante do eclipse. A maré oceânica propaga-se como uma onda balizada pelas costas continentais e relevos submarinos locais. 

1º DIA de PRIMAVERA

Chegámos à PRIMAVERA...

Após um inverno duro em termos de frio e com poucos capturas e pescarias de relevo, vamos esperar que a primavera nos brinde com grandes dias de pesca...

O fim da desova do robalo, a entrada dos sargos a Norte, o início da época das corvinas no Tejo... 

Vamos esperar... Por grandes dias...







sexta-feira, 20 de março de 2015

PARABÉNS EMANUEL

UM DOS GRANDES AMIGOS QUE CONHECI NA VIDA...
GRANDE HOMEM, GRANDE SER HUMANO E GRANDE PESCADOR...

UM AMIGO 100% DE CONFIANÇA O QUE HOJE EM DIA É RARO...

E OS RAROS DEVEM SER SEMPRE CUIDADOS E LEMBRADOS

DO FUNDO DO CORAÇÃO UM ABRAÇO




HELLION REVIEW

Boas,



Uma das canas que sempre me chamou a atenção ao longo dos anos foi a Hellion, lembro-me da primeira vez que a segurei e também da primeira vez que a lancei... Como costumo pescar com canas de outras gamas, sinto quase sempre, principalmente nas tubulares muita dificuldade em gostar desta tipo de canas... Ou as acho mal equilibradas, ou muito grossas, ou com ponteiras que não são nada pesqueiras, enfim, quase sempre lhes vejo defeitos que não me permitem dizer " olha aqui está uma cana interessante para o preço"...

Existe algo a que dou primazia acima de tudo no Surfcasting, e isso é ao equilíbrio entre uma cana ser poderosa e ser pesqueira, ou seja, gosto de canas com alguma robustez, mas que nos dêem prazer a pescar. Afinal de contas, nós pescadores lúdicos é isso que supostamente procuramos. Prazer, conforto, e claro performance... Daí me lembrar bem desse primeiro dia em que lancei uma... Achei desde o primeiro momento a Hellion uma cana relativamente leve, relativamente potente, mas acima de tudo com as tais duas condicionantes que eu tanto dou primazia... Achei-a muito equilibrada e muito, mas muito pesqueira...

Talvez por isso quando soube que sairia um novo modelo decidi que iria espremer este a fundo a ver que tipo de vantagens e desvantagens este podia ter sobre o modelo antigo...

Como não gosto de falar sem testar a sério os materiais, ou pelo menos sem ter feito algumas pescarias com eles, andei uns meses a usar a cana até lhe fazer uma review...

Desde já deixo a ideia de que fiquei e estou muito satisfeito com o que encontrei na Hellion Evolution. A cana é soberba para o preço que custa...

Desde o primeiro dia que fiquei descansado sobre as alterações feitas... Tinha receio, muito, que a cana tivesse sido demasiado alterada e que com isso perdesse o seu ponto mais forte, a sua capacidade pesqueira... Sem isso uma cana de gama Média/Baixa passa a ser apenas mais uma...

Na mão senti algumas diferenças para a versão anterior, mas como nada como testar, decidi levar a fundo o esforço de entender os porquês e de poder dizer de minha justiça que tipo de cana era afinal esta Nova Hellion...



Look/ Design:

Comecemos pelos aspectos visuais, que na compra de uma cana para mim valem o que valem, ou seja, a qualidade da cana é mais importante, mas consoante a gama a que pertence, sou mais e mais exigente... Ou seja, admito erros em canas mais em conta, e a medida que vamos subindo os valores vou exigindo mais e mais, sendo que nos topos de gama, se pede quase a perfeição...
Mas sublinho a ideia que serve para qualquer cana, antes um bom interior do que um bom exterior...

Bem, ao olhar para a Hellion reparo logo em dois ou três aspectos... A pintura é bastante aceitável, notando que não é nenhuma pintura top, até agora nada a dizer...
O pé da cana não sendo ergonómico, é simples e não desvaloriza o aspecto da cana, e finalmente a cor branca, bem, é sempre um pau de dois bicos... É bonito de se ver, pessoalmente gosto de canas brancas, mas têm um aspecto que muitos não falam nas reviews de canas que vou lendo, são canas que ao longe se vêm mal durante o dia, é impressionante o quanto este factor é real, mesmo nos passando despercebido.
Pessoalmente gosto da cor, como referi, gosto de canas brancas, mas a antiga azul, ficava muito bem nesta Hellion... Pormenores pessoais, nada que a meu ver seja decisivo na escolha...
O look de uma forma geral é simples, mas apelativo, e isso foi bem conseguido. Sem se poder investir muito neste aspecto optou-se pela simplicidade. A meu ver bem. Quando não se pode oferecer glamour, mais vale não inventar porque nas gamas baixas e médias quando se inventa muito normalmente cometesse erros... Quase sempre quem o faz, perde a aposta. ~
Ser extravagante em cores só quando se pode oferecer a máxima qualidade na pintura e acabamentos. Sendo que numa cana deste valor não se pode oferecer uma pintura e acabamentos TOP, considero bem conseguida a escolha.
A Hellion traz também umas guias para se unir os elementos, algo que eu reclamo nas canas e que me faz imensa confusão continuar a ver canas sem um acessório tão importante e tão simples. E claro, que venham direitas, pois algumas canas que usei ao longo dos anos, traziam guias dos elementos, mas quando montava a cana esta ficava com os passadores tortos...


Passadores, Porta-carretos e Componentes:

Os passadores são tal como os antigos low rider SIC, requerem cuidados, ou seja, não sendo Fuji, não nos podemos esquecer de lavar com água doce depois das pescarias... Não são dos passadores vulgares de gama baixa, mas julgo que digo tudo quando refiro que requerem cuidados... Não existem milagres, e necessitam da nossa atenção. Como lavo a minha regularmente, até agora com cerca de 6 meses de utilização estão como novos. Portanto cuidem deles, que dessa forma garantem passadores por um par de anos sem grandes problemas.
Sobre o Porta-Carretos, até agora nada a dizer, é um porta-carretos de grafite, normalmente são bons em canas de surfcasting, aguentam muitos anos, e a minha experiência diz me que até hoje só tive que trocar um porta-carretos na vida de grafite, o que não me parece estatisticamente significativo. Nem em canas muito baratas tenho tido problemas com este tipo de porta-carretos, pelo que não me apoquenta nada. Dou muito mais importância a necessidade de cuidar dos passadores, esses sim, necessitam da minha atenção.
O saco de transporte é bastante simples e prático, trás divisões. Não é rígido, mas ao menos tem bastante qualidade para o tipo de saco de que se trata.





Acção, Best performance e Tipo de acção:

A sua acção é 100-300 gramas... Prefiro não tecer grandes comentários, antes dizer que para mim o que faz uma cana é o que ela vale na realidade, não o que ela traz escrita no impresso... Este tema é hoje demasiado debatido, e sinceramente acho que as marcas deviam entender que o caminho mais correcto é sempre o de se chegarem o mais próximo possível do c.w. real das canas, mas quase todas preferem fazer a sua maneira, e vêm-se disparidades absurdas entre canas, o que é natural que nos confunda um pouco... Imagino o que é para um pescador inexperiente que nem sabe bem o que procura, ainda ter que entender o que a tal cana pode ou não lançar... Ou seja, acho que a qualidade da Hellion não precisa de ter um c.w. destes. Ninguém lança 300 gramas, e isso não traz nenhuma mais valia à cana. Marketing, tal e qual outras marcas o fazem, e que eu pessoalmente não gosto.

A sua Best-Performance foi testada ao limite por mim, comecei na primeira vez que a usei por 120. A cana mal arma. Quero fazer uma ressalva as pessoas. Quando tiverem uma cana nova comecem sempre por a testarem os primeiros lançamentos por gramagens pouco abusivas, de forma a sentirem a cana, a perceberem o que ela pode valer, a dissiparem dúvidas sobre o seu c.w.. Confiem no vosso instinto, que com uma cana na mão, normalmente até os menos entendedores entendem o que se pode ou não fazer... Acreditem que dá resultado, e acontecem menos desgraças...
De seguida lance com 130 e continuei a sentir pouca pressão e mal a cana armava o que me levou logo a trocar para 140 gramas, e aqui a cana começou a dar ligeiramente o chicote que lhe pretendia dar... No primeiro dia insisti muito, nunca deixei passar dessa gramagem, uma questão de ir a fundo com uma gramagem que já é muito usada e que eu pessoalmente uso frequentemente... Correu muito bem, senti que tirei partido da cana, que me trabalhou sempre bem, e que já segurava... Mas precisei de sentir mais, até porque eu próprio muitos dias preciso de mais chumbo durante os duros mares de Inverno...
Dia 2 e dia 3 dos testes foram para usar 150. Mar de feição para o uso deste peso. A Hellion neste dia esteve para mim a top, a armar, a pescar, a marcar... Tudo na perfeição, sem falhas, sem erros, e claro com o peixe a colaborar, senti que eu e a cana estávamos entendidos, e isso acreditem que é o melhor que podem sentir numa cana... Uma espécie de simbiose... Mas um amigo lançou-me o desafio de ir mais longe e claro tive que aceitar... Testar a cana com 160,  170 e 180 gramas...
Confesso que estava com algum receio... Não de partir a cana, mas da cana não se adaptar, enfim se a senti a armar na plenitude com 150 sabia que podia dar mais, pois não estava em esforço, mas tinha receio de perder a sua pescabilidade. Com 160, fenomenal novamente. A marcar, a trabalhar, sem qualquer problema. Com 170 ainda trabalhou bem, mas ou ela, ou eu, um de nós sentiu a necessidade de ir com mais calma. Digamos que senti que estava a fugir a sua best performance, e quando isso acontece numa cana, é porque já não estamos a retirar dela a máxima plenitude. Senti por isso, que não devem ir muito mais além com ela, pelo menos quem fizer lançamentos laterais, que castigam mais as canas. Fiquei me por aqui... Para entender o que precisava já chegava. Em termos de lançamentos laterais que castigam muito mais as canas não precisava de mais. Nos lançamentos por detrás das costas ela suporta um pouco mais de peso, trabalha bem até 180 gr.
Acima disso não considero que estejamos a dar um bom uso a cana.

Um dos aspectos que mais gosto na Hellion é a sua acção, a forma como a cana trabalha. Não lhe posso atribuir a denominada acção de ponteira, embora esteja lá muito perto, mas esta Hellion é uma cana de acção progressiva, com resposta rápida e que acompanha bem o movimento do peixe. É daquelas canas com que dá gosto trabalhar um peixe pois parece que entende a necessidade do momento. Isso não se explica, sente-se.

Peso:

É uma cana de peso intermédio para o momento actual piscatório. Não é uma cana muito leve como por exemplo algumas do mercado que já rondam as 500 gramas, mas a maioria dessas canas, são distintas, e poucas tão poderosas. E as poderosas são para outras guerras de preços, ou então muito menos pesqueiras.
Considero por isso que sem ser uma cana muito leve, tem um peso aceitável, se tiver em conta a potência da cana, e se a isso aliarmos o seu equilíbrio, o peso até passa mais ao lado do que por vezes em canas mal equilibradas onde o peso se nota muito mais.

Pescabilidade/Detecção dos toques:

Este é talvez o ponto que mais prazer me dá de todos falar. Este é o ponto mais forte da Hellion a meu ver. Os menos entendidos podem questionar o que é isto afinal da pescabilidade? Bem, costumo dizer que é a relação entre as necessidades do pesqueiro vs o prazer que nos dá em utilizar a cana ou a forma como esta se comporta em acção de pesca. Tenho canas mais poderosas do que a Hellion, mas nem todas me dão aquele prazer, aquela sensação no lançar, no trabalhar um peixe, ou seja, nem todas me dão garantias de ter prazer a pescar. Uma coisa é uma cana "fazer o trabalho" que se necessita para o momento, outra é retirarmos disso um real prazer de pescar. A Hellion dá prazer de se estar a pesca. Consegue aliar potência com sensibilidade, e isso é para mim fundamental.

Como sabemos o aparecimento das canas híbridas trouxe ao mercado novos leques de opção, novas formas de pescar, em que a ponteira mais sensível consegue sem dúvida uma superior detecção dos toques do peixe. Mesmo considerando que em pescas a exemplares de tamanhos minimamente aceitáveis esse factor não é preponderante, na realidade confere as canas uma tal de pescabilidade superior. A maioria, julgo mesmo que a esmagadora maioria das canas tubulares não o fazem bem mercê da forma como foram construídas... A Hellion ao invés, sempre me deliciou por isso, por ser uma cana que marca bem, o que para a sua potência é realmente impressionante.
A meu ver é claramente a sua imagem de marca, aquilo que a pode diferenciar das demais do seu "escalão".
Uma relação maravilhosa entre potência e pescabilidade.


Lançamento e Manuseamento:

Uma das coisas boas que uma cana pode ter é permitir que qualquer pessoa possa retirar dela o máximo partido. As questões do lançamento suscitam muitas dúvidas e não é o artigo ideal para falarmos desse aspecto, mas o que é importante que se retenha, é que existem alguns tipos de canas, sendo que as muito macias, não se lançam bem lateralmente, o que prejudica quem assim o faz, as de acção de ponteira, cujo 2ª elemento seja muito rijo, não servem para quem lança por detrás das costas, mas este tipo de acção que a Hellion tem, que pode não ser o que mais gostemos, mas é sem dúvida adaptável a qualquer tipo de lançamento. Fiz testes por detrás da cabeça, com a chumbada no chão lateral, fiz groundcast, e gostei sempre do comportamento dela. Senti que conseguia tirar um rendimento elevado com ela a lançar de qualquer das formas, e isso é outro aspecto importante e forte nesta cana.




Dados técnicos:

Marca:
Vega
Código Cana:
----
Ano do modelo:
2014
Material da Cana:
High Modulus Nanoflex Carbon
Comprimento de transporte:
157 cm.
Número de Secções:
3
Número de Passadores:
8
Peso da cana:
610 gramas
Tipo de Passadores:
Low Rider SIC
Porta Carretos:
Tubular Grafite
Categoria da Cana:
Surfcasting
Acção ( C.W.):
100-300
Best Performance:
140-160 ( OTG)
150-180 ( Lançamento por detrás da cabeça)
Tipo de acção:
Progressiva
Diâmetro
Pé da cana: 23 mm.
Ponteira: 3 mm.
Côr:
Branco Pérola
Tipo de saco:
Não rígido, com separadores
Contrapeso:
Não
Guias de encaixe:
Sim

Conclusão:

Quando se faz uma review a uma cana ou carreto tem que se ter bem em mente o valor do artigo proposto. Não posso pedir a uma cana deste valor alguns toques de requinte de outras do mercado que até gostava pessoalmente que a cana tivesse graças a sua fenomenal pescabilidade, mas posso pedir a uma cana deste valor que já me consiga dar alguns dos pontos que considero essenciais numa cana. Nisto cada pessoa tem que saber bem quais são os seus... Não somos todos iguais, não gostamos nem necessitamos todos do mesmo.
Uma review, lembrem-se é sempre algo pessoal, feita por um autor que tem os seus conceitos, as suas necessidades e a sua forma de ver as coisas. Eu não sou diferente.

Eu que dou preferência à pescabilidade vs potência numa cana, fico sempre satisfeito quando pesco com a Hellion. É uma cana que me dá garantias, boas sensações e tem se mostrado à altura das minhas necessidades. O melhor elogio que lhe posso fazer é que quando pesco com ela não me lembro do seu preço, é me igual a pescar com canas que possuo de 300 ou 400 euros. Só me lembro da sua gama quando chego a casa e me lembro que tenho que a ir lavar para garantir que os passadores duram uns anos...

Tenho alguns aspectos que quero ver respondidos, mas isso são situações que só os anos vão responder, que são a durabilidade da cana em si, ou seja a capacidade de duração do carbono pois a Hellion tem uma espinha dorsal ao nível de canas de patamares superiores, tem uma pescabilidade como pouquíssimas canas tubulares o têm, seja em que patamar de preços possam pensar ( e aqui é algo que acho fenomenal na cana), logo se com os anos o carbono conseguir se manter em condições e a vara for durável, estamos perante uma cana conseguida na perfeição para as necessidades e para o "bolso" do pescador lúdico Português.
Tenho um desejo, o de ver a Hellion na sua versão híbrida, quem sabe se um dia não temos uma surpresa ;). Julgo que seria uma vara com um sucesso igual a versão tubular... Vamos esperar e ver...


FilipePC

quarta-feira, 18 de março de 2015

( Surfcasting) Espiritos indomáveis...

Boas...




Por N motivos as minhas pescarias neste Inverno pouco se centraram na Costa Alentejana. menos tempo, menos energia a que esta pesca obriga, e julgo que alguma perspicácia... Não sou masoquista, se sinto que o não anda ali peixe, mexo-me, altero processos, escolho outros lugares ou tipos de pesca... Por isso este ano foi a 2ª vez que vim a lindíssima Costa Alentejana.

Olhando para os diversos sites de mar e meteorologia senti que ia estar duro... Mas este tipo de águas atrai bons peixes. Tínhamos canas para testar, novos materiais, e queria sentir na mão cada detalhe...

Agora vinha a parte essencial... Escolher bem a praia. Uma coisa que para mim é certa, um pescador também se define pela forma como escolhe o seu pesqueiro. Existe sorte, existe sei lá... Um momento certo para tudo e por vezes um pequeno detalhe faz toda a diferença, mas se pudermos minimizar os factores negativos, mais facilmente temos resultados. Eu acredito que a sorte existe, mas também acredito que a sorte contínua é a desculpa de quem não consegue aprender/evoluir. Nem ninguém tem sempre sorte, nem o inverso...

Após as últimas pescarias que a malta tinha feito na zona, e eles têm insistido muito estava com a consciência que alo tinha que mudar, que eles estavam a errar um pouco em termos de escolha do pesqueiro. Cabia-me a mim e ao Emanuel ao chegar as praias poder fazer uma escolha que minimizasse o mau ano da zona para o surfcasting.

Fomos rumo a Sul e como sempre vos explico, o ambiente deste GANG é ESTRATOSFÉRICO. Isso define muito a forma como tentamos saborear o " momento". Andámos perdidos entre estradas sem sinalização, com cruzamentos sem placas. O nosso Portugal no seu melhor. No meio disto, a primeiro situação engraçada e que nos fez rir muito... No meio ali de uma vila perdidos... A querer ir dar a uma praia da zona, vemos dois senhores e encostamos o carro...~


- " Olhe desculpe, onde fica a praia?"

- " A praia fica para ali a direita"

- " Nós queremos é peixe, está a ver?!!!"

E nisto o grande momento. A forma como o senhor de uma forma tão natural faz:

- " Ah, isso, então estão a ver aquela estrada ali a frente de areia, entrem por a terra batida e sigam a picada!!!"

E tudo pareceu fácil, para o senhor e para nós!!!


Lá fomos picada acima e abaixo entre mato e matagal... E chegámos a uma bela praia, bons declives, mas...

Olhei para o Emanuel e a ler o mar achei quase impossível pescar ali... Naquele dia... Ele concordou, o Nuno também...

Tínhamos que subir no mapa... Não havia hipótese... procurar o Intervalo entre o mar grande e o mar pequeno, enfim procurar o mar pescável. Duro, mas pescável.

É aqui que entra o estudo do dia anterior dos vários sites. Tínhamos os dados connosco, e era fácil de dar com o que queríamos, aliás só fomos mais a Sul ver se dava, uma questão de descarga de consciência. Na avaliação que tínhamos feito ao mar, o sitio onde fomos parar era o sitio escolhido no dia anterior...

Ao chegar lá fomos "ler" o mar e estava mais baixo, embora bastante forte... Quase no limite do que era aceitável para se pescar. O Emanuel estava renitente... O mar partia a uns metros e a última vaga era alta e forte.

Olhando para o mar sabia que aquilo era o pior, ele não ia alterar muito durante a noite, a diferença seria mais da maré, do estar vazia ou cheia, e claro vazia iria arear mais e a vazar correr sempre com mais força.



A primeira hora foi dura... Muito dura. Confesso que temi ter errado. O mar não estando impossível, corria muito para Sul. Estava complicado. Só via a malta a lançar, tirar, lançar, tirar. Canas fora de água. O Santos já só tinha uma na água depois de meia hora de pesca, e eu comecei a pensar para os meu botões... Ou isto melhora ou vamos ter que penar muito e só por milagre se apanha peixe...


Salsicha um isco de eleição... Olhem estas com 30 cm.


Mas isto foi ultrapassado facilmente, felizmente a troca do modelo de chumbada resolveu a coisa, e começou a aguentar muito mais tempo na água sem correr. O que já não era mau... Uma coisa que reparei é que não enleava os estralhos e pouco areava. Sobre isso menos mal...

Cinnetic BLACK STAR






DAIWA TOURNAMENT Z



O AMULETO DA SORTE NESTA NOITE...
SUPERCORE
Leve, potente e marcadora...

A maré também estava a subir e deixou de correr o que nos ajudou muito. Com as canas a trabalhar e sem enlear era tempo de esperar pelo peixe... Uma hora, duas horas... E eu nem queria acreditar. 4 gajos, zero peixes. Os cafés era devorados a uma velocidade superior a frustração que eu sentia... Tanto se pediu mar este Inverno, tanto se pediu uma praia com condições, com fundões e cabeços, com bons caneiros e nem a porcaria de um peixe por pequeno que fosse dava!!! Argghhh...

Um aspecto que para a maioria seria mais stressante, mas a mim me encanta é o facto de em 4 horas de pesca que já levávamos nem um peixe, nem um toque... Mas nem uma vez o isco sequer mexido, ratado... Nada. Dirão... Mas isso é mau sinal! Sim, ok. É e não é... Se por um lado atesta o deserto de peixe que estava a ser a pescaria, também me garantia que estávamos a pescar... Que as canas mesmo estando lá 20 ou 30 minutos tinham isco, e isso é positivo... Em dias assim, há que esperar pela sorte. E há que fazer por ela...

Então... O problema não era o mar... Não era o estralho enrolar, não era falta de energia que via todos a trabalhar... Eu estava bem e sempre com estralhos preparados e com belas iscadas cá fora para ser só trocar assim que tirasse a cana... Até tinha a barriguinha cheia com dois hambúrgueres e o café era suficiente para me atestar o depósito olhal...

Lembro-me de estar sentado, parado olhava para o Emanuel e abanava a cabeça... Falámos, e nem acreditava... 5 horas a pesca, 4 gajos e nada... E no meio dos meus botões pensei... Não... Agora foi o outro que me fez voodoo... lol. E no meio do desânimo veio uma convicção... O que sei chega e sobra para ao menos tentar... Parado não vou ficar. Há que levantar e pensar... E pus-me a olhar novamente para tudo, mar, iscos, estralhos... E a pensar onde podia eu ajudar a sorte a me encontrar... Um caderno tinha ajudado a escrever tudo o que me veio a cabeça... E agarrei me ao trabalho. Fiz montagens novas, e alterei logo uma. Deixei outra pronta igual. Fiz uma um pouco diferente e preparei uma montagem em que o segredo se baseava só em procurar o peixe mais alto, mais acima... Porque lá em baixo e com montagens quotidianas ele não queria pegar...

Pensei nos iscos, lembrei-me de experiências passadas, de pescarias semelhantes, do que estaria mal... Os iscos foram alterados, tentando conjugar hipóteses, procurando o peixe. Acertar neste enigma era o que podia salvar esta pesca com um mar tão bonito que metia dó gradar. Aqui a alma de spinner salvou-me... O que dá fazer outros tipos de pescas é que recolhemos ensinamentos de cada uma e por vezes isso pode nos salvar...

Mas a grade era o que tínhamos com 5h30 de pesca passadas.Impressionante como nem uma vez me comeram o isco, nada.

Sentado na cadeira esperei... A noite tinha acalmado, o vento já era apenas uma brisa, e o frio que tanto nos massacrou este Inverno não era mais que uma miragem. Parecia um quadro com todas as condições, com tudo não fosse o peixe não aparecer. Mas a persistência dá frutos, em praticamente tudo na vida, o trabalho acaba por merecer recompensas e os espíritos indomáveis raramente são os que ficam em branco... Finalmente a monotonia seria trocada pela alegria de ver uma, duas, três canas a baterem de seguida... Finalmente a guerra começava!

As canas finalmente deram um ar de sua graça e que noite memorável malta... A qualidade dos toques foi brutal.



A cana da ponta bate, e a Supercore também, uma grande varada... Corri feliz, enquanto o Emanuel tirava um bom sargo, eu trabalha o meu primeiro robalo. Com o declive da praia e com a escoa brutal foi uma picaaa... Foi robalo para a direita, robalo para a esquerda, escoa a levar o peixe e eu a correr com ele pela praia. Um sabor muito bom, muito especial... Quando o vejo a seco, os meus olhos ficaram a brilhar. Sabe muito bem acertar, sabe muito bem quando fazemos algumas escolhas e vemos que elas dão frutos.



Com um peixe cada, a coisa animou e acreditei... Sim acreditei e voei da cadeira, troquei logo o estralho, pus a cana a pescar e vim desembuchar o peixe e preparar mais iscadas... Do outro lado o Nuno saca um grande sargo quileiro e a coisa parecia compor-se. Foi bom, muito bom acreditem...



O animo melhorou tanto, acreditámos todos, foi ver as caras lavadas por um sorriso puro e profundo.
Estava eu a preparar outro estralho quando vejo novamente a Supercore as varadas... E corri... E assim que agarrei... peixe com força, e foi trabalhá-lo com toda a calma, e novamente com a água já muito alta, a luta na escoa foi de outro nível... Muito bom. Que gosto que estes peixes me estavam a dar tirar. Muito fortes, muita luta nas escoas... Muito bom mesmo. Com calma a coisa aconteceu e lá tirei outro macaco...

Era hora de ir ter com o GANG da faixa direita e ver como estavam as modas... O Santos mantinha a grade, o Nuno estava com o sargo... E o café do Santos estava uma delícia... E nisto... Olho de esguelha e vejo a Trybeam a bater e corri... Vi logo ser peixe mais pequeno... e nem pensei em trabalhar nada... Uma baila porreira. E foi aí que o meu grande amigo Emanuel olhou para mim e disse... " Não há hipóteses... Um pode calhar, dois já dá que pensar... três peixes com a mesma montagem e com o mesmo isco... Não é sorte..." ... E eu sorri somente...


Um dos peixes da noite...



E fomos para o nosso acampamento... Ele muda a montagem e logo no lançamento a seguir... Pimba, a Tournament Z a bater... Um excelente robalo... E trocou de iscada, foi lá para dentro... Não demorou 5 minutos para a cana bater novamente... Lá corremos e ali na escoa deu a sua luta, andámos ali uns segundos e lá veio para a saca. Outro bom robalo.



E a coisa ficou realmente a prometer. O peixe finalmente tinha aparecido, não de uma forma abrupta, mas a espaços e sempre de bom tamanho. De seguida a última cana bate e lá vai ele tirar outro sargo bom... E nisto vejo novamente a Supercore a bater, grandes cabeçadas, foi correr e ter mais um momento de êxtase. Mais um bom robalo, mais um peixe lutador... Uma escoa fabulosa a dar muito prazer a tirar-se um peixe. E o terceiro robalo para a minha conta estava feito... Boa bitola de peixe que esta noite nos estava a dar... O mar e o vento ao acalmarem proporcionaram e ajudaram a que tudo se encaixasse. Nada é ao acaso.


Estávamos sentados quando novamente a Z bate e lá fomos os dois... Peixe ferrado, foi só trabalhar com calma e trazer até a margem onde ele deu uma boa luta... Outro robalo. A pesca estava composta, a maré já vazava há algum tempo e a pesca efectiva estava a terminar. O mar também tornou a levantar e começou novamente a correr e a arear... Obrigou a muito mais luta, a muito mais esforço para se manter as montagens pescáveis.  Os estralhos começaram a enrolar mais e estava na altura de os encurtar um pouco até encontrar o compromisso perfeito. Bastou esta alteração e estávamos novamente a pescar. A noite esfriou, mas comparado com o que se sofreu em Janeiro, este frio não fez mossa... Era tempo para mais um café e sentar um pouco... O Emanuel fechou um pouco os olhos, a pesca em si estava feita, eu lá me enrosquei, mas não dormi, e fui tratando das canas...

Excelente noite, estava a saber me muito bem aquele ar, aquele mar, o dia começava a clarear, agora muito cedo, e a maré de tão vazia não dava margem para grandes feitos... Já com a malta a a começar a arrumar, ainda alterei uma das canas, quer a montagem, quer o sítio... Tornei ao Plano B, o que tinha dado o peixe de noite, e ali no clarear a Supercore dá uma valente marrada... Peixe ferrado, peixe a correr no caneiro, com a escoa, mais uma bela luta. Foi a feliz despedida desta pescaria em que soube bem, muito bem, ter tido coragem de mudar. Acima de tudo vejo esta pesca dessa forma. O que fez a diferença foi somente isso... Intuição, muito feeling e crença no que sabemos e claro, um espírito indomável que quando se manifesta raramente deixa de facturar.

No final da faina fiz 5( 4 robalos 1 baila) e o Emanuel outros 5( 3 robalos 2 sargos), o Nuno C. dois sargos um muito bom e o Santos dorme demasiado na cadeira... numa noite que marcou uma certeza... O problema não era do peixe, o problema era da falta de atitude... Houvesse mais e a mais tempo e o quadro este Inverno tinha sido outro...







Aos restantes membros do grupo... Um abraço e espero em breve pesquemos juntos.







Material:
Canas: Vega Supercore, Vega Hellion, Vega Potenza Evo Caster, Cinnetic Black Star Hybrid, Daiwa Tournament Z, Daiwa Tournament Caster Hybrid, Daiwa Sky Caster II Hybrid, Daiwa Trybeam, Daiwa Prime Caster, Shimano Surf Leader

Carretos: Shimano Bull´s Eye XT (2), Shimano Bull´s Eye 9100 (2), Shimano Aero Technioum XSB, Shimano Aero Technium XSC, Shimano Ultegra XSC, Shimano Ultegra CI4, Shimano Ultegra XSB, Daiwa Saltiga Surf, DAM
Linhas: Cinnetic Sky Line, Yuki Kenta, Sufix 100% Fluorocarbono, Vega Potenza SC
Iscos: Casulo, Minnhoca Branca, Borracheira, Caranguejo 2 cascos, Choco fresco



FilipePC, Emanuel, Nuno C., Santos

segunda-feira, 16 de março de 2015

( Jigging ) A testar zagaias e o peixe a colaborar


Boas Pessoal....


Já faz algum tempo que não publicava nada para a malta se divertir um pouco..:-)


Posso dizer que tive um mês e meio muito atribulado e sempre à pesca. Tive a companhia dos meus sogros que eu tanto adoro, onde tive a oportunidade de fazer uns dias à pesca com o meu sogro e apanharmos uns peixes, principalmente ao corrico.


Foi um mês e meio onde me iniciei pela primeira vez a pintar zagaias...hehehe. Em grande parte agradeço ao meu amigo Paulo Costa, que me ajudou e muito, pois sem a ajuda dele, eu iria perder muito tempo a tentar descobrir as diversas etapas e o que não se deve fazer..hahaha.


Tirando as pinturas que tanto prazer me estão a dar, falta a pesca, onde o peixe tem sido muito, principalmente ao corrico e spinning. Com os dourados e os veleiros a fazer a delicia de qualquer pescador..:-)


O spinning aos dourados foi brutal!!!...com eles a colaborarem e no meio de muito lixo a flutuar, posso dizer que foram batalhas muito loucas, cheios de saltos e com o lixo agarrar-se à linha...hahaha..mas uma vez mais a linha da sufix voltou a surpreender-me, pois mesmo a raspar em troncos e a levantá-los, nunca cedeu!!...Brutal!!...e a pescar com 0.24..:-)

Praticamente passei este tempo todo ao spinning e ao corrico, a malhar nos Dourados e nos veleiros, deixando um pouco o jigging de parte. Sabe bem ir variando, principalmente por causa do corpo. Pois para quem vai ao mar todos os dias como eu tirando os fins de semana, o esforço físico que o jigging exige é muito.

Estes peixes foram todos tirados com as novas zagaias pintadas por mim. Fiz o mesmo padrão de pintura para todas elas, onde apenas a gramagem e o formato variaram. Apenas mudei o formato e o peso da zagaia, a pensar na sua função e na espécie em si a capturar. E posso dizer que correu lindamente, tendo capturado pargos, atuns, piazeites, carapaus e um cherne pequeno..:-)

Claro que não basta arranjar uma zagaia, pintar e já está!!...pois é preciso saber como é que cada espécie come e qual o tamanho de zagaia que come. Para então tudo fazer sentido e dai tirarmos os dividendos do nosso trabalho :-)


Para terminar, quero apenas salientar outro ataque que tive a um dos jigs novos de um veleiro. Que após me pregar um grande susto, com 3 cabeçadas violentas na cana com o jig a cerca de 40 metros da superfície, largou. Quando tirei o jig da água constatei que um metro do leader estava todo roçado!!...o que não me deixou duvidas que tinha sido um peixe de bico que tinha ido lá. Pode ser que para a próxima vez ele não tenha tanta sorte..hahaha.


Espero ter para breve um novo video para a malta curtir..:-) Mas até lá, um grande abraço e até já..:-)

                                    Luís Malabar