Os nossos amigos

quarta-feira, 28 de maio de 2014

( Vinil/Corvinas) Corvinas No Tejo, a Estreia do Joaquim ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

Boas,

O início de época às Corvinas traz consigo centenas de pescadores por todo o Tejo à procura de sentir um arranque na sua cana...

Não vou dizer que sou fã da pesca em si que tenho feito, nem sou um fã do peixe em si em termos gastronómicos, mas como sempre referi sou fã dos seus arranques, e todos os anos, desde uns 10 para cá, que a partir de Maio, até meados de Setembro, procuro este peixe, procuro ao menos sentir no outro lado alguns arranques daqueles. E para quem nunca sentiu, acreditem, que dá 10-0 a um robalo. É um peixe muito mais lutador, muito mais potente ( também maior em média). Este ano nem andava cm aquela pica de pescar a elas, mas... Quanto mais cedo apanhar umas quantas, mais rápido me posso dedicar a outras pescas que gosto. Digamos que como referi, sinto a necessidade de todos os anos apanhar algumas...

Bem, após umas semanas sem muito tempo para pescar, finalmente consegui ir ao mar, e há algum tempo que estava para ir lá com o Joaquim e o Guilherme. Ele não pôde, e acabei por ir só com o Joaquim.

A pesca foi combinada para a manhã de Domingo, sem pressas, tranquilos, pois é para entreter...
Chegámos perto das 11 ao pesqueiro, e fomos até ao spot a procura de algum arranque. Ao chegar já alguns amigos estavam por lá a tentar encontrar alguma... Perguntei como estavam as coisas, e disseram que nem um peixe tinha saído, e passados minutos, 3 deles abandonaram o pesqueiro... Disse logo ao Joaquim ser mau sinal, mas que a ideia era fazer a viragem e aproveitar as primeiras horas da vazante e por isso há que estar tranquilo. Certos dias com pouca actividade há que confiar que ao menos uma vai passar pela nossa cana... Dei umas voltas ao "quarteirão" a ver se a sonda encontrava peixe... E rapidamente dei com peixe lá no fundo. Avisei os dois colegas que ficaram que havia peixe por baixo e ambos me disseram que a malta estava farta de bater a zona e nada... E tornei a insistir:

- Está peixe por baixo...
Era hora de tirar a caixa das amostras eheheh!!!





Eles juntaram-se a nós, e ao fazer o trajecto, as duas sondas acusam uma bola de peixe, vários ecos, e senti que ia sair peixe... Rapidamente vejo um deles com a cana vergada, cabeçadas vigorosas, drag a varrer.... ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, cabeçadas e mais cabeçadas, e conhecendo a cana que era, vi ser um peixe de algum tamanho. Encostámos ele, tal como o outro barco, e a ajuda de outro xalavar foi essencial, pois o dele era um pouco pequeno. Um bela corvina cá fora com 12 kg.... Era um sinal muito bom, pois tínhamos chegado a meia horita... Tornámos a iniciar o processo, e novamente o Carlos com uma ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, desta mais pequena, dominada em poucos minutos... Esta tinha cerca de 4 kg.

Naquela altura a esperança de ser um grande dia era muita, e continuámos a tentar, mas na realidade não havia uma actividade assim tão bruta... Estivemos ali cercad de 20 minutos sem mais toques...
Após isso começou a minha saga com os meus amigos... em 10 minutos saco 4 xarrocos... Os gajos mamavam os black minnow e os luncker city com uma gana... Lixaram me logo 3 vinis... Um gajo fica maluco com os boca largas... O último ficou colado ao chão durante uns segundos, ainda esperei com entusiasmo o arranque, julgando ser alguma corvina mas nada...

Os minutos passavam e eu já estava a ver que não saía mais nada, a água já tinha bastante força, estava a terminar o momento ideal...

Estava eu na conversa com o Joaquim e num dos toques tradicionais neste tipo de pesca eis que na descida vejo logo a linha a esticar, e assim que a cana fica em tensão ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, cabeçadas, arranques para a direita, e foi giro ver ele nas calmas assim que lhe digo que é corvina a dizer...

- " Então secalhar é melhor me levantar"... lol...
- e eu respondi " Acho que é mesmo melhor".


Os arranques não eram nada do outro mundo, mas dava para perceber que já ia dar gozo, que iam ser uns minutos de pica, de adrenalina, e ele sempre com muita calma foi trabalhando o peixe, enquanto eu ia me divertindo a ver as cebeçadas, e os ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ´S... O a.p. Power portou-se muito bem ( belo drag, muito afinado e certinho), e em uns 5 minutos ele trouxe a corvina ao cimo e quando a vi, tinha outro problema... O Xalavar era demasiado pequeno, e dos articulados na parte de cima, o que é mau sinal, pois quando se toca tem tendência a dobrar e fechar essa parte, pelo que não senti nenhuma confiança nele... Se fosse uma corvina de outro porte não sei se ela entrava lá... Mas felizmente após mais duas ou três arrancadas perto do barco, consegui meter a menina no xalavar. Kaki a facturar...

Fiquei muito feliz de ver o Joaquim a facturar, e a sentir algum do poder que estes peixes têm. Já foi uma amostra do que está para vir!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A expectativa ficou logo muito alta, sempre a espera de mais um arranque, era hora de queimar os últimos cartuchos...Black minnow´s para baixo e assim que lá cai, pum pum... cana dobrada... e eu já a afiar o dente, mão no drag para controlar o peixe, e... e... e... não arrancas??? cana aprume, carreto a trabalhar, e fonix... cabeçadas fracas, e sempre continuas... Nãooooooooooooooooo... Mais um boca larga feioso!!!

E mais um vinil cortado ao meio... Assim é duro... E lá se foi a ilusão de ser uma toura...

Logo de seguida, o Joaquim, leva umas pancada na subida ao recolher o vinil, um robalote, pequeno que foi a sua vida, para um dia, quem sabe tornarmos a nos encontrarmos...

E ele na brincadeira diz me logo... Filipe a minha cana só apanha peixe fino, recusa-se a apanhar charrocos... lololol... E na realidade ele nem um apanhou...

Eram 4 horas quando demos por terminada a pesca, mais ninguém tirou nada, e decidimos ir para casa...

Vim com a sensação que podia ter sido melhor pois a sonda acusou algum peixe, mas na realidade quase não saiu peixe, ele não estava a comer, nem sequer sentíamos ataques, pelo que foi o possível num dia não...

De certeza que melhores dias virão...







Material:
Canas: Shimano Nasci PG; Hiro Bellona
Carretos: Ryobi A.P. POWER II 8000; Shimano Twin Power SW 5000
Linhas: Power Pro 8 Slick; Sufix 832
Amostras: Black Minnow´s; Luncker City; Savage Sandeel; Storm Ultra Eel


FilipePC; Joaquim

segunda-feira, 26 de maio de 2014

( Jigging video ) Is it Magic....:-)



  Boas Pessoal....:-)








                                Um grande abraço e até breve

                                          Luís Malabar

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Costa Da Caparica, simbiose perfeita - Foto do Mês, Abril de 2014

Uma foto que ilustra bem a Magia deste pedaço de mar... Pescadores, surfistas e pessoal a aproveitar o magnífico pôr do Sol




Ospescas

quarta-feira, 21 de maio de 2014

( Jigging ) Dias de pesca em família...:-)



 Boas Pessoal..:-)




 Pela 1º vez, tive o prazer de pescar ao lado do meu sogro durante 4 dias..:-) Ele é um aficionado pela pesca como eu mas nunca tinha experimentado fazer jigging.


Foram 4 manhãs muito bem passadas junto ao mar e com muita alegria por o ter comigo, pois não existe nada melhor do que ver no rosto do meu sogro a satisfação de ferrar uns belos peixes e viver a experiência do que é tirar um pelágico destes..:-)


Para mim, foi com enorme satisfação que vi o meu sogro apanhar mais peixe que eu durante estes dias, ainda conseguimos fazer 2 ou 3 doubles strikes..:-) sendo que o maior peixe capturado por ele, tinha aproximadamente 10 quilos e que o fez suar e bem para o tirar..:-)


As zagaias essas, derivado à corrente que se fazia sentir, eram de 250 gramas e pintadas pelo meu amigo Paulo Costa..:-) Como se costuma dizer, na equipa que se ganha não se mexe...:-)


A maneira deles comer é que foi um 31, mas com calma lá conseguimos enganar alguns...hehehehe..:-)


A temperatura do ar continua asfixiante, principalmente quando não se sente uma brisa sequer...:-)


A da água nem se fala, pois andou sempre entre os 26.4 e os 27.8 graus...:-) Mesmo quando temos a necessidade de nos molharmos, torna-se difícil, pois com esta temperatura nem dá para arrefecer o corpo.


O único mal destes dias de pesca, foi a maldita lua que fez com que os peixes comessem muito mal e quando queriam comer!!..Porque se não fosse a lua, o numero de capturas seria muito maior do que foi, mesmo assim já deu para sentir o poder destes peixes, e perceber que esta pesca é muito dura para o corpo, seja pela temperatura atmosférica como pela técnica em si.


Claro que a maioria das pessoas pensam....O que???..puxar um peixe destes com 10 quilos desde os 97 metros do fundo custa!!!!!...fraquinhos!!!


Pois por mais estranho que vos possa parecer, custa e muito...imaginem só se estivessem num barco em pleno oceano, em que a temperatura do ar fosse de 40 graus, não houvesse vento, com a humidade a 80% , com uma cana que pesasse entre as 300 ou 400 gramas, mais o carreto que pesa quase 900 gramas, animar um jig de 250 gramas durante 4 horas seguidas..:-) Sim, animar o jig até conseguir ferrar um peixe...hahaha..:-)


Claro que não é para terem pena de mim..hahaha...como se costuma dizer, quem tem penas são as galinhas...hahaha...mas é só para terem uma noção caso um dia decidam fazer uma viagem aos Açores ou a outro lado do mundo onde exista esta espécie e tenham o prazer de pescá-los.


Claro que existem muitos factores a ter em conta, sendo o principal para mim a profundidade a que se pesca e a aguagem o que mais desgasta o corpo. Claro que se eu pudesse, pescava com zagaias de 80 ou de 100 gramas a 30 metros do fundo..hahaha..mas não dá..:-)

Nunca mais me vou esquecer do que o meu sogro me disse no fim do 1º dia de pesca...hahaha.." Luís....é que nem vendo as filmagens dá para imaginar o esforço físico e mental que é preciso para este tipo de pesca, as pessoas não imaginam"


Ao menos sei que saiu cansado mas muito satisfeito..:-) Por um lado ainda bem que não lhe tocou nenhum com 20 ou mais quilos, pois ai é que ia ser complicado para ele, isto porque depois de ele ter tirado um de 10 quilos teve que se sentar, beber água e descansar. O que é normal, pois até me habituar ao esforço tive que sofrer e não foi pouco...hahaha.


É fundamental nesta pesca, saber gerir muito bem o esforço físico se queremos continuar a tirar peixe, pois como é normal, assim que adrenalina dispara a tendência do nosso corpo é gastar mais energia do que é necessário.


Para mim a adrenalina, é o pior inimigo do pescador, pois assim que se ferra um peixe e ela dispara, perdemos a noção do nosso corpo e mente, exercemos mais força do que é necessário e em zonas que não necessitam de desgaste. A ideia de ver o peixe ao vivo e a cores sobrepõe-se à nossa concentração que temos que ter naquele preciso momento, e quando damos conta já é tarde de mais, só com o peixe a bordo é que começamos a descontrair e notamos que nos dói os braços, o pulso as costas....hahaha...o pior é depois quando vemos a sonda carregada de peixe e queremos tirar mais e o corpo não quer...:-) sem falar no material que sofre desnecessariamente se não nos concentrarmos no que estamos a fazer.


Um exemplo que vos posso dar, foi quando o meu sogro depois de ferrar o 1º peixe, sempre que puxava a cana para depois enrolar o carreto, não fazia uso do seu braço esquerdo para ajudar a puxar, apenas usava o direito. O que acontece aqui é que todo o esforço que exercemos é feito sobre o braço direito e não é distribuído pelos dois. Claro que, com a adrenalina não nos apercebemos que o braço esquerdo pode e deve ajudar a suportar a luta do peixe, mas mesmo assim é preciso conseguir relaxar ambos os braços e costas quando estamos a combater o peixe. Ter sangue frio em qualquer tipo de pesca é meio caminho andado para o sucesso da mesma, na minha opinião.


Depois de lhe ter dito isto, conseguiu relaxar mais e fazer o uso dos 2 braços, o que o ajudou a poder continuar a pescar sem que ficasse sem forças para tal.


Mas como a vida não é só pesca, ainda fizemos uma bela viagem onde vimos paisagens lindas, e onde acabámos por almoçar num restaurante numa zona que se chama Sumbe..:-)


O mais engraçado é que esta zona é conhecida por ter uns belos petiscos, um dos quais é a Lagosta..hehehehe....Hummmm..:-)


       Não trouxemos muito, só 25 quilos delas..hahahaha..:-) 


                         Um grande abraço e até breve

                                  Luís Malabar



segunda-feira, 19 de maio de 2014

( Trolling/Vinil) Estreia à trollada e vinilada – Num dia muito bem passado

Boas.

Estava eu à conversa com o Filipe a perguntar-lhe onde iamos à pesca no fim de semana. E ele diz-me:
  • Queres ir molhar a cana?
Ao dizer isto lembrei-me logo de uma pesca especial que fazemos e digo-lhe:
  • Molhar a cana e cu? Pesca do cu molhado?
  • Não. Molhar a cana. Uma pesca diferente.
  • Então o quê?
  • Vamos de barco no tejo. Vamos com o Joaquim no barco dele. Já falei com ele e disse que sim que te levava também.
  • Bora nessa!!
Estava combinada a pesca. O Filipe sabe que não tenho material para essa pesca e disse logo que levava tudo para mim. Só precisava de levar farnel e boa disposição. E isso tenho sempre para dar!
Combinámos cedo à porta de minha casa, o Filipe vinha-me buscar, e de seguida iamos ter com o Joaquim à marina da Expo.
Chegámos à marina e digo ao Filipe será que podemos entrar com o carro. Olhamos para trás e estava o Joaquim a chegar a fazer sinal de luzes para entrarmos.
Cumprimentos da praxe e como estava aquele nevoeiro matinal decidimos ficar mais um bocado à conversa até que levantasse e podessemos sair em segurança para o mar.
Eram perto das 8:30 e já estavamos a carregar o barco para arrancar para o pesqueiro.
Pelo caminho iamos pondo a conversa em dia e o Filipe ia dando umas instruções da pesca que iamos fazer. Pois para mim era tudo novidade e o Joaquim também ainda está verde nesta pesca e naqueles pesqueiros.
Chegámos ao spot sempre com o Filipe pelo caminho a dizer os pesqueiros por que iamos passando.
Montar o material e decidimos começar pelos vinis. Alinhar o barco e pescas para baixo.
Passado duas ou três passagens pelo spot, sinto um peso e começo a recolher...




O Filipe ainda diz que estava preso, mas não digo-lhe é peixe mas não deve ser grande coisa.
E já tinha desgradado com um grande exemplar de Tamboril do Tejo. EHEHEH
Claro que fui logo gozado pelo Filipe. Mas o Joaquim diz logo já não é grade. A não é não.
Continuamos à pesca e é a vez do Filipe ter um ataque ao seu vinil. Vai de puxar para cima sem nenhuma cabeçada. EHEHEH Mais um Tamboril do Tejo.


Era a minha vez de gozar com ele. Foto da praxe ao belissimo exemplar e água com ele.
O tempo ia passando e a sonda lá ia marcando um peixe ou outro mas nada atacava os vinis.
Mas isso não era o mais importante. A pesca não é só o peixe que apanhamos e ali estava a prova disso. Porque a boa disposição e bom ambiente reinavam naquele barco.
Passado mais um bocado e PIMBA! Cana do Filipe vergada outra vez e vem para dentro do barco mais um grande xarroco. Eu a gozar com o Filipe e ele só dizia que já tinha apanhado dois e que este era maior que o meu.
O Joaquim como não dava outro peixe dizia que também queria apanhar um nem que fosse para desgradar.
Só nos riamos uns com os outros.
O dia foi continuando e altura para começarmos a trollar aproximava-se, mas antes decidimos ir fazer uma pausa para um cafézinho.

Quando estamos a parar o barco no pequeno cais para sair para o café começa a sonda a apitar sem parar. Olhamos para a sonda e só nos riamos eram dezenas de peixes que a sonda marcava. EHEHHEH


IMPRESSIONANTE!!!
Café tomado e corpo revigorado para voltamos à acção.
Era altura de começarmos a trollar.
Só iamos começar a pescar com 2 canas, sendo que o Filipe disse logo que não se importava que
fosse o Joaquim e eu a ficar a pescar. Ele só dizia que queria que nós sentissemos um arranque “daqueles” que sentissemos a adrenalina se tivessemos um ataque de um bom peixe.
Começam então as passagens pelo spot e embora a sonda marcasse um ou outro peixe eles não queriam nada com as nossas amostras. Lá iamos tentando e modando de amostra mas nada.
Até que numa zona onde a probabilidade de um ataque era menor o Joaquim leva um safanão na cana. Começa a trabalhar, o Filipe começa a para o barco e não parecia que vinha lá nada, mas mesmo assim o Joaquim e recolhendo com calma não tendo a certeza se seria peixe porque na outra ponta da linha não se sentia qualquer movimento. Mas quando chega ao pé do barco o peixe lá dá dois ou três arranques mas muito rápido o meteu no xalavar.


Estava desgradado o Joaquim. E com um robalo, embora não sendo um peixão deu para animar num dia em que pouco peixe lá andava.




Fizemos mais uma passagens ao trolling, e agora a sonda marcava sempre dois ou três peixes no mesmo sitio. As amostras passavam-lhes à frente e eles nada.
A maré estava na viragem e decidimos mudar para os vinis outra vez. E tentar que os peixes que a sonda marcava atacassem desta feita os vinis.
Mas nada.
Decidimos mudar de spot, chegamos lá e começa a levantar-se um vento.
Ainda fizemos umas passagens mas peixe nada.
Estava na hora de voltarmos.

A viagem de volta não foi facil, pois a maré vazava com muita força e o vento estava cada vez mais forte. Alguns banhos pelo caminho e lá chegámos à marina.
A pesca foi fraca. Mas é como já vos disse, é assim que penso e são dias como este que provam cada vez mais isto que sinto. A pesca é muito mais que apanhar peixe.
Foi um dia excelente muito bem passado e em boa companhia.



Obrigado ao Filipe e ao Joaquim pelo dia espetacular que me proporcionaram.

Grande abraço a todos

Até à próxima,

Guilherme Cruz

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A pescaria de Chocos fraquíssima que deu origem a uma pesca de surfcasting fenomenal!!!

Boas,

Resolvi fazer um relato ao contrário do que é costume...

Comecei por fazer o relato da pescaria de surfcasting e agora a pescaria que deu origem a essa grande pescaria de surfcasting... E mais houvesse!!! Lol. Esta dava bem para pôr nos anais de um grande senhor...

E ESTA HEIN???

Então vou começar, pelo relato do dia de pesca que como tem sido hábito este ano, tem sido muito mais fraco do que é costume, razão pela qual temos feito menos relatos e temos ido muito menos vezes... A chocalhada não encostou em força...

Mas é uma pesca que apesar de não me dar grande pica tem bons resultados gerais e por vezes lá vamos nós fazer...

Foi assim que resolvemos lá voltar após meia dúzia de pescas este ano algo fracas... Chegamos ao pesqueiro e o dia encoberto não nos deixava antever boas capturas, juntando a uma água algo tapada, estava visto que seria mais um dia complicado de pesca. Como tem sido hábito ultimamente...

Mas lá começamos o dia em busca de uma ou outra pesca de jeito o que estava a ser deveras complicado. Já rezava aos santinhos todos por o sol dar um ar de sua graça, mas o WINDGURU marcava muita nebulosidade, cerca de 90% o que me deixava antever que isso não ia acontecer...

Uma coisa que vem sido hábito, fruto provavelmente das correntes sentidas na zona é que nas zonas mais baixas, existe menos visibilidade do que em águas mais profundas... Isto para dizer que em mais de uma hora apenas demos com um choco...

Vai de descer na profundidade e procurar zonas em que pudéssemos ter as águas mais límpidas...
Aqui a actividade aumentou muito e conseguimos logo dar com uns bons chocos... Uns 5/6 choquitos alegraram a coisa... Infelizmente foi " sol de pouca dura" e deixámos de apanhar choco, e tivemos mais uma vez que ir a procura deles... E logo na investida seguinte, um grande choco com 3,800 kg. o que alegrou esta pescaria. Grande monstro... Julgo que se vê no cimo da fotografia, um animal muito comprido e largo.

Estava na altura de ir dar uma volta para ir procurar uns polvitos, visto que este ano isso tem sido uma das apostas seguras. Existem muito mais no rio, e isso tem ajudado a compor a pescaria fraca.

Fomos então ao spot de sempre ver se lá andavam alguns e nisto as nossas apostas estão a acertar em cheio. Não foram muitos, apenas 4, mas 3 deles, enormes polvos muito grandes, acima dos 3 kg.

Depois de dar por terminada esta pesca, foi altura de espairecer... Tomámos o pequeno almoço, e entre um cigarro, bebeu-se um suco docinho aqui da zona... Um Moscatel do José Maria da Fonseca... Bem, a garrafa ficou  em lindo estado!!! lololol... Estava tão fresquinho que aquilo parecia água com sabores...

Bem, e terminada a paparoca, era hora de regressar a faina, já eram quase 11 horas e tínhamos mais uma horita, pois era dia de ir almoçar a casa...

E para mim apesar de no final da pescaria que para nós foi abaixo do que estamos habituados termos apanhado uma pesca porreira, eis que surge algo que despoletou uma grande pescaria de surfcasting...


Estava eu a organizar o barco, a tentar limpar pois os jactos dos chocos deixam no sempre em mau estado, quando olho não vejo o Palma... Epa, e levanto-me... Nada, e ponho-me em cima das extremidades do barco.... Nada! Pânico... Mas dentro da minha calma, ia dizendo, tem calma, tem calma, ele deve andar por aí... E estive largos segundos, talvez mais de um minuto sem o ver... E quando já tudo me passava pela cabeça... Eis que oiço: " Filipe. Filipe, anda cá"... E quando chego julgando que ele tinha dado com algum filão deles, eis que ele me brinda com isto:

Sim estão a ver bem... Esta foi a sua captura... Com tanta agitação eu a julgar que ia ser a captura do dia, algum polvo de 8 kg. ou então sei lá um choco record, tipo de 6 ou 7 kg... Ou alguma raia gigante... Sei lá assim com 20 ou 30 kg... E ele dá-me para a mão esta coisa estranha!!! 
Bem, ele lá continuo a palmilhar, enquanto eu andava a tentar perceber o que ia fazer ao animal... Que no chão do barco então, ficava a solta e quase que duplicava o seu tamanho...

Impressionante!!!

Na minha cabeça fez-se luz e entre deitar o animal a água, e guardar pensei logo... Vou guardar, nunca se sabe, podes até servir para alguma coisa, quem sabe se não faço uma pesca ao fundo e se não me dás uns peixes!!!

E não é que...




Bem , ele lá andava a dar com mais uns chocos para a despedida, e ainda se safou mais 5 chocos. A coisa ficou composta, e lá fui eu todo o caminho com a salsicha num baldinho, lol, e ia apreciando um isco que tem enorme efectividade em espécies como o sargo e a dourada...



Não posso terminar este relato sem fazer o paralelismo com o tal que vos falo...

Chegado a casa, guardei os chocos e os polvos e lá fui eu pôr a salsicha no frigorífico... Passados dois dias, eis que começo a pensar... Bem se não congelo isto... Vai a vida... E lá a congelei, mas logo no dia a seguir liga me o Guilherme...

- " Estava a pensar em se ir fazer uma noitada de surfcasting com o João e o Soares... Lá ao sítio da última vez"
- " Hmmm, ok, estou nessa, bora lá"...

E no Sábado lá fomos nós direito ao pesqueiro para mais uma grande noitada de surfcasting...

A noite em si foi muito activa, sempre com alguns peixes a saírem, sempre com boas capturas, robalos de algum calibre, e principalmente grandes sargos, peixes que variaram dos 800 a 1500 kg.

Mas se a pesca estava a ser mais ou menos, ficou divinal quando disse ao Guilherme...

- " Tenho ali um isco para fazer miséria..."

E nesse momento tudo mudou... A cada lançamento era um sargo quileiro, e chegámos ao ponto de aproveitar os restos da boca dos sargos para compor a iscada seguinte.

Uma só salsicha deu para 8 sargos de alto calibre... Sentado na cadeira de manhã, ao me lembrar de como tinha apanhado este isco, da forma como tudo aconteceu, só pensava...

Como são as coisas... É nisto que a pesca é fenomenal!!! Alguém diria que uma pescaria de chocos, iraia despoletar numa grande noite de pesca no areal, de uma noitada brutal de surfcasting??? Não, claro que não!!!

Mas foi assim que se passou, e é mais uma história para recordar, pois parece-me que vale a pena.

E esta hein???











FilipePC e Ricardo Palma