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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Shimano Super Aero Technium


Shimano Super Aero Technium



Uma das mais aclamadas canas de surfcasting do mercado nacional, a Super Aero Technium reenventou-se, aparecendo no ano de 2011, com ponteiras híbridas em alguns dos seus modelos.
É já um clássico da Shimano, uma cana com uma qualidade superior e acabamentos de alta gama, que eu considero ser das mais versáteis existentes no mercado.
A Super Aero Technium vem com uma das melhores construções da Shimano, o Diaflash oculto, está construída com um dos melhores carbonos, o XT300 , cruzado com um carbono especial, o que torna esta cana como uma das mais confiáveis e robustas do mercado nacional.
O porta carretos é em Fuji DPS, e os seus passadores são low rider, sendo que os passadores do modelo de 2011 são Fuji Alconite e os dos modelos antigos de côr cinzenta vêm com Fuji Sic, e ainda com contrapeso e espigão removível. Um luxo de cana.

Versão 2011


Versão 2009/10( Cinzenta)

Umas das grandes características que encontro nesta cana, é a sua versatilidade, é capaz de nos surpreender em quase todos os tipos de pesca.
Tanto a levo para a pesca de praia, onde trabalha maravilhosamente com chumbadas entre 140-180 na versão BX, assim como a uso no rockfishing, ou num pontão/molhe a um dos maiores troféus da nossa costa: a corvina, peixe que obriga a canas a grande poder e robustez.
Acima de tudo esta cana começa a ser um clássico, procurada por pescadores nacionais e estrangeiros, pela sua excelente relação qualidade/preço. Não sendo propriamente uma cana barata, pois ronda os 300 euros, é uma cana que se situa numa gama alta, mas a preços de gama média/alta.


A versão de 2011, muda a côr, vindo em azul forte, e embora se apresente mais sensível, continua a apresentar na versão BX uma robustez fora do comum, podendo o pescador usar chumbadas de valores consideráveis( 140 a 160) sem qualquer tipo de problemas. É uma cana de acção rápida, ideal para pescadores experientes.
Obviamente devido á sua ponteira hibrida, desaconselho o seu uso em zonas de pedra e altura.

Deixo ainda uma explicação breve do que significa as siglas CX, BX, que são as usadas nestes modelos.
O CX é igual ao 30 da Daiwa, ou seja são as versões mais macias, e portanto menos resistentes, normalmente estando o seu CW( casting weight ) entre 100-200.
O modelo BX representa o 33 da Daiwa ou seja são canas mais robustas, com maior capacidade de CW, sendo que normalmente vão de 100-225, ou mesmo 100-250. Existe ainda uma versão de 4,35 mt XXX que representa a versão mais  forte, um autêntico "pau", sendo esta versão de 100-250.

Devido aos passadores low rider, esta cana trabalha melhor com linhas abaixo de 0,30, onde consegue atingir as suas virtudes na plenitude.



Como crítica, daquela que é uma das minhas canas preferidas de sempre, deixo a poupança existente nos componentes na versão de 2011( de Fuji Sic para Fuji Alconite ), o facto de já não trazer nem contrapeso nem espigão incluídos.
Por fim e aquilo que mais critico neste modelo, provavelmente, a única alteração que me causa mesmo maior indignação, é o saco de transporte.
Tenho que utilizar esta expressão " uma vergonha ". Uma cana de 300 euros, de uma marca líder de mercado não se pode apresentar num saco que não só não é rígido, como nem sequer vem com separação dos elementos. Estes vão todos juntos a baterem uns nos outros, causando claros problemas no seu transporte, e na sua manutenção. A probabilidade de partirmos um elemento ou um passador nestas condições é elevada, aconselhando eu, a tentarem encontrar um saco alternativo que proteja esta relíquia da forma que ela merece.






 
Filipe Condinho

3 comentários:

Rui Urubu disse...

Olá Filipe,

Essa vara tem cá uma pinta de dar uma boa "VARADA" e como é azul só pode trazer boas alegrias aos pescadores!
Obrigado pela partilha.

Abração
Rui Urubu

Os Pescas disse...

Olá Rui, sim a cana é realmente muito poderosa. Tenho ambas as versões e gosto imenso dela. Forte, e muito versátil. Necesita de habituação, mas após a dominares, tens um ferrari na mão!
Quanto á côr, eh eh eh, embora a minha preferência clubística seja outra, também acho esta azul lindíssima. Abraço.

Filipe Condinho

Antonio disse...

Viva

Realmente o saco da SAT não lembra ao diabo…

Recomendo para uma boa protecção:

Para o elemento ponteira podemos usar calha técnica de 40x40mm

No 2º tramo, como só tem um passador, pode usar-se um protector de passadores de uma cana telescópica, furado no topo.
Com cerca de 10cm de calha técnica de 60x40mm e um pouco de feltro também chegamos lá

O cabo… pode ir no saco